terça-feira, 12 de setembro de 2006
Fidel está de volta: presidirá a delegação cubana
Não é apenas o candidato Lula que investe no Nordeste: americanos e europeus também...
Fernando Henrique, do PSDB, e Aécio Neves, do PSDBdoB, cada vez mais distantes
Banco Mundial e USAID: Bolsa-Família é exemplo para o mundo
O diário americano Christian Science Monitor desta última segunda-feira, em reportagem intitulada “Brasil faz progressos na luta pela Fome Zero” (Brazil makes headway in bid for Zero Hunger), relata o crescimento do programa Bolsa-Família, chamado de “o carro-chefe da iniciativa Fome Zero” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O jornal cita o Banco Mundial e a USAID, que apóiam o programa: “é um modelo que pode transcender as fronteiras, mostrando a países como driblar a burocracia e dar a indivíduos a capacidade de sair da pobreza”. Kathy Lindert, economista do Banco Mundial em Brasília, declara que o programa garante ganhos imediatos em eficiência. Para ela, o Brasil é um “superstar” ao exportar o seu modelo para países africanos e latino-americanos. O jornal destaca que “os gastos sociais mais que triplicaram (na verdade, quase triplicaram) nos três primeiros anos do governo Lula – de R$ 6 bilhões em 2002 para R$ 17 bilhões em 2005 – e que podem chegar a R$ 21 bilhões neste ano”. Destaca ainda que “o Brasil encerrou a sua dívida de 15 bilhões de dólares com o FMI, controlou a inflação e tem um crescimento econômico lento mas consistente”. Leia a reportagem completa de Jen Ross.
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Se o placar eletrônico falasse...
Lacerda 65
Acabo de ouvir na Rádio CBN o excelente programa de Lula Vieira, “Jingles Inesquecíveis”. Hoje ele apresentou um jingle que seria da pré-campanha de Lacerda para presidente em 1965. Diz a letra: "as portas vão dormir sem trinco // com Lacerda em 65". Além de mostrar uma rima que é um brinco (como diz Antonio Mello), o jingle mostra claramente o cerne do espírito lacerdista, que se mantém até hoje: segurança. Poderíamos até pensar no jingle lacerdista para a próxima eleição para a Prefeitura do Rio: "as portas vão dormir sem trinco // com Denise em 25". ..
Enquanto Bush não tiver garantido os votos ruralistas para os candidatos republicanos nas eleições de novembro, os países pobres do mundo têm que fazer de conta que dialogam - e têm que manter a cabeça fria.
domingo, 10 de setembro de 2006
A felicidade vota em Lula
Mais um furo deste Blog, sobre os verdadeiros objetivos da carta de Fernando Henrique
O candidato Pedro Bial promove bela disputa entre Lula e Alckmin
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Grande emoção na disputa para Governador do Rio: Vladimir ultrapassa Eduardo Paes!
Lula foi o único que declarou a independência no 7 de Setembro
Cesar Maia está fazendo direitinho o feijão com arroz da direita
Fernando Henrique só vê 2010
Esse tom de voz mais alto que Fernando Henrique está usando não tem muito a ver a com a próxima eleição. A sua maior preocupação é garantir a sobrevivência do PSDB pós-"furacão Lula". A derrota de Alckmin certamente já era esperada pelo morubixaba tucano. O que ele não esperava era a revoada tucana em direção a outros ninhos. O berreiro todo está sendo causado por causa da candidatura "rebelde" de Aécio Neves e da possível formação de um bloco de centro-esquerda forte. Fernando Henrique tenta segurar o seu partido na gaiola.
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
O sofisma de Cesar Maia
No seu Ex-Blog de ontem, Cesar Maia distribuiu um vídeo onde faz uma análise da disputa para Governador do Rio de Janeiro. Bom vídeo, onde ele mistura boa análise com forçação de barra para promover a sua pupila, Denise Frossard (PPS-PFL-PV). A crítica que faz à campanha de Vladimir (PT-PCdoB-PSB) a partir de uma pesquisa qualitativa está perfeita, mostrando a infantilidade da proposta (?) petista, um desrespeito aos candidatos sérios aos cargos proporcionais. Mas Cesar não se contém nisso. Entusiasmado pela subida de Denise Frossard (comprovada pelo Datafolha que a Rede Globo acaba de divulgar), Cesar Maia garante que haverá 2º turno no Rio baseado no “fato” de que Sérgio Cabral só é dono de “1/3 dos seus 40% de intenção de voto”. Os outros 2/3 pertenceriam “potencialmente” a metade a Denise Frossard e a outra metade a Crivella (PRB). E diz mais: que os dois já estão mordendo os votos de Sérgio Cabral. E como ele chegou a essa conclusão? Por uma pesquisa onde fez a pergunta do 2º voto, procurando perceber a troca de intenções entre os candidatos e, com isso, procurando identificar as semelhanças nos perfis dos diversos grupos de eleitores. É uma pesquisa importante, mas não substancializa o que ele afirma. Mais provavelmente (e o Datafolha parece confirmar) os votos de Crivella são mordidos por Sérgio Cabral, não o inverso. Da mesma forma, Denise dificilmente está tirando votos de Sérgio Cabral. Mais provavelmente (e o Datafolha parece confirmar também) ela está tirando votos dos Não-Votantes (Brancos+Nulos+Indecisos), que caíram 5 pontos – enquanto ela cresceu 4 pontos e Sérgio Cabral cresceu 2. Também não dá para afirmar com toda certeza que vai haver 2º turno. Desde julho que Sérgio Cabral oscila entre 52% e 51% dos votos válidos, enquanto os adversários trocam votos entre si. É verdade que, se Denise Frossard continuar crescendo sobre os Não-Votantes, poderá haver 2º turno. Mas isso está longe de confirmar as “análises” de Cesar Maia. EM TEMPO: vi um pedaço do programa de Vladimir e, pela primeira vez, gostei. Vamos ver lá na frente.
Qual o número de Eymael?
No Iraque de hoje, a certidão de nascimento pode significar certidão de óbito
O nome, esse é o problema. No Iraque muçulmano, os pais costumam dar aos filhos os nomes dos líderes religiosos do século VII, quando houve a separação dos grupos. A questão é saber se era um líder xiita ou sunita. Se você se chama Sadam Hussein, por exemplo, que deve existir aos milhões, corre sérios riscos ao andar entre os xiitas – já que o Sadam Hussein mais famoso era árabe sunita. O perigo é o mesmo para quem se chama Omar, Othmam ou Marwan. Já os xiitas gostam de se chamar Ali, Hussein e Abbas – e vão correr riscos entre os sunitas. São comuns as blitzen de milicianos islâmicos em busca de adversários pelos nomes. Encontrado um documento com nome preferido dos adversários, a execução é sumária. Milhares de pessoas tentam desesperadamente trocar de nome, em busca de algo que seja comum a todos, como Jabar, um dos 99 nomes islâmicos para Deus. Sugere-se que ninguém tente se chamar Bush… Leia reportagem de Scott Nelson para o The New York Times.
Parreira é Dunga
Transparência Rio
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Lula passou o dia se alimentando de boas notícias
O café da manhã desta terça-feira com as notícias que vieram de ontem falando da vitória no TSE sobre as campanhas da Oposição deram o gostinho do que viria pela frente. No Horário Eleitoral da hora do almoço, apesar de sua equipe ter repetido a intragável "teoria do prato de comida", Lula deve ter se deliciado (se é que perdeu tempo pra isso) vendo Alckmin abrir o Programa da tarde dizendo "Boa Noite". (Essas equipes milionárias vivem esquecendo o feijão com arroz...) Mais tarde teve a vitória da Seleção sobre o País de Gales. Não foi um jogo espetacular, mas o time voltou a mostrar que tem fome de bola, e isso deixa o povo satisfeito. À noite foi um prato cheio. De entrada, a Pesquisa Datafolha: Lula subindo pra 51, Alckmin estacionando nos 27 e Heloísa Helena caindo pra 9. Aumentou a vantagem de Lula nos votos válidos: foi de 56% para 57%. Mais que isso: na pesquisa espontânea, Lula garfou mais 3 pontinhos, pulando de 38% para 41%. Para encerrar o banquete, a equipe de Lula acertou o ponto no Programa da noite. Mostrou que, se é pra mostrar volume de obras, a receita do Governo Federal rende mais. Pelo lado de Alckmin, a esperada salada da pancadaria estava insossa, desnutrida e o Programa, apesar de bem preparado, acabou meio indigesto. Com esse menu de boas notícias, Lula foi dormir muito bem alimentado. Diria até que de barriga cheia. Será que vai continuar com esse apetite?
Irã aceita o Estado de Israel. Tudo depende do Hamas e de Israel
segunda-feira, 4 de setembro de 2006
Vladimir Palmeira, o Publicitário do Ano
Li em algum lugar, antes da campanha eleitoral começar, que Vladimir Palmeira, candidato petista a Governador do Rio, teria declarado que, na campanha dele, publicitário não ia se meter na política. Imediatamente, achei ótima declaração. É isso mesmo, publicitário não tem que se meter em política, apenas em publicidade - e seguindo o que determina o marketing. Mesmo o profissional de marketing que trabalhe como consultor de alguma campanha política não tem que ser político. Ele tem que compreender o que se passa na política para orientar corretamente a quem atende. Nas campanhas políticas, sempre houve essa confusão entre política, marketing e publicidade, por isso fiquei entusiasmado com a declaração de Vladimir (que sempre admirei como político) separando o joio do trigo. Hoje, ouvindo o seu programa de rádio (que consegue ser quase tão bobo quanto o de TV), percebi melhor o que talvez Vladimir pretendesse dizer: ele só está interessado na publicidade, não na política. O seu programa, cheio de “criatividade”, designs, câmeras, enquadramentos especiais, etc, não pode estar sendo feito para o “concurso” de Governador do Ano. Deve estar procurando algum prêmio publicitário. Mas fui ver a relação dos premiados do Prêmio Colunistas (de Publicidade) 2006 – e a campanha do Vladimir não estava lá...
Depois de perder a guerra externa, Israel tenta vencer a guerra interna – mas a grande derrotada é a imprensa israelense
domingo, 3 de setembro de 2006
Jamais pensei que um dia diria isso com significado positivo. Mas foi o lado garra, vontade de vencer (que o Dunga parece que tem de sobra) que vimos hoje. É esse Brasil que nós queremos, em todos os sentidos. Chega de saudosismo e dos passes laterais feitos com salto alto. Queremos gols, queremos futebol-arte, queremos a força do povo brasileiro. De novo.
sábado, 2 de setembro de 2006
O Programa Eleitoral de Lula neste sábado perdia tempo teorizando sobre um prato de comida, quando foi salvo pelo gongo
Tudo bem que o programa eleitoral de Lula tem sido ótimo, com falhas mínimas e por isso tem direito a uma ou outra escorregadela. Mas escorregou muito neste sábado. Primeiro houve a falha da campanha permitindo o erro que levou à perda de mais de 2 minutos do programa eleitoral. Depois houve a falha de comunicação que levou ao corte súbito para a cartela do TSE. Mas isso até que foi bom, para evitar que o péssimo programa que estava sendo apresentado continuasse. E logo com o tema Bolsa-Família! Era um programa sem povo, sem emoção, sem Bolsa-Família. Os três apresentadores teorizavam sobre um prato de comida, quando, graças aos outros erros, o programa foi interrompido. Alô, marqueteiros, que horror era aquele? Lula discorrendo sobre o Bolsa-Família em um gabinete cenográfico? Tá faltando imagem? Apaguem esse sábado do currículo de vocês.
O sofisma de Lavareda
Antonio Lavareda (sociólogo e analista de pesquisas), com o apoio óbvio de Cesar Maia (um dos marqueteiros de Alckmin), está apresentando a tese (ou sugestão) de que a alta preferência do Nordeste por Lula pode levar a eleição para o 2º turno. Tudo parece bem argumentado. No Nordeste, Lula tem cerca de 70% das intenções de votos e lá, portanto, é o seu filé mignon (perdão...). Acontece que o Nordeste tem alto índice de Não-Votantes (Abstenção+Votos em Branco+Votos Nulos): 34,11% contra 26,29% da média nacional na eleição de 2002, uma diferença altíssima, sem dúvida, que leva qualquer um a pensar como Lavareda. Mas vamos aprofundar um pouco mais o raciocínio. Vamos separar a Abstenção (aqueles eleitores que não comparecem para votar) dos Votos em Branco+Votos Nulos (aqueles eleitores que votam deliberadamente contra todos os candidatos ou simplesmente erram). Notaremos que a diferença nas abstenções não é tão grande: 21,49% no Nordeste contra 17,74% na média nacional. Ou seja, a diferença maior está entre Votos em Branco+Votos Nulos, aqueles votos deliberadamente contra todos os candidatos. A conclusão mais lógica é a de que em 2002 o Nordeste não tinha o seu candidato do coração, como tem agora. Alguém duvida? Isso pode ser confirmado pelos votos que Lula teve em 2002 no Nordeste. Ele teve 30,23% de todo o eleitorado contra 34,23% na média nacional. E teve 45,88% dos Votos Válidos nordestinos contra 46,44% dos Votos Válidos de todo o país. E sabe qual era a intenção de votos em Lula no Datafolha de 30 de agosto de 2002? Era de 39% no Nordeste contra 37% em todo o país. Seu índice no Nordeste caiu em 2002 de 39% das intenções em 30 de agosto para 30,23% dos votos totais da eleição (o equivalente a 77,5% das intenções), enquanto seu índice nacional caiu em 2002 de 37% para 34,23%. Na pesquisa Datafolha do último 29 de agosto, Lula tem 70% de intenções de voto no Nordeste e 50% em todo o país (na espontânea está 58% contra 38%, enquanto em 2002 a espontânea no Nordeste era a mesma da média nacional 26%). Percebem a diferença? Alguém em sã consciência pode afirmar que a queda será a mesma, de 77,5%, com Lula chegando portanto a cerca de 55%? Claro que não. Hoje Lula é o candidato in pectore do povo nordestino. Se bobear, a sua queda (na relação "% de intenção" com "% de votos dos totais") no Nordeste será menor do que no resto do país. Não podemos nos enganar com qualquer manchete ou por qualquer avaliação precipitada – mesmo se for feita por quem sabe lidar com os números. Ou talvez exatamente por isso.
Ainda não vai ser agora que Bush ficará livre de Fidel - nem de Chávez...
Fidel e Chávez aparecem na TV Cubana e Chávez diz que Fidel se recupera muito bem. Leia trechos da reportagem no jornal cubano Granma (ou acesse aqui para texto completo): Hasta la victoria siempre Venceremos, exclamaron ambos. (...) Chávez le dijo: "Fidel venimos de otra vuelta por el mundo, debes saber que el amanecer de la nueva era continúa despuntando, tú eres parte de ese amanecer". (...) "Hugo, felicidades a ti y a tu pueblo bolivariano y glorioso por el éxito de tu última gira, que sobrepasó todas las expectativas", le dijo el Comandante en Jefe a Chávez. (...) El Comandante en Jefe le afirmó a Chávez que si algunas personas se sentirían muy felices con ser testigos de este momento, esos serían Bolívar, Martí, Sucre, y el Ché.


