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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Boa notícia: Brasil reconhecido como dor de cabeça para Estados Unidos e Europa
Com o título de “Brasil tornou-se uma dor de cabeça para EUA e UE!”, Cesar Maia reproduz hoje, no seu Ex-Blog, texto de Andrés Oppenheimer para Miami Herald / La Nación. Na essência, diz que, “não satisfeito com seu papel de líder na América Latina, o Brasil buscou alcançar destaque mundial em 2010 desafiando os EUA e a Europa em quase todas as frentes, mas com uma linguagem suave e um sorriso diplomático”. Cesar Maia, obviamente, reproduz isso como crítica. Mas tem notícia melhor do que essa? 1) o Brasil buscou destaque mundial; 2) o Brasil não se curvou diante dos Estados Unidos e da Europa; 3) o Brasil, para isso, usou linguagem apropriada, diplomática. O artigo conclui que “o Brasil, ainda mais que a Venezuela, tornou-se uma nova dor de cabeça para a diplomacia norte americana e europeia”. Só não é dor de cabeça o país que se curva – logo, ponto para o Brasil. E só se transforma em dor de cabeça intolerável o país que recusa a linguagem diplomática – logo, outro ponto para o Brasil. Cada vez mais, dá orgulho ser brasileiro.
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Estados Unidos usam dinheiro cubano para indenizar vítimas de seus ataques frustrados
Segundo notícia distribuída pela Reuters, uma mulher do Maine (nordeste dos EUA) abriu processo contra o líder cubano, Fidel Castro, pela captura e morte do seu pai (Geoffrey Francis Sullivan), um piloto que teria desaparecido sobre Cuba há mais de quatro décadas, disseram autoridades judiciais na quarta-feira. O processo foi aberto em maio por Sherry Sullivan e remetido nesta semana a Cuba. Acontece que Sullivan-pai tinha se envolvido "em várias operações secretas anti-Castro na América Central e Cuba" antes de desaparecer, quando sobrevoava a ilha, em 1963 e foi declarado morto pelas autoridades dos EUA, segundo a ação, que pede uma indenização não-especificada. Quem pensa que isso é maluquice, enganou-se. Olha só a esperteza: graças a uma lei norte-americana de 1996, vários casos desse tipo já foram abertos na Justiça dos EUA contra Cuba, e várias famílias conseguiram indenizações, pagas em parte com verbas congeladas de contas cubanas em bancos dos EUA. O jornal Miami Herald diz que o fundo chegou a somar 268 milhões de dólares, mas há relatos de que o dinheiro já praticamente acabou. Traduzindo: os Estados Unidos primeiro seqüestram o dinheiro cubano, depois tentam tomar o poder local à força e por fim pagam os prejuízos e as indenizações com o dinheiro da grande vítima - Cuba!
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