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sábado, 24 de abril de 2010

Maria da Conceição Tavares, em três tempos



  • Vi Maria da Conceição Tavares pela primeira vez na casa de minha prima, Sônia, em almoço oferecido ao Weffort, recém-retornado do Chile. Era estudante de Filosofia e devo dizer que a primeira impressão não foi nada boa, pela forma exagerada como ela centralizava as discussões. Lembro que eu e Michel Debrun fomos conversar afastados.
  • Depois, criei o tema da campanha em que ela foi eleita Deputada Federal: "Essa é boa de briga".
  • Em uma época em que havia área para fumantes nos aviões, encontrei-a no Aeroporto de Congonhas e viajamos lado a lado para o Rio. Confesso que foi difícil ouvi-la com aquela fumaça toda que ela expelia. Quando estávamos pousando, alertei-a para não acender mais um cigarro que já estava em sua mão. Ela respondeu que sabia que não podia, mas colocou-se de quatro entre as poltronas, acendeu o cigarro... e pousamos imersos em sua nuvem de fumaça.
Hoje, na comemoração de seus 80 anos vividos com bravura, minha admiração a Maria da Conceição Tavares.

terça-feira, 5 de junho de 2007

Michel Debrun e a Guerra dos Seis Dias

Há exatamente 40 anos, eu (ainda estudante), meus primos e amigos tomamos um susto com o início da guerra entre Israel e os países árabes. Não entendemos direito o que estava acontecendo e corremos ao apartamento de Michel Debrun, marido de minha prima, Solange Gadelha, professora de História do Pedro II. Ele era cientista político respeitado ("Ideologia e Realidade", "O Fato Político") e, na época, morava no Rio (voltou para a França e depois foi professor na Unicamp). Sentamos diante dele e queríamos saber o que os árabes fariam com Israel. Para nossa surpresa, eles nos mostrou pormenores do quadro político, falou sobre as forças e a organização de cada uma das partes, detalhou o cenário e concluiu: "Israel vence em menos de uma semana". Talvez tenha sido a partir daí que comecei a gostar de estratégia política e estratégia militar.