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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Oposição assombrada: em artigo, Zapatero diz que Lula 'assombra o mundo'

Caio Quero | 2009-12-11, 13:22

O presidente Luiz Inácio Lula Silva foi escolhido pelo jornal espanhol El País como uma das cem personalidades mais importantes do mundo ibero-americano em 2009 e ganhou um perfil assinado pelo próprio primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero.
No texto, que será publicado na versão impressa de domingo, mas que já foi disponibilizado na internet, Zapatero classifica Lula como "o homem que assombra o mundo" e, entre outros elogios, diz que o presidente brasileiro é um homem "completo e tenaz, por quem sinto uma profunda admiração".
"Pelas mãos deste homem (Lula), seguindo o caminho aberto por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, o Brasil, em apenas 16 anos, deixou de ser o país de um futuro que nunca chegava para converter-se em uma formidável realidade, com um brilhante futuro e uma projeção global e regional cada vez mais relevante", escreve Zapatero.
O primeiro-ministro espanhol ainda afirma que Lula "está sabendo enfrentar a desigualdade, a pobreza e a violência" e que, com ele, "o Brasil ganhou a confiança dos mercados financeiros internacionais".
Classificando o presidente brasileiro como "uma referência para a esquerda" latino-americana, Zapatero ainda afirma que o Brasil "logo ocupará uma vaga no Conselho de Segurança da ONU e se transformará em uma potência energética".
O espanhol termina o artigo afirmando ter encontrado Lula em Copenhague, em outubro, quando o Rio foi escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.
"Lula chorava como um menino grande (....) A euforia não o impediu de ter o caráter necessário para vir me consolar porque Madri não havia sido eleita", diz. "A mim não espanta que este seja o homem que assombra o mundo", completa o premiê espanhol.

domingo, 9 de março de 2008

Eleição espanhola: PSOE e PP, vencem os dois

É verdade que os socialistas de Zapatero repetiram a vitória, mas os conservadores de Mariano Rajoy também cresceram com relação a 2004. Aliás, foram os dois únicos partidos que realmente cresceram eleitoralmente - pouco, mas cresceram. Em Madri, o PP cresceu bastante e o PSOE caiu. Leia mais no El País.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Mauro Santayana: em defesa de Chávez, contra arrogância colonialista

Falha minha, não tinha lido o "Coisas da Política" do dia 12, no JB (para assinantes), texto de Mauro Santayana, que trata do entrevero entre Chávez e Juan Carlos da Espanha (aquele que herdou a coroa contra a vontade do pai, com o apoio do ditador Franco). Mas o Chico Mattos enviou cópia, que reproduzo:
A arrogância colonialista. O presidente Hugo Chávez é descuidado e franco no que fala. Usa, em sua retórica antiimperialista, metáforas quase divertidas, como chamar Bush de diabo. Mas não exagerou ao qualificar o ex-primeiro ministro espanhol José Maria Aznar de fascista. Aznar, produto típico da Opus Dei, que se reorganiza com novo alento na Espanha, sempre tratou a América Latina com desdém. Em 2002, em Madri, atreveu-se a dar ordens ao Presidente Eduardo Duhalde, da Argentina, para que aceitasse e cumprisse as exigências do FMI. Reincidiu na grosseria, ao telefonar a Buenos Aires, logo depois, como um dono de fazenda telefona para seu capataz, a fim de determinar-lhe a assinatura imediata do acordo com o órgão. Conforme disse o próprio Ministro de Relações Exteriores da Espanha, Miguel Angel Moratinos, Aznar deu ordens ao embaixador da Espanha em Caracas para que apoiasse o golpe contra Chávez em 2002. Com o presidente eleito preso pelos golpistas, o Embaixador foi o primeiro a cumprimentar o empresário Pedro Carmona, que, também com o entusiasmado aplauso do representante dos Estados Unidos, tomava posse do governo, para ser desalojado do Palácio de Miraflores horas depois. Não se pode pedir a Chávez que trate bem o ex-primeiro ministro espanhol, embora talvez lhe tivesse sido melhor ignorá-lo no encontro de Santiago. Mas, como comentou, na edição de ontem de El Pais, o jornalista Peru Egurdide, há um crescente mal-estar na América Latina com a presença econômica espanhola, identificada como “segunda conquista”. A Espanha opera hoje serviços como os bancários, de água, energia, telefonia e estradas, que não satisfazem os usuários. Ainda na noite de sexta-feira, em reunião fechada, Lula e Bachelet trataram do assunto com Zapatero, de forma veemente – longe dos jornalistas. Mas se Chávez, mestiço venezuelano, homem do povo, fugiu à linguagem diplomática, o Rei Juan Carlos foi imperial e grosseiro, ao dizer-lhe que se calasse. O Rei, criado por Franco, tem deixado a majestade de lado para intervir cada vez mais na política espanhola – conforme o El Pais critica em seu editorial de ontem. Em razão disso, as reivindicações federalistas dos povos espanhóis (sobretudo dos catalães e dos bascos) se exacerbam e indicam uma tendência para a forma republicana de governo. Pequenos episódios revelam o conflito latente entre os espanhóis e seu rei. Já em 1981, quando do frustrado golpe contra o Parlamento Espanhol, o comportamento de sua majestade deixou dúvidas. Ele levou algumas horas antes de se definir pela legalidade democrática. Para muitos, o golpe chefiado por Millan del Bosch pretendia que todos os poderes fossem conferidos a Juan Carlos, em um franquismo coroado. Os dirigentes latino-americanos tentarão, diplomaticamente, amenizar a repercussão do estrago, mas o “cala a boca” de Juan Carlos doeu em todos os homens honrados do continente. O rei atuou com intolerável arrogância, como se fossem os tempos de Carlos V ou Filipe II. A linguagem de Zapatero foi de outra natureza: pediu a Chávez que moderasse a linguagem. Como súdito em um regime monárquico, não pôde exigir de Juan Carlos o mesmo comportamento – o que seria lógico no incidente. Durante os últimos anos de Franco, a oposição republicana espanhola se referia ao Príncipe com certo desdém, considerando-o pouco inteligente. Na realidade, ele nada tinha de bobo, mas, sim, de astuto, vencendo outros pretendentes ao trono e assumindo a chefia do Estado. Agora, no entanto, merece que a América Latina lhe devolva, e com razão, a ofensa: é melhor que se cale.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Na Espanha, cada recém-nascido vai ganhar 6.500 reais

A Espanha é um dos cinco maiores países em população da União Européia (45 milhões de habitantes), mas é um dos menores em densidade populacional (88,6 hab/km2), segundo Wikipédia. Era um país com envelhecimento aparentemente irreversível da população que contou, a partir dos anos 90, com a chegada de imigrantes para frear esse processo. O presidente Zapatero anunciou para alegria de todos uma ajuda de 2.500 euros (+/- 6.500 reais) para cada família com residência legal que tenha un novo filho (El País). Se a oferta chega ao Brasil, teremos o maior boom populacional do planeta... Zapatero prometeu mais: "Entre las novedades y promesas del Gobierno socialista, Zapatero se ha comprometido en la recta final de su intervención a alcanzar el pleno empleo durante la siguiente legislatura". Garantia de emprego mais 6.500 reais para fazer filho... essa Espanha está ficando boa!