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terça-feira, 7 de maio de 2013

Israel – arma de destruição em massa?


O recente ataque de Israel à Síria me parece que vai além do bloqueio a envios de armas para o Hesbolá, a milícia xiita-libanesa, de 2 mil a 4 mil homens, que em 2006 deu um chega pra lá no exército israelense (Leia O mundo se surpreende com a organização do Hesbolá na guerra contra Israel). Israel, se quisesse, poderia ter feito esse ataque há mais tempo, mas não gostaria de mexer em vespeiro. Talvez o papel de Israel seja o de estimular pretextos para uma intervenção internacional na Síria. Equivalente ao pretexto das armas de destruição em massa que Bush usou para invadir o Iraque. Xiitas, alauítas, sunitas e laicos da Síria que se preparem: podem estar chegando os boinas de todas as cores – talvez até mesmo os da Rússia. Quem sobreviver verá?

terça-feira, 20 de março de 2007

Bush, 4 anos de uma grande farsa

Vejam com atenção a fala e os gestos estudados de Bush anunciando a invasão do Iraque. Vejam a tranqüilidade com que ele mente sobre as armas de destruição em massa que estariam em poder de Saddam Hussein. Ele diz que mandou as tropas para “desarmar o Iraque, libertar seu povo e defender o mundo de um grande perigo”. Ele garante também todo o cuidado para proteger os civis. Passados 4 anos, 3.218 soldados americanos mortos, 258 soldados da coalizão mortos (até o dia 17, segundo o Iraq Coalition Casualties) , cerca de 65.000 civis mortos (segundo o Iraq Body Count, ou até 600.000, segundo outras organizações) e a comprovação de que as armas de destruição em massa eram apenas uma desculpa, sobra apenas o retrato de uma grande farsa.