O recente ataque de Israel à Síria me parece que vai além do bloqueio a envios de armas para o Hesbolá, a milícia xiita-libanesa, de 2 mil a 4 mil homens, que em 2006 deu um chega pra lá no exército israelense (Leia O mundo se surpreende com a organização do Hesbolá na guerra contra Israel). Israel, se quisesse, poderia ter feito esse ataque há mais tempo, mas não gostaria de mexer em vespeiro. Talvez o papel de Israel seja o de estimular pretextos para uma intervenção internacional na Síria. Equivalente ao pretexto das armas de destruição em massa que Bush usou para invadir o Iraque. Xiitas, alauítas, sunitas e laicos da Síria que se preparem: podem estar chegando os boinas de todas as cores – talvez até mesmo os da Rússia. Quem sobreviver verá?
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terça-feira, 7 de maio de 2013
Israel – arma de destruição em massa?
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Dê sua sapatada em Bush
Tente fazer o que o jornalista iraquiano Muntazer alZaidi não conseguiu: dê sua sapatada em Bush. É o novo joguinho circulando na internet, BUSH SHOE THROWING GAME, que você pode acessar aqui.
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quinta-feira, 27 de março de 2008
McCain sugere novo inimigo para governo americano
Desde que inventaram a luta eterna do Bem contra o Mal, o homem, individualmente ou politicamente, sempre elege um Mal para referendar o avanço do seu Bem. Os Governos sempre fazem isso. As grandes potências não fazem outra coisa. Bush aproveitou o atentado de 11 de Setembro para eleger o “eixo do mal” (Irã, Iraque e Coréia do Norte) como seu adversário maior. Seriam os países inimigos que poderiam utilizar-se da energia nuclear e de atos terroristas para atacar os Estados Unidos. Com essa estratégia “anti-terrorista”, Bush fez de Bin Laden a face de todos os inimigos e fez de Saddam Hussein o seu bode expiatório. Não deu muito certo. Bush perdeu a guerra e não sabe o que fazer para sair dela. Por causa disso, sua rejeição é cada vez maior. Para tentar provar que caminha independente de seu Presidente, o atual candidato Republicano à Casa Branca, John McCain, resolveu escolher outro Mal para carregar a tiracolo. Resolveu atacar (em discurso, claro...) a Rússia de Putin. Chegou a dizer que ela é inimiga da democracia (lá vem esse papo furado de novo...) e que deveria ser afastada do G8 (no seu lugar, entrariam Brasil e Índia). McCain quer apenas ganhar pontos na sua corrida eleitoral, tirando o foco da guerra do Iraque e provando que tem um novo Mal de sua própria autoria. Será que vai emplacar? Curiosamente, McCain fez seu discurso anti-russo no mesmo dia em que Bush anunciou um encontro com Putin para resolver questões pendentes. Será que combinaram? Provavelmente, sim.
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quarta-feira, 19 de março de 2008
Contagem regressiva no Iraque: 10, 9, 8,...
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Os espiões americanos colocaram uma bomba no colo de Bush
O mundo inteiro está careca (como ElBaradei) de saber que essa história da bomba nuclear iraniana sempre foi mais uma invencionice de Bush em busca de ganhos políticos. Primeiro ele bombardeia a mídia com mentiras e depois invade um país. Já aconteceu no Iraque e só não aconteceu no Irã porque os Estados Unidos estão enfraquecidos militarmente. Felizmente as 16 agências de espionagem americanas que fizeram o relatório desmascarando o seu presidente parece que também são agências de inteligência. Felizmente também a Agência Internacional de Energia Atômica tem um presidente, o egípcio Mohamed ElBaradei (Aliás, vale o texto sobre ele do correspondente José Meirelles Passos para o Globo), que não se deixou intimidar pelo cataclismo mental de Bush. Para acabar de vez com esse tipo de ameaça nuclear só falta Bush ser detonado do poder absurdo que tem de interferir nos destinos da humanidade. Que ele vá bombar em outro lugar.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
O maior uso do dinheiro público para campanha eleitoral
Esse encontro que Bush promoveu em Annapolis, nos Estados Unidos, foi um verdadeiro derrame de dinheiro público, aparentemente com o intuito único de tentar fortalecer os Republicanos nas próximas eleições presidenciais americanas. Dezenas de chefes de estado mobilizados e um grande aparato da mídia - pra quê? Um Bush enfraquecido, um premier israelense sob intensa pressão interna reunidos com líderes muçulmanos divididos. Até a Palestina, possivelmente a maior interessada em que tudo desse certo, foi ao encontro cheia de dúvidas. Todo mundo está cansado de saber que a paz não é o objetivo de Bush, e o Iraque sente isso na própria carne. Então, pra que tudo isso? Talvez o tiro tenha saído pela culatra e Bush fique ainda mais enfraquecido. Foi dinheiro (público) jogado fora. Enquanto isso, estamos dia a dia mais distantes de um mundo de paz...
domingo, 23 de setembro de 2007
Blackwater é considerada grupo terrorista no Iraque
A Blackwater, a maior das empresas de segurança responsáveis por cerca de 130 mil homens em ação no Iraque, está sendo considerada grupo terrorista. É assim que ela é tratada nos relatórios dos ministérios iraquianos do Interior, de Segurança Nacional e de Defesa: "o assassinato a sangue frio de cidadãos praticado pela Blackwater em Nisour é considerado como ação terrorista contra civis assim como qualquer outro ato terrorista", diz a reportagem de James Glanz e Sabrina Tavernise no New York Times de hoje. O lógico seria o Governo Bush passar a combater a Blackwater tanto quanto combate Bin Laden. A questão é que ela foi criada pelo religioso ligado a Republicanos Erik Prince, um dos maiores doadores da campanha de Bush...
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terça-feira, 18 de setembro de 2007
Estados Unidos sofrem sua maior derrota no Iraque: a Blackwtaer está sendo suspensa no país
A notícia mais surpreendente de hoje (O Globo) diz que "o governo iraquiano suspendeu ontem as atividades no país de uma das mais poderosas companhias de segurança privadas americanas, a Blackwater, que garantia, entre outros serviços, a proteção da Embaixada dos Estados Unidos. O motivo, segundo Bagdá, foi um incidente envolvendo seguranças de empresa e que terminou com a morte de oito iraquianos". Como já escrevemos neste Blog em maio, a Blackwater é a maior dessas empresas de segurança americana no Iraque que atuam quase como fornecedoras de mercenários. Já são cerca de 130 mil homens nessa condição de "exército paralelo" e a Blackwater, a maior de todas, foi criada há dez anos por religioso ligado a republicanos, Erik Prince, um dos maiores doadores da campanha de Bush. Jeremy Scahill, autor de "Blackwater - The Rise of the World's Most Powerful Mercenary Army" (Ascensão do Exército Mercenário mais Poderoso do Mundo, Nation Books), defende que a empresa é a Guarda Pretoriana da Era Bush). O pior é a falta de regras para o controle dos mercenários. "Diferentemente dos soldados, que respondem ao código de conduta do Pentágono, os 'privados" se encontram numa zona juridicamente cinzenta". Se a Blackwater fose expulsa do Iraque, seria bem capaz de Bush decidir aumentar a participação de soldados "oficiais"...
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Pobreza americana
Hoje de manhã, estava levando meu filho à escola e conversava com ele sobre a contradição no fato de o país mais rico do mundo ser um dos que mais têm pobres. Eu ainda não tinha lido a notícia sobre a queda do índice de pobreza nos Estados Unidos. Mas a manchete do Globo já vem com a decepção pela boa notícia: "EUA: pobreza cai, mas discretamente". Realmente é uma queda muito discreta, apenas 0,3%, na comparação entre os índices de 2005 (12,6%) e de 2006 (12,3%). Isso significa redução de cerca de 100.000 no número de pobres. O que é muito pouco, considerando que o número total está bem perto de alcançar os 40.000.000. Pior ainda quando a comparação é feita com o índice do ano 2000 (Governo Clinton) que era de 11,3%. O atual governo do país mais poderoso e mais rico do mundo vai deixar como marca a tragédia do Iraque (que já matou milhares de jovens americanos e centenas de milhares de iraquianos) e a incapacidade de redução da pobreza de seu próprio povo. Deveria pelo menos seguir o exemplo do Prefeito Bloomberg, de New York, e copiar o Bolsa-Família.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Inteligência americana afirma que a crise no Iraque deve piorar. Como pode?
A primeira coisa a se questionar é se há realmente "inteligência" no governo americano. Se existe algo assim, deve estar de férias em outro mundo, porque os americanos têm feito burrice atrás de burrice. Segundo, é difícil imaginar algo pior na tragédia iraquiana. O ano de 2007 já é o pior em número de mortes entre os soldados americanos: 3,08 mortos por dia, até a última quarta-feira - o total desde a invasão já chegou a 3.724 (Iraq Coalition Casualties) e, nesse ritmo, deve chegar a 4.000 antes de dezembro. E as barbaridades continuam. Ontem mesmo, em um ataque aéreo noturno, as forças americanas atingiram a população civil, que costuma dormir nos telhados para fugir do calor. Não há como qualquer coisa piorar no Iraque. As estatísticas multiplicam-se, as atrocidades repetem-se - mas o pior já aconteceu há muito tempo e é um estado permanente na região. Leia mais na Reuters.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Não existe guerra no Iraque - existe atrocidade
A revista americana The Nation publica uma extensa (11 páginas no site!) reportagem, "The Other War: Iraq Vets Bear Witness", com o testemunho de veteranos americanos da Guerra do Iraque (3.897 soldados aliados mortos, até ontem) que é, no mínimo, estarrecedora. O trabalho jornalístico durou vários meses e confirma tudo o que já se imaginava, mas com os apavorantes detalhes e a veracidade de quem vivenciou tudo aquilo. Você fica com a certeza de que o Governo Bush lidera o terrorismo no mundo.
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sábado, 26 de maio de 2007
Relatório do Pentágono sobre a China parece obra de humor
Segundo o jornal O Globo, "o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou ontem um relatório anual em que demonstra estar muito preocupado com o que chama de crescente poderio militar da China. Segundo o documento, entregue ontem ao Congresso e à Casa Branca, Pequim aumentou a quantidade de mísseis balísticos de longo alcance, capazes de atingir qualquer lugar do território americano. (...) A estratégia militar chinesa, segundo o relatório O poderio militar da China, já deixou as tradicionais dimensões terrestre, aérea e marítima e “concentra suas forças em campos de batalha mais modernos, como o ciberespaço”. Até aí, tudo bem. É natural essa preocupação e é mais do que natural que o Pentágono investigue e analise os poderios militares espalhados pelo planeta. Mas o mais interessante foi a acusação que o relatório faz à China de manter uma política de “de falta de transparência sobre suas despesas militares". Vem cá, isso é piada ou é assim mesmo que se faz estratégia militar? O inimigo vem e diz: "Olha, pretendo produzir 30 bombas para atingir a sua Região Norte, daqui a 4 meses - tudo bem?" Aí o outro responde: "Certo, mas quero construir 33 mísseis para atingir a sua Região Sul, ok?" Fala sério! Qual o país que é transparente em seus gastos militares? A Venezuela? O Iraque? Os Estados Unidos? A Rússia? Israel? Talvez só mesmo o Irã...
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quarta-feira, 23 de maio de 2007
O fio da navalha
Não há mais o que refletir sobre a corrupção. É tempo de agir, buscar novos valores (com ou sem trocadilhos, tanto faz), pôr um fim a esse mal, caso contrário brevemente teremos corrompida a própria existência, a razão de ser humano. Essa corrupção que assola o mundo está colocando em cheque um dos pilares de nossa organização social, que é a democracia representativa. Afinal, que representantes são esses que lutamos tanto para eleger? Representam os diversos interesses da sociedade - procurando melhorá-la, solidificá-la, enriquecê-la - ou representam os seus próprios interesses financeiros e de meia dúzia de gautamas, blackwaters (Estado Unidos) e outras menos votadas? Vamos eleger pessoas para resolver os problemas de transporte ou que vão conduzir obras seguindo em direção aos interesses apenas das empreiteiras? Vamos eleger presidentes com política externa responsável, dedicados a defender nossas fronteiras e lutar pela harmonia internacional ou que prefiram terceirizar a política externa, lutando pelos interesses de indústrias armamentistas e pondo em risco a humanidade (como ocorre no Iraque, por exemplo)? Por tudo isso, precisamos de muito mais do que "operações navalha". Além de combater eficazmente (como parece que está sendo feito pela Polícia Federal) a corrupção, temos que desenvolver armas capazes de evitá-la. As reformas políticas são importantíssimas nesse sentido. Mas elas têm que ser pra valer, capazes de dar o rumo certo a nossos representantes, capazes de incluir mecanismos anti-corrupção. E nessa busca de novos valores anti-corrupção, temos que entender, acima de tudo, que a democracia está por um fio - e infelizmente ainda não foi inventado nada melhor para substituí-la.
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domingo, 20 de maio de 2007
Mercenários dobram a participação militar americana no Iraque
A Folha traz hoje uma reportagem de Sérgio Dávila ("Mercenários no Iraque se igualam a EUA") que é de arrepiar. Mostra que o contingente de "soldados privados", mais bem equipado e com salário maior, já é quase tão grande quanto a tropa oficial. "Soldados privados" é o termo usado para se referir aos homens empregados em ação de guerra, a maioria em atividades ligadas a segurança e defesa. Se você tratá-los por "mercenários" não estará errando. Eles já são entre 100 mil e 130 mil atuando no Iraque que se somam aos cerca de 145 mil "soldados oficiais". "Estima-se que US$0,40 de cada dólar destinado ao Iraque pelo contribuinte americano pare nas mãos de uma empresa de segurança privada", disse a democrata Jan Schakowsky, da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes. Várias empresas beneficiam-se disso, como a Blackwater (a maior de todas, criada há dez anos por religioso ligado a republicanos, Erik Prince, um dos maiores doadores da campanha de Bush; Jeremy Scahill, autor de "Blackwater - The Rise of the World's Most Powerful Mercenary Army" (Ascensão do Exército Mercenário mais Poderoso do Mundo, Nation Books), defende que a empresa é a Guarda Pretoriana da Era Bush) e a USIS (subdivisão do Carlyle Group, que já teve Bush pai e filho no conselho). O pior é a falta de regras para o controle dos mercenários. "Diferentemente dos soldados, que respondem ao código de conduta do Pentágono, os 'privados" se encontram numa zona juridicamente cinzenta". Até 2007, eram regulados por uma Ordem 17, que determina que "os privados devem ser imunes ao processo legal iraquiano em relação às ações realizadas por eles enquanto a serviço de empresas". Resultado: em quatro anos de guerra, só dois mercenários em ação no Iraque foram levados à Justiça nos EUA, um condenado por matar um civil, outro acusado de ter pornografia infantil no computador. Agora, por iniciativa do senador republicano Lindsay Graham, foi aprovada lei que subordina os mercenários às mesmas regras seguidas pelos militares, desde que quando a serviço do Pentágono (o problema é que a maioria tem contrato com o Departamento de Estado...). Em geral, os "privados" ganham mais do que os "oficiais" - seja onde estiver, na protegida Zona Verde ou no fronte, o soldado norte-americano médio recebe entre US$ 28 mil e US$ 40 mil por ano; um "privado" trabalhando numa área perigosa pode receber a mesma quantia em apenas um dia. Isso tudo aponta para outro perigo: a terceirização da política externa americana, como alertou em entrevista telefônica à Folha o documentarista Nick Bicanic, autor de "Shadow Company" (A companhia fantasma). Com empresas tão poderosas e fora de controle, qualquer iniciativa do presidente americano em defesa de ações bélicas passa a ser inteiramente discutível. E não estamos falando do presidente de uma republiqueta qualquer. Trata-se do país mais poderoso do planeta, capaz de mudar os destinos da humanidade e que, assustadoramente, pode ficar à mercê de empresas fornedoras de "soldados privados". Perto disso, conviver com a violência do Rio ou de São Paulo parece brincadeira...
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quarta-feira, 9 de maio de 2007
Iraque: mortalidade infantil cresceu 150%
A entidade beneficiente Save the Children publicou relatório sobre mortalidade infantil que põe o mundo árabe - riquíssimo em petróleo - em nível comparável ao da África sub-Saara. No Iraque, por exemplo, em 1990, a média da mortalidade em crianças até 5 anos era de 50/1000. Após 10 anos de sanções pela ONU e duas guerras, o pais chegou a 2005 com a média de 125/1000. Um crescimento de 150%. Apesar de outros países como Angola, Somália e a República Democrática do Congo, por exemplo, terem média acima de 200/1000, o crescimento da média fatídica é a maior do mundo. As sanções encorajadas pelos Estados Unidos tiveram um efeito devastador na infraestrutura e nos serviços de saúde iraquianos. Não se sabe ao certo quantas crianças morreram por causa das sanções, mas calcula-se que entre 1991 e 1998 o número tenha chegado a 500.000. Denis Halliday, que renunciou das funções de coordenador humanitário das Nações Unidas em protesto contra as sanções, declarou na época: "Estamos em processo de destruição de uma sociedade inteira. É terrível. É ilegal e imoral". Nesse mundo onde os homens não param de se matar, as crianças são as que mais sofrem: são cerca de 10.000.000 de crianças com menos de 5 anos que morrem por ano no mundo inteiro, quase 28.000 por dia. Veja a relação dos países com as 10 piores médias (9 na África sub-Saara mais o Afeganistão):
1. Serra Leone: 282 (por cada 1.000 nascimentos) 2. Afeganistão: 257 3. Níger: 256 4. Libéria: 235 5. Somália: 225 6. Mali: 218 7. Chade: 208 8. República Democrática do Congo: 205 8. Guiné Equatorial: 205 10. Ruanda: 203Leia mais no The Independent e no CommonDreams
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Iraque, day after
Ontem, pelo menos mais 85 mortos no Iraque, sendo 9 soldados americanos. Ao todo, já foram 3.649 soldados coligados mortos, em 1.508 dias de ocupação, segundo o Iraq Coalition Casualties. A popularidade do invasor Bush chega ao seu nível mais baixo (28%), mas a guerra não acaba. Não podemos mais falar em "Iraq, day after". Parece ser "Iraq forever".
terça-feira, 24 de abril de 2007
Estados Unidos: terceiro caso de assassinato seguido de suicídio em 4 dias
Foi em Houston, no Texas. Ontem, segunda-feira, um homem de 48 anos matou o vizinho e o síndico de um condomínio e depois suicidou-se. Na sexta, também em Houston, o namorado (de 33 anos) matou a namorada (de 40) e depois suicidou-se. Ainda na sexta, teve o caso da NASA, quando um funcionário, com medo de perder o emprego, matou o chefe e se suicidou também. Se essa moda chegar ao Iraque, não vai sobrar nenhum soldado americano... (onde, aliás, até ontem já tinham morrido 3.332 soldados americanos, segundo o Iraq Coalition Casualties) Leia mais no New York Times.
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segunda-feira, 9 de abril de 2007
Iraque: 4 anos apagando velinhas...
Faz 4 anos da queda de Bagdá para o Império. 4 anos que significariam libertação, fim do terrorismo, uma vida melhor para um povo sofrido. Ao contrário, o que temos são 4 anos de mentiras, mortes, massacres, conflitos religiosos de alto grau, uma terra arrasada, um povo sem esperança. Desde que os Estados Unidos e seus aliados invadiram o Iraque (20 de março de 2003), 3.551 soldados morreram, com uma média de 2,4 mortes por dia. Desde 1º de fevereiro último, quando aumentou a escalada americana, a média subiu para 3,16 mortes por dia (Iraq Coalition Casualties). São quase 70 mil civis, segundo o Iraq Body Count. Alguém tem coragem de comemorar?
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quinta-feira, 5 de abril de 2007
Ahmadinejad X Blair: a humilhação atingiu seu ponto máximo.
Há 2 ou 3 dias atrás, o jornalista Robert Fisk, do jornal inglês The Independent, publicou um artigo (que O Globo traduziu) chamado "A guerra da humilhação". "Nossos fuzileiros navais são reféns. Podem ser levados a julgamento. Coquetéis-molotov explodem dentro dos muros da embaixada britânica em Teerã. Mas isso, definitivamente, não é a guerra ao terror. É a guerra da humilhação. A humilhação do Reino Unido, a humilhação de Tony Blair, dos militares britânicos, de George W. Bush e tudo o que acontece no Iraque. E o mestre da humilhação — mesmo que Tony Blair não perceba isso — é o Irã, um país que se sente eternamente humilhado pelo Ocidente", começa ele. Fisk lembra "os anos da ocupação aliada na Segunda Guerra Mundial, a deposição do xá (que era pró-alemão) e então, a humilhação das humilhações, a derrubada do democrático premier Mohamed Mossadeq, arquitetada pela CIA, com poucas armas e uma pilha de dólares. E os iranianos lembram bem como o xá voltou e violentou a resistência nas câmaras de tortura da Savak". A oposição que se opunha ao xá e que acabou vitoriosa talvez não imaginasse que o país caísse no xiitismo que caiu, mas com certeza todos sabiam muito bem o que era a humilhação daquela época. Quando Mahmoud Ahmadinejad, presidente iraniano, humilha, como humilhou, Tony Blair e todo o Ocidente bushiano, devolvendo os marinheiros ingleses flagrados em águas iranianas, ele provavelmente tem em mente todas as humilhações que seu povo sofreu. Pior: ele deu o troco de modo sutil, sorridente, com mensagens de paz e sabedoria, sem xiitismo. Essa, sim, foi a humilhação das humilhações.
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sábado, 31 de março de 2007
Obama faz Bill Clinton entrar na campanha
O crescimento da pré-campanha de Barack Obama trouxe mais uma estrela para a corrida presidencial americana: Bill Clinton. Nas últimas 6 semanas, ele entrou com tudo na arrecadação de recursos para a campanha de sua mulher, a pré-candidata Hillary Clinton. Procurou doadores, deu conferências fez apelos pela Internet, participou de jantares e de tudo mais que pudesse interceptar o fluxo de dólares para Obama. "Em pouco tempo, ele arrecadou cerca de 2 milhões de dólares em pequenos jantares festivos em Manhattan, às vezes permanecendo além do planejado", escreve o New York Times. É óbvio que a participação de Bill Clinton na campanha era esperada. O que não se esperava é que ela começasse tão cedo e tão intensamente. "Faz anos que ele não se engajava tanto em política", dizem os observadores. O que prova a força de Barack Obama, principalmente por sua consistente oposição à guerra do iraque.
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