O FBI (polícia federal) prendeu hoje de manhã em New Jersey dezenas de pessoas, inclusive 2 prefeitos, um deputado e vários rabinos. Foi o resultado de 2 anos de investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro na região. Pelo jeito, estão seguindo aquele ditado: o que é bom para o Brasil, é bom para os Estados Unidos... NYT
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Polícia Federal americana imita Polícia Federal brasileira
O FBI (polícia federal) prendeu hoje de manhã em New Jersey dezenas de pessoas, inclusive 2 prefeitos, um deputado e vários rabinos. Foi o resultado de 2 anos de investigação sobre corrupção e lavagem de dinheiro na região. Pelo jeito, estão seguindo aquele ditado: o que é bom para o Brasil, é bom para os Estados Unidos... NYT
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
César Maia demonstrou, ontem, porque Lula bateu recorde de aprovação no Datafolha de hoje.
No seu Ex-Blog de ontem, César Maia citou uma pesquisa do Instituto GPP no Rio onde foi feita a seguinte pergunta:Com essa crise e perspectiva de aumento da inflação e desemprego, você acha melhor – votar num candidato do Governo Federal, votar num candidato da Oposição, ou não sabe o que dizer?O resultado foi:
A conclusão é óbvia. Os governos anteriores ao de Lula estão todos associados a “oposição”. E todos estão associados também a péssimas administrações, desde Sarney até Fernando Henrique. Assim, diante da necessidade de se escolher um governo com capacidade de enfrentar os problemas gerados pela crise internacional, qual a opção lógica: governos associados ao fracasso ou um governo que está fazendo tudo certo até agora? O governo do desastrado Plano Cruzado ou o governo com desenvolvimento consistente? O governo da falsa caça aos marajás ou o governo da Polícia Federal? O governo do fusquinha ou o governo do Bolsa Família? O governo de quem acabou com a inflação – mas que praticamente faliu o Brasil e aumentou o desemprego – ou o governo da estabilidade econômica e social, dos novos empregos, do crescimento acelerado, que fala a linguagem do povo e ainda assim soube conquistar o respeito internacional? Lamento informar, mas o Governo Lula é a resposta natural. E nessa pesquisa do GPP a Oposição só teve índice tão alto porque o povo sabe que Lula não é candidato – mas já deixa claro que prefere um candidato indicado por ele. Assim, é incompreensível a irritação de César Maia, no seu Ex-Blog de hoje, diante dos 70% de Ótimo+Bom que o Governo Lula conquistou no Datafolha (vale lembrar que no Nordeste, que tem cerca de 27% do eleitorado, o índice atingiu 81% - clique no gráfico acima para ampliar). Não adianta acusar de populismo ou dizer que Lula, diante da crise mundial, “mantém uma coreografia glacial e mistura má fé, ao criar otimismo com ilusão da boa fé da população”. A constatação de que o governo está fazendo a coisa certa vem de todas as partes do mundo. Agora mesmo a Reuters distribui notícia de que estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sinalizou forte desaceleração das economias globais por conta da crise financeira, e o Brasil foi único país que teve a sua perspectiva de ciclo de crescimento apresentada apenas como "declínio". Será que isso não basta? Até quando a Oposição vai ficar sem se encontrar, batendo cabeça, tentando descobrir uma falha mínima de Lula para tentar conquistar um pouco do eleitorado? Cadê o marketing correto? Está difícil, Oposição, cada vez mais difícil...
- Votar num candidato do Governo Federal – 40,5%
- Votar num candidato da Oposição – 32,3%
- Não sabe – 27,2%.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Espetacularizante
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Polícia Federal: afinal, por que "satiagraha"?
sexta-feira, 15 de junho de 2007
O tico tico no fubá da mídia golpista, segundo o Blog do Mello
O Tico tico no fubá da mídia golpista (Zequinha de Abreu / Antonio Mello) Eu manipulo cá, eu manipulo lá Eu manipulo pro governo derrubar O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá E a minha grana corrigida vai voltar Aí omito aqui, aí aumento lá Distorço tudo pra melhor manipular O Lula cai aqui, o Hugo Chávez lá E essa raça vai voltar pro seu lugar Deus me defenda dos governos compañeros Estão querendo dividir o meu dinheiro Bolsa Família virou tudo de pernas pro ar O pobre já não reconhece o seu lugar Filho de pobre agora vive na escola E a Polícia Federal da minha cola não descola Sei que esse operário de gravata Acabou me transformando num burguês de passeata Eu manipulo cá, eu manipulo lá...
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Quem diria, o Estadão apóia Lula...
O irmão, o compadre e a batota
Todo político tem um séquito: é da natureza do ofício. O séquito, naturalmente, tem uma hierarquia. No topo, ficam os poucos e bons operadores da mais estrita confiança do prócer - a exemplo do falecido Sérgio Motta, no caso de Fernando Henrique, e de Gilberto Carvalho, no caso do presidente Lula. Eles não apenas são incumbidos de missões delicadas e sigilosas, como ainda funcionam como conselheiros do chefe. No sopé dessa estrutura estão os seus paus-para-toda-obra, tarefeiros que abrem portas, guardam costas, dirigem carros, carregam volumes, para o político e seus familiares. Nada mais natural que, subindo o político na vida, membros dessa arraia-miúda de autodenominados “assessores” sejam procurados por espécimes do submundo da periferia do poder e a eles se associem no crime. São figurantes que o chefe pode ou não conhecer pessoalmente, mas há de saber quando se valem da sua conexão consigo, ainda que remota, para conseguir uma boquinha numa repartição - no mínimo. Eis o material com que habitualmente se confeccionam as teias pegajosas como a que a Operação Xeque-Mate, da Polícia Federal (PF), acaba de romper, no combate à máfia dos caça-níqueis. A peculiaridade, agora, é a presença nesse circuito de um irmão e de um compadre do presidente da República. O primeiro, Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi indiciado sob a acusação de tráfico de influência no Executivo e exploração de prestígio no Judiciário. O segundo, Dario Morelli Filho, apontado como sócio do batoteiro Nilton Cezar Servo, o 79º preso pela PF em seis Estados, é acusado de corrupção ativa e formação de quadrilha. Desta vez respeitando estritamente o sigilo de Justiça que recobre a operação, os federais não divulgaram os nomes das autoridades junto às quais teriam delinqüido. De outra parte, não há o mais tênue indício de que, a serem verdadeiras as ações de que são acusados o irmão e o compadre, Lula tivesse motivo para delas suspeitar, antes de ser informado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, da operação em preparo. A conduta do presidente, aliás, foi nada menos do que irretocável. Ao que se sabe, não moveu uma palha para impedir que se expedisse o mandado judicial de busca e apreensão na casa de Vavá. Ao ser entrevistado, em Nova Délhi, pelos jornalistas que o acompanham na viagem, tomou a iniciativa de revelar que é padrinho de um filho de Morelli. Foi elegante com o irmão - a quem repreendera de público, em 2005, quando se divulgou que tentava fazer lobby para empresas do ABC junto ao Planalto -, dizendo enfaticamente “não acreditar mesmo, de verdade”, que ele tenha parte com a gangue da tavolagem, que contrabandeava componentes eletrônicos para os caça-níqueis e, de quebra, traficava drogas. Mas, falando “como presidente”, emendou, “se a Polícia Federal tinha uma autorização judicial e o nome dele aparecia, paciência”. Do compadre, disse pouco: “Se foi preso, será investigado, interrogado e, depois, haverá um veredicto.” Morelli é o típico sequaz de político descrito no início deste texto. Faz-tudo da família de Lula, escoltou o candidato presidencial em eleições anteriores (e José Dirceu, em 1994), fez bicos para o PT e o sindicato dos metalúrgicos, abriu uma firma de segurança e, apadrinhado do petismo, enveredou pelo setor público: conseguiu emprego numa empresa municipal em Mauá, numa secretaria da Assembléia Legislativa e, ultimamente, na área de saneamento da prefeitura de Diadema, da qual foi afastado anteontem. Aparentemente, envolveu-se com caça-níqueis ao cuidar da segurança de uma casa de bingos. Então teria conhecido o ex-deputado estadual paranaense Nilton Cezar Cervo, tido como o capo da quadrilha. Este é outro personagem do submundo da política: ao trabalhar nas campanhas de Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul, acabou conhecendo Lula, de quem passou a se dizer amigo e comensal. Depois, teria pedido ao presidente que legalizasse os bingos. A PF registrou pelo menos um telefonema dele a Vavá. Em suma, ele, Morelli e o bingueiro estavam na mesma ciranda. Deveria o presidente ter se informado dos negócios do irmão e do compadre? Seria o ideal. Mas essa saudável curiosidade é incomum entre os políticos brasileiros. Talvez porque saibam que quem procura acha.
Ora, Vavá! Vá... vá...
O deputado federal Ciro Gomes, adepto de teorias da conspiração, fez um comentário, registrado na coluna de Teresa Cruvinel, que é exemplar do grau de desconfiança que tomou conta dos políticos em Brasília: “O nome da operação é Xeque-Mate, que no xadrez é uma jogada que empareda o rei. Será mera coincidência?”. Realmente não há nada na operação policial que justifique o nome, ainda mais quando se sabe que a Polícia Federal tem se esmerado em arranjar nomes criativos para chamar a atenção sobre suas operações. O xadrez não é um jogo eletrônico usual nos bingos espalhados pelo país, e, portanto, a preocupação de Ciro Gomes é justificada.