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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O pouso tucano



Em 5 de novembro de 2010, fiz aqui no Blog o post "Cid apoia Aécio: qual é a do PSB?", que reproduzo mais abaixo. Falava sobre a aproximação entre tucanos e pessebistas, na época representados principalmente pelos irmãos Gomes. Hoje a história se repete, dessa vez com o governador Eduardo Campos, de Pernambuco, encabeçando os pessebistas e com uma grande vantagem sob suas asas - a desintegração tucana. Eduardo Campos hoje é um nome mais forte do que Aécio e representa, sozinho, a força nordestina (que vai tentar tirar um pouco de Lula) mais a classe média conservadora do Sul-maravilha que busca um novo ninho para seus tucanos. Claro que Eduardo Campos conhece suas limitações. Seu partido ainda é pequeno e dificilmente terá condições de vencer a aliança Lula-Dilma-PMDB em 2014. Mas ele pretende crescer no Congresso, tentar mais governos estaduais e aposta no desgaste petista-peemedebista nas eleições seguintes. Vai procurar ser a força nova da política brasileira. Embora saiba que só poderá levantar voo se contar com as asas das forças mais atrasadas...

Cid apoia Aécio: qual é a do PSB?
Este Blog já falou, ainda no ano passado, se não me engano, sobre a aproximação entre o tucano Aécio e o pessebista Ciro Gomes. Seria a possibilidade de um eixo de força política, ligando Minas e o Nordeste e formando o núcleo de uma nova oposição de centro-direita. A fala de Cid Gomes, Governador do Ceará, apoiando Aécio para a Presidência do Senado pode ser o primeiro salto nessa direção. Mas pode também restringir-se a uma questão de voos internos do partido, marcando a rinha entre Eduardo Campos, Governador de Pernambuco, e os irmãos Gomes. Ou ainda pode ser apenas um pouco de chantagem para que o partido se aninhe melhor sob as asas do Governo Dilma. Mais provavelmente, significa um pouco de tudo isso. Seja como for, daqui pra frente, o PSB será outro. O partido saiu bastante fortalecido dessa eleição e vai bater asas em todas as direções na busca de mais espaço nos céus da política. Isso até que alguém resolva cortar suas asinhas de tucano...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cid apoia Aécio: qual é a do PSB?



Este Blog já falou, ainda no ano passado, se não me engano, sobre a aproximação entre o tucano Aécio e o pessebista Ciro Gomes. Seria a possibilidade de um eixo de força política, ligando Minas e o Nordeste e formando o núcleo de uma nova oposição de centro-direita. A fala de Cid Gomes, Governador do Ceará, apoiando Aécio para a Presidência do Senado pode ser o primeiro salto nessa direção. Mas pode também restringir-se a uma questão de voos internos do partido, marcando a rinha entre Eduardo Campos, Governador de Pernambuco, e os irmãos Gomes. Ou ainda pode ser apenas um pouco de chantagem para que o partido se aninhe melhor sob as asas do Governo Dilma. Mais provavelmente, significa um pouco de tudo isso. Seja como for, daqui pra frente, o PSB será outro. O partido saiu bastante fortalecido dessa eleição e vai bater asas em todas as direções na busca de mais espaço nos céus da política. Isso até que alguém resolva cortar suas asinhas de tucano...

domingo, 29 de agosto de 2010

Derrotar ou não derrotar Aécio – eis a questão



Não é que em Minas vá ocorrer exatamente a mãe de todas as batalhas, mas ela será auxiliar importantíssima. O objetivo maior do governo petista é derrotar de vez o tucanato paulista – e isso de certa forma já aconteceu, porque ninguém em sã consciência pode considerar que Alckmin, mesmo que vença a eleição para Governador de São Paulo, seja capaz de liderar qualquer coisa. E se Mercadante conseguir vencer, aí mesmo é que não sobrará pena sobre pena.
Em Minas, a situação é outra. Ao se desvencilhar do tucano manco Serra e seu séquito, Aécio conquistou o direito de ser o grande líder da próxima oposição de centro-direita ao Governo Dilma. Ele ajuda a minar a liderança paulista e criará um novo eixo de poder oposicionista que deverá se concentrar entre Minas e o Nordeste. Será tarefa de Aécio recuperar os restos mortais de tucanos e demos e tentar atrair PP, PTB, além de parte do PMDB e do PSB (que deverá ficar dividido em função da disputa entre Eduardo Campos e Ciro Gomes). Não seria o caso, então, de cortar o mal pela raiz e acabar também com Aécio? Na minha opinião, seria um movimento de alto risco. Ao avançar contra Aécio, Lula estaria reaproximando Minas e São Paulo, dando mais fôlego a esse eixo cambaleante. Além disso, estaria matando o voto “dilmasia”, essencial para a vitória consistente de Dilma em Minas. Por último, em política nem sempre é bom humilhar a oposição enfraquecida – melhor é ter condições de escolher o próximo campo de batalha. Aécio e seu Anastasia deverão ser poupados, porque São Paulo é o foco. Minas não será a mãe de todas as batalhas, mas será barriga de aluguel.
Nota: ilustração adaptada de charge do Chico

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Minas x São Paulo: Aécio decide partir pra briga


Os cálculos de Aécio na decisão de não ser Vice não se limitam a outubro de 2010. Ele projeta o cenário do próximo mandato presidencial, com o PT mantendo-se no poder e com Serra definitivamente fora da importância política. A liderança paulista estará enfraquecida (não dá para levar Alckmin a sério...) e Minas poderá ocupar esse vácuo, finalmente conquistando o papel principal da oposição nacional.
Claro que Aécio vai apoiar o voto “dilmasia”. Além de votação retumbante para o Senado, ele precisa garantir a vitória de seu candidato Anastasia para o Governo de Minas e com isso firmar-se como grande liderança de oposição ao Governo Dilma. Ciro (e Tasso) provavelmente navegará nesse mar mineiro, garantindo o canal Minas-Nordeste.
Serra virou carta fora do baralho.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Eleições 2010: para onde apontarão as próximas pesquisas?


Até dia 30 de abril, não foi registrada nenhuma nova pesquisa para a Presidência de grande relevância, nenhuma nacional. Tem uma que é curiosa (Registro 10022/2010), do Datafolha, na Grande São Paulo, com 350 entrevistas (margem de erro máxima de 5,2%), para levantar intenções de voto para Presidente e Governador entre os leitores da Folha. Curiosidade interessante essa da direção da Folha. Será divulgada?
Há outras registradas, mas de âmbito estadual – Goiás, São Paulo, Distrito Federal. Nenhuma de âmbito nacional prevista para os próximos dias. Mas será que existem dúvidas sobre os resultados que virão?
No seu artigo de sábado, na Folha, “Pesquisas Eleitorais!”, Cesar Maia diz corretamente que “uma pesquisa de opinião pública, sobre qualquer questão, depende de a informação ter chegado às pessoas”. Assim, podemos concluir que as pesquisas muito provavelmente continuarão apontando as tendências de crescimento de Dilma e de estagnação de Serra. Talvez ligeiro crescimento de Marina. A saída definitiva de Ciro não chega a ser grande novidade e deverá gerar alterações menores do que as previstas anteriormente.
A tendência de crescimento de Dilma deverá manter-se porque relaciona-se à associação de Dilma com Lula – e isso ainda não está completo.
A estagnação de Serra deve manter-se porque, apesar de o tom oposicionista da mídia ter aumentado, ainda não chegou informação nova a um público novo.
Marina pode ter sido um pouco beneficiada com a saída de Ciro e com a maior presença na mídia – o que pode prejudicar Serra.
Na pontuação, o “um pra lá, dois pra cá” que possa acontecer, ficará na margem de erro.

domingo, 25 de abril de 2010

Eleições 2010: qual a via de Ciro?


Ciro não foi apanhado de surpresa pela decisão do PSB em descartar sua candidatura à Presidência. Ele já sabia há tempos que não tinha como viabilizar-se eleitoralmente, e que como estava não servia nem a Lula nem aos socialistas. A questão é que Ciro tenta ser o principal pólo de oposição ao futuro governo, seja ele qual for. Procura um caminho que o leve rápido da 3ª via para a 2ª via, uma saída do cenário capaz de garantir grande projeção para o futuro. No vai-e-vem frenético em busca da melhor aliança no pós-outubro, está ficando um pouco desnorteado (e até desnordesteado...). Se continuar assim, acaba perdendo a 1ª via, a 2ª via, a 3ª via – e tornando-se inteiramente inviável.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Linha histórica do Ibope: Dilma é a única que mantém tendência de crescimento


(Clique para ampliar. A linha de Tendência está em preto)

Não adianta bater boca, não adianta espernear: até a nova pesquisa Ibope confirma que, de setembro pra cá, a única candidatura que mantém a tendência de crescimento é a de Dilma Roussef. Serra continua paradão, meio zumbi; Marina, idem; o "não-voto" (nulos, brancos, etc) e Ciro mantêm-se em queda.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Com Ciro ou sem Ciro, Serra e Dilma empatam em primeiro lugar até no segundo turno


Começou a circular a informação de nova Pesquisa Sensus para a Presidência da República, que teria sido encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo, realizada entre os dias 5 e 9 de abril, com 2000 entrevistas (margem de erro máxima de 2,2%). Caso ela se confirme, poderá ocorrer uma revoada trágica no poleiro tucano. Segundo o Blog do Noblat divulgou, são esses os resultados:

Com Ciro
  • Serra - 32,7%
  • Dilma - 32,3%
  • Ciro - 10,1%
  • Marina - 8,1%
  • B/N - 7,7%
  • NS - 9,1%

Sem Ciro
  • Serra - 36,8%
  • Dilma - 34,0%
  • Ciro - 10,6%
  • Marina - 10,6%
  • B/N - 9,1%
  • NS - 9,5%

Segundo turno
  • Serra - 41,7%
  • Dilma - 39,7%
  • Brancos e Nulos - 10,1%
  • Não sabe e não respondeu - 8,5%


terça-feira, 6 de abril de 2010

Cesar Maia trata Gabeira e Marina como descartáveis


Muito bom o texto de Cesar Maia sobre o imbroglio eleitoral no Rio de Janeiro. De um lado demonstra a confusão em que vive a oposição por toda parte. De outro, mostra Cesar Maia dando aula de esperteza política no verde Gabeira e sua turma. Reproduzo aqui, com destaques em negrito que acrescentei e com alguns comentários também em negrito.

O "IMBRÓGLIO ELEITORAL" NO ESTADO DO RIO!

1. Em ano de eleição, cada vez que surge um conflito entre políticos ou entre partidos, o que está, de verdade, por trás dos fatos são os votos. No caso do Estado do Rio, há um complicador adicional: a candidatura de Marina da Silva. Em 2006, Heloisa Helena teve 6% dos votos no Brasil e 14% no Rio. Então é natural que os candidatos que apóiam Marina Silva queiram potencializá-la no Rio. Até porque, o elemento vinculante pelo número deve agregar legenda aos deputados.
2. Por isso, além do espaço que foi conquistado por razões de alternativa política local, com a candidatura a governador, querem ampliar esse espaço fazendo aparecer o número de Marina mais vezes na TV. Por isso, o interesse em lançar candidato a Senador e obter algum tempo dos partidos associados na campanha de governador. Excluindo os compreensíveis problemas político-hepáticos, é esta a questão central.
“Problemas político-hepáticos” é demais!
3. Em 2009, quando se configurava compulsoriamente uma campanha presidencial em dois turnos, a afirmação de uma candidatura a governador no Estado do Rio apoiada pelos partidos da base de Serra (PSDB-DEM-PPS) era um dado importante para tirar espaço da candidata presidencial do PT. Mas o quadro mudou. A eleição se tornou polarizada, eliminou a possibilidade de inclusão de Ciro Gomes e Marina, com toda a generosidade da imprensa, continuou patinando no mesmo patamar.
4. Dessa forma, criou-se um quadro que a eleição presidencial pode ser decidida no primeiro turno, bastando para tal, que um candidato supere o outro pela votação de Marina. Observando 2006, isso é possível, na medida em que se projeta, no final de agosto depois da entrada da TV, o mesmo emagrecimento que ocorreu com Heloisa Helena. E esta, estava na época, com níveis bem mais altos do que estará Marina em 2010.
5. Assim sendo, o entorno de Serra, respeitando os avanços que já se tinham feito no Estado do Rio, com seus três partidos em relação à candidatura a governador de interesse de Marina, passou a reavaliar, para dentro, esse quadro. A conclusão óbvia é que não vale a pena mais estimular a candidatura de Marina no Estado do Rio, pois Serra pode ganhar no primeiro turno. E se deixou o barco flutuar.
Em outras palavras, perceberam que Marina, além de não crescer nas pesquisas, tira voto de Serra, por ter um eleitorado em potencial com perfil semelhante ao do tucano. Aliás, como falei aqui em postagens de agosto do ano passado (por exemplo, “Marina Silva, fatos e versões” e “Lula andou lendo este Blog”).
6. Paradoxalmente, quem resolveu esticar a corda, exigindo ruptura da coligação para ganhar mais tempo de TV no Senado, foram os que apóiam Marina. Durante 8 meses a mesma cantilena deles na imprensa, pedindo a exclusão do DEM. Os partidos da base de Serra se mantiveram silentes. Esse comportamento foi entendido, ingenuamente, pelos apoiadores de Marina, que havia campo para avançarem. E assim o fizeram declarando que excluiriam o DEM da coligação, usando os argumentos mais esdrúxulos contra um candidato que co-lidera as pesquisas ao Senado e que abre entre os eleitores de renda mais alta.
7. O resultado é que, precipitado pelos que apóiam Marina, se reabriu a possibilidade de se rever a decisão anterior e com isso se reabrir a discussão sobre a candidatura a governador, passando-se a usar o numero 45 nela. É possível que isso leve a eleição estadual para ser decidida em primeiro turno, o que seria algo razoável, pois não se teria eleição estadual no RJ no segundo turno. São essas as questões em discussão atrás das cortinas, e o que vem a público são vozes emanadas de lá e desconectadas do conjunto.
Cesar Maia coloca em dúvida a necessidade de apoio à candidatura de Gabeira a Governador (já que será mais rentável ter um candidato com o número 45 (o mesmo de Serra) do que o número 43 dos verdes, que seria apenas desperdício de tempo). Ao mesmo tempo, reconhece que Sérgio Cabral deve mesmo vencer – e para Serra talvez seja melhor que ele vença no primeiro turno, porque poderia reduzir a participação do PMDB fluminense na hipótese de segundo turno.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pesquisa Vox Populi: a falsa questão sobre o questionário


Li no Painel da Folha de sábado questionamentos sobre o questionário elaborado pelo Vox Populi na última pesquisa para a Presidência. Diz o texto:
Prancheta 1. Chama a atenção, no questionário de pesquisa Vox Populi sobre a sucessão presidencial com campo em 30 e 31 de março, a inclusão de pergunta relativa aos cargos que os candidatos já ocuparam, quebrando o fluxo das respostas espontânea e estimulada sobre intenção de voto. Esse tipo de procedimento é conhecido por distorcer resultados.
Prancheta 2. Para completar, as opções diante do nome de José Serra (PSDB) estão incompletas. Há apenas "governador" e "governador de São Paulo".
Não tenho procuração do Vox Populi para defendê-lo, mas me parece um questionamento absurdo. O questionário tem 9 perguntas (mais 12 para traçar perfil da amostra e mais uma para uso interno do instituto) claras e sem as segundas intenções insinuadas. Reproduzo abaixo as três perguntas que envolvem o questionamento (o questionário completo pode ser obtido aqui), mas quero logo observar:
  1. Não há quebra de fluxo, porque não há obrigatoriedade da "pergunta 13" (estimulada) vir imediatamente após a espontânea ("pergunta 11") e a "pergunta 12" não interfere em nada
  2. O conjunto de perguntas dentro de “pergunta 12” procura aprofundar a identificação do nível de conhecimento de cada um dos candidatos
  3. Esse aprofundamento não é acadêmico, não precisa demonstrar conhecimento do currículo completo do candidato – basta, como foi feito, referir-se a um cargo mais recente
  4. Se há distorção nos resultados seria devido ao fato de existir pergunta espontânea (por acaso tratei do assunto dia 30, aqui no Blog) e as prejudicadas no caso seriam Dilma e Marina, por serem menos conhecidas.
  5. Seria importante que o Vox Populi divulgasse logo os resultados das outras perguntas (principalmente sobre rejeição, avaliação do Governo Lula e identificação do candidato apoiado por Lula) e seus cruzamentos
  6. O fato é que Dilma cresceu em intenções de voto – e o desespero da oposição é não poder ocultar isso.
Vejas as pesguntas 11, 12 e 13:
11. SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOSSE HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA? (ESPONTÂNEA)

(ANOTAR NOME – CUIDADO COM A GRAFIA)
70 - Ninguém/Branco/Nulo
80 – NS
90 – NR

12. VOU CITAR PARA VOCÊ O NOME DE ALGUNS POSSÍVEIS CANDIDATOS A PRESIDENTE E GOSTARIA QUE VOCÊ ME RESPONDESSE ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE CADA UM DELES. VAMOS FALAR DE:

(LER PAUSADAMENTE OS NOMES – ALTERAR ORDEM DE LEITURA)
CIRO GOMES, DILMA ROUSSEFF, JOSÉ SERRA E MARINA SILVA.


A) COM RELAÇÃO A ___________ (VARIAR A ORDEM DE LEITURA DOS NOMES) VOCÊ DIRIA QUE:
1 - Conhece bem/tem muitas informações sobre ele(a) > APLIQUE B
2 - Conhece, mas não muito/tem apenas algumas informações sobre ele(a) > APLIQUE B
3 - Conhece só de nome/só de ouvir falar-----> APLIQUE B
4 - Não conhece/É a primeira vez que ouve falar o nome ----\ VÁ PARA O PRÓXIMO NOME
5 - NR-----/ VÁ PARA O PRÓXIMO NOME
B) PARA CIRO GOMES: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO CIRO GOMES OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Deputado, Ministro, Governador)
2 – Errou (outro cargo)
3 – NS 4 – NR
PARA DILMA ROUSSEFF: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO DILMA ROUSSEFF OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Ministra, Ministra Chefe da Casa Civil, Ministra do Gov. Lula)
2 – Errou (outro cargo)
3 – NS 4 – NR
PARA JOSÉ SERRA: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO JOSÉ SERRA OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Governador, Governador de São Paulo)
2 – Errou (Outro cargo)
3 – NS 4 – NR
PARA MARINA SILVA: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO MARINA SILVA OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Senadora, Ministra do Meio Ambiente, Ministra do Gov. Lula)
2 – Errou (outro cargo)
3 – NS 4 – NR

13. (MOSTRAR ANEXO 2) SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM VOCÊ VOTARIA?
1 - Ciro Gomes (PSB)
2 - Dilma Rousseff (PT)
3 - José Serra (PSDB)
4 - Marina Silva (PV)
5 - Ninguém/Branco/Nulo
6 – NS
7 – NR

domingo, 4 de abril de 2010

Vox Populi: somente Dilma cresce em intenções de voto



(Clique no gráfico para ampliar.)

Essa nova pesquisa Vox Populi divulgada no sábado pela Band ainda traz poucas informações (2.000 entrevistas, margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais). Mas deixa uma coisa bem clara: de janeiro para cá, a única candidatura à Presidência da República que teve crescimento em intenções de voto foi a da petista Dilma Roussef. Os outros nomes estagnaram. Aguardaremos mais dados.

terça-feira, 30 de março de 2010

Transferência de Lula faz Dilma disparar no Rio de Janeiro


(Clique nos gráficos para ampliar)

Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
O apoio explícito de Lula a Dilma faz a candidata petista crescer 20% (de 29% para 35%) em intenções de voto. Nesse cenário, Serra cai (mesmo com apoio de Fernando Henrique) e Ciro também, enquanto Marina, mesmo com apoio de Gabeira, permanece na mesma.
O apoio de Lula a Dilma faz com que ela lidere em todas as regiões.

 

A manipulação das pesquisas


Vamos começar dizendo o seguinte: qualquer instituto de pesquisa tem condições de manipular os resultados e é praticamente impossível evitar isso. Você confia ou não confia nos resultados de determinado instituto. Pessoalmente, adotei a postura de sempre confiar – desconfiando...
Há casos que fogem ao controle da direção dos institutos. Por exemplo, é comum ouvir relatos de entrevistadores que testemunharam concorrentes preenchendo respostas sorrateiramente à sombra de uma árvore. Ou de entrevistadores impedidos de entrar em área perigosa, comprometendo resultados. Claro que os institutos têm sistemas de verificação, mas não dá para ter controle absoluto. Principalmente porque, cada vez mais, os entrevistadores pertencem a empresas terceirizadas – que, por sua vez, podem atender a clientes concorrentes entre si. O instituto, quem sabe, pode ser simplesmente uma pessoa contratando outras empresas. Claro que isso não significa necessariamente má-fé ou incompetência – mas demonstra a dificuldade de controle.
Há outras questões de caráter mais subjetivo, com certo grau de dificuldade para dar precisão aos resultados – ou que, por diversos motivos, não tiveram todos os resultados expostos. Vou dar dois exemplos.
  • O GPP (de Niterói, RJ) é um dos poucos institutos que procuram evitar a pergunta espontânea, porque ela tende a influenciar o resultado da estimulada. Concordo com essa posição, mas é difícil de comprovar. O raciocínio é o seguinte: na espontânea, o entrevistado revela o recall maior, a lembrança principal de um nome. Quando é apresentado o disco com todos os candidatos, o entrevistado pode ter alguma tendência a repetir a escolha da espontânea. Ou seja, o recall passa a ter valor maior do que o real.
  • Outro exemplo é o dessa última pesquisa Datafolha. Não vou questionar o índice de Serra mais alto do que o esperado. Mas tem uma questão que me chamou a atenção, que é a história da transferência de votos. A pesquisa detectou que os eleitores que avaliam Lula com ótimo ou bom dividem- se no apoio a Dilma e Serra (em torno de 33% para cada um). A partir dessa informação, está aberto o campo para a especulação de que Lula não transfere tudo para Dilma – ao contrário, transferiria boa parte para Serra. De um lado, é verdade que Lula não transfere toda sua excelente avaliação automaticamente para Dilma – ou ela estaria com 80% das intenções de voto... De outro lado, não é verdade que ele divida igualmente entre os dois. Não foram divulgados quantos dos que apoiam Lula (mas pretendem votar em Serra) sabem que Dilma é a candidata lulista – e esse cruzamento pode fazer toda a diferença. No Rio de Janeiro, por exemplo, a última pesquisa Vox Populi (ver na próxima postagem) faz duas perguntas diferentes sobre a intenção de voto para Presidente. Na primeira, lista os nomes "Dilma", "José Serra", "Ciro Gomes" e "Marina Silva" (com 29%, 28%, 16% e 9%, respectivamente). Na outra, acrescenta apoios e o resultado passa a ser: "Dilma” (com apoio de Lula) sobe para 35%, "Serra" (com apoio de Fernando Henrique) cai para 26%, "Ciro Gomes" cai para 13% e "Marina Silva" (com apoio de Gabeira) permanece em 9%. As intenções de voto em Dilma crescem mais de 20%. É bom esclarecer que, na mesma pesquisa, comprovou-se que 14% ainda nem sabem que Lula não pode candidatar-se novamente. A questão principal, portanto, não é o da capacidade de transferência que Lula tem (está claro que tem!), mas, sim, a capacidade de comunicar clara e amplamente o seu apoio. Ao não passar esse tipo de informação, os institutos de pesquisa deixam margem para especulação – que, no caso, só interessa à Oposição.
Concluindo, não acho que as pesquisas devam ser tratadas como um demônio em si (como fazia Brizola). Mas todos precisam ficar bem atentos – e ao primeiro cheiro estranho devem berrar.

domingo, 28 de março de 2010

Vox Populi, RJ: Marina lidera na rejeição, menos na Capital


(Clique no gráfico para ampliar)

Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.

Marina surpreende por liderar a rejeição. Talvez por causa do desconhecimento, principalmente no Interior. Na Capital, o apoio de Gabeira junto à classe média da Zona Sul reduz a rejeição.

Vox Populi, RJ: empate técnico, com Dilma ligeiramente à frente de Serra e liderando na Capital


(Clique nos gráficos para ampliar)

Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Empate técnico com Dilma 1 pontinho à frente de Serra.

Na pesquisa por região, Dilma lidera na Capital e Serra no Interior.



No jornal O Dia, o presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, declara que a pesquisa revela uma tendência nacional, que demonstra o crescimento de Dilma. “A boa performance da petista na capital revela o grau de informação do público. À medida que Dilma associa sua imagem à imagem do presidente Lula, ela ganha respaldo e aceitação. No interior, essa informação chega de forma mais lenta ao eleitor”, acredita o presidente do Instituto Vox Populi.

terça-feira, 23 de março de 2010

Em Minas, Serra perderia até para Alckmin


Estão circulando informações sobre uma pesquisa Vox Populi em Minas. Dilma já teria 45% contra 29% de Serra, 7% de Ciro e 5% de Marina. É bom lembrar que no primeiro turno de 2006, em Minas, Lula teve 48,61%, Alckmin teve 41,64% e Heloísa Helena teve 6,85%. Se os dados se confirmarem, talvez fosse o caso dos tucanos trocarem: Serra para re-eleição em São Paulo e Alckmin para candidato à Presidência - que perderia de novo, mas perderia melhor...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Pesquisa CNI-Ibope: como diria o Cesar Maia, tudo dentro do previsto





(Clique nos gráficos para ampliar)

A Pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (2002 entrevistas, margem máxima de erro de 2,19%), repete o que todas as outras disseram: Serra está em queda (3 pontos) e Dilma cresce assustadoramente (13 pontos). Aliás, é a única que cresce. Se você fizer a conta, vai notar que o crescimento de Dilma equivale à soma (14 pontos) das quedas de todos os outros (inclusive brancos, nulos, etc.).
É interessante ver o perfil predominante do eleitorado de cada um:
  • Ciro - feminino, mais de 40 anos, ensino fundamental pra médio, nordestino, com renda entre 2 e 5 s.m.
  • Dilma - masculino, 25 a 29 anos, ensino fundamental, nordestino, renda de até 1 s.m. 
  • Serra - feminino, 16 a 24 anos, ensino médio, norte/centro-oeste, renda de mais de 10 s.m.
  • Marina - 16 a 24 anos, ensino superior, norte/centro-oeste, renda de mais de 10 s.m.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Eleições 2010: nova pesquisa presidencial confirma “erro” elementar de Cesar Maia


No dia primeiro de março, Cesar Maia abriu seu Ex-Blog com uma análise da última pesquisa Datafolha. Tentava, na verdade, acalmar a oposição, provar que o crescimento de Dilma estava dentro do esperado e que não continuaria avançando.  “O óbvio e esperado crescimento de Dilma em pesquisas se deu no correr de 2009, pela superexposição e transferência possível de Lula”, disse ele, para concluir: “Em 2010, o quadro está estabilizado”.
No Ex-Blog do dia 10 de março (“Dilma: está tudo dentro do esperado!”) ele repete: “O que está aumentando não é a intenção de voto na Dilma e sim a base (percentual das pessoas que sabem que ela é a candidata do Lula). Está tudo dentro do esperado, acontecendo mais rápido devido à campanha de um só candidato”. Ele pretendia, com tudo isso, fixar que Dilma teria um teto (em torno dos 30%) que seria atingido quando todas as pessoas percebessem que Dilma era a candidata de Lula. O que ele não fala é que os novos “pontos Lula” que chegam a Dilma não têm origem apenas em eleitores “indecisos”, “brancos”, “nulos” ou “ns/nr”. Eles vieram também de “Ciro” (praticamente inviabilizando sua candidatura) e até de Serra, que, nessa pesquisa (Brasil) do Instituto Mapear, perde 4 pontos na troca de “Dilma” para “Dilma, a candidata de Lula”, e deverá continuar perdendo. Aliás, o mesmo já tinha sido observado no mês de janeiro em pesquisa feita pelo mesmo instituto na região da Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, quando Serra perdeu 3 pontos.
Cesar Maia também tem que entender (ou melhor, tem que aceitar) que nunca antes nesse país houve eleição igual a essa. Os índices não conseguirão se espremer dentro dos limites tradicionais. Lula é um fenômeno que vai alterar os limites históricos e deve, ao que tudo indica, garantir a vitória de sua candidata, provavelmente no primeiro turno.
O resto é desespero de oposição.
A pesquisa do Instituto Mapear foi feita entre os dias 27 de fevereiro e 5 de março, com 2015 entrevistas (margem máxima de erro de 2,18%)

terça-feira, 9 de março de 2010

Eleições 2010, RJ: Dilma (Presidência), Cabral (Governo), Crivella, Cesar Maia e Benedita (Senado) lideram

As pesquisas (das antigas às recentíssimas) de intenção de voto no Rio de Janeiro são bem claras.
Quando se trata da candidatura à Presidência, a candidata de Lula dispara na frente, chegando a ter o dobro das intenções de voto de Serra. Em outras palavras, Dilma é pule de 10, desde que esteja associada a Lula.
Quando se trata da candidatura ao Governo, a grande dúvida é se Sérgio Cabral ganha no primeiro ou no segundo turno.
Quando se trata da candidatura ao Senado (com duas vagas), Crivella, Cesar Maia e Benedita destacam-se na liderança, mas há alguns complicadores:
  • Crivella, além de enfrentar forte rejeição junto à classe média, está sem aliança com candidaturas ao Governo e sem tempo no Horário Eleitoral Gratuito.
  • Cesar Maia está bem, principalmente porque se trata do único candidato da oposição, ou seja, navega em águas tranquilas. Mas isso é até agora, porque quando a campanha começar terá que enfrentar a oposição de Lula e Sérgio Cabral.
  • Benedita surpreende a todos, porque desde 2002 não participa de nenhuma campanha. O problema aqui é Lindberg, prefeito petista de Nova Iguaçu, que agora quer porque quer candidatar-se ao Senado, apesar de estar bem atrás. Vai haver prévias internas do PT para decidir qual dos dois será o candidato, talvez com vantagem para Benedita. Acontece que, se for derrotado, Lindberg tenderá a fazer corpo mole, porque anda bem obcecado com a candidatura. E no caso de Benedita derrotada - ela fazendo ou não fazendo corpo mole - dificilmente Lindberg terá condições de alcançar Crivella e Cesar Maia.
Assim, apesar das candidaturas à Presidência e ao Governo no Rio de Janeiro estarem praticamente definidas, as duas vagas ao Senado estão incertas graças à disputa interna do PT.
 

domingo, 7 de março de 2010

Oposição em pânico


No Panorama Político do Globo de hoje, duas notinhas dão a medida do bate-cabeça enlouquecido que tomou conta da Oposição. Além do PT, acho que até Aécio e Ciro se divertem com tudo isso.

Aécio empurrando

A oposição está tensa com os últimos movimentos no entorno do governador Aécio Neves. Avaliam que não são espontâneas manifestações como as de que Minas não ficará a reboque de São Paulo ou da claque gritando “Aécio presidente”. Os aliados do mineiro reiteram que ele se retirou da sucessão. Mas líderes da oposição interpretam os últimos fatos como uma tentativa para empurrar José Serra para fora do tatame presidencial.

COMENTÁRIO
de um político presente à inauguração do novo Centro Administrativo de Minas Gerais, referindo-se ao coro Aécio presidente: “É o lançamento de uma candidatura que não existiu”.