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sábado, 17 de abril de 2010

Pesquisa Datafolha X Pesquisa Sensus: as margens de erro entram em campo

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Saiu o Datafolha que os tucanos esperavam: Serra 38%, Dilma 28%. Uma grande diferença para o Sensus que os petistas comemoraram: Serra 32,7%, Dilma 32,3%. Estão erradas? Estão certas? Qual delas? Na minha opinião uma delas pode estar induzindo ao erro. Eles usam métodos diferentes (Sensus, domiciliar; Datafolha, fluxo), foram feitas em períodos mais ou menos próximos (Sensus, de 5 a 9 de abril; Datafolha, de 15 a 16 de abril), com números de entrevistados também próximos (Sensus, 2.000 entrevistas; Datafolha, 2.600 entrevistas). A diferença principal entre os métodos está na abordagem feita aos entrevistados: enquanto o Sensus faz as entrevistas nos locais de moradia, o Datafolha faz a abordagem em pontos de fluxo das microrregiões. Mas nada justificaria diferenças tão grandes, a não ser as margens de erro vistas por seus extremos. A margem de erro máxima do Sensus (2.000 entrevistas) é de 2,2%, enquanto a do Datafolha (2.600 entrevistas) é de 2,0% (mais correto seria dizer 1,9%, mas o instituto arredondou). Assim, no Sensus, Serra poderia ter entre 30,5% e 34,9% enquanto no Datafolha poderia ter entre 36% e 40%. A variação máxima de um (34,9%) encosta na variação mínima do outro (36,0%). Dilma teria, no Sensus, entre 30,1% e 34,5% enquanto no Datafolha teria entre 26% e 30%. A variação mínima de um (30,1%) é a mesma da variação máxima do outro (30,0%). Se pensarmos assim, pelos extremos das margens de erro, as duas pesquisas estão semelhantes. É correto pensar sempre assim? Não. É possível acontecer? Sim. Os institutos forçam resultados pelos extremos das margens de erro? Isso ninguém pode afirmar.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

PSDB quer perder também no tapetão


Os tucanos estão inconformados com a Pesquisa Sensus que dá empate entre Dilma e Serra. Por conta disso, estão armando um grande fuzuê, no que estão absolutamente certos, têm mesmo que espernear, principalmente se podem contar com o apoio da mídia. Mas precisam de um mínimo de decência. Essa tentativa de impugnar a pesquisa por causa de um suposto erro na data é ridícula. A pesquisa foi registrada dia 5/abr. Se houve erro no nome do patrocinador, corrige-se o nome, e mantém-se tudo em andamento. Essa questão é resolvida de forma cristalina. Serra não crescerá nem cairá por causa disso. Os tucanos devem perder no TSE por 100%. Para aprenderem que a ordem dos patrocinadores não altera o produto.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Com Ciro ou sem Ciro, Serra e Dilma empatam em primeiro lugar até no segundo turno


Começou a circular a informação de nova Pesquisa Sensus para a Presidência da República, que teria sido encomendada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada e Afins do Estado de São Paulo, realizada entre os dias 5 e 9 de abril, com 2000 entrevistas (margem de erro máxima de 2,2%). Caso ela se confirme, poderá ocorrer uma revoada trágica no poleiro tucano. Segundo o Blog do Noblat divulgou, são esses os resultados:

Com Ciro
  • Serra - 32,7%
  • Dilma - 32,3%
  • Ciro - 10,1%
  • Marina - 8,1%
  • B/N - 7,7%
  • NS - 9,1%

Sem Ciro
  • Serra - 36,8%
  • Dilma - 34,0%
  • Ciro - 10,6%
  • Marina - 10,6%
  • B/N - 9,1%
  • NS - 9,5%

Segundo turno
  • Serra - 41,7%
  • Dilma - 39,7%
  • Brancos e Nulos - 10,1%
  • Não sabe e não respondeu - 8,5%


quarta-feira, 11 de abril de 2007

De olho na pesquisa

Essa nova Pesquisa Sensus não trouxe surpresas. A não ser, talvez, para quem não viu o país nos últimos meses, ou não quis ver. Lula teve uma reeleição com votação fabulosa. Conseguiu montar um segundo mandato com uma coalizão de ampla maioria no Congresso. Os números da economia são extremamente favoráveis, com controle da inflação, queda dos juros, crescimento do PIB, mais empregos, aumento do salário mínimo, etc. Há outros fatores favoráveis, como o cenário mundial, a visita de Bush, o biocombustível, o papel de liderança regional do país, a boa inserção de Lula nos meios políticos internacionais. Nem mesmo o fato de a aprovação do Governo ter atingido (49,5%) seu ponto mais alto desde agosto de 2003 pode ser considerado surpresa. Pode ser que haja espanto com uma aprovação tão alta, já que as pessoas, na maioria, nem ouviram falar (só 32,2% ouviram falar) do PAC - Programa de Aceleração do Crescimento, marca do segundo mandato. Vamos analisar em termos de percepção: assim como o Bolsa-Família está mais associado a "povão" e "Nordeste", o PAC está mais associado a "empresariado", "classe média", "Sul-Sudeste". É algo novo, ainda não claramente percebido e desnecessário para a maioria que está aprovando Lula. E o "apagão aéreo", será que não influenciou negativamente? Para desespero da oposição, não. Não dá para comparar (embora tenham tentado) com o "apagão real", na energia elétrica, de Fernando Henrique. A massa ouviu falar do problema aéreo (82%), mas não sentiu na pele, como aconteceu no Governo anterior. As dificuldades de transporte da maioria estão na terra, nas estradas, nas rodoviárias. Isso vem de longos anos e não entrou na pesquisa. Somente 25,8% culparam o Governo Lula pela crise aérea.O Deputado Rodrigo Maia (Dem, ex-PFL) bem que tenta juntar esses 25,8% com os 15,1% que culparam os controladores mais os 9,9% que culparam a Aeronáutica mais os 9,3% que culparam a Infraero (o que daria 60,1%...) e dizer que é uma coisa só. Mas se ele conversar com o pai - que sabe de verdade que as coisas não são bem assim -, vai descobrir que as percepções são diferentes, não dá para botar tudo no mesmo saco, a não ser para tentar fazer política com apoio da mídia. Aliás, o próprio Cesar Maia, em seu Ex-Blog de hoje, já reduz para 45% (colocando os "controladores" como uma percepção à parte de "governo Lula"). Claro que é papel da oposição tentar ver o lado pior do Governo para mostrar que pode fazer melhor. Mas a oposição vai ter que fazer muito melhor do que o que está fazendo. Talvez deva seguir o exemplo de Serra que está escondido, calado, procurando fazer com que tudo passe em brancas nuvens... Ler também a coluna de Tereza Cruvinel, hoje no Globo.