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quarta-feira, 23 de julho de 2014
Ibope 2014: acho que o Globo quer ajudar os tucanos na decolagem
Compare o Globo com o Globo. Em 2010, no Ibope de julho, Dilma tinha 39%, Serra 34%, Marina 7% e os outros 1%. Dilma, portanto, tinha 39 contra 42 da soma dos outros. Ou seja, não vencia no 1º turno. Mas vencia no 2º turno por 46 a 40 de Serra. Qual seria a manchete natural? “Dilma lidera e hoje venceria 2º turno”, certo? Errado. Essa manchete voou no tempo e veio pousar na primeira página do Globo de hoje. Você vai pensar que os números das pesquisas ocuparam os mesmos assentos em 2010 e 2014, mas perdeu o voo mais uma vez. O Ibope divulgado ontem aponta Dilma com 38, Aécio com 22, Campos com 8 e todos os outros com 7. Ou seja, Dilma vence no 1º turno de 38 a 37. Essa poderia ser a manchete natural, mas parece que caiu no vácuo. O que será que explica essa acrobacia aérea? Na minha opinião, o Globo ficou com peninha dos tucanos e resolveu dar um empurrãozinho para ver se pega no tranco. Um pouco de gás, digamos assim. A oposição precisa acreditar que o seu plano de voo para vencer esta eleição não tem nuvens pesadas pela frente. Mas está difícil encontrar o tão sonhado céu de brigadeiro. Talvez seja melhor tratar de pedir logo permissão para aterrissagem no aeroporto de Cláudio, MG... e boa viagem!
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
AS PESQUISAS, SOB A "VISÃO" DE CÉSAR MAIA
No seu Ex-Blog de hoje, César Maia resolve fazer uma análise dos resultados do Datafolha para as eleições presidenciais de 2014. Diz ele: “Este Ex-Blog escolheu entre as alternativas presidenciais oferecidas ao eleitor pelo Datafolha (07-09/08) aquela que num mesmo grupo reúne José Serra e Aécio Neves. Com isso, somados a Marina e Eduardo Campos, formam um grupo que hoje não votaria em Dilma. São 32% em Dilma e 53% nos demais.”
Pretende com isso demonstrar que Dilma perde para a soma dos outros candidatos e que, portanto, não seria reeleita. Na verdade, César Maia erra duas vezes. Primeiro, porque, se a eleição fosse em turno único, hoje Dilma venceria com 32%, contra 23% de Marina, 14% de Serra, 10% de Aécio e 6% de Campos. Como é em dois turnos, o Datafolha obviamente faz a simulação de segundo turno e demonstra claramente a distorção das lentes de César Maia: Dilma 46% X 41% Marina, Dilma 52% X 31% Serra, Dilma 53% X 29% Aécio, Dilma 55% X 23% Eduardo Campos.
César finaliza seu texto com mais uma de suas visões desfocadas: “Dilma manteve-se em 16% na resposta espontânea (...), repetindo a última pesquisa. Isso é um sinal que o crescimento na induzida é mero efeito de superexposição depois do abalo que sofreu pós-manifestações nas ruas”. Pergunto: por que a superexposição não contribuiria na espontânea? Além disso, ele “esqueceu” de dizer que na espontânea Aécio caiu de 4% pra 3%, Marina foi de 2% pra 3%, Serra permaneceu em 2% e Campos foi de 1% pra 0%. Esqueceu o mais importante: Na espontânea, Lula pulou de 6% pra 11%.
César Maia precisa passar por boa re-visão de seus (pré)conceitos...
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
O vice-versa de Serra e Campos
Por outro lado, o MD poderia ser o partido alternativo para Serra candidatar-se tanto a Presidente quanto a Governador de São Paulo. Difícil? Nem tanto. Principalmente contando-se com uma aliança com o PSB de Eduardo Campos. Em São Paulo seria praticamente natural. Para a Presidência, poderia ser em um hipotético segundo turno.
2018 é mais uma face dessa aliança. Ou desaliança, já que Serra e Campos poderão se chocar na disputa pela liderança das oposições. Ou não. Poderiam fortalecer ainda mais a aliança para um segundo turno ou, quem sabe, poderiam um ser vice do outro. Será? Quase impossível.
Há muitos vices e muitas versões nesse vaivém partidário. A face verdadeira dessa questão é a economia. A oposição inteira aposta no fracasso da política econômica de Dilma. É uma aposta baseada principalmente em desejo (é sintomático que os investidores locais tenham apostado em alta maior para a taxa Selic, enquanto os estrangeiros apostavam em menor, como ocorreu nessa última alta). Com a aprovação recorde que vive Dilma, basta a economia se manter como está para que ela vença as eleições de 2014 no primeiro turno. Com o cenário de um crescimento razoável, inflação sob controle e aumento da oferta de emprego, à oposição só resta treinar para 2018. Sem chances de vice-versa.
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domingo, 24 de fevereiro de 2013
2Q14: como se posicionará Eduardo Campos?
No Globo de hoje, o professor e pesquisador do IESP-UERJ (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ), Marcus Figueiredo, escreve um excelente artigo sobre a sucessão presidencial em 2014 (ver abaixo na íntegra). Coloca o PT e o PSDB na condição de mais uma vez serem “cavalos” ganhadores e destaca Eduardo Campos, PSB, e Marina Silva como “fortes coadjuvantes, capazes de forçar um segundo turno”. É por aí mesmo, mas quero fazer algumas considerações.
Primeiro, que o PSDB já não é há muito tempo essa “barbada” toda. Com as derrotas de Serra (principalmente em São Paulo), o governo medíocre de Alckmin, a implosão do PFL/DEM (que lhe tirou o nordeste) e a crise mundial do neoliberalismo, os tucanos lutam para serem um “azarão” viável.
Segundo, que o partido de Marina ainda vai ter que “marinar” muito para pegar gosto.
Terceiro, que ainda existe uma crise de posicionamento do PSB de Eduardo Campos. Filho (ou neto...) da esquerda, não conseguiu manter uma identidade muito clara nesse campo. Inicialmente, faltou-lhe a base operária, a igreja e as organizações que fizeram o PT. Depois, quando poderia tornar-se o herdeiro dos votos pefelistas no nordeste (27% do eleitorado nacional), foi ultrapassado pelo furacão Lula. Como ainda é um partido pequeno no sudeste (43% do eleitorado nacional), o PSB viu no enfraquecimento do PSDB a sua oportunidade de conquistar o eleitorado da classe média conservadora, que se sente um pouco órfão, mas continua poderoso. A dúvida do momento é se Eduardo Campos deve ou não manter a indefinição por mais algum tempo e aliar-se ou a tucanos ou petistas. Na minha opinião, ele deverá apostar no esfacelamento do PSDB e assumir de vez o seu perfil de centro/centro-direita, principalmente no sudeste e no sul (15% do eleitorado nacional). Portanto, muito provavelmente terá candidatura própria. Seu maior risco passa a ser exatamente onde é mais forte, o nordeste. Um confronto direto com Lula poderá significar grande derrota nessa região (afinal, como acentua Marcus Figueiredo, “foi a maciça ascensão social que ganhou, estúpido!”) e aí ele poderá se acabar antes de ver o sertão virar mar. Eduardo Campos já concluiu que a virtude corre pelo meio. Só falta bater o martelo pelo melhor meio.
Foi dada a partida para 2014
Marcus Figueiredo
A semana que passou foi pródiga. Como se tivessem combinado, Dilma Rousseff, Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva apresentaram-se para disputar a próxima eleição presidencial. Com isso, dois fortes ex-candidatos tornaram-se fortíssimos “eleitores”: Lula e Serra.
O cenário que se deslumbra põe PT e PSDB, novamente, na condição, como se diz, de “cavalos” ganhadores nessa nova corrida. Eduardo Campos, PSB, e Marina Silva, a criar o seu partido, seriam fortes coadjuvantes, capazes de forçar um segundo turno. Este cenário será, mais uma vez, uma disputa ferrenha entre direita e esquerda. Isto ficou claro na festa petista de dez anos de poder e no discurso tucano no senado. O passo seguinte será o da construção de alianças. O PT já está coligado com o PMDB, o maior partido, porém sem garantias de apoio total, vale dizer, inclusive, nas bases municipais. Sendo uma federação de lideranças regionais com fortes interesses locais a possibilidade de “cristianização” parcial da Dilma pode ganhar corpo.
O resultado da eleição de 2012 nos grandes colégios eleitorais é um excelente indicador do que teremos pela frente. De um lado, as forças pró-PT, caso do PDT em Porto Alegre e Curitiba; Fernando Haddad em São Paulo; Eduardo Paes e Sérgio Cabral no Rio; e outras capitais menores. De outro, as pró-tucanas: Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte (não garantida), ACM Neto (DEM) em Salvador e Arthur Virgílio (PSDB) em Manaus. O desequilíbrio deste confronto vem com o PSB no nordeste, com suas vitórias em Recife e Fortaleza, daí a ascensão de Eduardo Campos.
Não há mais dúvida que Eduardo Campos tornou-se o pivô da eleição presidencial de 2014. Para onde ele for teremos resultados diferentes, no primeiro e/ou no segundo turno. Como na política tudo é possível, podemos arriscar falando do futuro longínquo.
Se Campos apoiar Dilma, saindo para o Senado, a eleição virará plebiscitária com fortíssima probabilidade de vitória do PT, mesmo com a economia ainda acanhada, pois o que fez Dilma ganhar foi a extraordinária mudança promovida pelo PT, “foi a maciça ascensão social que ganhou, estúpido!” Se Eduardo Campos apoiar Aécio, como seu vice, teremos um segundo turno que será definido no “photochart”, qualquer que seja a situação econômica. Como diria Nenê Prancha, filósofo do futebol de praia, “esse menino em qualquer posição desequilibra o jogo”.
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sábado, 4 de fevereiro de 2012
Eleições 2012: São Paulo vai virar Brasil de Lula e Dilma
Como até Gilmar Mendes diria, até as pedras sabem que São Paulo quer mudar. Garanto que tem pesquisa de intenção de voto para Prefeito da Capital que já captou isso, mas o que se viu até agora foram velhos nomes liderarem a preferência popular. Aliás, isso é natural. Nesse momento de candidaturas ainda não divulgadas amplamente, é mais do que lógico que se responda o primeiro nome que vem à cabeça. Daí políticos tradicionais como Russomano, Serra e Netinho aparecerem na liderança. Mas são nomes que também devem liderar os índices de rejeição até o final – principalmente Serra. E o apoio de Alckmin e Kassab só faz piorar as coisas.
O que está acontecendo, afinal? O povo paulistano está vendo no Brasil que está à sua volta um mundo inteiramente novo e bem melhor, no qual ele não está inteiramente inserido. O paulistano quer renovação, quer viver 100% o Brasil de Lula e Dilma. Por isso tenho certeza que quando Haddad (que deve estar em quarto lugar nas intenções de voto, logo atrás dos velhos conhecidos) é associado a Lula e Dilma, ele pula para a liderança, com uns 40% a 50% das intenções. Os nomes de Andrea Matarazzo e Afif Domingos, associados a Serra e Alckmin (o primeiro) e a Kassab (o segundo), juntos, não devem nem mesmo chegar a 30%.
A opção do PT por Haddad atende perfeitamente os anseios da população. A mudança é inexorável, e Lula percebeu isso de longe. Hoje, quem se informa bem também sabe disso.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Uma imagem fala mais do que 3.321 palavras
Vamos ser francos – o discurso de Aécio foi muito chocho. E dificilmente poderia ser diferente, já que a oposição encontra-se desprovida de discurso. Não há um único de seus representantes capaz de falar qualquer coisa consistente. E o que é pior: graças ao excelente (e surpreendente) desempenho político de Dilma, a oposição já não conta com o apoio irrestrito da mídia e de amplos setores da classe média. É verdade que ele tentou uma jogada municipalista, defendendo a descentralização da arrecadação dos impostos, mas foi pouco. A postura de Aécio com seu discurso lembra antiga campanha publicitária da locadora Avis, nos Estados Unidos, que, diante da inquestionável liderança da concorrente Hertz, decidiu posicionar-se como “número 2”. Aécio por enquanto quer apenas isso – firmar-se o “principal número 2”. A palavra significativa que ele mais usou (no seu discurso de 3.321 palavras) foi “oposição” (11 vezes), seguida de “ética” (7 vezes) e “Minas/mineiro” (6 vezes). Serra mereceu duas citações, à frente de Alckmin, de Dornelles e até de Tancredo (uma vez cada). Zé Alencar, nada. Itamar, quatro. E Fernando Henrique, três. Lula teve duas. Dilma/presidente quatro. Aécio saiu na frente para ser o número 1 da oposição. E isso na atual conjuntura talvez queira dizer muito pouco. Como disse Lindberg, dirigindo-se a Aécio Neves: "Vossa Excelência é o futuro. Vai liderar esta oposição... Por muitos anos”. Ganhou o Troféu Ironia...
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Serra reage a Aécio
Serra andava mal na mídia, desde sua derrota para Dilma. Só aparecia em notícia negativa - entrando em choque com a bancada tucana... batendo de frente com Sérgio Guerra na disputa pela presidência do PSDB... desentendendo-se em São Paulo... Enquanto as penas tucanas de Serra voavam, o tucano Aécio voava em céu de brigadeiro. Aproveitava o poleiro no Senado para dar suas bicadas anti-Dilma e posicionar-se como candidato natural oposicionista na próxima disputa presidencial. Serra, que já aprendeu que no perigoso espaço aéreo tucano urubu voa de costas, tratou de reagir e publicou uma reportagem-entrevista hoje no Globo. Ataca os governos de Lula e Dilma (como sempre fez), nega disputa interna no PSDB, nega que seja candidato a Prefeito ou Governador de São Paulo, desconversa sobre 2014, autoelogia-se e busca, com tudo isso, garantir-se como principal líder da Oposição e candidato natural à sucessão de Dilma. Claro que ele nega tudo, como sempre fez, mas essa é a única verdade de sua entrevista. Aguardamos o voo-resposta de Aécio.
Parte da entrevista no Globo Online.
Entrevista na íntegra para assinantes.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Feliz do País que tem essas marcas na direção
Passamos a campanha presidencial inteira ouvindo as cantilenas oposicionistas sobre a “ficha de Dilma no DOPS” e sobre “o confronto entre as biografias de Dilma e de Serra”. A Folha queria porque queria acesso completo à ficha de Dilma, que o STM evitou a todo custo. Pelo estardalhaço que a Folha fez com uma falsa ficha podemos muito bem imaginar quais eram suas intenções. Em um momento em que a guerra de percepções torna-se particularmente acirrada, qualquer destaque em informação tirada de seu contexto pode ter efeito altamente negativo. Enquanto isso, a campanha de Serra tentava provar que mais importante do que ter apoio de Lula era apresentar uma biografia política superior no confronto direto entre os candidatos. Fiava-se no seu passado de Ministro do Planejamento e da Saúde (Governo FHC) e nas suas eleições parlamentares e para Governador e Prefeito da Capital, em São Paulo.
A ficha não foi liberada para publicação, a comparação das biografias restringiu-se ao discurso vazio de Serra e Dilma venceu, graças ao apoio de Lula e apesar de todos os golpes dados abaixo da cintura. Hoje os jornais começam a divulgar as fichas de Dilma no DOPS. E quero dizer que, assim como deu orgulho ter tido como Presidente um torneiro mecânico, com um dedo a menos na mão esquerda, que soube construir um novo Brasil, dá orgulho também saber que nos próximos anos teremos uma Presidenta que tem essa ficha no DOPS. A biografia de Serra jamais poderia ser considerada superior à de Dilma. Para desespero da oposição, a ficha caiu.
Veja trechos reportagem de hoje no Globo por Evandro Éboli e Jailton de Carvalho:
Documentos da ditadura dizem que Dilma 'assessorou' assaltos a bancos
BRASÍLIA - Liberados para consulta nesta quinta-feira pelo Superior Tribunal Militar (STM), os dezesseis volumes de documentos com páginas já amareladas e gastas que contam a história do processo movido pela ditadura militar contra a presidente eleita Dilma Rousseff descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e "assessorou assaltos a bancos", e nunca se arrependeu.
Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar contra os integrantes do grupo de esquerda VAR-Palmares, Dilma é chamada de "Joana D'Arc da subversão". "É figura feminina de expressão tristemente notável", escreveu o procurador responsável pela denúncia.
O GLOBO teve acesso aos autos a partir de autorização do presidente do STM, ministro Carlos Alberto Marques. A decisão foi assinada no mesmo dia em que o plenário da Corte liberou o acesso dos autos ao jornal "Folha de S.Paulo", que antes da eleição tentara consultar o processo. Dilma apresentou nesta quinta-feira um pedido para também ter acesso aos autos. O presidente do STM determinou que seja dada prioridade à requisição da presidente eleita. Ela já havia pedido acesso aos autos durante a eleição, mas ele fora negado.
Em depoimento à Justiça Militar, em 21 de outubro de 1970, Dilma contou ao juiz da 1ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar que foi seviciada quando esteve presa no Dops, em São Paulo. O auditor não perguntou quais tinham sido as sevícias. No interrogatório, Dilma explicou ao juiz por que aderiu à luta armada. O trecho do depoimento é este: "Que se declara marxista-leninista e, por isto mesmo, em função de uma análise da realidade brasileira, na qual constatou a existência de desequilíbrios regionais de renda, o que provoca a crescente miséria da maioria da população, ao lado da magnitude riqueza de uns poucos que detêm o poder e impedem, através da repressão policial, da qual hoje a interroganda é vítima, todas as lutas de libertação e emancipação do povo brasileiro. Dessa ditadura institucionalizada optou pelo caminho socialista".
Sem participação ativa nas ações. Os arquivos trazem ainda cópia do depoimento que Dilma prestou em 1970 ao Departamento de Ordem Política e Social (Dops), delegacia em que ela ficou presa e foi torturada. No interrogatório realizado no dia 26 de fevereiro daquele ano, Dilma, sob intensa tortura, segundo o depoimento, listou nomes de companheiros, indicou locais de reuniões, e admitiu que uma das organizações da qual fazia parte, o Colina, fez pelo menos três assaltos a banco e um atentado a bomba. Mas ressalvou que nem ela nem o então marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, tiveram "participação ativa" nas ações.
No interrogatório no Dops, Dilma contou que o atentado a bomba foi praticado na casa do interventor do Sindicato dos Metalúrgicos em Minas Gerais, e que atingiu também a casa do delegado regional do Trabalho. As residências eram contíguas.
Em um trecho do depoimento, Dilma disse que uma de suas funções em organizações de combate à ditadura era organizar células de militantes. Teria sido encarregada de distribuir dinheiro aos grupos. O dinheiro teria sido arrecadado em ações dos movimentos.
Os documentos relatam que Dilma começou a ser "doutrinada para o credo ideológico marximalista" (sic) por Cláudio Galeno, em Belo Horizonte, quanto atuavam na Polop, em 1967. Anos depois, na VAR-Palmares, Dilma foi a São Paulo e assumiu atividade de colegas que estavam para cair (serem presos). Dilma foi professora de marxismo e em sua casa foram apreendidos materiais para falsificação, panfletos e livros considerados subversivos.
Antes de seguir para São Paulo, Dilma e o marido passaram pelo Rio, em 1969. Sem conseguir, de início, um aparelho para morar, viveram num hotel em Laranjeiras. A Polop, movimento em que atuavam, passou a se chamar Colina. Dilma traduziu livros para os companheiros e foi cobrir pontos e contatos. Foi usada certa vez como "araque", para atrair e despistar a atenção dos militares enquanto companheiros faziam reuniões.
Dilma era deslocada para outros pontos do país para fortalecer a atuação do Colina e arregimentar companheiros. Foi ao Rio Grande do Sul, onde a atuação de seu grupo era fraca e não havia militantes suficientes. Depois, foi cumprir o mesmo papel em Brasília e Goiânia.
Em junho de 1969, teria participado da reunião que tratou da fusão do Colina com a VPR, no Rio. Dilma contou que, em outro encontro, um companheiro falou da realização de uma "grande ação" que iria render bastante dinheiro para os cofres da organização. Essa ação, soube Dilma depois, tratava-se do assalto à residência de Ana Capriglione, ex-secretária do ex-governador Ademar de Barros.
Elogio à "dotação intelectual". Num relatório sobre guerrilheiros da VAR-Palmares, o delegado Newton Fernandes, da Polícia Civil de São Paulo, traça um perfil de 12 linhas sobre Dilma. Segundo ele, ela era "uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais". O delegado diz que a petista pertencia ao "Comando Geral da Colina" e era "coordenadora dos Setores Operário e Estudantil da VAR-Palmares de São Paulo, como também do Setor de Operações".
"É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas", diz o delegado. No texto, elogia a capacidade intelectual da guerrilheira: "Trata-se de uma pessoa de dotação intelectual bastante apreciável". No documento, o delegado pede a prisão preventiva de Dilma e mais 69 acusados de atividades subversivas contra o governo.
" Não é possível supor que se dialogue com pau de arara ou choque elétrico". Em maio de 2008, Dilma falou no Senado sobre o período em que foi torturada. Questionada pelo senador Agripino Maia, que relembrou uma entrevista em que ela dizia ter mentido na prisão, Dilma afirmou que foi "barbaramente torturada" e respondeu:
- Não é possível supor que se dialogue com pau de arara ou choque elétrico. Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira - disse Dilma, que emocionou a plateia que a ouvia na ocasião. - Eu tinha 19 anos. Fiquei três anos na cadeia. E fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar dizer a verdade para interrogador compromete a vida dos seus iguais. Entrega pessoas para serem mortas. Eu me orgulho muito de ter mentido, senador. Porque mentir na tortura não é fácil. Na democracia se fala a verdade. Na tortura, quem tem coragem e dignidade fala mentira. E isso, senador, faz parte e integra a minha biografia, de que tenho imenso orgulho. E completou: - Aguentar tortura é dificílimo. Todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor. A sedução, a tentação de falar o que ocorreu. A dor é insuportável, o senhor não imagina o quanto.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Globo elege o novo líder da Oposição
Ontem, para contrapor o puxão de orelha que Lula deu na Oposição, o Jornal Nacional foi ouvir o seu novo líder - Aécio Neves. Nada de Serra, Alckmin, Guerra ou FHC. O eleito global foi Aécio para dar a resposta a Lula. O conteúdo não teve nada de significativo, a forma foi mais importante. Roupas esportivas, descontraído, de forma alguma aquele personagem sanguinário encarnado por Serra e sua turma. É uma Oposição mais política - portanto, mais perigosa.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Ganhei a aposta
Marketing não existe sem pesquisas ou qualquer outra forma de definição de percepções. E o marketing eleitoral usa intensamente as pesquisas de opinião pública, fundamentais para projetar cenários e definir estratégias. Nesse segundo turno, não contei com pesquisas próprias, acompanhei apenas as que foram amplamente divulgadas. Para não perder o hábito, fiz alguns exercícios com elas e arrisquei projetar os resultados em post do dia 27 de outubro (Minha aposta para o dia 31). No sábado, achei que algo estava errado, mas como estou viajando, não pude checar. Concluí que por engano tinha trocado em algumas contas “135” por “125”, mas o essencial estava correto – apenas fiz pequena correção no post. Eu mesmo me impressionei com meus acertos, ainda que trabalhasse com números arredondados. Apostei que a abstenção seria de 21% – foi de 21,5%. Apostei que o comparecimento seria de 106.000.000 eleitores – foi de 106.604.687. Apostei que o não-voto seria na faixa de 7% (9.600.000 de votos) – foi de 6,7% (7.141.901 votos). Apostei que o índice dos votos válidos para Dilma seria de 55,5% a 56,5%” – foi de 56,05%. Apostei que Dilma teria de 10 a 11 milhões a mais (teve 12.041.670), “algo como 55 ou 56 milhões de votos contra 44 ou 43 milhões de Serra” – e o resultado final foi de 55.752.092 (Dilma) a 43.710.422 (Serra). Estou muito feliz por ter acertado tanto. Infelizmente, aposto que não vou ganhar na Sena...
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Que papel feio...
José Serra começou mal e terminou mal. O jovem idealista da AP (Ação Popular), vibrante no Comício da Central (13 de março de 64), não entrou nessa campanha. Utilizando o princípio de que “o que importa é ganhar, não importa como”, Serra aliou-se às forças das trevas e patrocinou uma das campanhas políticas mais reacionárias deste país. Cercado por representantes dessas forças do atraso, chamou a imprensa para reconhecer a derrota, mas prometendo um futuro sangrento. Pretendeu com aquela melancólica foto final demonstrar que continuará como grande líder da Oposição e que voltará em 2014. Mas o que existe de verdadeiro é que sua fórmula da baixaria foi derrotada e dificilmente a Oposição voltará a se unir em torno do baixo mundo de Serra. Aécio deverá liderar a nova Oposição, e já conclama os parlamentares para uma tal de “agenda Brasil” – na verdade, seu pontapé inicial para a campanha de 2014. Serra cavou para ele mesmo o papel de bolinha de papel na cesta de lixo da História.
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domingo, 31 de outubro de 2010
Segundo turno: derrota do obscurantismo
Tem uma coisa que valeu a pena ter o segundo turno: o obscurantismo teve que mostrar sua cara com todas as nuances – se é que as trevas têm meio-tom...
Veio aborto, veio casamento gay, veio a mídia, veio o Papa e tudo que é preconceito tentando derrotar os avanços do Novo Brasil. Pegaram pesado, usaram todas as baixarias possíveis e imagináveis. Felizmente esse Novo Brasil pôde contar com sistema de vacinação, igualmente poderoso, chamado Lula. A sua presença no segundo turno criou nova dinâmica na campanha. As ruas voltaram a ser vibrantes, e até o Horário Eleitoral Gratuito petista teve condições de se redimir. O Brasil volta a ganhar luz e Dilma caminha com força para a vitória.
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sábado, 30 de outubro de 2010
Os debates da Globo têm audiência, mas não têm importância
Debate a dois dias da eleição costuma ser de consagração, não de alteração. A audiência é alta, mas o formato não permite comparações mais profundas – principalmente porque não dá tempo às “versões” do dia seguinte ganharem corpo. É um formato “politicamente correto”, onde o cidadão leva aos candidatos as questões que mais afligem a sociedade. Sem confrontos, sem agressões, sem espaço para grandes baixarias. Mas o eleitor não escolhe pelo “politicamente correto”, da mesma forma que acaba não votando nos que considera “mais honestos”. O eleitor quer ousadia e empatia, quer um candidato que seja vitorioso logo de cara. O eleitor quer vibrar com o seu voto. É por isso que os debates iniciais, em emissoras às vezes com audiência bem mais baixa, costumam ter mais importância. A mídia trabalha mais intensamente suas versões e os próprios candidatos, em seus programas eleitorais, com audiência bem mais alta, podem apresentar suas versões e seus melhores momentos. O show global, como o que vimos ontem, só tem valor comercial – e como tem...
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A bala de ouro
No último duelo do Horário Eleitoral, o programa de Dilma atingiu mortalmente a campanha de Serra. Sem agressões, sem apelações, sem Papas na língua. Emoção e objetividade. Um ou outro preciosismo que não chegou a prejudicar. Mas foi um programa carregado de Lula, apontando para esse Brasil novo, que fiz questão de mostrar para meu filho de 15 anos. Assim como acontecerá com o debate que vem aí, o Programa não decidiu a eleição – apenas encerrou com chave de ouro uma campanha vitoriosa. E vimos que neste segundo turno não precisou muito. Bastou erguer Lula na direção da Oposição e bradar: “Vade retro, Serranás!”. Foi tiro e queda.
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Lula
Esse papo do Papa não agradou nem à Mônica...
O Papa não é pop, mas é esperto. Resolveu pegar carona no sucesso de Lula e do Brasil para também se projetar no cenário internacional. Alguém tem dúvida de que dar pitaco na eleição brasileira significa garantia de projeção imediata? O Papa também procurou com seu discurso do aborto desviar a Igreja Católica das manchetes da pedofilia e dos escândalos financeiros para buscar uma agenda de “defesa da vida”. Ao mesmo tempo Bento 16 tratou de dar uma força à sua turma ultraconservadora na luta com os evangélicos pentecostais para saber quem é mais medieval. O Papa sabe muito bem que seu discurso eleitoral não vai alterar uma vírgula o resultado do dia 31. O que ele quer é se dar bem, não importa quem vença. Se ele quisesse interferir pra valer no resultado, teria apontado diretamente para o papo da Mônica. Cruz credo!
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Oscar Niemeyer, 102 anos de grande lucidez
Niemeyer combina como poucos simplicidade e sofisticação. Mostra que sua consciência política não diminui com a idade - ao contrário, mostra-se exímio. O seu texto de hoje na Folha é simples e contundente, emocionante e sem apelação. Lula e todo o povo brasileiro não poderiam desejar presente melhor.
O que posso dizer
Oscar Niemeyer
Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de vitória de Serra: seria uma repetição do que ocorreu no Brasil antes da Presidência de Lula
"Temos que ter cuidado é para eleger uma pessoa que tenha compromissos de manter o que foi conquistado e aprimorar o que precisa ser aprimorado. Ou seja, fazer o dobro do que nós fizemos." (De entrevista concedida pelo presidente Lula a Fernando Morais, publicada pela revista "Nosso Caminho", em novembro de 2008).
O importante para nós da esquerda não é, propriamente falando, este momento da disputa entre Dilma Rousseff e José Serra, embora de seu resultado dependa a continuação das políticas de Lula, que tanto vêm engrandecendo o país e assegurando uma vida mais digna ao povo brasileiro.
Assusta-nos imaginar o que aconteceria no caso de uma vitória de Serra. Seria a repetição do que ocorreu no Brasil anteriormente à Presidência de Lula: o governo afastado do povo, alheio ao que se passa na América Latina, indiferente à ameaça que o imperialismo dos EUA representava para os países do nosso continente.
Seria o avançar do processo de privatização de grandes empresas nacionais e de empreendimentos de valor estratégico para este país. Tudo isso é tão claro aos olhos da maioria dos cidadãos brasileiros que, confiantes, vêm apoiando, sem recuos, a candidatura Dilma.
Não sou especialista em ciência política para entrar em detalhes sobre o assunto; a imprensa disso se ocupa o tempo todo.
Na minha posição, de homem de esquerda, o que interessa não é analisar exaustivamente os programas de governo que cada um dos candidatos apresenta, mas defender a permanência das diretrizes fixadas pela gestão de Lula, tão autêntico e patriótico que surpreende o mundo inteiro.
Eis o que vocês da Folha me pedem que escreva e que eu, modestamente, procurei atender.
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Minha aposta para o dia 31
(clique na imagem para ampliar)
Acredito que a campanha Serra definitivamente entrou pelo tube. Claro, sempre pode acontecer uma tsunami, mas está cada vez mais impossível. Seguindo o raciocínio das pesquisas, a vantagem de Dilma ficará em pelo menos 10% dos votos válidos. Mas pode haver certa oscilação não apontável. Pesquisa, como já falei aqui, não tem condições, por exemplo, de captar a abstenção involuntária – eleitores aptos que não votam porque estão sem documentos ou porque tiveram que viajar contra a vontade ou simplesmente por serem "eleitor fantasma" (aquele que está cadastrado, pode até ser considerado apto, mas que não existe de fato).
Em 2006, o comparecimento no 1º turno foi de 83,25% (percentual de eleitores que compareceram sobre o total do eleitorado, ou eleitores aptos a votar). No 2º turno, caiu para 81,01% – o que significou quase 3 milhões de eleitores a menos. Ainda em 2006, no 1º turno, o percentual de não-voto (percentual da soma de brancos e nulos sobre o comparecimento) foi de 8,42% (quase 9 milhões de votos) e no 2º turno caiu para 6,04% (pouco mais de 6 milhões de votos).
No 1º turno deste ano, o comparecimento foi de 81,93% e o não-voto foi 8,64% (9,6 milhões de votos) – índices piores do que os do 1º turno de 2006. Agora no 2º turno, a tendência deve se manter: menor comparecimento e menor índice de não-voto do que no 1º turno. O feriadão e a indiferença de boa parte de quem votou em Marina vão contribuir para aumentar a abstenção que, imagino, ficará na faixa de 21%. Portanto, comparecimento de 79%, algo em torno de 106 milhões de eleitores. Imagino também que o não-voto ficará na faixa dos 7%, o que nos dá cerca de 99 milhões de votos válidos. Minha aposta é a de que Dilma terá 10 ou 11 milhões de votos a mais, ou seja, algo como 55 ou 56 milhões de votos contra 44 ou 43 milhões de Serra. Em percentuais, de 55,5% a 56,5% para Dilma, nos votos válidos. É apenas uma aposta que faço, claro. Mas garanto que tem mais de 50 milhões torcendo para que eu acerte.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Última semana: tucanos em pânico
Reproduzo trechos da reportagem de Gerson Camarotti, no Em Pauta da Globonews desta segunda-feira, falando sobre a estratégia dos tucanos na última semana antes da eleição. Acaba revelando o desespero da candidatura Serra às voltas com os índices das pesquisas e com a debandada de seus eleitores. Essa reportagem acaba deixando mal o GPP (instituto preferido de Cesar Maia), dá impressão de fazer pesquisa encomendada sob medida para animar a "militância" da oposição.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Perito contratado pela Globo comprova: foi um disco voador que pousou na careca de Serra!
Insatisfeita com a imperícia do Ricardo Molina, a Globo buscou novo perito, Mauricio de Cunto, para comprovar que não era exatamente uma bolinha o outro objeto que teria chegado a Serra. Com um laudo de aparência mais científica (clique aqui), recheado de fotos, ele prova que não era a mesma bolinha – mas com certeza era algo bem próximo. Por essa foto acima, o objeto parece muito com aquela miniespaçonave de marcianos comandados por Mino, todos amigos do Bolinha... Eu disse “Bolinha”? Epa! (O Aranha ataca outra vez...)
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sábado, 23 de outubro de 2010
Com quantas bolinhas se monta uma farsa?
Toda a argumentação da tucanália e de sua filial Globo gira em torno de uma ou duas bolinhas (tudo bem, uma bolinha e um rolinho de fita adesiva...) acertando a cabeça de Serra. Pergunto: a segunda bolinha justifica a farsa? Claro que não. Nem mesmo mil bolinhas justificariam. Nem justificariam a encenação montada pelo Jornal das Bolinhas (ex-Jornal Nacional), com o apoio da imperícia de Ricardo Molina. São mais do que justificadas a indignação de Lula e as vaias dos jornalistas do próprio telejornal global. Ou será bolal?
NOTA: Quero avisar que sou campeão no jogo das bolinhas!
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