O instituto Mexicano de pesquisas Mitofsky acaba de divulgar os resultados da mais recente avaliação popular sobre os governantes de 19 países do continente americano. O campo foi feito no início do ano e aponta Chávez - seguindo Rafael Correa (Equador) e Danilo Medina (República Dominicana) - como um dos líderes na faixa da mais alta avaliação. É fácil entender porque o nome que ele indicou para sua sucessão, o ex-motorista Maduro, conseguiu vencer nas eleições deste domingo para Presidente da Venezuela.
Dilma Roussef, com 63%, confirma sua alta avaliação. Obama, com 48%, ficou na faixa média.
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terça-feira, 16 de abril de 2013
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Eleições 2012: São Paulo vai virar Brasil de Lula e Dilma
Como até Gilmar Mendes diria, até as pedras sabem que São Paulo quer mudar. Garanto que tem pesquisa de intenção de voto para Prefeito da Capital que já captou isso, mas o que se viu até agora foram velhos nomes liderarem a preferência popular. Aliás, isso é natural. Nesse momento de candidaturas ainda não divulgadas amplamente, é mais do que lógico que se responda o primeiro nome que vem à cabeça. Daí políticos tradicionais como Russomano, Serra e Netinho aparecerem na liderança. Mas são nomes que também devem liderar os índices de rejeição até o final – principalmente Serra. E o apoio de Alckmin e Kassab só faz piorar as coisas.
O que está acontecendo, afinal? O povo paulistano está vendo no Brasil que está à sua volta um mundo inteiramente novo e bem melhor, no qual ele não está inteiramente inserido. O paulistano quer renovação, quer viver 100% o Brasil de Lula e Dilma. Por isso tenho certeza que quando Haddad (que deve estar em quarto lugar nas intenções de voto, logo atrás dos velhos conhecidos) é associado a Lula e Dilma, ele pula para a liderança, com uns 40% a 50% das intenções. Os nomes de Andrea Matarazzo e Afif Domingos, associados a Serra e Alckmin (o primeiro) e a Kassab (o segundo), juntos, não devem nem mesmo chegar a 30%.
A opção do PT por Haddad atende perfeitamente os anseios da população. A mudança é inexorável, e Lula percebeu isso de longe. Hoje, quem se informa bem também sabe disso.
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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pesquisa: PSD quer dizer Partido Sem Democratas ou Partido Sem “Deologia”?
A matéria da Daniella Sholl, “PSD: ideologia pesquisada”, publicada no Congresso em Foco do dia 25 é um primor. Desvenda a mente não dos eleitores, mas dos políticos que sonham conquistar voto a qualquer custo. Quem me enviou o link foi o Cláudio Gama, do Instituto Mapear, gargalhando, não sei se de indignação ou de felicidade com a possibilidade de mais um grande cliente de pesquisas. Diante da pergunta sobre qual seria a cara do novo/velho PSD, as respostas são todas fabulosas.
Vejam:
“O PSD, entretanto, não terá cara. E não terá cara porque nasce sem formular o seu pensamento. A ideologia do novo partido, disse-me o secretário-geral Índio da Costa há poucos dias, será discutida depois que ele for criado. Como? Através de pesquisas qualitativas e quantitativas. Isto mesmo: o PSD vai defender as ideias e ideais que as pesquisas quali e quanti, como dizemos no jargão profissional, disserem o que o eleitor quer.” (Pergunta que não quer calar: só terá cara-pálida, Índio?)
“Kassab já tinha cunhado a máxima de que o novo PSD não será de direita, nem de esquerda, nem de centro. Será o que, então? Índio desvendou o mistério. Concebido em laboratório, o PSD versão 2.0 vai se adequar às necessidades e ao gosto do freguês. Um partido nem frango, nem peru. Chester, talvez.” (Nas palavras do Houaiss, “galináceo resultante de engenharia genética, que apresenta maior desenvolvimento do peito e das coxas que o comum dessas aves”. Em outras palavras, “cérebro-zero”.)
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Vai subir
(Clique na imagem para ampliar)
As pesquisas mostraram o mês de setembro inteiro sem turbulência. Praticamente nada mudou e isso pode ser constatado pelo tracking diário Vox/Ig/Band. Dilma veio de 51% para 49%; Serra, de 25% para 26%; Marina, de 8% para 12%; brancos ou nulos, permaneceram em 4%; e indecisos, de 11% para 8%. Nessa onda, não dá pra pegar jacaré – apenas mantém a vitória de Dilma no primeiro turno.
Mas desde ontem, principalmente após o debate, Dilma deve subir nos índices, Marina talvez e Serra deve cair. O tracking de hoje não deve pegar essa alteração, mas o de amanhã dará algum sinal. Todas as pesquisas de sábado devem comprovar isso.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
CNI/Ibope: primeiro turno à vista
Pesquisa com 2002 entrevistados, realizada entre 18 e 21
de junho, com margem de erro máxima de 2,2%.
Essa nova pesquisa CNI/Ibope silenciou o que ainda restava de bico nos tucanos. Ela confirma todas as preocupações de Fernando Henrique com o seu candidato Serra, e vai além - aponta na direção de vitória de Dilma ainda no primeiro turno. Dentro de uma simulação dos votos válidos, Dilma só precisa de 2,5% (+1 voto) para chegar à maioria absoluta.
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sábado, 5 de junho de 2010
Ibope confirma: Pontuação Acelerada de Crescimento para Dilma
(Clique no gráfico para ampliar)
Até o Ibope agora confirma o crescimento acelerado da candidata Dilma e a estagnação absoluta de Serra e Marina.Pela primeira vez no histórico do instituto desde setembro do ano passado Dilma chega à liderança. O medo que me revelaram alguns petistas é que agora os tucanos resolvam trocar o candidato. Mas trocar por quem e pra quê?
Coloquei antes o histórico incluindo Ciro Gomes. Aqui é o histórico sem Ciro. Os dois dizem a mesma coisa: Dilma tem crescimento acelerado.
Coloquei antes o histórico incluindo Ciro Gomes. Aqui é o histórico sem Ciro. Os dois dizem a mesma coisa: Dilma tem crescimento acelerado.
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domingo, 23 de maio de 2010
Eleição 2010, pesquisas: Noblat entrevista Marcos Coimbra
O Blog do Noblat fez hoje, via Twitter, excelente entrevista com Marcos Coimbra, do Vox Populi. Ela está completa, aqui:
# Boa tarde, Marcos Coimbra. Quem tem mais chances de se eleger presidente da República em outubro próximo?
# RT @Macoimbra: Boa tarde, Noblat. Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição.
# Por que você considera Dilma favorita?
# RT @Macoimbra: Ela empatou c/ Serra e tem espaço de crescimento aberto à frente junto ao eleitorado disposto a votar na candidata do Lula.
# Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?
RT @Macoimbra: Serra é conhecido por 80% da população, com menos espaço p/ crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.
# A essa altura, quantos por cento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?
# RT @Macoimbra: Dilma é a candidata dele, do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.
# Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?
# RT @Macoimbra: Claro q não é, e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela ñ acha q Lula vai mandar, mas q ela preservará o q ele faz.
# Se os votos de Dilma não são dela, mas de Lula e do governo, o candidato poderia ser qualquer outro bom auxiliar de Lula. Ou não?
# RT @Macoimbra: Me parece q sim, mas Lula deve ter tido razões para preferi-la. Seu papel no governo, seu perfil, sua identificação com ele.
# Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?
# RT @Macoimbra: Há ainda cerca de 40% do eleitorado q conhece mal ou ñ conhece Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.
# Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?
# RT @Macoimbra: A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha q o governo dele foi muito pior q o de Lula. Isso é ruim para Serra.
# P q Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na tv? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?
# RT @Macoimbra: Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula tb, e ela estava em crescimento, lento, mas firme.
# Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de tv de partidos. Automaticamente ele crescerá?
# RT @Macoimbra: Serra é muito conhecido, o q limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem q seja por sustar o crescimento natural de Dilma.
# Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz + de 1 ano q ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?
# RT @Macoimbra: Mais q ajudou, explica tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo p/ apresentar Dilma.
# Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.
# RT @Macoimbra: Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.
# Serra tem um "teto" de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?
# RT @Macoimbra: Serra tem um piso alto e um teto limitado pela eleição onde o eleitor se pronuncia sobre políticas e governos e ñ biografia.
# E o teto de Dilma e de Marina Silva?
# RT @Macoimbra: O teto de Dilma é o desejo de continuidade, q é alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre 2 grandes e ñ crescer.
# O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?
# RT @Macoimbra: Trazer a eleição p/ o campo dele, a comparação de currículos. Torcer p/ q Dilma erre muito. Mas sua posição é desvantajosa.
# Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?
# RT @Macoimbra: Aécio só é bem conhecido em MG, onde Lula é querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.
# Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?
# RT @Macoimbra: Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total. Pode ser muito pouco no resultado final.
# Últimas perguntas. Por que a História registra erros tão clamorosos cometidos por institutos de pesquisa?
# RT @Macoimbra: Os erros existem e procuramos reduzi-los ao mínimo. Mas os institutos brasileiros estão entre os q mais acertam no mundo.
# É certo que institutos pesquisem ao mesmo tempo para partidos e meios de comunicação?
# RT @Macoimbra: É nossa tradição, mas é natural que seja discutida. Pode ser um dos itens a tratar na reforma política que aguardamos.
# Por fim: Montenegro, presidente do IBOPE, disse à VEJA no ano passado que a eleição de Serra era segura. Era na época ou ele estava errado?
# RT @Macoimbra: Acho que seria melhor perguntar isso a ele.
# Obrigado, Marcos. Obrigado a todos que acompanharam a entrevista nas últimas duas horas.
# RT @Macoimbra: Boa tarde, Noblat. Dilma é favorita, mas favoritismo não basta para ganhar uma eleição.
# Por que você considera Dilma favorita?
# RT @Macoimbra: Ela empatou c/ Serra e tem espaço de crescimento aberto à frente junto ao eleitorado disposto a votar na candidata do Lula.
# Isso é suficiente para que Dilma se eleja? Serra não tem espaço para crescer?
RT @Macoimbra: Serra é conhecido por 80% da população, com menos espaço p/ crescer. Dilma tem crescido tirando intenções de voto dele.
# A essa altura, quantos por cento das intenções de voto de Dilma resultam de transferência feita por Lula?
# RT @Macoimbra: Dilma é a candidata dele, do que ele representa. Nesse sentido, toda a intenção de voto que tem vem de Lula e do governo.
# Dilma corre o risco de o eleitor, a certa altura, concluir que votar nela não significa votar em Lula, não é a mesma coisa?
# RT @Macoimbra: Claro q não é, e o eleitor sabe disso. Quem pensa em votar nela ñ acha q Lula vai mandar, mas q ela preservará o q ele faz.
# Se os votos de Dilma não são dela, mas de Lula e do governo, o candidato poderia ser qualquer outro bom auxiliar de Lula. Ou não?
# RT @Macoimbra: Me parece q sim, mas Lula deve ter tido razões para preferi-la. Seu papel no governo, seu perfil, sua identificação com ele.
# Pelos seus cálculos, quantos por cento a mais de votos Lula ainda poderá repassar para Dilma?
# RT @Macoimbra: Há ainda cerca de 40% do eleitorado q conhece mal ou ñ conhece Dilma. Ela pode crescer mais 20 pontos nesse segmento.
# Fernando Henrique Cardoso tira votos de Serra? Ou freia seu crescimento? Há algum tipo de cálculo a esse respeito?
# RT @Macoimbra: A imagem de FHC é negativa e a maioria das pessoas acha q o governo dele foi muito pior q o de Lula. Isso é ruim para Serra.
# P q Dilma cresceu tanto em maio? Exposição em programas partidários na tv? Companhia de Lula no programa do PT? Ou cresceria de todo jeito?
# RT @Macoimbra: Todas as opções estão corretas. A propaganda do partido ajudou, Lula tb, e ela estava em crescimento, lento, mas firme.
# Em junho, Serra terá muito espaço nos programas de tv de partidos. Automaticamente ele crescerá?
# RT @Macoimbra: Serra é muito conhecido, o q limita essa hipótese. Mas deve melhorar, nem q seja por sustar o crescimento natural de Dilma.
# Lula já foi multado 4 vezes por fazer propaganda de Dilma antes do tempo. Faz + de 1 ano q ele está em campanha por ela. Isso não a ajudou?
# RT @Macoimbra: Mais q ajudou, explica tudo. Ele antecipou a campanha, todo mundo entrou em campo e ele teve tempo p/ apresentar Dilma.
# Todo mundo, não. Serra não entrou. E ninguém dispunha do grau de exposição de Lula e de Dilma.
# RT @Macoimbra: Desde 2009, todos os programas partidários foram eleitorais. Quanto à demora de Serra, a decisão foi dele e só dele.
# Serra tem um "teto" de votos que dificilmente ultrapassará? Qual seria?
# RT @Macoimbra: Serra tem um piso alto e um teto limitado pela eleição onde o eleitor se pronuncia sobre políticas e governos e ñ biografia.
# E o teto de Dilma e de Marina Silva?
# RT @Macoimbra: O teto de Dilma é o desejo de continuidade, q é alto. Marina corre o risco de ficar espremida entre 2 grandes e ñ crescer.
# O que Serra precisaria fazer para driblar esse quadro desfavorável e ganhar? Ou não tem como?
# RT @Macoimbra: Trazer a eleição p/ o campo dele, a comparação de currículos. Torcer p/ q Dilma erre muito. Mas sua posição é desvantajosa.
# Aécio de vice poderia ajudar Serra a se eleger ou não acrescentaria grande coisa?
# RT @Macoimbra: Aécio só é bem conhecido em MG, onde Lula é querido. Serra está bem e é dificil avaliar se um ganho em Minas faria diferença.
# Não dá para avaliar se um ganho em Minas faria diferença para Serra? Ou você prefere não avaliar?
# RT @Macoimbra: Minas é 11% do eleitorado. Aumentar 20 pontos no estado é 2% no total. Pode ser muito pouco no resultado final.
# Últimas perguntas. Por que a História registra erros tão clamorosos cometidos por institutos de pesquisa?
# RT @Macoimbra: Os erros existem e procuramos reduzi-los ao mínimo. Mas os institutos brasileiros estão entre os q mais acertam no mundo.
# É certo que institutos pesquisem ao mesmo tempo para partidos e meios de comunicação?
# RT @Macoimbra: É nossa tradição, mas é natural que seja discutida. Pode ser um dos itens a tratar na reforma política que aguardamos.
# Por fim: Montenegro, presidente do IBOPE, disse à VEJA no ano passado que a eleição de Serra era segura. Era na época ou ele estava errado?
# RT @Macoimbra: Acho que seria melhor perguntar isso a ele.
# Obrigado, Marcos. Obrigado a todos que acompanharam a entrevista nas últimas duas horas.
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domingo, 16 de maio de 2010
Pesquisa Vox Populi aponta que Serra finalmente muda de patamar: começa a cair
A confirmação da tendência de crescimento de Dilma já era esperada, mesmo sem a pesquisa captar a sua exposição no Programa do PT. O que não se esperava era que Serra tivesse alterada a tendência de estagnação que há meses vem se mantendo. O crescimento de Dilma acontecia apenas sobre a queda de brancos e nulos, graças ao reconhecimento do apoio de Lula. Mas agora o quadro muda, porque Serra começa a perder votos. Talvez pelo excesso de exposição na mídia...
Pesquisa Vox Populi, 2.000 entrevistas, margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais, campo realizado entre os dias 8 e 13 de maio.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Pesquisa e eleições: falem mal, mas falem de mim?
Ganhar destaque na mídia é sempre uma tarefa importante para qualquer candidatura. Isso promove o nome entre os eleitores, aumenta a autoestima dos simpatizantes. Claro que o ideal é que a notícia seja positiva, mas nem sempre isso é possível. Aliás, a mídia tem sempre dificuldade em dar notícia positiva sobre candidatos, a não ser que ela esteja apoiando abertamente, como é o caso do apoio a Serra. Ainda assim, notícia de grande repercussão, que mantenha o nome em destaque durante vários dias, é mais difícil.
Cesar Maia é mestre em pautar noticiário por vários dias, mesmo que seja com macetes do “falem mal, mas falem de mim”. Os chamados “factóides”, que ele soube usar tão bem, fazem parte desse pacote de espertezas. Hoje, sem ocupar cargo público político, Cesar Maia procura pautar a mídia através de seu Ex-Blog, ferramenta que soube construir com muita precisão.
José Serra ganhou destaque esses dias na rádio, tv, capas de jornais, colunas, etc, etc, com o tom de sua entrevista a Míriam Leitão na CBN. A pergunta que não quer calar é: o que terá levado José Serra a esbravejar contra Míriam Leitão, Banco Central, Heródoto Barbeiro, CBN, etc, etc?
Detesta Míriam Leitão e todo o Sistema Globo?
Está com raiva do Banco Central por não ter tido a mesma eficiência nos governos tucanos?
Ou será que resolveu adotar o estilo Cesar Maia para ocupar espaço na mídia? Essa última hipótese faz algum sentido, já que existe pesquisa Band-Vox Populi em campo e é uma boa tática de memorização de nome para crescer pontinhos na pesquisa eleitoral.
É, pode ser que seja esse o motivo. Mas talvez se trate apenas de mais um tucano irritadinho arreganhando o bico.
Detesta Míriam Leitão e todo o Sistema Globo?
Está com raiva do Banco Central por não ter tido a mesma eficiência nos governos tucanos?
Ou será que resolveu adotar o estilo Cesar Maia para ocupar espaço na mídia? Essa última hipótese faz algum sentido, já que existe pesquisa Band-Vox Populi em campo e é uma boa tática de memorização de nome para crescer pontinhos na pesquisa eleitoral.
É, pode ser que seja esse o motivo. Mas talvez se trate apenas de mais um tucano irritadinho arreganhando o bico.
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domingo, 25 de abril de 2010
Pesquisas: Marcos Coimbra mostra como é importante lembrar o óbvio
Canso de demonstrar aqui neste Blog que as divulgações dos resultados das pesquisas costumam ser muito mal feitas, por despreparo ou, quem sabe, má-fé. As margens de erro, por exemplo, são um Deus nos acuda. Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, dá uma aula sobre o tema, em artigo do Correio Braziliense:
Pesquisas discrepantes
Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço
Se as diferenças entre as pesquisas surpreendem até quem as faz, imagine as pessoas que não estão familiarizadas com elas. Desde o jornalista especializado ao cidadão comum, a surpresa pode se tornar perplexidade.
Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais. O que parecia um consenso entre institutos e levantamentos tornou-se uma polêmica.
É curioso notar que quem é hoje demonizado era, até ontem, tratado com consideração. Os institutos, seus responsáveis e métodos de trabalho não eram questionados por ninguém, nem no meio político, pelos partidários de Dilma ou de Serra, nem pela imprensa, que informava os resultados de cada um com a imparcialidade possível. Agora, parece que todo mundo virou culpado de alguma coisa.
De fato, para quem tem o hábito de acompanhar as pesquisas brasileiras, as diferenças recentes podem soar estranhas. Estamos acostumados, depois de muitas eleições, a não ver maiores variações entre elas. Os institutos tendem a acertar (quase sempre) e a errar (de vez em quando) juntos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, variações como as dos últimos dias, de até 10 pontos percentuais entre um e outro instituto, são consideradas normais. Seria até ridículo o Partido Republicano entrar na Justiça contra alguém que fez uma pesquisa mostrando Obama na frente. Já na Argentina, todos diriam que são modestas, pois a regra, por lá, é de as pesquisas apresentarem diferenças abissais. Em poucos países do mundo se daria atenção às que estamos vendo por aqui e, certamente, não se especularia sobre se provêm de algo escuso.
Todos sabem que há diferenças de metodologia entre os institutos brasileiros, que decorrem de suas opções técnicas e operacionais. Nenhuma é melhor que a outra, pois todas apresentam prós e contras. Não existe, em nenhum lugar do mundo, o manual da pesquisa perfeita, a ser obedecido por todos. É um sonho autoritário (e inviável) imaginar o dia em que só haverá uma metodologia, aplicada por um só instituto. Se chegasse, nenhum democrata teria o que comemorar.
Uma das melhores coisas das pesquisas é que elas são inteiramente francas sobre algo que as outras informações que o eleitorado recebe costumam não explicitar: que são falíveis. Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço.
Ao avaliar as pesquisas, as margens de erro não são coisas para registrar e esquecer, mas para lembrar. Não é o mais provável, mas é perfeitamente possível que 10 pontos de diferença entre Serra e Dilma (consideradas as margens) sejam cinco pontos, o mesmo que diz uma pesquisa cujo resultado é uma diferença de um ponto entre os dois. Politicamente, 10 pontos ou um fazem uma enorme diferença, mas podem não ser nada (ou quase nada) em termos estatísticos.
Quem analisar com mais cuidado as pesquisas de agora vai perceber que são unânimes na caracterização das intenções espontâneas de voto. Na mais recente do Ibope, Dilma tem 15% e Serra 14%. Na Vox, Dilma soma 15% e Serra 12%. No Datafolha, Dilma tem 13% e Serra 12%. Na Sensus, Dilma apresentava 16%, Serra 14%. Em qualquer lugar do mundo, quem olhasse esses números diria que os institutos brasileiros estão inteiramente de acordo sobre o que pensam os eleitores mais definidos, os que tendem a ser mais politizados e interessados nas eleições.
Mas o mesmo consenso não acontece na caracterização das intenções de voto dos que só respondem em quem votariam depois de estimulados. As diferenças de metodologia explicam parte da discrepância (mesmo que, do ponto de vista estatístico, sequer se possa afirmar que ela existe).
O mais provável, contudo, é que elas variem apenas por não haver, ainda, suficiente cristalização das intenções de voto no universo do eleitorado. É o fenômeno que se quer retratar que é volátil, não que alguma pesquisa esteja certa e as outras erradas.
Aliás, pesquisa certa ninguém sabe qual é. Só em 3 de outubro teremos certeza sobre o que os eleitores, de fato, querem. Até lá, o máximo que podemos fazer são pesquisas bem feitas, e isso todos tentam. Tolo é quem acha que só ele consegue.
Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço
Se as diferenças entre as pesquisas surpreendem até quem as faz, imagine as pessoas que não estão familiarizadas com elas. Desde o jornalista especializado ao cidadão comum, a surpresa pode se tornar perplexidade.
Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais. O que parecia um consenso entre institutos e levantamentos tornou-se uma polêmica.
É curioso notar que quem é hoje demonizado era, até ontem, tratado com consideração. Os institutos, seus responsáveis e métodos de trabalho não eram questionados por ninguém, nem no meio político, pelos partidários de Dilma ou de Serra, nem pela imprensa, que informava os resultados de cada um com a imparcialidade possível. Agora, parece que todo mundo virou culpado de alguma coisa.
De fato, para quem tem o hábito de acompanhar as pesquisas brasileiras, as diferenças recentes podem soar estranhas. Estamos acostumados, depois de muitas eleições, a não ver maiores variações entre elas. Os institutos tendem a acertar (quase sempre) e a errar (de vez em quando) juntos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, variações como as dos últimos dias, de até 10 pontos percentuais entre um e outro instituto, são consideradas normais. Seria até ridículo o Partido Republicano entrar na Justiça contra alguém que fez uma pesquisa mostrando Obama na frente. Já na Argentina, todos diriam que são modestas, pois a regra, por lá, é de as pesquisas apresentarem diferenças abissais. Em poucos países do mundo se daria atenção às que estamos vendo por aqui e, certamente, não se especularia sobre se provêm de algo escuso.
Todos sabem que há diferenças de metodologia entre os institutos brasileiros, que decorrem de suas opções técnicas e operacionais. Nenhuma é melhor que a outra, pois todas apresentam prós e contras. Não existe, em nenhum lugar do mundo, o manual da pesquisa perfeita, a ser obedecido por todos. É um sonho autoritário (e inviável) imaginar o dia em que só haverá uma metodologia, aplicada por um só instituto. Se chegasse, nenhum democrata teria o que comemorar.
Uma das melhores coisas das pesquisas é que elas são inteiramente francas sobre algo que as outras informações que o eleitorado recebe costumam não explicitar: que são falíveis. Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço.
Ao avaliar as pesquisas, as margens de erro não são coisas para registrar e esquecer, mas para lembrar. Não é o mais provável, mas é perfeitamente possível que 10 pontos de diferença entre Serra e Dilma (consideradas as margens) sejam cinco pontos, o mesmo que diz uma pesquisa cujo resultado é uma diferença de um ponto entre os dois. Politicamente, 10 pontos ou um fazem uma enorme diferença, mas podem não ser nada (ou quase nada) em termos estatísticos.
Quem analisar com mais cuidado as pesquisas de agora vai perceber que são unânimes na caracterização das intenções espontâneas de voto. Na mais recente do Ibope, Dilma tem 15% e Serra 14%. Na Vox, Dilma soma 15% e Serra 12%. No Datafolha, Dilma tem 13% e Serra 12%. Na Sensus, Dilma apresentava 16%, Serra 14%. Em qualquer lugar do mundo, quem olhasse esses números diria que os institutos brasileiros estão inteiramente de acordo sobre o que pensam os eleitores mais definidos, os que tendem a ser mais politizados e interessados nas eleições.
Mas o mesmo consenso não acontece na caracterização das intenções de voto dos que só respondem em quem votariam depois de estimulados. As diferenças de metodologia explicam parte da discrepância (mesmo que, do ponto de vista estatístico, sequer se possa afirmar que ela existe).
O mais provável, contudo, é que elas variem apenas por não haver, ainda, suficiente cristalização das intenções de voto no universo do eleitorado. É o fenômeno que se quer retratar que é volátil, não que alguma pesquisa esteja certa e as outras erradas.
Aliás, pesquisa certa ninguém sabe qual é. Só em 3 de outubro teremos certeza sobre o que os eleitores, de fato, querem. Até lá, o máximo que podemos fazer são pesquisas bem feitas, e isso todos tentam. Tolo é quem acha que só ele consegue.
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domingo, 28 de março de 2010
Vox Populi, RJ: avaliação positiva de Lula chega a 90%
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Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Sem palavras...
Vox Populi, RJ: Marina lidera na rejeição, menos na Capital
(Clique no gráfico para ampliar)
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Marina surpreende por liderar a rejeição. Talvez por causa do desconhecimento, principalmente no Interior. Na Capital, o apoio de Gabeira junto à classe média da Zona Sul reduz a rejeição.
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Vox Populi, RJ: empate técnico, com Dilma ligeiramente à frente de Serra e liderando na Capital
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Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Empate técnico com Dilma 1 pontinho à frente de Serra.
Na pesquisa por região, Dilma lidera na Capital e Serra no Interior.
No jornal O Dia, o presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, declara que a pesquisa revela uma tendência nacional, que demonstra o crescimento de Dilma. “A boa performance da petista na capital revela o grau de informação do público. À medida que Dilma associa sua imagem à imagem do presidente Lula, ela ganha respaldo e aceitação. No interior, essa informação chega de forma mais lenta ao eleitor”, acredita o presidente do Instituto Vox Populi.
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Vox Populi, RJ: Crivella, Benedita e Cesar Maia lideram para o Senado
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais. Clique nos gráficos para ampliar.
Crivella (PRB), Benedita (PT) e Cesar Maia (DEM) têm empate técnico, com mais do dobro de pontos, cada um, à frente do quarto colocado, Lindberg Farias (PT).
Quando Lindberg sai de cena, Benedita avança, com ligeira vantagem sobre Cesar.
Quando é Benedita que sai de cena, Crivella e Cesar ficam inteiramente isolados na liderança.
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Vox Populi, RJ: Sérgio Cabral vence no primeiro turno para o Governo do Estado
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais. Clique nos gráficos para ampliar.
A diferença de Sérgio Cabral (PMDB) para seus adversários Garotinho (PR) e Gabeira (PV) é muito grande e lhe daria (se esse fosse o resultado eleitoral) vitória no primeiro turno.
A vantagem de Sérgio Cabral pode ser percebida em todas as regiões, Capital (36%) e Interior (39%).
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Pesquisa CNI-Ibope: como diria o Cesar Maia, tudo dentro do previsto
(Clique nos gráficos para ampliar)
A Pesquisa CNI-Ibope divulgada hoje (2002 entrevistas, margem máxima de erro de 2,19%), repete o que todas as outras disseram: Serra está em queda (3 pontos) e Dilma cresce assustadoramente (13 pontos). Aliás, é a única que cresce. Se você fizer a conta, vai notar que o crescimento de Dilma equivale à soma (14 pontos) das quedas de todos os outros (inclusive brancos, nulos, etc.).
É interessante ver o perfil predominante do eleitorado de cada um:
- Ciro - feminino, mais de 40 anos, ensino fundamental pra médio, nordestino, com renda entre 2 e 5 s.m.
- Dilma - masculino, 25 a 29 anos, ensino fundamental, nordestino, renda de até 1 s.m.
- Serra - feminino, 16 a 24 anos, ensino médio, norte/centro-oeste, renda de mais de 10 s.m.
- Marina - 16 a 24 anos, ensino superior, norte/centro-oeste, renda de mais de 10 s.m.
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Das pesquisas
Concordo inteiramente com a indignação de César Maia (reproduzo o texto abaixo) com relação ao que anda ocorrendo com as pesquisas. Há inúmeros disparates que não podem continuar circulando. Pesquisa, insisto, não tem erro. Portanto é preciso o aprofundamento do trabalho. Não quero colocar aqui a questão de possível má-fé. Existe um despreparo óbvio. Não concordo também com as pesquisas boca-de-urna como estão sendo feitas. Pelo que fui informado, elas costumam encerrar por volta das 12,30 horas. Ou seja, descartam o que acontece à tarde nos dias das eleições. Nesse caso, defendo até mesmo uso de novas tecnologias para que elas fiquem mais próximas da realidade.
ERROS GROSSEIROS EM PESQUISAS! CRIAR UMA COMISSÃO ESPECIAL NO CONGRESSO!
1. A quantidade de pesquisas de opinião divulgadas no Brasil, pelos grandes meios de comunicação é mínima (duas). Em outros países como EUA, por exemplo, a imprensa costuma publicar a pesquisa do instituto contratado e apresentar também a média de cinco ou seis institutos.
2. Os erros que ocorrem durante a campanha são extremamente graves: desmotivam campanhas, motivam outras, reforçam ou debilitam patrocínios e em função desse leque de situações, chegam ao eleitor. O caso Gabeira no Rio e Kassab em SP são referências que devem ser vistas com extremo cuidado.
3. Este Ex-Blog consulta outros institutos, especialmente o GPP que permanentemente sofistica sua base amostral e a expõe a análises técnicas de estatísticos seniores. Nos dois casos, o GPP antecipou resultados que os dois institutos viriam a dar (mais ou menos), em pelo menos 15 dias. As projeções deste Ex-Blog eram basicamente pesquisas realizadas de forma adequada com as melhores técnicas disponíveis. Portanto nada tinham de adivinhação.
4. No entanto, os erros graves na boca de urna mostraram que a questão técnica precisa entrar em debate, já que nem se poderia acusar de má fé, pois a eleição já acabou.
5. Este Ex-Blog já tinha a diferença de seis pontos no sábado a favor de Gabeira. A pesquisa de sexta-feira deu vantagem para Crivella num caso -Ibope- e para Gabeira por um ponto no outro -Data-Folha. A boca de urna do Ibope apenas inverteu o que já se sabia desde o início da semana: que Gabeira estava na frente com erro de 3 pontos.
6. Este Ex-Blog desde o domingo anterior já mostrava que a diferença entre Kassab e Marta havia se reduzido a cinco pontos, enquanto aqueles institutos davam 10 pontos. E -através de grupo controle- apontava -e este Ex-Blog publicou- para um empate no dia da votação. A boca de urna do Ibope deu para Marta vantagem de 6 pontos e o resultado mostrou uma inversão com vitória de Kassab.
7. Talvez caiba ao Congresso nacional criar uma Comissão Especial de análise convidando especialistas seniores do Brasil e dos EUA e submetendo a metodologia aplicada por estes institutos a uma análise profunda. Eles não podem se negar a isso, pois se trata não de pesquisas internas, mas de pesquisas contratadas por importantíssimos meios de comunicação de alcance nacional inclusive pela TVG.
8. O consumidor tem todo o direito de ter uma informação adequada para tomar a sua decisão. Não é o que vem ocorrendo.
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Bom Dia, Brasil?
Hoje de manhã, minha filha de 6 anos fazia o dever de casa enquanto eu lia notícias na internet. Ao fundo, a TV ligada no Bom Dia Brasil. Minha filha começou a chorar e pediu para trocar o canal, porque estava com medo das notícias (na hora, passava a reportagem sobre a batalha no Morro do Alemão, Rio de Janeiro, Brasil). Atenção: as crianças já têm medo até do noticiário! Não é à toa que em pesquisa recente (feita 10 dias atrás, com 1.200 entrevistas, margem de erro de 2,8% para o índice de 50%), o item "segurança" aparece como preocupação espontânea de 53% da população da cidade do Rio de Janeiro. Ontem mesmo almocei com um amigo que dizia que seu sonho diário é sair do país por causa da violência. Vivemos um estado de urgência. E, por mais que a gente acredite nas boas intenções de nossos dirigentes, a verdade é que as políticas de seguranças ainda caminham a passos lentos.
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