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sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pesquisa: PSD quer dizer Partido Sem Democratas ou Partido Sem “Deologia”?
A matéria da Daniella Sholl, “PSD: ideologia pesquisada”, publicada no Congresso em Foco do dia 25 é um primor. Desvenda a mente não dos eleitores, mas dos políticos que sonham conquistar voto a qualquer custo. Quem me enviou o link foi o Cláudio Gama, do Instituto Mapear, gargalhando, não sei se de indignação ou de felicidade com a possibilidade de mais um grande cliente de pesquisas. Diante da pergunta sobre qual seria a cara do novo/velho PSD, as respostas são todas fabulosas.
Vejam:
“O PSD, entretanto, não terá cara. E não terá cara porque nasce sem formular o seu pensamento. A ideologia do novo partido, disse-me o secretário-geral Índio da Costa há poucos dias, será discutida depois que ele for criado. Como? Através de pesquisas qualitativas e quantitativas. Isto mesmo: o PSD vai defender as ideias e ideais que as pesquisas quali e quanti, como dizemos no jargão profissional, disserem o que o eleitor quer.” (Pergunta que não quer calar: só terá cara-pálida, Índio?)
“Kassab já tinha cunhado a máxima de que o novo PSD não será de direita, nem de esquerda, nem de centro. Será o que, então? Índio desvendou o mistério. Concebido em laboratório, o PSD versão 2.0 vai se adequar às necessidades e ao gosto do freguês. Um partido nem frango, nem peru. Chester, talvez.” (Nas palavras do Houaiss, “galináceo resultante de engenharia genética, que apresenta maior desenvolvimento do peito e das coxas que o comum dessas aves”. Em outras palavras, “cérebro-zero”.)
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domingo, 15 de agosto de 2010
Sapato Alto X Perna de Pau
A corrida presidencial chega a sua etapa conclusiva, a do Horário Eleitoral Gratuito, com a candidata de Lula, Dilma Roussef, disparando na frente (como já era esperado por este Blog). Começa agora o velho discurso do “não podemos ter sapato alto”. É sempre bom pensar assim, quando sapato alto significa arrogância (como foi o caso de FHC x Jânio, em 85) ou estímulo para baixar a guarda. Por outro lado, não podemos esquecer que o clima de “já ganhou” nem sempre é ruim. Ninguém gosta de perder o voto e grande parte do eleitorado procura votar em quem vai ganhar. É importantíssimo mostrar a cara vitoriosa, principalmente nos primeiros dias de programa na TV e também no final, para garantir o chamado “voto útil”. Tendo Lula ao lado isso vai ser tarefa fácil.
Para quem corre pela Oposição a coisa está cada vez mais complicada – está em queda livre, não pode nem bater nem apoiar Lula, está sem propostas arrebatadoras e o candidato Serra mostrou-se um verdadeiro perna de pau. Hoje mesmo o Vice Governador Pezão, do Rio de Janeiro, me ligou e comentamos o “desempenho” de Serra comendo churrasco com o povão em uma laje na Baixada Fluminense. Cheio de dedos, parecendo um extraterrestre. Não é à toa que a Folha de hoje comenta que Serra “caiu nos três Estados que ele mais visitou nas últimas três semanas, segundo o último Datafolha”. Entre as duas últimas pesquisas, “de 23 de julho até anteontem, ele teve pelo menos sete agendas de campanha em São Paulo, cinco em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro (...) os maiores colégios eleitorais do país”. Em São Paulo, sua principal base eleitoral, caiu de 44% para 41%. No Rio, terra do seu índio, caiu de 31% para 25%. Em Minas, terra de Aécio, caiu de 38% para 34% (e Anastasia não quer vê-lo por perto). No único lugar que não visitou nesse período, o Distrito Federal, foi onde não caiu – continua com os mesmos 27%...
Onde Dilma pisa com segurança, Serra dá no pé. Tudo leva a crer que será uma vitória no primeiro turno, com muitos corpos à frente.
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Eleições 2008: César Maia trabalha o "terceiro mandato"
César Maia não anda muito preocupado com o desempenho nas pesquisas do futuro (ou futura) candidato a Prefeito do Rio pelo seu partido (DEM, ex-PFL). Pode ser que a candidata seja Solange Amaral, apesar dos baixos índices de intenção de voto e da rejeição alta. Pode ser o Deputado Índio da Costa. Ou o Secretário de Obras Eider Dantas. Ou a Vereadora Rosa Fernandes. Ou Ronaldo César Coelho. César Maia sabe que nenhum deles tem chances reais. E aposta em um único nome: ele mesmo. Claro que ele não pode ser candidato. Mas está se preparando para fazer de conta que é. Simples: vai cobrir a cidade com material de "apoio" com sua foto e o texto "César Maia é 25 - para Prefeito". Com certeza vai conseguir mais votos com isso do que o que conseguiria qualquer um de seus "pupilos". Mesmo assim, com toda essa artimanha, acho que dificilmente ele fará seu sucessor.
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