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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bolinhas que caem, estrelas que sobem
Serra, ontem, realmente ficou vendo estrelas. Não por causa da bolinha de papel que acertou sua cabeça, mas por causa das notícias negativas de sua campanha. O Ibope confirmou a ascensão de Dilma que o Vox Populi tinha apontado dois dias antes. A repercussão do apoio a Dilma de artistas e intelectuais continuou ressoando em sua cabeça. O seu movimento obscurantista junto a religiosos começou a abortar. A descoberta de que foi o seu “aliado”, Aécio Neves, quem estaria se beneficiando do “Dossiê Amaury” deu tratos à bola. E por último a revelação de que também Serra teria montado um dossiê contra Aécio foi uma verdadeira bola contra. Pior dos piores: com o reaparecimento de Lula, a campanha de Dilma começou a tomar rumo certo, e a reação positiva da população é visível a olho nu.
Ora, direis, ouvir bolinhas! Serra e a mídia certo perderam o senso. Jogaram a careca do tucano em um hospital, e por pouco ele não foi parar na U.T.I. Transformaram a briga idiota de militantes em “agressão petista”. E foram mais longe: atacaram a Polícia Federal que se recusou a transformar a guerra de dossiês entre tucanos em um dossiê petista. Definitivamente, Serra e seus (muy) amigos não andam bem da bola...
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Vai subir
(Clique na imagem para ampliar)
As pesquisas mostraram o mês de setembro inteiro sem turbulência. Praticamente nada mudou e isso pode ser constatado pelo tracking diário Vox/Ig/Band. Dilma veio de 51% para 49%; Serra, de 25% para 26%; Marina, de 8% para 12%; brancos ou nulos, permaneceram em 4%; e indecisos, de 11% para 8%. Nessa onda, não dá pra pegar jacaré – apenas mantém a vitória de Dilma no primeiro turno.
Mas desde ontem, principalmente após o debate, Dilma deve subir nos índices, Marina talvez e Serra deve cair. O tracking de hoje não deve pegar essa alteração, mas o de amanhã dará algum sinal. Todas as pesquisas de sábado devem comprovar isso.
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Vox Populi
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Marcos Coimbra e os mitos sobre pesquisas
Bom artigo de Marcos Coimbra, do Vox Populi, para o Correio Braziliense, sobre o diz-que-me-diz das pesquisas. Dá uma paulada no Datafolha ("Aqueles que, por exemplo, só entrevistam eleitores que possuem telefone e que não ouvem quem mora em áreas rurais") e nos analistas que tratam as pesquisas como "fotografias de momento". Sobre isso, conclui: "Em parte, é uma banalidade, uma verdade
acaciana. Em parte, uma confissão de incompetência".
Mitos e verdades sobre as pesquisas
Marcos Coimbra
De agora ao início de outubro, a mídia vai bombardear a opinião pública com pesquisas, uma atrás da outra. No começo, teremos pesquisas novas quase diariamente. Adiante, mais de uma ao dia. Na última semana, muitas. Quem não tomar cuidado, pode se confundir.
É uma boa hora para revisitar certos mitos sobre as pesquisas e discutir idéias que parecem certas, mas que escondem equívocos. Há coisas que se dizem para ajudar o cidadão a compreendê-las, mas que só atrapalham.
Quase todo mundo desconfia de que seja possível apontar o que pensa o eleitorado brasileiro a partir de amostras que raramente passam de 2,5 mil entrevistados. Somos mais de 135 milhões de pessoas aptas a votar, e é difícil imaginar que uma amostra que não chega a 20 milionésimos do universo o retrate adequadamente.
Outra coisa que confunde é ver que 2,5 mil entrevistas servem para que os institutos falem tanto do Brasil, quanto de um estado ou cidade. É intuitivo supor que, à medida que aumenta o tamanho do universo, deveria aumentar o tamanho da amostra. Se 2,5 mil são necessárias para representar, por exemplo, a cidade de São Paulo, muito mais seria exigido para falar do estado ou do país.
Os pesquisadores costumam responder a essas dúvidas com a analogia da sopa: uma colher basta para testar seu gosto, não sendo necessário tomar a panela inteira. Mais ainda: não interessa se são 10,100 ou 1000 litros de sopa. Uma colher continua bastando.
É uma analogia que parece boa, mas que é limitada. Ao contrário da sopa, que é igual em qualquer lugar da panela de onde se tire uma colherada, o eleitorado não é homogêneo. Ou seja, nem toda colherada o representa bem.
Prosseguindo com as analogias gastronômicas, seria melhor dizer que as amostras devem ser como o prato que o freguês de um restaurante de comida a quilo monta quando quer conhecê-lo: uma colherada de cada tipo de alimento, sem exagerar em nenhum. Se só colocar macarrão ou se não provar nenhuma sobremesa, como poderia avaliar o cardápio inteiro?
As discrepâncias entre as pesquisas, que ficaram visíveis em diversas oportunidades ao longo do ano, resultam, principalmente, de diferenças na amostragem. Há institutos que incluem todos os segmentos do eleitorado em suas amostras e outros que não. Aqueles que, por exemplo, só entrevistam eleitores que possuem telefone e que não ouvem quem mora em áreas rurais.
Outra ideia comum sobre as pesquisas é que elas são "fotografias de momento", sem capacidade explicativa ou preditiva. Em parte, é uma banalidade, uma verdade acaciana. Em parte, uma confissão de incompetência.
Quando, por exemplo, um lugar está no meio da neblina, o melhor fotógrafo, mesmo se usar a melhor câmera, só conseguirá uma imagem borrada. Não importa a lente, ela não ficará nítida. Mas isso, ainda bem, não é o mais frequente.
Imaginemos a fotografia de um automóvel, no meio de uma estrada, com as janelas fechadas e um vulto ao volante. À frente, um precipício. Tudo sugere que, se o carro estiver em movimento (como parece) e se não mudar a rota, vai cair. Com apenas essa foto, qualquer um suspeita que um desastre é iminente.
E se houver uma segunda, mostrando que o carro avançou, aproximando-se 10 metros do abismo? E outra, com uma distância ainda menor? E mais outra?
Pesquisas só são fotografias estáticas se não as conseguirmos entender. Com a vasta informação de que dispomos, é perfeitamente possível falar, com base nelas, sobre o que tende a ocorrer em uma eleição.
Ceticismos ("nunca fui entrevistado e não conheço ninguém que tenha sido"), perplexidades ("como é possível falar de todo o Brasil com tão poucas entrevistas?") e falsas noções ("pesquisas são retratos do passado, que nada dizem sobre o futuro") são comuns sobre as pesquisas. Mas elas são um elemento central na cultura política moderna. Bom seria se todos conseguíssemos utilizá-las corretamente (sem querer delas nem demais, nem de menos), em escolhas tão importantes quanto as que faremos no dia 3 de outubro.
Marcos Coimbra
De agora ao início de outubro, a mídia vai bombardear a opinião pública com pesquisas, uma atrás da outra. No começo, teremos pesquisas novas quase diariamente. Adiante, mais de uma ao dia. Na última semana, muitas. Quem não tomar cuidado, pode se confundir.
É uma boa hora para revisitar certos mitos sobre as pesquisas e discutir idéias que parecem certas, mas que escondem equívocos. Há coisas que se dizem para ajudar o cidadão a compreendê-las, mas que só atrapalham.
Quase todo mundo desconfia de que seja possível apontar o que pensa o eleitorado brasileiro a partir de amostras que raramente passam de 2,5 mil entrevistados. Somos mais de 135 milhões de pessoas aptas a votar, e é difícil imaginar que uma amostra que não chega a 20 milionésimos do universo o retrate adequadamente.
Outra coisa que confunde é ver que 2,5 mil entrevistas servem para que os institutos falem tanto do Brasil, quanto de um estado ou cidade. É intuitivo supor que, à medida que aumenta o tamanho do universo, deveria aumentar o tamanho da amostra. Se 2,5 mil são necessárias para representar, por exemplo, a cidade de São Paulo, muito mais seria exigido para falar do estado ou do país.
Os pesquisadores costumam responder a essas dúvidas com a analogia da sopa: uma colher basta para testar seu gosto, não sendo necessário tomar a panela inteira. Mais ainda: não interessa se são 10,100 ou 1000 litros de sopa. Uma colher continua bastando.
É uma analogia que parece boa, mas que é limitada. Ao contrário da sopa, que é igual em qualquer lugar da panela de onde se tire uma colherada, o eleitorado não é homogêneo. Ou seja, nem toda colherada o representa bem.
Prosseguindo com as analogias gastronômicas, seria melhor dizer que as amostras devem ser como o prato que o freguês de um restaurante de comida a quilo monta quando quer conhecê-lo: uma colherada de cada tipo de alimento, sem exagerar em nenhum. Se só colocar macarrão ou se não provar nenhuma sobremesa, como poderia avaliar o cardápio inteiro?
As discrepâncias entre as pesquisas, que ficaram visíveis em diversas oportunidades ao longo do ano, resultam, principalmente, de diferenças na amostragem. Há institutos que incluem todos os segmentos do eleitorado em suas amostras e outros que não. Aqueles que, por exemplo, só entrevistam eleitores que possuem telefone e que não ouvem quem mora em áreas rurais.
Outra ideia comum sobre as pesquisas é que elas são "fotografias de momento", sem capacidade explicativa ou preditiva. Em parte, é uma banalidade, uma verdade acaciana. Em parte, uma confissão de incompetência.
Quando, por exemplo, um lugar está no meio da neblina, o melhor fotógrafo, mesmo se usar a melhor câmera, só conseguirá uma imagem borrada. Não importa a lente, ela não ficará nítida. Mas isso, ainda bem, não é o mais frequente.
Imaginemos a fotografia de um automóvel, no meio de uma estrada, com as janelas fechadas e um vulto ao volante. À frente, um precipício. Tudo sugere que, se o carro estiver em movimento (como parece) e se não mudar a rota, vai cair. Com apenas essa foto, qualquer um suspeita que um desastre é iminente.
E se houver uma segunda, mostrando que o carro avançou, aproximando-se 10 metros do abismo? E outra, com uma distância ainda menor? E mais outra?
Pesquisas só são fotografias estáticas se não as conseguirmos entender. Com a vasta informação de que dispomos, é perfeitamente possível falar, com base nelas, sobre o que tende a ocorrer em uma eleição.
Ceticismos ("nunca fui entrevistado e não conheço ninguém que tenha sido"), perplexidades ("como é possível falar de todo o Brasil com tão poucas entrevistas?") e falsas noções ("pesquisas são retratos do passado, que nada dizem sobre o futuro") são comuns sobre as pesquisas. Mas elas são um elemento central na cultura política moderna. Bom seria se todos conseguíssemos utilizá-las corretamente (sem querer delas nem demais, nem de menos), em escolhas tão importantes quanto as que faremos no dia 3 de outubro.
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Vox Populi
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Novas pesquisas vêm aí – e daí?
(clique no gráfico para ampliar)
Essa semana teremos novas pesquisas Datafolha e Vox Populi. Mas poucas novidades deverão surgir, além de uma ou outra variação dentro da margem de erro. Deverão ser consolidadas as tendências de alta de Dilma, de queda de Serra e de estagnação de Dilma. Plínio? É, pode ser. Menos pelo debate em si, mais pela presença na mídia. Pode ser que tire votos de Marina, mas nada que possa impedir a vitória de Dilma ainda no primeiro turno. Aliás, é bom que se esclareça que a provável vitória definitiva de Dilma no primeiro turno não ocorrerá por conta de conquista de votos de Marina e nanicos. Deverá vir basicamente dos que, hoje, são 19% de não-votos (brancos, nulos, indecisos) e dos eleitores de perfil popular que ainda estão com Serra. Hoje Dilma tem algo em torno de 48,15% dos votos válidos (segundo a última pesquisa Ibope). Bastaria que ela conquistasse mais 4 pontos e os outros permanecessem como estão (o que não é difícil, talvez até caiam) para que ela liquidasse a fatura em 3 de outubro. Com o Horário Eleitoral Gratuito os novos índices devem surgir com força. E a partir daí não vencer no primeiro turno me parece o cenário mais improvável.
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Vox Populi
domingo, 25 de julho de 2010
Vox versus Datafolha: qual a margem de não-erro?
Ontem me perguntaram qual instituto de pesquisas eu achava melhor, Vox ou Datafolha. É o tipo da pergunta sem resposta, considerando-se dois dos maiores e mais conceituados institutos de pesquisa de opinião do país. Mas também não há como esconder que os resultados do Datafolha têm sido apoiados pela Oposição e seus órgãos de comunicação, enquanto os resultados do Vox Populi têm sido apoiados pelo Governo Lula.
Com relação aos métodos, prefiro o de entrevistas pessoais e domiciliares do Vox, realizadas preferencialmente nos fins de semana, e, no caso dos dias úteis, provavelmente com esforço especial no início da noite. O objetivo é localizar o eleitor diretamente na moradia. O método de determinar fluxos populacionais utilizado pelo Datafolha é aplicado preferencialmente nos dias úteis. É claro que há muitos outros fatores importantes, como números de entrevistas, regiões e microrregiões, etc, que podem interferir para um ou outro lado. No confronto dessas últimas pesquisas do Vox e do Datafolha com resultados tão diferentes, é bom observar que, apesar de o Datafolha falar de 10.905 entrevistas, sua margem de erro é de 2%, compatível com 2.400 entrevistas. Na verdade, houve desproporcionalização para avaliar com boa margem alguns estados. Com 3.000 entrevistas (fez mais 9.600 estaduais), a pesquisa do Vox Populi teve margem de erro de 1,79%.
A verdade verdadeira é que um dos dois errou feio nos últimos resultados. A razão disso ter ocorrido nunca saberemos. Pessoalmente, tendo a considerar o resultado do Vox Populi correto. Essa semana teremos também o Ibope. Vamos ver. Acho que está cada vez mais difícil a situação tucana, que ainda vai ter que enfrentar debates, Horário Eleitoral e o poderoso Lula.
Fiz dois gráficos com a evolução em 2010 da média mensal dos votos válidos nas diversas pesquisas nacionais (em ambos considerei apenas os três candidatos principais). A diferença é que no primeiro o Datafolha tem dois resultados em julho, mas no segundo coloquei apenas o do início do mês. Apostei que o Vox Populi está mais perto da verdade.
(clique nos gráficos para ampliar)
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Vox Populi
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Pesquisa Ibope RJ comprova: acelerou a transferência de votos de Lula para Dilma
(Clique no gráfico para ampliar)
Passaram-se apenas 2 meses de uma pesquisa Vox Populi no Rio de Janeiro que apontava Dilma com 29 e Serra com 28 (além de Ciro 16 e Marina 9). Na época, quando Dilma era associada a Lula o quadro mudava para Dilma 35 e Serra 26 (Ciro 13 e Marina 9).
No mês passado, o mesmo Vox Populi apontou Dilma 35, Serra 22 e Marina 11 – agora sem precisar fazer a relação de Lula e Dilma no questionário, mostrando que tinha começado a aumentar a identificação entre eles.
E agora o Ibope mostra um processo ainda mais acelerado: Dilma 44, Serra 27 e Marina 11.
O curioso é notar que, desde março, praticamente não houve grande alteração nos índices nem de Serra nem de Marina. Foi Dilma que cresceu com a força da transferência dos votos de Lula. Provavelmente, Serra começará a cair.
No mês passado, o mesmo Vox Populi apontou Dilma 35, Serra 22 e Marina 11 – agora sem precisar fazer a relação de Lula e Dilma no questionário, mostrando que tinha começado a aumentar a identificação entre eles.
E agora o Ibope mostra um processo ainda mais acelerado: Dilma 44, Serra 27 e Marina 11.
O curioso é notar que, desde março, praticamente não houve grande alteração nos índices nem de Serra nem de Marina. Foi Dilma que cresceu com a força da transferência dos votos de Lula. Provavelmente, Serra começará a cair.
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domingo, 16 de maio de 2010
Pesquisa Vox Populi aponta que Serra finalmente muda de patamar: começa a cair
A confirmação da tendência de crescimento de Dilma já era esperada, mesmo sem a pesquisa captar a sua exposição no Programa do PT. O que não se esperava era que Serra tivesse alterada a tendência de estagnação que há meses vem se mantendo. O crescimento de Dilma acontecia apenas sobre a queda de brancos e nulos, graças ao reconhecimento do apoio de Lula. Mas agora o quadro muda, porque Serra começa a perder votos. Talvez pelo excesso de exposição na mídia...
Pesquisa Vox Populi, 2.000 entrevistas, margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais, campo realizado entre os dias 8 e 13 de maio.
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terça-feira, 11 de maio de 2010
Pesquisa e eleições: falem mal, mas falem de mim?
Ganhar destaque na mídia é sempre uma tarefa importante para qualquer candidatura. Isso promove o nome entre os eleitores, aumenta a autoestima dos simpatizantes. Claro que o ideal é que a notícia seja positiva, mas nem sempre isso é possível. Aliás, a mídia tem sempre dificuldade em dar notícia positiva sobre candidatos, a não ser que ela esteja apoiando abertamente, como é o caso do apoio a Serra. Ainda assim, notícia de grande repercussão, que mantenha o nome em destaque durante vários dias, é mais difícil.
Cesar Maia é mestre em pautar noticiário por vários dias, mesmo que seja com macetes do “falem mal, mas falem de mim”. Os chamados “factóides”, que ele soube usar tão bem, fazem parte desse pacote de espertezas. Hoje, sem ocupar cargo público político, Cesar Maia procura pautar a mídia através de seu Ex-Blog, ferramenta que soube construir com muita precisão.
José Serra ganhou destaque esses dias na rádio, tv, capas de jornais, colunas, etc, etc, com o tom de sua entrevista a Míriam Leitão na CBN. A pergunta que não quer calar é: o que terá levado José Serra a esbravejar contra Míriam Leitão, Banco Central, Heródoto Barbeiro, CBN, etc, etc?
Detesta Míriam Leitão e todo o Sistema Globo?
Está com raiva do Banco Central por não ter tido a mesma eficiência nos governos tucanos?
Ou será que resolveu adotar o estilo Cesar Maia para ocupar espaço na mídia? Essa última hipótese faz algum sentido, já que existe pesquisa Band-Vox Populi em campo e é uma boa tática de memorização de nome para crescer pontinhos na pesquisa eleitoral.
É, pode ser que seja esse o motivo. Mas talvez se trate apenas de mais um tucano irritadinho arreganhando o bico.
Detesta Míriam Leitão e todo o Sistema Globo?
Está com raiva do Banco Central por não ter tido a mesma eficiência nos governos tucanos?
Ou será que resolveu adotar o estilo Cesar Maia para ocupar espaço na mídia? Essa última hipótese faz algum sentido, já que existe pesquisa Band-Vox Populi em campo e é uma boa tática de memorização de nome para crescer pontinhos na pesquisa eleitoral.
É, pode ser que seja esse o motivo. Mas talvez se trate apenas de mais um tucano irritadinho arreganhando o bico.
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domingo, 25 de abril de 2010
Pesquisas: Marcos Coimbra mostra como é importante lembrar o óbvio
Canso de demonstrar aqui neste Blog que as divulgações dos resultados das pesquisas costumam ser muito mal feitas, por despreparo ou, quem sabe, má-fé. As margens de erro, por exemplo, são um Deus nos acuda. Marcos Coimbra, do Instituto Vox Populi, dá uma aula sobre o tema, em artigo do Correio Braziliense:
Pesquisas discrepantes
Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço
Se as diferenças entre as pesquisas surpreendem até quem as faz, imagine as pessoas que não estão familiarizadas com elas. Desde o jornalista especializado ao cidadão comum, a surpresa pode se tornar perplexidade.
Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais. O que parecia um consenso entre institutos e levantamentos tornou-se uma polêmica.
É curioso notar que quem é hoje demonizado era, até ontem, tratado com consideração. Os institutos, seus responsáveis e métodos de trabalho não eram questionados por ninguém, nem no meio político, pelos partidários de Dilma ou de Serra, nem pela imprensa, que informava os resultados de cada um com a imparcialidade possível. Agora, parece que todo mundo virou culpado de alguma coisa.
De fato, para quem tem o hábito de acompanhar as pesquisas brasileiras, as diferenças recentes podem soar estranhas. Estamos acostumados, depois de muitas eleições, a não ver maiores variações entre elas. Os institutos tendem a acertar (quase sempre) e a errar (de vez em quando) juntos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, variações como as dos últimos dias, de até 10 pontos percentuais entre um e outro instituto, são consideradas normais. Seria até ridículo o Partido Republicano entrar na Justiça contra alguém que fez uma pesquisa mostrando Obama na frente. Já na Argentina, todos diriam que são modestas, pois a regra, por lá, é de as pesquisas apresentarem diferenças abissais. Em poucos países do mundo se daria atenção às que estamos vendo por aqui e, certamente, não se especularia sobre se provêm de algo escuso.
Todos sabem que há diferenças de metodologia entre os institutos brasileiros, que decorrem de suas opções técnicas e operacionais. Nenhuma é melhor que a outra, pois todas apresentam prós e contras. Não existe, em nenhum lugar do mundo, o manual da pesquisa perfeita, a ser obedecido por todos. É um sonho autoritário (e inviável) imaginar o dia em que só haverá uma metodologia, aplicada por um só instituto. Se chegasse, nenhum democrata teria o que comemorar.
Uma das melhores coisas das pesquisas é que elas são inteiramente francas sobre algo que as outras informações que o eleitorado recebe costumam não explicitar: que são falíveis. Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço.
Ao avaliar as pesquisas, as margens de erro não são coisas para registrar e esquecer, mas para lembrar. Não é o mais provável, mas é perfeitamente possível que 10 pontos de diferença entre Serra e Dilma (consideradas as margens) sejam cinco pontos, o mesmo que diz uma pesquisa cujo resultado é uma diferença de um ponto entre os dois. Politicamente, 10 pontos ou um fazem uma enorme diferença, mas podem não ser nada (ou quase nada) em termos estatísticos.
Quem analisar com mais cuidado as pesquisas de agora vai perceber que são unânimes na caracterização das intenções espontâneas de voto. Na mais recente do Ibope, Dilma tem 15% e Serra 14%. Na Vox, Dilma soma 15% e Serra 12%. No Datafolha, Dilma tem 13% e Serra 12%. Na Sensus, Dilma apresentava 16%, Serra 14%. Em qualquer lugar do mundo, quem olhasse esses números diria que os institutos brasileiros estão inteiramente de acordo sobre o que pensam os eleitores mais definidos, os que tendem a ser mais politizados e interessados nas eleições.
Mas o mesmo consenso não acontece na caracterização das intenções de voto dos que só respondem em quem votariam depois de estimulados. As diferenças de metodologia explicam parte da discrepância (mesmo que, do ponto de vista estatístico, sequer se possa afirmar que ela existe).
O mais provável, contudo, é que elas variem apenas por não haver, ainda, suficiente cristalização das intenções de voto no universo do eleitorado. É o fenômeno que se quer retratar que é volátil, não que alguma pesquisa esteja certa e as outras erradas.
Aliás, pesquisa certa ninguém sabe qual é. Só em 3 de outubro teremos certeza sobre o que os eleitores, de fato, querem. Até lá, o máximo que podemos fazer são pesquisas bem feitas, e isso todos tentam. Tolo é quem acha que só ele consegue.
Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço
Se as diferenças entre as pesquisas surpreendem até quem as faz, imagine as pessoas que não estão familiarizadas com elas. Desde o jornalista especializado ao cidadão comum, a surpresa pode se tornar perplexidade.
Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais. O que parecia um consenso entre institutos e levantamentos tornou-se uma polêmica.
É curioso notar que quem é hoje demonizado era, até ontem, tratado com consideração. Os institutos, seus responsáveis e métodos de trabalho não eram questionados por ninguém, nem no meio político, pelos partidários de Dilma ou de Serra, nem pela imprensa, que informava os resultados de cada um com a imparcialidade possível. Agora, parece que todo mundo virou culpado de alguma coisa.
De fato, para quem tem o hábito de acompanhar as pesquisas brasileiras, as diferenças recentes podem soar estranhas. Estamos acostumados, depois de muitas eleições, a não ver maiores variações entre elas. Os institutos tendem a acertar (quase sempre) e a errar (de vez em quando) juntos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, variações como as dos últimos dias, de até 10 pontos percentuais entre um e outro instituto, são consideradas normais. Seria até ridículo o Partido Republicano entrar na Justiça contra alguém que fez uma pesquisa mostrando Obama na frente. Já na Argentina, todos diriam que são modestas, pois a regra, por lá, é de as pesquisas apresentarem diferenças abissais. Em poucos países do mundo se daria atenção às que estamos vendo por aqui e, certamente, não se especularia sobre se provêm de algo escuso.
Todos sabem que há diferenças de metodologia entre os institutos brasileiros, que decorrem de suas opções técnicas e operacionais. Nenhuma é melhor que a outra, pois todas apresentam prós e contras. Não existe, em nenhum lugar do mundo, o manual da pesquisa perfeita, a ser obedecido por todos. É um sonho autoritário (e inviável) imaginar o dia em que só haverá uma metodologia, aplicada por um só instituto. Se chegasse, nenhum democrata teria o que comemorar.
Uma das melhores coisas das pesquisas é que elas são inteiramente francas sobre algo que as outras informações que o eleitorado recebe costumam não explicitar: que são falíveis. Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço.
Ao avaliar as pesquisas, as margens de erro não são coisas para registrar e esquecer, mas para lembrar. Não é o mais provável, mas é perfeitamente possível que 10 pontos de diferença entre Serra e Dilma (consideradas as margens) sejam cinco pontos, o mesmo que diz uma pesquisa cujo resultado é uma diferença de um ponto entre os dois. Politicamente, 10 pontos ou um fazem uma enorme diferença, mas podem não ser nada (ou quase nada) em termos estatísticos.
Quem analisar com mais cuidado as pesquisas de agora vai perceber que são unânimes na caracterização das intenções espontâneas de voto. Na mais recente do Ibope, Dilma tem 15% e Serra 14%. Na Vox, Dilma soma 15% e Serra 12%. No Datafolha, Dilma tem 13% e Serra 12%. Na Sensus, Dilma apresentava 16%, Serra 14%. Em qualquer lugar do mundo, quem olhasse esses números diria que os institutos brasileiros estão inteiramente de acordo sobre o que pensam os eleitores mais definidos, os que tendem a ser mais politizados e interessados nas eleições.
Mas o mesmo consenso não acontece na caracterização das intenções de voto dos que só respondem em quem votariam depois de estimulados. As diferenças de metodologia explicam parte da discrepância (mesmo que, do ponto de vista estatístico, sequer se possa afirmar que ela existe).
O mais provável, contudo, é que elas variem apenas por não haver, ainda, suficiente cristalização das intenções de voto no universo do eleitorado. É o fenômeno que se quer retratar que é volátil, não que alguma pesquisa esteja certa e as outras erradas.
Aliás, pesquisa certa ninguém sabe qual é. Só em 3 de outubro teremos certeza sobre o que os eleitores, de fato, querem. Até lá, o máximo que podemos fazer são pesquisas bem feitas, e isso todos tentam. Tolo é quem acha que só ele consegue.
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Vox Populi
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Pesquisa Vox Populi: a falsa questão sobre o questionário
Li no Painel da Folha de sábado questionamentos sobre o questionário elaborado pelo Vox Populi na última pesquisa para a Presidência. Diz o texto:
Prancheta 1. Chama a atenção, no questionário de pesquisa Vox Populi sobre a sucessão presidencial com campo em 30 e 31 de março, a inclusão de pergunta relativa aos cargos que os candidatos já ocuparam, quebrando o fluxo das respostas espontânea e estimulada sobre intenção de voto. Esse tipo de procedimento é conhecido por distorcer resultados.
Prancheta 2. Para completar, as opções diante do nome de José Serra (PSDB) estão incompletas. Há apenas "governador" e "governador de São Paulo".
Não tenho procuração do Vox Populi para defendê-lo, mas me parece um questionamento absurdo. O questionário tem 9 perguntas (mais 12 para traçar perfil da amostra e mais uma para uso interno do instituto) claras e sem as segundas intenções insinuadas. Reproduzo abaixo as três perguntas que envolvem o questionamento (o questionário completo pode ser obtido aqui), mas quero logo observar:
- Não há quebra de fluxo, porque não há obrigatoriedade da "pergunta 13" (estimulada) vir imediatamente após a espontânea ("pergunta 11") e a "pergunta 12" não interfere em nada
- O conjunto de perguntas dentro de “pergunta 12” procura aprofundar a identificação do nível de conhecimento de cada um dos candidatos
- Esse aprofundamento não é acadêmico, não precisa demonstrar conhecimento do currículo completo do candidato – basta, como foi feito, referir-se a um cargo mais recente
- Se há distorção nos resultados seria devido ao fato de existir pergunta espontânea (por acaso tratei do assunto dia 30, aqui no Blog) e as prejudicadas no caso seriam Dilma e Marina, por serem menos conhecidas.
- Seria importante que o Vox Populi divulgasse logo os resultados das outras perguntas (principalmente sobre rejeição, avaliação do Governo Lula e identificação do candidato apoiado por Lula) e seus cruzamentos
- O fato é que Dilma cresceu em intenções de voto – e o desespero da oposição é não poder ocultar isso.
Vejas as pesguntas 11, 12 e 13:
11. SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA FOSSE HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA? (ESPONTÂNEA)
(ANOTAR NOME – CUIDADO COM A GRAFIA)
70 - Ninguém/Branco/Nulo
80 – NS
90 – NR
12. VOU CITAR PARA VOCÊ O NOME DE ALGUNS POSSÍVEIS CANDIDATOS A PRESIDENTE E GOSTARIA QUE VOCÊ ME RESPONDESSE ALGUMAS PERGUNTAS SOBRE CADA UM DELES. VAMOS FALAR DE:
(LER PAUSADAMENTE OS NOMES – ALTERAR ORDEM DE LEITURA)
CIRO GOMES, DILMA ROUSSEFF, JOSÉ SERRA E MARINA SILVA.
A) COM RELAÇÃO A ___________ (VARIAR A ORDEM DE LEITURA DOS NOMES) VOCÊ DIRIA QUE:
1 - Conhece bem/tem muitas informações sobre ele(a) > APLIQUE B
2 - Conhece, mas não muito/tem apenas algumas informações sobre ele(a) > APLIQUE B
3 - Conhece só de nome/só de ouvir falar-----> APLIQUE B
4 - Não conhece/É a primeira vez que ouve falar o nome ----\ VÁ PARA O PRÓXIMO NOME
5 - NR-----/ VÁ PARA O PRÓXIMO NOME
B) PARA CIRO GOMES: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO CIRO GOMES OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Deputado, Ministro, Governador)
2 – Errou (outro cargo) 3 – NS 4 – NR
PARA DILMA ROUSSEFF: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO DILMA ROUSSEFF OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Ministra, Ministra Chefe da Casa Civil, Ministra do Gov. Lula)
2 – Errou (outro cargo) 3 – NS 4 – NR
PARA JOSÉ SERRA: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO JOSÉ SERRA OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Governador, Governador de São Paulo)
2 – Errou (Outro cargo) 3 – NS 4 – NR
PARA MARINA SILVA: VOCÊ SABERIA ME DIZER QUAL CARGO MARINA SILVA OCUPA/OCUPOU?
1 – Acertou (Senadora, Ministra do Meio Ambiente, Ministra do Gov. Lula)
2 – Errou (outro cargo) 3 – NS 4 – NR
13. (MOSTRAR ANEXO 2) SE A ELEIÇÃO PARA PRESIDENTE FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM VOCÊ VOTARIA?
1 - Ciro Gomes (PSB)
2 - Dilma Rousseff (PT)
3 - José Serra (PSDB)
4 - Marina Silva (PV)
5 - Ninguém/Branco/Nulo
6 – NS
7 – NR
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domingo, 4 de abril de 2010
Vox Populi: somente Dilma cresce em intenções de voto
(Clique no gráfico para ampliar.)
Essa nova pesquisa Vox Populi divulgada no sábado pela Band ainda traz poucas informações (2.000 entrevistas, margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais). Mas deixa uma coisa bem clara: de janeiro para cá, a única candidatura à Presidência da República que teve crescimento em intenções de voto foi a da petista Dilma Roussef. Os outros nomes estagnaram. Aguardaremos mais dados.
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terça-feira, 30 de março de 2010
Transferência de Lula faz Dilma disparar no Rio de Janeiro
(Clique nos gráficos para ampliar)
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
O apoio explícito de Lula a Dilma faz a candidata petista crescer 20% (de 29% para 35%) em intenções de voto. Nesse cenário, Serra cai (mesmo com apoio de Fernando Henrique) e Ciro também, enquanto Marina, mesmo com apoio de Gabeira, permanece na mesma.
O apoio de Lula a Dilma faz com que ela lidere em todas as regiões.
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domingo, 28 de março de 2010
Vox Populi, RJ: avaliação positiva de Lula chega a 90%
(Clique no gráfico para ampliar)
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Sem palavras...
Vox Populi, RJ: Marina lidera na rejeição, menos na Capital
(Clique no gráfico para ampliar)
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Marina surpreende por liderar a rejeição. Talvez por causa do desconhecimento, principalmente no Interior. Na Capital, o apoio de Gabeira junto à classe média da Zona Sul reduz a rejeição.
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Vox Populi, RJ: empate técnico, com Dilma ligeiramente à frente de Serra e liderando na Capital
(Clique nos gráficos para ampliar)
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais.
Empate técnico com Dilma 1 pontinho à frente de Serra.
Na pesquisa por região, Dilma lidera na Capital e Serra no Interior.
No jornal O Dia, o presidente do Vox Populi, João Francisco Meira, declara que a pesquisa revela uma tendência nacional, que demonstra o crescimento de Dilma. “A boa performance da petista na capital revela o grau de informação do público. À medida que Dilma associa sua imagem à imagem do presidente Lula, ela ganha respaldo e aceitação. No interior, essa informação chega de forma mais lenta ao eleitor”, acredita o presidente do Instituto Vox Populi.
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sexta-feira, 26 de março de 2010
Vox Populi, RJ: Crivella, Benedita e Cesar Maia lideram para o Senado
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais. Clique nos gráficos para ampliar.
Crivella (PRB), Benedita (PT) e Cesar Maia (DEM) têm empate técnico, com mais do dobro de pontos, cada um, à frente do quarto colocado, Lindberg Farias (PT).
Quando Lindberg sai de cena, Benedita avança, com ligeira vantagem sobre Cesar.
Quando é Benedita que sai de cena, Crivella e Cesar ficam inteiramente isolados na liderança.
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Vox Populi, RJ: Sérgio Cabral vence no primeiro turno para o Governo do Estado
Pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto Vox Populi no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de março de 2010, com 1.000 entrevistas, margem de erro máxima de 3,1 pontos percentuais. Clique nos gráficos para ampliar.
A diferença de Sérgio Cabral (PMDB) para seus adversários Garotinho (PR) e Gabeira (PV) é muito grande e lhe daria (se esse fosse o resultado eleitoral) vitória no primeiro turno.
A vantagem de Sérgio Cabral pode ser percebida em todas as regiões, Capital (36%) e Interior (39%).
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terça-feira, 23 de março de 2010
Em Minas, Serra perderia até para Alckmin
Estão circulando informações sobre uma pesquisa Vox Populi em Minas. Dilma já teria 45% contra 29% de Serra, 7% de Ciro e 5% de Marina. É bom lembrar que no primeiro turno de 2006, em Minas, Lula teve 48,61%, Alckmin teve 41,64% e Heloísa Helena teve 6,85%. Se os dados se confirmarem, talvez fosse o caso dos tucanos trocarem: Serra para re-eleição em São Paulo e Alckmin para candidato à Presidência - que perderia de novo, mas perderia melhor...
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Flagrante da Oposição lendo as novas pesquisas Vox e Sensus
A Oposição estava tentando desviar a atenção da pesquisa Vox-Band que mostrava Dilma chegando junto, quando saiu essa CNT-SENSUS mostrando Dilma apenas 5,4% pontos atrás de Serra (em novembro a diferença era de 10,1%...). Mais: na espontânea, Dilma agora só perde para Lula.
Soube de outras pesquisas em andamento com dados ainda mais fortes. O desespero vai aumentar. Quem será o o candidato da Oposição?
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Sobre pesquisas: CNI/IBOPE é ducha de água fria na Oposição
Recebi outro dia um artigo (“Sobre pesquisas”) atribuído a Marcos Coimbra (Instituto Vox Populi) bem interessante e bem a calhar nesse diz-que-me-diz das pesquisas pré-eleitorais. Ele faz um alerta bastante pertinente sobre essas análises apressadas de pesquisas feitas tantos meses antes das eleições: é preciso ter cuidado com as análises carregadas de preferências por um por outro candidato. E isso se torna mais importante ainda quando vemos que as pesquisas ganham destaque nas mãos da mídia despreparada e nitidamente oposicionista. Um item que sempre me chama atenção, pela total falta de cuidado e de conhecimento, é o que revela os índices de "rejeição". Tenho muito cuidado com as "rejeições", porque costumam estar associadas a outros fatores - como o desconhecimento, por exemplo. Quando não se conhece um candidato, costuma-se rejeitá-lo. Pode ser o caso da Dilma, que (segundo a Pesquisa CNI-Ibope, com análise de MCI Lavareda, divulgada hoje) tem baixo índice de conhecimento (32% de conhece "bem" e "mais ou menos") e tem 40% de rejeição ("não votaria de jeito nenhum"). Mas com certeza não é o caso de José Serra, que tem alto índice de conhecimento (66% de conhece "bem" e "mais ou menos") e tem 30% de rejeição ("não votaria de jeito nenhum"). Quem é o mais rejeitado dos dois? Sem parti pris, acredito que Serra - entre quem conhece um e outro - é o mais rejeitado. Quando verificamos outro item, o de "notícias mais lembradas sobre o Governo Lula", notamos que a "Crise no Senado Federal" tem 15% de percepção junto à população, enquanto que tem apenas 2% a percepção da "Confirmação pelo presidente Lula de que a ministra Dilma Rousseff será candidata a presidente da República". Tenho certeza que a tradução disso é simples: a mídia destaca muito mais o que é negativo do que é positivo com relação a Lula e seu apoio eleitoral. Apesar de tudo, o mais surpreendente é o altíssimo índice de aprovação do Governo Lula (que oscilou de 80% para 81%), o que justifica a frase final do artigo do Professor Candido Mendes hoje na Folha: "E (o eleitorado) vai às urnas como um plebiscito clandestino, em favor de quem não tem herdeiros, mas sucessores, num terceiro mandato, do povo de Lula sem o Lula lá". Veja dois dos cenários da Pesquisa de hoje (que, aliás, destaca subida de Ciro e queda de Serra) e, em seguida, o texto de Marcos Coimbra:
- Serra - 34%
- Ciro - 14%
- Dilma - 14%
- Heloísa Helena - 8%
- Marina - 6%
- Serra - 35%
- Ciro - 17%
- Dilma - 15%
- Marina - 8%
Sobre as pesquisas
Marcos Coimbra é Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
Há dois tipos de erro nas tentativas de deduzir das pesquisas de agora o que vai acontecer com Dilma: imaginar que ela já ganhou e achar que ela já perdeu. São erros parecidos em mais de um aspecto. O traço comum mais importante é que ambos vêm da interferência das preferências nas análises. Quem deseja que ela perca olha as pesquisas e enxerga a confirmação do que gostaria que acontecesse. Quem torce por ela vê o oposto nos mesmos resultados. O problema é que os números não dizem nem uma coisa, nem outra. Na verdade, dizem muito pouco. Pode-se fazer malabarismos com eles, como escolher algumas eleições presidenciais passadas para elucubrar sobre o futuro. Por exemplo, para sustentar que quem lidera as pesquisas 12 meses antes de uma eleição termina ganhando é o que condenaria inapelavelmente a candidatura da ministra. Aliás, acabaria com todas as dúvidas, restando ao governador de São Paulo, José Serra, apenas mandar costurar seu terno de posse. É, no entanto, uma hipótese desprovida de qualquer base teórica, desconhecida nos manuais de ciências sociais e de estudos eleitorais. Nossa já expressiva história eleitoral moderna tampouco a justifica, sendo centenas os casos de candidatos a prefeito e governador que ganhavam nas pesquisas feitas um ano antes e perderam as eleições. Em três das cinco eleições presidenciais pós-redemocratização, nada de semelhante ocorreu. Só Fernando Henrique, em 1997, e Lula, em 2001, lideravam e venceram, o que não aconteceu em 1989, 1994 e 2006, pois o próprio Lula perdia para Serra em novembro de 2005. Ou seja, é uma lei não confirmada pela maioria dos casos. Ou seja, não serve para nada.Imaginar o que vai acontecer em outubro de 2010 a partir de simples pesquisas quantitativas de intenção de voto não faz sentido. Mais: revela falta de compreensão sobre como se estrutura o eleitorado brasileiro na atualidade. O projeto da candidatura Dilma está assentado em dois supostos fortes. De um lado, na constatação de que o maior contingente do eleitorado é, hoje, formado por “lulistas”, pessoas que votaram nele uma, duas, três ou mais vezes, muitas em todas as eleições a que compareceram. Como vimos em 2006, a quase totalidade desses eleitores votou nele e, a crer nas pesquisas, votaria de novo se pudesse. Parece que tendem a votar em quem ele apontar. De outro lado, o projeto apoia-se nos indicadores de aprovação do governo, que sinalizam que a base do lulismo se ampliou e passou a incluir muitos não eleitores de Lula, que o consideram um bom presidente, à frente de políticas e programas que merecem ser preservados. Daí, que podem vir a temer pela sua interrupção e a aumentar a proporção dos que votariam em quem representa a continuidade. Quem não gosta da candidatura da ministra saudou alguns resultados das últimas pesquisas. Elas registram uma estagnação de seu crescimento, logo vista como sinal de sua inviabilidade. É bom evitar julgamentos apressados, no entanto. Nada há nessas pesquisas que contrarie as premissas da candidatura, que nunca calculou que sempre cresceria. Ao contrário, se elas indicam que maus momentos para o governo (a crise do Senado, por exemplo) têm reflexo negativo, bons momentos (pré-sal, por exemplo) podem ter impacto inverso, vindo a impulsionar as intenções de voto em Dilma. Mas erra igualmente quem avalia as pesquisas e só vê motivos para acreditar que Dilma já ganhou. Em nossa cultura política, a vasta maioria dos eleitores vota em pessoas, e não em teses. Por mais que gostem de Lula e queiram que várias coisas de seu governo permaneçam, não vão tê-lo na urna. Dilma pode subir e cair pelo mesmo remédio: a “quantidade” de Lula em sua candidatura. Bem dosado, ela cresce. Mal calculado, ela sofre. Só a campanha real vai conseguir encontrar a medida. Daqui a outubro de 2010, há tanta água para correr por baixo da ponte que dá até preguiça ouvir quem acha que sabe tudo.
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