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domingo, 24 de fevereiro de 2013

2Q14: como se posicionará Eduardo Campos?




No Globo de hoje, o professor e pesquisador do IESP-UERJ (Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ), Marcus Figueiredo, escreve um excelente artigo sobre a sucessão presidencial em 2014 (ver abaixo na íntegra). Coloca o PT e o PSDB na condição de mais uma vez serem “cavalos” ganhadores e destaca Eduardo Campos, PSB, e Marina Silva como “fortes coadjuvantes, capazes de forçar um segundo turno”. É por aí mesmo, mas quero fazer algumas considerações.
Primeiro, que o PSDB já não é há muito tempo essa “barbada” toda. Com as derrotas de Serra (principalmente em São Paulo), o governo medíocre de Alckmin, a implosão do PFL/DEM (que lhe tirou o nordeste) e a crise mundial do neoliberalismo, os tucanos lutam para serem um “azarão” viável.
Segundo, que o partido de Marina ainda vai ter que “marinar” muito para pegar gosto.
Terceiro, que ainda existe uma crise de posicionamento do PSB de Eduardo Campos. Filho (ou neto...) da esquerda, não conseguiu manter uma identidade muito clara nesse campo. Inicialmente, faltou-lhe a base operária, a igreja e as organizações que fizeram o PT. Depois, quando poderia tornar-se o herdeiro dos votos pefelistas no nordeste (27% do eleitorado nacional), foi ultrapassado pelo furacão Lula. Como ainda é um partido pequeno no sudeste (43% do eleitorado nacional), o PSB viu no enfraquecimento do PSDB a sua oportunidade de conquistar o eleitorado da classe média conservadora, que se sente um pouco órfão, mas continua poderoso. A dúvida do momento é se Eduardo Campos deve ou não manter a indefinição por mais algum tempo e aliar-se ou a tucanos ou petistas. Na minha opinião, ele deverá apostar no esfacelamento do PSDB e assumir de vez o seu perfil de centro/centro-direita, principalmente no sudeste e no sul (15% do eleitorado nacional). Portanto, muito provavelmente terá candidatura própria. Seu maior risco passa a ser exatamente onde é mais forte, o nordeste. Um confronto direto com Lula poderá significar grande derrota nessa região (afinal, como acentua Marcus Figueiredo, “foi a maciça ascensão social que ganhou, estúpido!”) e aí ele poderá se acabar antes de ver o sertão virar mar. Eduardo Campos já concluiu que a virtude corre pelo meio. Só falta bater o martelo pelo melhor meio.

Foi dada a partida para 2014
Marcus Figueiredo
A semana que passou foi pródiga. Como se tivessem combinado, Dilma Rousseff, Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva apresentaram-se para disputar a próxima eleição presidencial. Com isso, dois fortes ex-candidatos tornaram-se fortíssimos “eleitores”: Lula e Serra.
O cenário que se deslumbra põe PT e PSDB, novamente, na condição, como se diz, de “cavalos” ganhadores nessa nova corrida. Eduardo Campos, PSB, e Marina Silva, a criar o seu partido, seriam fortes coadjuvantes, capazes de forçar um segundo turno. Este cenário será, mais uma vez, uma disputa ferrenha entre direita e esquerda. Isto ficou claro na festa petista de dez anos de poder e no discurso tucano no senado. O passo seguinte será o da construção de alianças. O PT já está coligado com o PMDB, o maior partido, porém sem garantias de apoio total, vale dizer, inclusive, nas bases municipais. Sendo uma federação de lideranças regionais com fortes interesses locais a possibilidade de “cristianização” parcial da Dilma pode ganhar corpo.
O resultado da eleição de 2012 nos grandes colégios eleitorais é um excelente indicador do que teremos pela frente. De um lado, as forças pró-PT, caso do PDT em Porto Alegre e Curitiba; Fernando Haddad em São Paulo; Eduardo Paes e Sérgio Cabral no Rio; e outras capitais menores. De outro, as pró-tucanas: Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte (não garantida), ACM Neto (DEM) em Salvador e Arthur Virgílio (PSDB) em Manaus. O desequilíbrio deste confronto vem com o PSB no nordeste, com suas vitórias em Recife e Fortaleza, daí a ascensão de Eduardo Campos.
Não há mais dúvida que Eduardo Campos tornou-se o pivô da eleição presidencial de 2014. Para onde ele for teremos resultados diferentes, no primeiro e/ou no segundo turno. Como na política tudo é possível, podemos arriscar falando do futuro longínquo.
Se Campos apoiar Dilma, saindo para o Senado, a eleição virará plebiscitária com fortíssima probabilidade de vitória do PT, mesmo com a economia ainda acanhada, pois o que fez Dilma ganhar foi a extraordinária mudança promovida pelo PT, “foi a maciça ascensão social que ganhou, estúpido!” Se Eduardo Campos apoiar Aécio, como seu vice, teremos um segundo turno que será definido no “photochart”, qualquer que seja a situação econômica. Como diria Nenê Prancha, filósofo do futebol de praia, “esse menino em qualquer posição desequilibra o jogo”.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Globo elege o novo líder da Oposição


Ontem, para contrapor o puxão de orelha que Lula deu na Oposição, o Jornal Nacional foi ouvir o seu novo líder - Aécio Neves. Nada de Serra, Alckmin, Guerra ou FHC. O eleito global foi Aécio para dar a resposta a Lula. O conteúdo não teve nada de significativo, a forma foi mais importante. Roupas esportivas, descontraído, de forma alguma aquele personagem sanguinário encarnado por Serra e sua turma. É uma Oposição mais política - portanto, mais perigosa.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Bater ou não bater, eis a questão


Já citei várias vezes minha regra de ouro, “quem está na frente não olha pra trás”. E é assim mesmo que deve ser em disputa eleitoral. Olhar pra frente, avançar, insistir nas propostas vencedoras, mostrar clima de vitória, sem precisar perder tempo em tentar atingir quem está atrás. Mas, atenção, “não olhar pra trás” não significa parar para descansar e calçar sapato alto. Isso o eleitor não perdoa. Como também não perdoa aquele líder que, evitando bater em quem está perdendo, demonstre medo, fraqueza, despreparo. E era isso que estava acontecendo na campanha Dilma. Um marasmo completo, por puro medo. Serra avançava facilmente, parecia até vitorioso.  No debate de ontem, na Band, Dilma recolocou os pingos nos ii. Partiu pro ataque, demonstrou que não tem rabo preso nem teme a baixaria dos boatos, pegou o adversário de caça arriada. O eleitor precisava sentir isso. E a militância mais ainda. Estava todo mundo acuado, com medo não sei de quê. Com o debate, o militante ganhou novo ânimo, motivação para ir à luta. Partir para o ataque foi decisivo para vencer o segundo turno.  A Oposição nitidamente sentiu o golpe. Serra e Guerra (êê, duplinha!), reconhecendo a surpresa, apressaram-se em rotular Dilma de “agressiva”, como sendo algo negativo. A Folha publica que também o coordenador de comunicação da campanha de Serra, Luiz Gonzalez, teria dito que “Dilma fez um debate para a militância, não para o eleitorado” e teria se sentido“surpreso pela estratégia de Dilma, mas apostou que isso provocará queda, a exemplo do que aconteceu com Alckmin em 2006”. Mas essa situação é bem diferente. Alckmin, em 2006, partiu para o ataque na base do desespero, contra um Lula que liderava com tranquilidade. Agora, bem ao contrário, Dilma não está no desespero. Lidera a disputa e apenas reage às baixarias da Oposição e ao marasmo de sua campanha. Falou para o militante e também para o eleitor. Ponto pra Dilma.
Aproveito ainda para me opor a essa história de que é preciso tirar Lula de cena para mostrar que a candidata tem voo próprio. Claro que não se deve saturar a campanha com Lula. Mas ele é a principal referência do país, um ícone importantíssimo que não pode ser largado sem mais nem menos. É claro que devemos mostrar o que temos de melhor, e é possível fazer isso sem anular a personalidade e a performance de Dilma. Chega de ver chifre em cabeça de cavalo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Derrotar ou não derrotar Aécio – eis a questão



Não é que em Minas vá ocorrer exatamente a mãe de todas as batalhas, mas ela será auxiliar importantíssima. O objetivo maior do governo petista é derrotar de vez o tucanato paulista – e isso de certa forma já aconteceu, porque ninguém em sã consciência pode considerar que Alckmin, mesmo que vença a eleição para Governador de São Paulo, seja capaz de liderar qualquer coisa. E se Mercadante conseguir vencer, aí mesmo é que não sobrará pena sobre pena.
Em Minas, a situação é outra. Ao se desvencilhar do tucano manco Serra e seu séquito, Aécio conquistou o direito de ser o grande líder da próxima oposição de centro-direita ao Governo Dilma. Ele ajuda a minar a liderança paulista e criará um novo eixo de poder oposicionista que deverá se concentrar entre Minas e o Nordeste. Será tarefa de Aécio recuperar os restos mortais de tucanos e demos e tentar atrair PP, PTB, além de parte do PMDB e do PSB (que deverá ficar dividido em função da disputa entre Eduardo Campos e Ciro Gomes). Não seria o caso, então, de cortar o mal pela raiz e acabar também com Aécio? Na minha opinião, seria um movimento de alto risco. Ao avançar contra Aécio, Lula estaria reaproximando Minas e São Paulo, dando mais fôlego a esse eixo cambaleante. Além disso, estaria matando o voto “dilmasia”, essencial para a vitória consistente de Dilma em Minas. Por último, em política nem sempre é bom humilhar a oposição enfraquecida – melhor é ter condições de escolher o próximo campo de batalha. Aécio e seu Anastasia deverão ser poupados, porque São Paulo é o foco. Minas não será a mãe de todas as batalhas, mas será barriga de aluguel.
Nota: ilustração adaptada de charge do Chico

terça-feira, 8 de junho de 2010

Má notícia para Serra em Minas: aberta a temporada para o “Dilmasia”


O candidato José Serra perdeu duas vezes, ontem, com a decisão do PT apoiar Helio Costa, do PMDB, para o Governo de Minas. Perdeu, primeiro, porque viu fortalecer ainda mais a aliança dos dois principais partidos da base do Governo. E perdeu também porque com o peemedebista na cabeça da chapa ficou mais fácil para Aécio explorar o voto “Dilmasia” – Dilma (PT) para Presidenta e Anastasia (PSDB) para Governador. Creio que era exatamente o que Aécio esperava para derrotar de vez o tucanato paulista. Em 2002, Lula teve, no primeiro turno, 53% dos votos, contra 23% de Serra. Em 2006, teve 51% contra 41% de Alckmin. Agora em 2010, Dilma provavelmente ultrapassará os 55% - graças ao apoio de Lula e ao apoio (in)disfarçado de Aécio.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Minas x São Paulo: Aécio decide partir pra briga


Os cálculos de Aécio na decisão de não ser Vice não se limitam a outubro de 2010. Ele projeta o cenário do próximo mandato presidencial, com o PT mantendo-se no poder e com Serra definitivamente fora da importância política. A liderança paulista estará enfraquecida (não dá para levar Alckmin a sério...) e Minas poderá ocupar esse vácuo, finalmente conquistando o papel principal da oposição nacional.
Claro que Aécio vai apoiar o voto “dilmasia”. Além de votação retumbante para o Senado, ele precisa garantir a vitória de seu candidato Anastasia para o Governo de Minas e com isso firmar-se como grande liderança de oposição ao Governo Dilma. Ciro (e Tasso) provavelmente navegará nesse mar mineiro, garantindo o canal Minas-Nordeste.
Serra virou carta fora do baralho.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ciro e o pós-Dilma


Aparentemente Ciro já assumiu que Dilma será vitoriosa para Presidenta, é ela que é o pós-Lula. O que ele quer agora é dar maior precisão a seu papel no pós-Dilma, e para isso precisa saber qual será o próximo passo de Serra. Se o tucano paulista insistir na candidatura presidencial, pode até ser que Ciro se sinta obrigado a disputar São Paulo, mas acho difícil. O mais provável será buscar firmar sua própria candidatura para ajudar a derrotar Serra e, com isso, projetar o seu nome em um futuro de oposição a Dilma. Junto com Aécio, estabelecerá um novo eixo Nordeste-Sudeste, que passará a ser a espinha da nova oposição de centro-direita. Se Serra desistir (parece que esse é o caminho) e Aécio for para o “sacrifício”, Ciro poderá até mesmo ser o seu vice para construir a nova oposição desde já. De qualquer forma, o grande derrotado será o tucanato paulista, mesmo com uma eventual re-eleição de Serra ou uma vitória de Alckmin com sabor de fim de festa. Talvez por isso tenha surgido o (cômico) boato da candidatura FHC. Mas não existe mais lugar de pouso para essa alta plumagem no pós-Dilma.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Minas x São Paulo

Serra perdeu Minas. De novo. Se houvesse acordo com Aécio, Minas poderia compensar um pouco as perdas que a Oposição terá nas regiões NE, N e CO. Cesar Maia deve ter falado disso exaustivamente, mas o medo enlouquecido de dupla derrota (BR e SP) deve ter emperrado completamente o raciocínio de Serra. Agora ficou claro para todos o racha oposicionista entre Aécio e Serra, Minas e São Paulo. Eleitor mineiro de Aécio dificilmente vai votar em Serra - principalmente se tem a opção da mineira Dilma. Aliás, Minas já tinha derrotado os tucanos Serra (2002, 1º turno: Lula 53%, Serra 23%) e Alckmin (2006, 1º turno: Lula 51%, Alckmin 41%). Se continuar assim, Serra perde até entre eleitores palmeirenses...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Por que a Oposição tirou o olho do Nordeste e passou a ver Minas com bons olhos

Os Maia (Rodrigo e César) deram bons sinais recentemente de que Minas é a nova menina dos olhos da Oposição (no mínimo, dos demos). O Deputado Rodrigo Maia, DEM, andou declarando sua afinidade com o tucano Aécio Neves, pré-pré-candidato à Presidência da República. E seu pai, o guru César Maia, escreveu no seu Ex-Blog de sexta-feira sobre “A importância de Minas Gerais em 2010!” Apesar dos números errados, ele dá indícios claros da sua visão estratégica: “Em grandes números, o Nordeste tem 20% dos eleitores e SP um pouco mais apenas. É provável que eleitoralmente se anulem em 2010”. Na verdade, pelos dados de maio de 2009 do TSE, o eleitorado do Nordeste corresponde a 27,04% do total e São Paulo a 22,35% – o que dá uma diferença de quase 5% a mais para o Nordeste... Ele continua: “O Sul tem uns 15% e o NO/NE (entendi que quis dizer CO/N) uns 10%. Aqui, o candidato a presidente da oposição, levará vantagem sobre 5 pontos, digamos, uns 30 pontos ou 1,5% sobre o total”. Os números corretos são: Sul, 14,99%; CO/N, 14,28%. Mas independente desses erros, as conclusões é que são curiosas – para não dizer que são bastante míopes. Como é possível vislumbrar São Paulo “anulando” o Nordeste, se, no segundo turno de 2006, Lula teve, no Nordeste, 13.613.901 votos a mais e, em São Paulo, teve apenas 1.012.162 votos a menos? Claro que ele deve contar que Dilma não terá o mesmo desempenho de Lula, mas, mesmo assim, salta aos olhos que está tentando tapar o sol com a peneira. Outra conclusão curiosa: “Portanto, a eleição terá Minas Gerais como seu palco principal e decisivo. Em 2006, se Alckmin tivesse tido em Minas Gerais a votação de Lula, e vice-versa, a eleição teria sido basicamente empatada no primeiro-turno”. Como seria possível isso? No primeiro turno, Lula ganhou de Alckmin em Minas com 1.040.932 a mais, e no total com 6.693.996. Se invertêssemos, isto é, se tirássemos a vantagem de Lula e passássemos para Alckmin, ainda assim Lula teria 4.612.132 votos a mais. No segundo turno, seria ainda mais difícil, porque Lula ganhou em Minas com diferença de 3.173.189 votos e, no Brasil, com 20.751.864 – sendo 13.613.901 a mais no Nordeste. O que há de diferente, então? Aécio. A Oposição, no meu modo de ver, desistiu de acreditar em sucesso no Nordeste e passou a investir onde poderia alterar resultados significativamente. Assim, a tradicional escolha de Sudeste-Nordeste para a Presidência e Vice ficaria em segundo plano. Seria lógico, por exemplo, dois nomes do Sudeste (Serra-Aécio) ou mesmo Aécio Presidente (garantindo vantagens no segundo maior colégio eleitoral) e Serra na reeleição para São Paulo (tentando ampliar vantagens no maior colégio eleitoral). Ainda assim, é difícil dar certo. Mas é bom que a candidatura Dilma abra o olho.

sábado, 6 de setembro de 2008

O impasse continua em São Paulo: vai haver ou não segundo turno?

Duas perguntas dominam o cenário eleitoral de São Paulo: 1) vai haver segundo turno? Mantendo-se a tendência, Marta pode até ganhar no primeiro; 2) se houver segundo turno, quem será o seu adversário? Kassab aparentemente está mais perto disso.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Eleição em São Paulo: Marta sobe, Alckmin cai

O resultado da pesquisa Ibope divulgada ontem (contratada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região, com 602 entrevistas, entre 21 a 23 de junho, margem de erro de 3,66% na faixa dos 30%) foi cristalino: Marta subiu, Alckmin caiu um pouco e Kassab escorregou. A grande mídia prefere destacar 31% para Marta, mas esse cenário, com Erundina candidata, não existe mais, porque o PSB está apoiando Marta. Os números que interessam são os que estão no quadro acima.

domingo, 18 de maio de 2008

Datafolha em São Paulo: Marta e Kassab crescem, Alckmin estaciona

Os dados mais importantes que o Datafolha divulga hoje sobre a pesquisa de intenção de votos para Prefeito de São Paulo estão na categoria "Resposta Espontânea". Segundo o Instituto, Marta (PT) evoluiu de 7% em novembro para 10% em fevereiro, 15% em março e 18% agora em maio. Kassab (DEM, ex-PFL) evoluiu de 10% em novembro para 11% em fevereiro, 11% em março e 13% agora em maio. Alckmin (PSDB) evoluiu de 4% em novembro para 6% em fevereiro, 8% em março e praticamente estacionou, com 9% agora em maio. Pesquisa realizada no dia 15 de maio, com 1.087 eleitores, margem de erro máxima de 3%.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Eleição em São Paulo: Quércia fez o jogo do PT de Marta

Esse apoio de Quércia (PMDB) a Kassab (DEM, ex-PFL) pela eleição para Prefeito de São Paulo frustrou muitas expectativas petistas, claro. Mas o estrago que está fazendo na candidatura de Alckmin (PSDB) é muito maior e compensa, com folga, a frustração petista. Deu mais gás a Kassab, certo. Mas transformou Alckmin em barata tonta eleitoral, sem apoio do DEM (ex-PFL), sem apoio do PMDB e com menos apoio ainda do PSDB. Nas próximas pesquisas, é muito provável que Alckmin caia mais e Kassab e Marta cresçam, com vantagem para a candidata petista. Há ainda 2010, com a promessa do apoio de Quércia ao tucano Serra em troca do apoio à candidatura quercista ao Senado. Isso atrapalharia um pouco os planos do PT. Mas é apenas uma promessa... E a conquista da Prefeitura de São Paulo teria um valor inestimável para o PT de Marta.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Eleições 2008: em São Paulo, Alckmin cai e Marta sobe para empate técnico na liderança

Segundo Pesquisa Datafolha de intenção de voto para Prefeito de ão Paulo, Marta Suplicy (PT) continua sendo a grande dor de cabeça da oposição na Capital paulista. Apesar de perder nas simulação de 2º turno para o tucano Alckmin (que também vence Kassab - DEM, ex-PFL), ela está em ascensão em todas simulações. Seu ponto fraco é a classe média. A maior rejeição é de Maluf. A pesquisa tem 1.089 entrevistas, margem de erro de 3%.

domingo, 12 de agosto de 2007

Pesquisa Datafolha: Chuchu ameaça voltar à mesa paulistana

Alckmin, Marta e Kassab são os grandes nomes da nova pesquisa Datafolha (1091 entrevistas, no último dia 9, com margem de erro máxima - no índice 50% - de 3%) para a Prefeitura de São Paulo na eleição de 2008. Há outras conclusões:
  • Marta e Kassab lideram com 8% na espontânea; Alckmin e Erundina empatam em segundo lugar com 5%
  • Maluf mantém alguma força, apesar de tudo; Erundina - os dois empatam com Kassab na estimulada, primeiro turno
  • Kassab é o preferido dos idosos; Marta cresce na faixa dos 25 a 44 anos; jovem gosta de Chuchu
  • Marta é o nome do povão; Alckmin cresce no nível superior e renda alta
  • Lula não é um bom eleitor em São Paulo; Serra também não é lá essas coisas
  • Alckmin venceria com folga o segundo turno com Marta, mas o mais provável é uma disputa apertada entre os dois por causa do perfil dos outros candidatos: Alckmin herdaria mais facilmente os votos de Kassab, enquanto Marta herdaria mais facilmente os votos de Maluf, Erundina e até mesmo de Paulinho

terça-feira, 24 de julho de 2007

Datafolha: entre paulistanos, até quem votou em Alckmin apóia Lula

Interessante essa pesquisa Datafolha, realizada na cidade de São Paulo em 20 de julho, com 1092 eleitores e margem de erro máxima de 3%. Em primeiro lugar, ela trouxe um problemaço para os tucanos, com o crescimento da aprovação do "aliado" Kassab. Os alckmistas e o Aécio estão vendo a nova força de Serra localmente (dizem até que ele quer transformar o "S" do PSDB em inicial do seu nome...). Em segundo lugar, para desespero de toda a Oposição (partidos e mídia), o Governo Lula continua muito bem avaliado entre os paulistanos. Pior: até quem votou em Alckmin ou votou em Branco/Nulo está dando bons índices de Ótimo/Bom para Lula.

domingo, 22 de julho de 2007

Kassab, quem diria, dá a volta por cima

A Folha de hoje publica pesquisa Datafolha que coloca o atual Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL), como forte candidato à reeleição, em 2008. Segundo a pesquisa (1092 entrevistas), a avaliação de bom/ótimo para sua administração pulou de 15% em março para 30%. É um desempenho fantástico, devido provavelmente a uma atuação mais low-profile que passou a ter. O problema agora passsou a ser a aliança dos Demos com os Tucanos, já que estes estão interessados na candidatura de Geraldo Chuchu Alckmin. Na mesma pesquisa, a avaliação positiva de Serra subiu 6 pontos (de 31% para 37%).

sábado, 2 de junho de 2007

Eleições 2008: por enquanto, sem novidades no Rio e em São Paulo

Segundo a Coluna de Lauro Jardim na Revista Veja, "o Ibope acaba de fechar uma pesquisa sobre a disputa do ano que vem para a prefeitura de São Paulo. Deu Geraldo Alckmin e Marta Suplicy, empatados, na cabeça: 35% das intenções de voto para cada um deles. O prefeito Gilberto Kassab não chegou aos dois dígitos". Como se vê, são os nomes que todos esperavam que estariam liderando. No Rio, embora o cenário seja mais confuso, com quase 30 pré-candidatos, as pesquisas que me chegaram às mãos quatro os nomes: Marcelo Crivella (PRB - disputou a eleição para Prefeito em 2004 e para Governador em 2006, com 2º e 3º lugares respectivamente, força evangélica), Denise Frossard (PPS - a Deputada federal mais votada de 2002 e 2º lugar na disputa para o governo do estado em 2006, força conservadora), Jandira Feghali (PCdoB - disputou a Prefeitura em 2004 e o Senado em 2006, esquerda) e Benedita da Silva (PT - 2º lugar na disputa para o governo do estado em 2002, esquerda, força popular). O PMDB, partido do atual Governador, Sérgio Cabral, e dos ex-Governadores Garotinho e Rosinha, ainda não tem nenhum nome que se destaque nas pesquisas. O mesmo acontece com o PFL (atual DEM) do Prefeito César Maia. Está cedo para definições. No Rio, por exemplo, pode ser que nenhum dos quatro nomes que lideram as pesquisas torne-se efetivamente candidato. Esse é o momento das especulações e para começar a estruturar pré-campanhas.