A tendência do candidato do PRB é vir em direção ao meio caminho entre 2004 - 21% - e 2006 -14%. A candidata do PCdoB vai ficar flutuando abaixo dos 15% como indicam as pesquisas. O candidato do PMDB volta a ter o que tinha antes de deixar de ser candidato, ou seja, os números da última pesquisa publicada. A candidata do DEM inevitavelmente vai sendo percebida como candidata de continuidade e do prefeito do Rio, e na medida em que isso ocorra, ela vai se deslocando em direção aos outros dois e com a TV superá-los.Diz ele, portanto, que Crivella deverá ficar com 17,5% (entre os 21% de 2004 e os 14% de 2006). Pode acontecer? Pode, mas a argumentação dele é falha, porque são índices de eleições bem diferentes, uma é para Prefeito (2004) e a outra é para Governador (2006). O mais lógico seria acreditar que ele repetiria os 21% de 2004. Ele diz também que Jandira "vai ficar flutuando abaixo dos 15% como indicam as pesquisas". Mas as pesquisas não indicam isso. Ao contrário, têm indicado acima de 15%. Sobre Eduardo Paes, diz ele que "volta a ter o que tinha antes de deixar de ser candidato, ou seja, os números da última pesquisa publicada". De onde ele tirou isso? Na última pesquisa publicada, Eduardo Paes aparece com 13%, em ascensão. Por fim ele diz que "a candidata do DEM inevitavelmente vai sendo percebida como candidata de continuidade e do prefeito do Rio, e na medida em que isso ocorra, ela vai se deslocando em direção aos outros dois e com a TV superá-los". Ser associada a César Maia não significa necessariamente subida nas pesquisas. Lembro que em 2002, quando Solange Amaral foi candidata a Governadora, César Maia teve a sua grande derrota na cidade do Rio de Janeiro. Constatamos, enfim, que César Maia tornou-se especialista em fazer quase-análises de pesquisas.
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Eleição no Rio: avaliação do quadro
César Maia, no seu Ex-Blog de hoje, faz uma avaliação do quadro eleitoral do Rio de Janeiro. Ele é sempre bem competente em suas análises, mas não podemos esquecer que acima de tudo ele puxa a sardinha para a sua brasa.Diz ele:
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
César Maia para Montenegro, do Ibope: por que não te calas?
O Prefeito do Rio, César Maia (DEM, ex-PFL), reagiu duramente às declarações recentes do Diretor do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, quando deu pitaco nas eleições do Rio sem acreditar muito na candidata do Dem, Solange Amaral. Disse César Maia hoje em seu ex-Blog:
UMA SUGESTÃO AO IBOPE!
O Montenegro, do Ibope, poderia parar de fazer projeções eleitorais. Como é contratado exclusivo da TV Globo, termina deixando mal essa emissora e informando mal sua enorme audiência. Aliás, pelos erros cometidos no Rio-Capital, com suas projeções e pesquisas efetivas nos últimos anos, deveria no mínimo ter precaução. Afinal, a TV Globo usa seus números para divulgá-los e decidir sobre participação em debates. Seria melhor seguir o conselho do Rei Juan Carlos a Chávez.As declarações de Montenegro que certamente incomodaram César Maia saíram no Nhenhenhém de sábado no Globo:
Tiroteio de apostas no violento Leblon Às vésperas do tiroteio de ontem no Leblon, o local estava tão calmo que eu pude ouvir com muita nitidez uma conversa do diretor do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, com uns amigos.
(...)
Alguém, finalmente, se interessou pelas eleições deste ano e perguntou sobre o Rio de Janeiro.
- Aqui não tem essa de que o Crivella já estaria no segundo turno. Ele disputará a vaga com Jandira e Eduardo Paes. É cedo para afirmar quais deles irão para o segundo turno.
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sexta-feira, 20 de junho de 2008
Eleição no Rio: Crivella foi decisivo para que Molon continuasse candidato
A pressão para que o Deputado Alessandro Molon retirasse a candidatura em favor de Jandira Feghalli, do PCdoB, e com isso contribuir para a aliança do PT com partidos da esquerda, visando principalmente 2010, foi muito forte. Mas a contrapressão foi mais forte e ela tem um nome: Marcelo Crivella, candidato à Prefeitura do Rio pelo PRB. Se o PT declarasse apoio explícito a Jandira, significaria uma declaração de guerra ao grande aliado Crivella, à Igreja Universal e à Record. Com certeza o PT perderia apoio dessa importante força pelo resto do país. Crivella não se importa em abrir mão de candidaturas por aí afora. O que importa é o Rio de Janeiro. Molon fora do páreo, tudo bem. Apoiando Jandira, nem pensar! Com isso, Molon ganha sobrevida. Recupera prestígio e aumenta o cacife pra uma negociação no segundo turno. Por sua vez, os candidatos proporcionais petistas podem contar com alguns votos a mais na legenda, massificando o número 13 com a foto de... Lula.
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quinta-feira, 19 de junho de 2008
Eleição no Rio: Molon cada vez mais distante do PT
A situação do Deputado Alessandro Molon, candidato (ainda) petista à Prefeitura do Rio é muito curiosa. Depois de uma história de firmeza no trabalho legistativo, depois da ousadia na luta difícil pela indicação partidária, depois de subir aos píncaros com o apoio do PMDB do Governador Sérgio Cabral à sua candidatura e depois de ser nocauteado pela retirada do mesmo apoio, Molon ganhou uma grande projeção, com muita presença na mídia. Pena que seja uma projeção negativa... Ele se transformou na pedra no sapato de um grande acordo do PT com os outros partidos de esquerda, porque não desiste de sua minguada candidatura em apoio à candidatura fortalecida de Jandira Feghali do PCdoB. Claro que o partido não deve simplesmente descartá-lo. O PT tem o dever de proteger a imagem de seus quadros, principalmente um tão importante como Molon. Mas ele tem que ajudar. Está se tornando quixotesco ao não abrir mão da candidatura, alegando que "é impossível mudar de idéia" (como destaca o Globo de hoje) porque "não há possibilidade de abrirmos mão da missão que a base do partido nos confiou". Na verdade, boa parte do partido já se sentia abandonada por ele logo após a sua indicação. Ele teria se afastado até mesmo de nomes que ajudaram na sua indicação. Teria demonstrado intransigência e ingenuidade política na condução de sua pré-campanha e já causava irritação na maioria dos aliados. Talvez a base do partido que ele diz representar não exista mais. E não vai ser batendo o pé que vai sair dessa de cabeça erguida. É um nome expressivo e ele próprio tem que saber dar valor a isso.
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quinta-feira, 5 de junho de 2008
Eleição no Rio: o que será que melou no Molon?
Leio agora no Plantão do Informe do Dia, de Jan Theophilo: "Aliança PT e PMDB caminha para o fim - O presidente da Alerj Jorge Picciani (PMDB), o presidente do PT do Rio, Alberto Cantalice, e o deputado Gilbeto Palmares (PT) estão reunidos neste momento no prédio administrativo da Assembléia, na Rua da Alfândega. A reunião é tensa. O PT não ofereceu ao PMDB nenhuma das contra-partidas exigidas pelo partido para formar a aliança. A expectativa é que, nas próximas horas, seja anunciado o rompimento da aliança em torno da chapa Alessandro Molon e Régis Fichtner". Acho que a aliança na verdade não rompeu, porque nem chegou a acontecer de fato. Nunca vi coisa igual. O Deputado Alessandro Molon é um dos mais combativos do Rio Janeiro, tendo conquistado a opinião pública, digamos, mais bem informada por sua disposição para o enfrentamento de forma bem simpática. Soube superar nomes de peso do partido e conquistar a indicação do seu nome para disputar a Prefeitura do Rio. E, para surpresa geral da nação, conseguiu o apoio do PMDB do Governador Sérgio Cabral e do Deputado Picciani. Daí em diante esperava-se uma candidatura em plena ascenção - o que ficou longe de acontecer. Os problemas começaram com as contrapartidas exigidas pelo PMDB. Aliança proporcional é uma delas, significando a possibilidade de menos Vereadores eleitos pelo PT. Mas isso teria sido praticamente superado. Aí vieram as alianças no Interior, que geraram mais problemas, alguns aparentemente instransponíveis. Para complicar ainda mais, o candidato Crivella (PRB) e a candidata Jandira (PCdoB), ambos da base aliada do Governo Lula, passaram a agir com extrema desenvoltura, colocando-se em destaque ao lado de Lula, enquanto Molon não conseguia acontecer em parte alguma. O resultado se viu nas pesquisas: cristalização de Molon na faixa dos 2% coroando uma pré-campanha inexplicavelmente incompetente. Se houvesse um mínimo de campanha, com um ligeiro sinal de crescimento, duvido que o PMDB saltasse fora. Mas só se viu amadorismo em toda parte. O que se achava que seria uma grande campanha, muito bem afinada, transformou-se apenas num melô...
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sábado, 10 de maio de 2008
Eleição no Rio: César Maia no papel de César Maia
O Prefeito do Rio, César Maia (DEM, ex-PFL), lançou a candidatura de sua pupila (Deputada Solange Amaral) à sua sucessão fazendo o que ele mais gosta de fazer (e faz bem): marcando diferenças. Bateu firme no Bispo Senador Marcello Crivella (PRB), que lidera as pesquisas e que certamente terá seu apoio no segundo turno. Bateu nele para que ninguém pense que já assumiu o fracasso de Solange Amaral. Bateu no candidato Alessandro Molon (PT-PMDB) não por ser seu "antagônico petista", mas porque ele tira votos de seu eleitorado classe média conservador. Tem batido em Jandira Feghali (PCdoB) e Gabeira (Tucano Verde) pelo mesmo motivo. Ao apontar esses nomes como os principais adversários, César Maia tenta também aumentar o cacife de Solange Amaral, o nome mais fraco, apesar da máquina municipal que que está se movimentando por sua candidatura. Como diz o próprio César Maia, isso parece confuso, mas tem muita lógica.
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domingo, 9 de dezembro de 2007
Eleições 2008: no Rio, a liderança está embolada
A Pesquisa Datafolha de intenção de voto para Prefeito do Rio divulgada pela Folha repete o que se fala há muito tempo: total indefinição no cenário carioca. Estão tecnicamente empatados em primeiro lugar Wagner Montes (PDT, 18%), Crivella (PRB, 17%) e Denise Frossard (PPS, 15%). O curioso é que ninguém aposta que qualquer um dos três possa sair vitorioso. O Deputado Estadual Wagner Montes, de perfil popular, pode se transformar em Vice de alguma aliança. O Senador Crivella, bispo da Universal e também de perfil popular, enfrenta a falta de tempo na TV e forte rejeição da Zona Sul carioca. Denise Frossard conta com o apoio da classe média conservadora, tem pouco voto na área popular e também pouco tempo na TV (Crivella tenta obter seu apoio agora em troca de apoio para o Senado em 2010). Jandira (PCdoB, 12%), Eduardo Paes (PMDB, 10%), Chico Alencar (PSOL, 8%) e Solange Amaral (DEM, ex-PFL, 5%) aparecem em seguida. O PT, ainda sem candidato definido, não teve nomes incluídos na pesquisa (feita com 643 entrevistas, margem de erro de 4%).
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
O barraco de César e Syrkis na Favela da Rocinha
O Prefeito do Rio, César Maia (DEM, ex-PFL), e o seu ex-Secretário de Urbanismo, Alfredo Syrkis (presidente do PV no Estado do rio de Janeiro), resolveram armar o maior barraco adivinha onde - na maior das favelas, a Rocinha. Barraco com direito a primeira página do Globo, reprodução de e-mails trocados, publicação de trecho de livro (do Syrkis) a ser lançado, entrevistas nos principais veículos. Os alicerces do barraco estariam no desentendimento entre os dois sobre o que fazer com as construções irregulares da Rocinha, isso em 2005. Syrkis conta que tentou acabar com as irregularidades, mas César Maia teria impedido, movido por motivos políticos. Segundo ele, César estaria deixando de ser administrador para ser apenas político (algo assim). César responde na mesma moeda, dizendo que tudo não passa de encenação de Syrkis, que estaria buscando projetar-se por causa de sua candidatura a Prefeito do Rio em 2008 (algo assim). Os dois certamente têm razão. São muito próximos desde os tempos do PDT de Brizola e vinham há anos fazendo uma perceria muito bem afinada na política local. O PV servia a César para aliviar um pouco as tintas carregadas de seu conservadorismo. E César era a máquina que garantia um pouco de oxigênio ao debilitado PV. As estruturas dessa relação tiveram um abalo forte em 2006. Syrkis candidatou-se a senador pensando em conquistar uma votação expressiva e, com isso, cacifar-se para a candidatura de prefeito em 2008. Chegou até a mudar o visual para isso. E obviamente contava com o aval de César que talvez tenha sido o mentor do plano. Mas a disputa ficou muito polarizada entre Dornelles (PP) e Jandira (PCdoB), com todas as projeções apontando para a vitória da "comunista do b". César percebeu que ela é que ganharia força monumental para a disputa de 2008, e isso ele não poderia admitir. Retirou todo o apoio a Syrkis e colocou em Dornelles (que não tem a pretensão de ser prefeito), garantindo a sua vitória. O resultado é que a vida em palco iluminado que os dois tinham agora não conta mais com as roupas comuns dependuradas...
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sábado, 2 de junho de 2007
Eleições 2008: por enquanto, sem novidades no Rio e em São Paulo
Segundo a Coluna de Lauro Jardim na Revista Veja, "o Ibope acaba de fechar uma pesquisa sobre a disputa do ano que vem para a prefeitura de São Paulo. Deu Geraldo Alckmin e Marta Suplicy, empatados, na cabeça: 35% das intenções de voto para cada um deles. O prefeito Gilberto Kassab não chegou aos dois dígitos". Como se vê, são os nomes que todos esperavam que estariam liderando. No Rio, embora o cenário seja mais confuso, com quase 30 pré-candidatos, as pesquisas que me chegaram às mãos quatro os nomes: Marcelo Crivella (PRB - disputou a eleição para Prefeito em 2004 e para Governador em 2006, com 2º e 3º lugares respectivamente, força evangélica), Denise Frossard (PPS - a Deputada federal mais votada de 2002 e 2º lugar na disputa para o governo do estado em 2006, força conservadora), Jandira Feghali (PCdoB - disputou a Prefeitura em 2004 e o Senado em 2006, esquerda) e Benedita da Silva (PT - 2º lugar na disputa para o governo do estado em 2002, esquerda, força popular). O PMDB, partido do atual Governador, Sérgio Cabral, e dos ex-Governadores Garotinho e Rosinha, ainda não tem nenhum nome que se destaque nas pesquisas. O mesmo acontece com o PFL (atual DEM) do Prefeito César Maia. Está cedo para definições. No Rio, por exemplo, pode ser que nenhum dos quatro nomes que lideram as pesquisas torne-se efetivamente candidato. Esse é o momento das especulações e para começar a estruturar pré-campanhas.
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