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quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Pesquisa Ibope e o segundo turno no Rio de Janeiro

(Clique no gráfico ara ampliar)

Faz quase um ano que falo aqui no Blog que são grandes as chances de Sérgio Cabral (PMDB) vencer a eleição para Governador já no primeiro turno. E de lá pra cá veja o que aconteceu – as chances ficaram maiores... Os candidatos à vaga diminuíram e Sérgio Cabral tem subido em todas as pesquisas. Lembro que em fevereiro, em uma simulação de votos válidos, Sérgio Cabral tinha 40% contra 40% da soma de Garotinho (PR) e Gabeira (PV). Hoje, segundo a pesquisa Ibope que saiu essa semana, ele tem cerca de 56,6% contra cerca de 43,4%. O curioso é que vejo alguns analistas dizendo que não há motivos para comemorar, baseados em elementos muito fracos.
Claro que nada é impossível, mas é cada vez mais difícil vislumbrar o segundo turno. Cesar Maia (DEM) dizia que o teto de Sérgio Cabral seria 30% - mas ele já está com 43% no Ibope (soube que há outra não registrada em que ele aparece com 44%), e lá atrás o Instituto Mapear chegou a apresentar 47%.
Falam que Garotinho, tornando-se elegível, pode levar a eleição para segundo turno por causa de seu voto popular e maioria no Interior. Mas esquecem que um elegível sub judice perde muita força (que já não está tão grande). É verdade que Garotinho é político extremamente hábil, grande comunicador, cheio de cartas na manga. Mas que por outro lado tem muitos senões. Já não lidera no Interior, porque não tem mais a máquina nas mãos. E também já não reina absoluto no povão, porque a transferência dos votos de Lula nesse segmento será para Sérgio Cabral. Além disso, Garotinho está isolado, com pouquíssimo tempo no Horário Eleitoral.
Gabeira talvez tivesse mais condições de crescer, por causa da Zona Sul e do bom tempo no Horário Eleitoral. Mas por ter-se aliado a Serra terá que enfrentar a enxurrada de votos lulistas que desaguarão na candidatura peemedebista. Além disso, terá que resolver o imbróglio interno, com Syrkis para um lado, Cesar Maia para outro, Marina pra outro, o PPS pra outro e Zito pra outro.
Isso tudo sem falar do acerto na política de segurança, das obras do PAC, do Pré-sal, da Rio 2016, da melhoria na saúde, transportes, ações sociais, etc, etc - sem falar de um sentimento otimista que se espalha.
Claro que ninguém é louco de apostar 100% em qualquer resultado de uma eleição que acontecerá daqui a quatro meses. Mas não tem sentido inventar tromba d’água em um cenário ensolarado como esse. Vitória no primeiro turno é o que mais se vê no horizonte.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As candidaturas do Rio ganham mais definição

O Governador Sérgio Cabral parece que já tem seu nome para candidato a Prefeito do Rio pelo PMDB: é o tucano Eduardo Paes. Marcelo Crivella (PRB) é certo. César Maia (DEM, ex- PFL) parece que vem mesmo de Solange Amaral. O nome de Chico Alencar deve representar o PSOL. O PT terá candidato próprio - mas ainda está indeciso entre Benedita, Edson Santos, Molon e Vladimir. PDT e PSB lutam para indicar um Vice. A candidatura de Denise Frossard (PPS) parece pouco provável e a de Jandira Feghali (PCdoB) periga. PSDB, no Rio, não conta muito. Syrkis (PV) quer, mas há dúvida. Na próxima semana, provavelmente haverá maior definição.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

O barraco de César e Syrkis na Favela da Rocinha

O Prefeito do Rio, César Maia (DEM, ex-PFL), e o seu ex-Secretário de Urbanismo, Alfredo Syrkis (presidente do PV no Estado do rio de Janeiro), resolveram armar o maior barraco adivinha onde - na maior das favelas, a Rocinha. Barraco com direito a primeira página do Globo, reprodução de e-mails trocados, publicação de trecho de livro (do Syrkis) a ser lançado, entrevistas nos principais veículos. Os alicerces do barraco estariam no desentendimento entre os dois sobre o que fazer com as construções irregulares da Rocinha, isso em 2005. Syrkis conta que tentou acabar com as irregularidades, mas César Maia teria impedido, movido por motivos políticos. Segundo ele, César estaria deixando de ser administrador para ser apenas político (algo assim). César responde na mesma moeda, dizendo que tudo não passa de encenação de Syrkis, que estaria buscando projetar-se por causa de sua candidatura a Prefeito do Rio em 2008 (algo assim). Os dois certamente têm razão. São muito próximos desde os tempos do PDT de Brizola e vinham há anos fazendo uma perceria muito bem afinada na política local. O PV servia a César para aliviar um pouco as tintas carregadas de seu conservadorismo. E César era a máquina que garantia um pouco de oxigênio ao debilitado PV. As estruturas dessa relação tiveram um abalo forte em 2006. Syrkis candidatou-se a senador pensando em conquistar uma votação expressiva e, com isso, cacifar-se para a candidatura de prefeito em 2008. Chegou até a mudar o visual para isso. E obviamente contava com o aval de César que talvez tenha sido o mentor do plano. Mas a disputa ficou muito polarizada entre Dornelles (PP) e Jandira (PCdoB), com todas as projeções apontando para a vitória da "comunista do b". César percebeu que ela é que ganharia força monumental para a disputa de 2008, e isso ele não poderia admitir. Retirou todo o apoio a Syrkis e colocou em Dornelles (que não tem a pretensão de ser prefeito), garantindo a sua vitória. O resultado é que a vida em palco iluminado que os dois tinham agora não conta mais com as roupas comuns dependuradas...

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Cadê o prefeitável que estava aqui? Sumiu...

Lançamento de candidatura muitas vezes é um verdadeiro jogo de esconde-esconde. O candidato diz que é candidato, mas não é; outras vezes diz que não é, mas é. Diz que é, depois diz que não é, depois diz que é de novo, e por aí vai. E é assim que deve ser. Tudo isso depende da estratégia e das táticas de cada um, depende da conjuntura, dos adversários, etc. Veja só o exemplo do Rio. Você olha e percebe uns 30 pré-candidatos à Prefeitura do Rio em 2008. Olha de novo e não tem quase nenhum. Ou desistiram, ou nunca foram ou estão fazendo um afastamento tático. O Deputado Federal Filipe Pereira é candidato declarado pelo PSC. O Senador Marcello Crivella (PR, Igreja Universal), embora lidere as pesquisas, parece que não é mais (dizem que a Igreja não quer sofrer desgaste... será?). No PT, dos cinco nomes iniciais, dois (o Deputado Federal Edson Santos e o Deputado Estadual Molon) confirmam a candidatura, dois (a Secretária de Estado Benedita da Silva - que é a única que está bem nas pesquisas - e o Secretário de Estado Carlos Minc) negam a candidatura e Vladimir não tenho notícia. O PMDB está sem candidato: Conde vai pra Furnas, o Secretário de Estado Eduardo Paes e Garotinho não têm chances internas e, quanto a Pezão, (Vice-Governador) ele está tocando projetos importantíssimos do Governo do Estado, que não pode largar. No DEM (ex-PFL) de Cesar Maia, tudo é possível, mas o mais provável é o Secretário Municipal Eider Dantas ser o candidato. O PPS tem Denise Frossard, que está muito bem nas pesquisas, mas continua uma incógnita. Jandira, apesar de também estar bem nas pesquisas, do PCdoB, parece que decidiu mesmo ser candidata em Niterói. Outras incógnitas são Chico Alencar (PSOL) e Miro (PDT). O PV deve mesmo lançar Syrkis. O PSDB não sabe o que fazer e os outros... só Deus sabe!