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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Eleições 2010, RJ: o pós-vaia

  1. Mal terminou a cerimônia-vaia no Maracanãzinho, na última terça-feira, durante a festa do Bolsa Família com a presença de Lula, o Prefeito de Nova Iguaçu (RJ) Lindberg Farias (PT) saiu em disparada. A pressa era tanta que errou a saída. Foi salvo por um segurança.
  2. O Governador Sérgio Cabral (do PMDB, alvo das vaias promovidas pelo prefeito petista) saiu logo atrás. Felizmente não se encontraram. Cabral acabou voltando para ficar com Lula.
  3. No espaço Vip, cobras, lagartos e outros personagens da fauna, isso era o mínimo que se ouvia.
  4. O Ministro Edson Santos (que dentro do PT, antes, aliava-se a Lindberg) foi quem teve que ouvir diretamente de Lula que isso não podia continuar.
  5. Ontem, depois de ler a notícia no jornal Extra que Lindberg tinha atacado a Secretária de Estado Benedita da Silva (também petista, provável candidata ao Senado), o Presidente do PT, Alberto Cantalice estava cuspindo fogo. Meu telefone ardeu. Cantalice lembrou as passagens de Lindberg pelo PCdoB e pelo PSTU. “Ele quer fazer o mesmo no PT”, disse.
  6. Com o telefone ainda em brasas, falei com Benedita. Que disse que não ia entrar nesse clima de guerra criado por Lindberg. Não responderia a ninguém sobre agressões à sua pasta. Preferia continuar o trabalho sério que está fazendo. “O sucesso da Secretaria (de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro) é a melhor resposta”, disse ela.
  7. Conclusão deste Blog: Lindberg afastou de vez a possibilidade de participar da chapa majoritária da aliança PT-PMDB nas eleições estaduais de 2010. Não encontrou o eco que esperava dentro do seu partido nem as intenções de voto nas pesquisas. Deverá mesmo ser candidato a Deputado Estadual, ajudar a eleger seus parceiros, principalmente Vladimir Palmeira (seu maior aliado), que deve se candidatar a Deputado Federal.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Senado RJ: índices

Atendendo a pedidos, selecionei 17 cenários da disputa para o Senado no Rio de Janeiro, entre as informações de que disponho. Eles vêm de duas fontes diferentes. Os candidatos estão dispostos por ordem alfabética, sendo que Crivella, Picciani e Lupi são os únicos que participam de todos os cenários. Quero lembrar que dificilmente Jandira e Edson Santos disputarão; que Lindberg é dúvida; e que, entre César, Denise e Gabeira, um deles deverá estar fora.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Rio 2010: destaques para o Senado

Como já falei, recebo frequentemente inúmeras pesquisas e enquetes, envolvendo os mais diversos cenários para a próxima eleição. Levantei cerca de 20 cenários para a disputa de Senador do Rio de Janeiro (quando serão eleitos dois Senadores), vindos de fontes diferentes, e cheguei a algumas conclusões interessantes, algumas surpreendentes. Os nomes incluídos (não necessariamente em todos os cenários) são, por ordem alfabética, de Benedita (PT), Crivella (PRB), César Maia (DEM), Denise Frossard (PPS), Edson Santos (PT), Gabeira (PV), Jandira (PCdoB), Lindberg (PT), Lupi (PDT), Milton Temer (PSOL) e Picciani (PMDB), e essas são minhas conclusões:
  • Crivella lidera em todas as situações.
  • Há 6 nomes que podem ser considerados de destaque: Crivella, Gabeira, Benedita, Jandira, Denise Frossard e César Maia.
  • Com relação a Jandira, considero muito difícil que ela se candidate; com relação a Denise e César, as fontes entram em conflito: às vezes César está muito bem e Denise está mal, às vezes é o inverso. É verdade também que dificilmente Gabeira, César e Denise estarão disputando simultaneamente as duas vagas do Senado. Os três compartilham o eleitorado conservador e deverão garantir o palanque para o candidato tucano. Um deles deve se candidatar a Governador, provavelmente César Maia.
  • O desempenho de Crivella surpreendeu muita gente que achava que ele estaria liquidado, depois do fiasco da eleição para Prefeito do Rio. Esqueceram que a força do seu voto vem da periferia, da área mais pobre e do mundo evangélico.
  • Gabeira aproveitou bem o sucesso na última eleição, embora evidentemente tenha saído com a imagem ética chamuscada com o “caso das passagens”.
  • Benedita (que me ligou hoje, confirmando que é candidatíssima) surge como a grande surpresa, embora eu já desconfiasse disso em função dos sucessivos ataques que ela recebe de César Maia. Ontem mesmo o Vice-Governador Pezão me falou que estava impressionado com o seu desempenho nas pesquisas. De todos os nomes incluídos, o dela foi o que teve a menor exposição nos últimos anos. Sua última participação eleitoral foi em 2002, quando enfrentou Rosinha para o Governo do Estado. Os apoios certos de Lula e Sérgio Cabral serão um impulso a mais.
  • Picciani surge em um bloco intermediário, embora ainda distante dos líderes – mas já mostra a importância de ter nas mãos a máquina partidária.
  • Lupi e Lindberg aparecem um pouco atrás de Picciani, mas ambos teriam potencial para uma melhora, caso realmente sejam candidatos.
  • Edson Santos não é candidato e não tem índices para isso.
  • Milton Temer está apenas garantindo espaço para sua legenda e uma agenda carioca para Heloísa Helena.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Eleição 2008: as indefinições de São Paulo e do Rio

Em São Paulo, a indefinição dos candidatos a Prefeito parece ser muito mais do noticiário do que dos partidos. Alckmin, Marta e Kassab devem mesmo disputar com chances de vitória. É verdade que as chances estão mais próximas de Alckmin e Marta do que de Kassab, segundo a Pesquisa Datafolha divulgada hoje. Alckmin tem 29%, Marta 25%, e Kassab 12%. Na simulação de segundo turno, Alckmin vence tanto um quanto outro, Marta vence Kassab e este, obviamente, não vence nenhum nem outro. Parece que vai ser mesmo a velha disputa PT x PSDB. No Rio, há três pontos de indefinição: 1) o PMDB terá candidato próprio? 2) Quem será o candidato do PT? 3) Qual o papel de Wagner Montes, do PDT? O atual Prefeito aposta tudo na aliança de seu DEM (ex-PFL) com o PMDB, sob o patrocínio do ex-Governador Garotinho (PMDB) e do Deputado Picciani (PMDB). Mas o Governador Sérgio Cabral (PMDB) não aceita de forma alguma a aliança e pretende lançar Eduardo Paes (ex-pupilo de César Maia e hoje tido como inimigo). De fato, essa aliança só interessa ao DEM, que com ela pode anular a força do PMDB (o maior partido do Estado) e tentar a sorte com Solange Amaral. Dizem que o interesse do Deputado Picciani é colocar o seu filho, o Deputado Federal Leonardo Picciani, como Vice de Solange. Mas ao PMDB nada pode interessar, nem mesmo a contrapartida de alianças em outros municípios, onde o DEM é completamente desprovido de voto. No lado do PT, a saída do Deputado Federal Edson Santos (virou Ministro) da disputa teria facilitado as coisas para o pré-candidato Deputado Alessandro Molon, mas ao mesmo tempo estaria reacendendo a disposição de Benedita da Silva para disputar a eleição, seu velho sonho. E por último temos o caso do Deputado-Apresentador de TV Wagner Montes, que lidera as pesquisas, seguido de perto pelo Senador-Bispo Marcelo Crivella. Dizem que a candidatura dele não é pra valer, que ele será Vice de Crivella ou de Molon ou que não se candidatará a nada. Ele corre em faixa bem popular, tirando votos de Crivella (mas não precisa ser seu Vice para devolver os votos, basta ficar de fora). Não é uma candidatura forte - apesar de liderar -, mas pode atrapalhar os planos de muita gente. Nesse quadro, apostar na vitória de quem quer que seja seria insanidade. Só nos resta aguardar as negociações entre os caciques.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Eleições 2008: no Rio, Benedita volta a entrar no páreo

O PT do Rio tem pelo menos 5 nomes como pré-candidatos a Prefeito: Alessandro Molon, Benedita da Silva, Carlos Minc, Edson Santos e Vladimir Palmeira. O nome que mais está sendo testado nas pesquisas, o do Deputado Edson Santos, tem patinado nos índices entre 1% e 3%. Ninguém acredita na candidatura de Vladimir e o Secretário do Meio Ambiente Carlos Minc, um nome bem aceito, está quase convencendo a todos que não é mesmo candidato. O nome do Deputado Molon, com forte apoio da Igreja Católica e com grande inserção na classe média, é o mais badalado do momento. A Secretária de Ação Social Benedita da Silva estava sendo descartada. Argumentava-se que ela mantinha-se pré-candidata apenas como barganha e que não teria nem força na estrutura partidária nem apoio do Governador Sérgio Cabral (PMDB). Dois fatos recentíssimos teriam alterado essa percepção. Primeiro, que o seu grupo teria tido desempenho surpreendente nas eleições para as direções municipais, estadual e nacional do PT (aguardo números detalhados que me foram prometidos para confirmação). Segundo, que Benedita teria comunicado formalmente ao Governador a sua intenção de se pré-candidatar. Confirmando-se essas informações, Benedita e Molon passam a ser o foco principal. Seja para aumentar a disputa entre si, seja para formarem aliança.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Eleição do Rio deve se polarizar entre César-Tucanos X Lula-Sérgio ou "Povão" X "Classe Média Zona Sul"

Com a indicação (praticamente certa) de Eduardo Paes para candidato do PMDB a Prefeito do Rio, o atual Prefeito César Maia deve redirecionar seus esforços na indicação do candidato de seu partido, o DEM (ex-PFL). É bem provável que volte a se aliar a Denise Frossard (PPS), que, no momento está em 2º ou 3º lugar nas intenções de votos, mas que venceu na cidade do Rio quando se candidatou, no ano passado, a Governadora do Estado (teve 33% dos votos válidos e agora tem cerca de 11% das intenções). Eduardo Paes, que se candidatou a Governador pelo PSDB, teve 6,67% dos votos válidos na cidade e agora está com cerca de 9% das intenções de votos. No "campo Lula-Sérgio", temos ainda Marcelo Crivella (PRB), que teve 16,26% dos votos válidos na cidade quando se candidatou a Governador, e agora lidera as pesquisas com 20%. Temos Jandira Feghalli (PCdoB), que, quando se candidatou a Senadora em 2006, foi vitoriosa na cidade, com 39,85% dos votos válidos, e agora está com cerca de 13%. E temos ainda a candidatura do PT, que está ainda indefinida e pode variar nas intenções de voto de cerca de 2% (se o candidato for Edson Santos, Molon ou Minc) até cerca de 4% (se for Vladimir) ou cerca de 7% ou 9%, se a candidata for Benedita (há ainda as candidaturas do PSB e do PDT, que estão muito indefinidas). Claro que estou arredondando esses números a partir de informações diversas sobre pesquisas, mas para mim fica claro que o "campo César" está meio encurralado. A eleição dirige-se para uma polarização onde podemos enxergar uma classe média conservadora de um lado e candidaturas de perfil mais popular de outro. No caso de Eduardo Paes e de Jandira, por mais que tenham um perfil mais próximo da classe média, é evidente que terão que buscar uma candidatura mais popular. E isso é mais um problema para César, que não tem alianças fortes de perfil popular (Garotinho e Picciani - que teriam esse perfil - não podem ser considerados aliados). Com a candidata Denise, ele pode forçar o tema da segurança (que é a principal preocupação do carioca). Aliás, é exatamente o seu tema na inserção do DEM e, na minha opinião, é mais um erro de César, apesar de ter dado certo em 98 (quando ele perdeu no Estado, mas ganhou na Capital). Seja quem forem os candidatos, deveremos ter um 2º turno enlouquecerdor, que pode levar ao fim de 18 anos de reinado de César Maia na cidade.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

As candidaturas do Rio ganham mais definição

O Governador Sérgio Cabral parece que já tem seu nome para candidato a Prefeito do Rio pelo PMDB: é o tucano Eduardo Paes. Marcelo Crivella (PRB) é certo. César Maia (DEM, ex- PFL) parece que vem mesmo de Solange Amaral. O nome de Chico Alencar deve representar o PSOL. O PT terá candidato próprio - mas ainda está indeciso entre Benedita, Edson Santos, Molon e Vladimir. PDT e PSB lutam para indicar um Vice. A candidatura de Denise Frossard (PPS) parece pouco provável e a de Jandira Feghali (PCdoB) periga. PSDB, no Rio, não conta muito. Syrkis (PV) quer, mas há dúvida. Na próxima semana, provavelmente haverá maior definição.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Todos os partidos do Brasil têm candidato próprio à Presidência da República

Não entendo toda essa quizumba em torno da candidatura própria do PT para as eleições presidenciais de 2010. Ou melhor, entendo, sim. A oposição, com apoio da grande imprensa, quer acabar de vez com o PT e, para isso, busca pêlo em casca de ovo. É natural que o maior partido, que elegeu o Presidente atual, coloque a sua alternativa de candidato para seus aliados - e os aliados fazem o mesmo. Além disso, é mais do que natural que qualquer partido tenha candidato em todas as instâncias, para todos os cargos. Um partido existe para ter voto. Ou - concluindo acacianamente - sem voto, um partido não existe. E a candidatura própria majoritária é importante para os cargos majoritários, evidente, mas também é importante para fortalecer bancadas parlamentares. É claro que, verificando que não dispõe da maioria dos votos para eleger seu candidato, um partido procure se aliar a outro para, juntos, terem uma candidatura vitoriosa. De qual dos partidos sairá o nome do candidato, é uma decisão conjunta, fruto de muito debate, muita negociação e medição de força eleitoral. Isso se chama jogo da democracia. Quem, por exemplo, é o nome eleitoralmente mais forte para 2010 na base governista? Ciro (Bloco de Esquerda), Nelson Jobim (PMDB) ou Dilma (PT)? Hoje, provavelmente seria o nome de Ciro. Mas ainda estamos muito distante da hora certa para definir o candidato comum e nem sabemos ao certo se são esses os pré-candidatos. Provavelmente muita coisa vai mudar e as negociações estão apenas começando. Vejamos o exemplo das eleições municipais do próximo ano - a indefinição de nomes ainda é imensa. Em São Paulo, por exemplo, a aliança conservadora vai de Kassab ou de Alckmin? Ou dois serão candidatos, deixando a aliança para um possível 2º turno? E no Rio, qual será o candidato dos partidos que compõem a base governista (nacional)? O PT ainda não se decidiu se terá um nome e qual será: Benedita? Edson Santos? Molon? Vladimir? Minc? O PMDB é a sigla mais forte elelitoralmente, mas está sem nome próprio capaz de disputar. O PRB tem Crivella liderando as pesquisas. O PCdoB tem o nome forte de Jandira Feghali. O PDT tem o nome forte do Deputado Federal Miro Teixeira. O PSB poderia voltar a experimentar o Deputado Federal Alexandre Cardoso. O PHS teria quem - Esdras Macedo? E o PMN - o Deputado Estadual Christino Áureo? Tudo é possível, todos podem ter candidato próprio - a eleição já é no próximo ano. Faltam menos de 13 meses e ainda não decidiram sobre candidatura única ou comum a todos ou comum a alguns! Por favor, mais juízo no noticiário. A imprensa pode escrever o que quiser, mas precisa tomar mais cuidado com as historinhas que anda inventando.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Cadê o prefeitável que estava aqui? Sumiu...

Lançamento de candidatura muitas vezes é um verdadeiro jogo de esconde-esconde. O candidato diz que é candidato, mas não é; outras vezes diz que não é, mas é. Diz que é, depois diz que não é, depois diz que é de novo, e por aí vai. E é assim que deve ser. Tudo isso depende da estratégia e das táticas de cada um, depende da conjuntura, dos adversários, etc. Veja só o exemplo do Rio. Você olha e percebe uns 30 pré-candidatos à Prefeitura do Rio em 2008. Olha de novo e não tem quase nenhum. Ou desistiram, ou nunca foram ou estão fazendo um afastamento tático. O Deputado Federal Filipe Pereira é candidato declarado pelo PSC. O Senador Marcello Crivella (PR, Igreja Universal), embora lidere as pesquisas, parece que não é mais (dizem que a Igreja não quer sofrer desgaste... será?). No PT, dos cinco nomes iniciais, dois (o Deputado Federal Edson Santos e o Deputado Estadual Molon) confirmam a candidatura, dois (a Secretária de Estado Benedita da Silva - que é a única que está bem nas pesquisas - e o Secretário de Estado Carlos Minc) negam a candidatura e Vladimir não tenho notícia. O PMDB está sem candidato: Conde vai pra Furnas, o Secretário de Estado Eduardo Paes e Garotinho não têm chances internas e, quanto a Pezão, (Vice-Governador) ele está tocando projetos importantíssimos do Governo do Estado, que não pode largar. No DEM (ex-PFL) de Cesar Maia, tudo é possível, mas o mais provável é o Secretário Municipal Eider Dantas ser o candidato. O PPS tem Denise Frossard, que está muito bem nas pesquisas, mas continua uma incógnita. Jandira, apesar de também estar bem nas pesquisas, do PCdoB, parece que decidiu mesmo ser candidata em Niterói. Outras incógnitas são Chico Alencar (PSOL) e Miro (PDT). O PV deve mesmo lançar Syrkis. O PSDB não sabe o que fazer e os outros... só Deus sabe!