- Mal terminou a cerimônia-vaia no Maracanãzinho, na última terça-feira, durante a festa do Bolsa Família com a presença de Lula, o Prefeito de Nova Iguaçu (RJ) Lindberg Farias (PT) saiu em disparada. A pressa era tanta que errou a saída. Foi salvo por um segurança.
- O Governador Sérgio Cabral (do PMDB, alvo das vaias promovidas pelo prefeito petista) saiu logo atrás. Felizmente não se encontraram. Cabral acabou voltando para ficar com Lula.
- No espaço Vip, cobras, lagartos e outros personagens da fauna, isso era o mínimo que se ouvia.
- O Ministro Edson Santos (que dentro do PT, antes, aliava-se a Lindberg) foi quem teve que ouvir diretamente de Lula que isso não podia continuar.
- Ontem, depois de ler a notícia no jornal Extra que Lindberg tinha atacado a Secretária de Estado Benedita da Silva (também petista, provável candidata ao Senado), o Presidente do PT, Alberto Cantalice estava cuspindo fogo. Meu telefone ardeu. Cantalice lembrou as passagens de Lindberg pelo PCdoB e pelo PSTU. “Ele quer fazer o mesmo no PT”, disse.
- Com o telefone ainda em brasas, falei com Benedita. Que disse que não ia entrar nesse clima de guerra criado por Lindberg. Não responderia a ninguém sobre agressões à sua pasta. Preferia continuar o trabalho sério que está fazendo. “O sucesso da Secretaria (de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro) é a melhor resposta”, disse ela.
- Conclusão deste Blog: Lindberg afastou de vez a possibilidade de participar da chapa majoritária da aliança PT-PMDB nas eleições estaduais de 2010. Não encontrou o eco que esperava dentro do seu partido nem as intenções de voto nas pesquisas. Deverá mesmo ser candidato a Deputado Estadual, ajudar a eleger seus parceiros, principalmente Vladimir Palmeira (seu maior aliado), que deve se candidatar a Deputado Federal.
Mostrando postagens com marcador Alberto Cantalice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alberto Cantalice. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Eleições 2010, RJ: o pós-vaia
Marcadores:
2010,
Alberto Cantalice,
Edson Santos,
Lindberg,
Lula,
Sérgio Cabral,
Vladimir
sábado, 22 de agosto de 2009
PT no Rio: Deputado Luiz Sérgio dá demonstração de força
Muitas vezes acho que o PT, em vez da estrela, deveria ter como símbolo uma interrogação. O que não deixa de ser bom, pode significar um partido sempre em transformação, superação. Mas no dia-a-dia isso parece representar eternas dores de cabeça, porque para quem está de fora é difícil entender o que está acontecendo. Veja agora esse caso do Rio de Janeiro, onde se decide ao mesmo tempo a nova direção partidária e fazer ou não fazer aliança com a candidatura peemedebista do Governador Sérgio Cabral. O Prefeito Lindberg, que tenta impor sua própria candidatura, mobiliza mundos e fundos para tentar derrotar a proposta de aliança da Direção Nacional do PT. Apesar dos mundos e fundos, não será uma tarefa fácil para o Prefeito de Nova Iguaçu. Ocupa a mídia diariamente apregoando que sua candidatura ao Governo do Rio é "irrevogável" (epa!) e bate de frente com os nomes eleitoral e politicamente mais viáveis da sigla petista. Contra a proposta de aliança da atual direção, decidiu apoiar alguns nomes para enfrentar a candidatura do Deputado Federal Luiz Sérgio à Presidência Regional do partido. O PED (Processo de Eleição Direta) do PT ocorrerá em novembro e, no Rio, os diversos grupos se unem e se separam basicamente em torno de 5 candidatos a Presidente. Pelo que apurei, entrevistando e conversando com representantes de diversas tendências, o Deputado Luiz Sérgio já deve contar com algo entre 50% e 55% do eleitorado. Outros 45%-40% estão distribuídos entre as candidaturas de Lourival Casula, Bismark Alcântara, Vereador (de Niterói) Waldeck Carneiro e Vereador (de Mesquita) Taffarel. O curioso é que, a acreditar no que alega Lindberg, 65% dos futuros congressistas já teriam abraçado sua proposta de não-aliança - mas o seu candidato preferido, Casula, parece estar longe de chegar aos 30%. Ontem fui convidado para o lançamento da candidatura Luiz Sérgio. Não gosto de comparecer a eventos partidários, mas dessa vez fiquei bastante interessado em ir ao auditório da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. Infelizmente não foi possível. Recebi relato do evento que me deixou muito impressionado pela grandeza e demonstração de força do Deputado Luiz Sérgio. Entre os presentes no vai-vem da mesa, além do candidato, foi possível identificar Gilberto Palmares (Deputado Estadual), Inês Pandeló (Deputada Estadual), Benedita da Silva (Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio), Arthur Garcia (Prefeito de Santa Maria Madalena), Alberto Cantalice (Pres. do PT-RJ), Darby Igayara (pres. CUT-RJ), Jorge Mario (Prefeito de Teresópolis), Reimont (Vereador da cidade do Rio), Paulo Mustrangi (Prefeito de Petrópolis), Jorge Bittar (Secretário de Habitação da cidade do Rio), José Eduardo Dutra (candidato a Presidente Nacional do PT), Alberes Lima (Presidente do PT da cidade do Rio), Marcelo Zelão (Prefeito de Silva Jardim), Professor Tarcísio (Prefeito de Paracambi), Marilene Ramos (Secretária Estadual de Ambiente), José Mentor (Deputado Federal-SP), João Paulo Cunha (Deputado Federal-SP e ex-Presidente da Câmara dos Deputados), Paulo Rocha (Deputado Federal-PA), Marco Maia (Deputado Federal-RS e Vice-Presidente da Câmara dos Deputados), Marcelo Costa (Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da cidade do Rio), Graça Foster (Diretora de Gás e Energia da Petrobras).
Marcadores:
2010,
Alberto Cantalice,
Benedita da Silva,
Bismark Alcântara,
Congresso do PT,
Lindberg,
Lourival Casula,
Luiz Sérgio,
PED,
Sérgio Cabral,
Taffarel,
Waldeck Carneiro
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Xadrez 2010, Rio: Benedita sai feliz da vida de encontro com Lula, Sérgio Cabral e Lindberg
Hoje de madrugada, depois que li os jornais, passei um e-mail para Benedita, querendo saber das novidades (já que as notícias davam conta que ela tinha saído preocupada da reunião com Lula). Ela me ligou agora cedo sem entender direito o que falei. Ficou surpresa com a informação sobre sua “preocupação”. Ao contrário, estava muito feliz, despreocupada. Enquanto estavam juntos, Lula, Cabral, Benedita e Lindberg falaram de saúde, China e amenidades. Benedita contou para Lula que Abdias, metalúrgico do PT do Rio, estava doente. Lula ficou chateado e contou para Sérgio Cabral quem era Abdias. Por sua vez, Lindberg, abraçado a Benedita, dizia a todos que “essa, sim, é uma guerreira” e aproveitou para falar de seu tratamento nas cordas vocais, que vai deixá-lo quarenta dias sem falar. Benedita brincou: “Vou aproveitar que você vai ficar calado e vou falar sem parar”. Em conversa telefônica ontem à noite, Pezão (Vice-Governador) e Alberto Cantalice (Presidente do PT-RJ) também relataram esse clima descontraído.
Marcadores:
Alberto Cantalice,
eleição 2010,
Lindberg,
Pezão,
Sérgio Cabral
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Eleição no Rio: o que será que melou no Molon?
Leio agora no Plantão do Informe do Dia, de Jan Theophilo: "Aliança PT e PMDB caminha para o fim - O presidente da Alerj Jorge Picciani (PMDB), o presidente do PT do Rio, Alberto Cantalice, e o deputado Gilbeto Palmares (PT) estão reunidos neste momento no prédio administrativo da Assembléia, na Rua da Alfândega. A reunião é tensa. O PT não ofereceu ao PMDB nenhuma das contra-partidas exigidas pelo partido para formar a aliança. A expectativa é que, nas próximas horas, seja anunciado o rompimento da aliança em torno da chapa Alessandro Molon e Régis Fichtner". Acho que a aliança na verdade não rompeu, porque nem chegou a acontecer de fato. Nunca vi coisa igual. O Deputado Alessandro Molon é um dos mais combativos do Rio Janeiro, tendo conquistado a opinião pública, digamos, mais bem informada por sua disposição para o enfrentamento de forma bem simpática. Soube superar nomes de peso do partido e conquistar a indicação do seu nome para disputar a Prefeitura do Rio. E, para surpresa geral da nação, conseguiu o apoio do PMDB do Governador Sérgio Cabral e do Deputado Picciani. Daí em diante esperava-se uma candidatura em plena ascenção - o que ficou longe de acontecer. Os problemas começaram com as contrapartidas exigidas pelo PMDB. Aliança proporcional é uma delas, significando a possibilidade de menos Vereadores eleitos pelo PT. Mas isso teria sido praticamente superado. Aí vieram as alianças no Interior, que geraram mais problemas, alguns aparentemente instransponíveis. Para complicar ainda mais, o candidato Crivella (PRB) e a candidata Jandira (PCdoB), ambos da base aliada do Governo Lula, passaram a agir com extrema desenvoltura, colocando-se em destaque ao lado de Lula, enquanto Molon não conseguia acontecer em parte alguma. O resultado se viu nas pesquisas: cristalização de Molon na faixa dos 2% coroando uma pré-campanha inexplicavelmente incompetente. Se houvesse um mínimo de campanha, com um ligeiro sinal de crescimento, duvido que o PMDB saltasse fora. Mas só se viu amadorismo em toda parte. O que se achava que seria uma grande campanha, muito bem afinada, transformou-se apenas num melô...
Marcadores:
Alberto Cantalice,
Gilberto Palmares,
Governo Lula,
Jan Thophilo,
Jandira Feghali,
Marcelo Crivella,
Molon,
Picciani,
Régis Fichtner,
Sérgio Cabral
Assinar:
Postagens (Atom)