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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

No PT, a ordem do produto altera os fatores

As informações sobre o PT costumam ser tão confusas que procurei me aprofundar mais um pouco. Peguei como exemplo o PED do Rio, um assunto que costuma ter duas ou três versões diferentes em cada jornal. Terminado o primeiro turno, tem coluna que diz que Lindberg foi vitorioso, outras dizem que Edson Santos tem um discurso para cada ocasião, outras apontam não sei quem como fiel da balança, e por aí vai. Vamos clarear: o primeiro turno do PED determinou 1) que o cargo de presidente será decidido em segundo turno entre Luiz Sérgio (40%) e Lourival Casula (25%); 2) que a Direção Estadual e sua Executiva terão a cara (proporcional) das 14 chapas que participaram do PED (lembrando que 3 delas não tiveram votos suficientes para garantirem representação). Essa proporcionalidade é importante porque ela é que vai indicar, por exemplo, se o PT/RJ defende candidatura própria para governador ou aliança com o PMDB. Ninguém pode garantir com certeza absoluta qual será a proposta vencedora, embora minhas sondagens indiquem que haverá aliança e que Luiz Sérgio deverá ser eleito no segundo turno. As negociações em andamento determinarão o produto final – que por sua vez mostrará o perfil da Direção RJ.
Veja aqui as chapas (agrupadas pelos candidatos a presidente que apoiaram no primeiro turno) com a indicação de suas tendências e o percentual de votos correspondente. (clique para ampliar)





E veja aqui como ficou a Executiva do PT/RJ (que, além dos 19 membros eleitos proporcionalmente, conta com o Presidente e o líder da bancada, num total de 21 membros).



terça-feira, 24 de novembro de 2009

Zé Dirceu precipitou-se: no Rio, o mais provável é aliança PT-PMDB

No seu blog de hoje, José Dirceu, falando sobre o PED e a política de alianças por todo o país, escreveu "RJ: sem unidade no PT, Dilma terá três palanques". Precipitou-se. Ou usou notícia velha como se fosse atual. Pelos últimos dados de que disponho sobre o PED do Rio de Janeiro, o Deputado Luiz Sérgio (CNB) venceu a eleição com cerca de 41%-43% dos votos válidos. Em segundo lugar ficou o candidato mais comprometido com a proposta de Lindberg (Lourival Casula), em terceiro lugar o candidato Bismark, em quarto Valdeck e em quinto Taffarel. Os percentuais dos candidatos corresponderão basicamente à formação da nova Direção do partido e tudo indica que o percentual dos que defendem a aliança com o PMDB em busca do fortalecimento da candidatura Dilma supera os 50%.

sábado, 22 de agosto de 2009

PT no Rio: Deputado Luiz Sérgio dá demonstração de força

Muitas vezes acho que o PT, em vez da estrela, deveria ter como símbolo uma interrogação. O que não deixa de ser bom, pode significar um partido sempre em transformação, superação. Mas no dia-a-dia isso parece representar eternas dores de cabeça, porque para quem está de fora é difícil entender o que está acontecendo. Veja agora esse caso do Rio de Janeiro, onde se decide ao mesmo tempo a nova direção partidária e fazer ou não fazer aliança com a candidatura peemedebista do Governador Sérgio Cabral. O Prefeito Lindberg, que tenta impor sua própria candidatura, mobiliza mundos e fundos para tentar derrotar a proposta de aliança da Direção Nacional do PT. Apesar dos mundos e fundos, não será uma tarefa fácil para o Prefeito de Nova Iguaçu. Ocupa a mídia diariamente apregoando que sua candidatura ao Governo do Rio é "irrevogável" (epa!) e bate de frente com os nomes eleitoral e politicamente mais viáveis da sigla petista. Contra a proposta de aliança da atual direção, decidiu apoiar alguns nomes para enfrentar a candidatura do Deputado Federal Luiz Sérgio à Presidência Regional do partido. O PED (Processo de Eleição Direta) do PT ocorrerá em novembro e, no Rio, os diversos grupos se unem e se separam basicamente em torno de 5 candidatos a Presidente. Pelo que apurei, entrevistando e conversando com representantes de diversas tendências, o Deputado Luiz Sérgio já deve contar com algo entre 50% e 55% do eleitorado. Outros 45%-40% estão distribuídos entre as candidaturas de Lourival Casula, Bismark Alcântara, Vereador (de Niterói) Waldeck Carneiro e Vereador (de Mesquita) Taffarel. O curioso é que, a acreditar no que alega Lindberg, 65% dos futuros congressistas já teriam abraçado sua proposta de não-aliança - mas o seu candidato preferido, Casula, parece estar longe de chegar aos 30%. Ontem fui convidado para o lançamento da candidatura Luiz Sérgio. Não gosto de comparecer a eventos partidários, mas dessa vez fiquei bastante interessado em ir ao auditório da ABI - Associação Brasileira de Imprensa. Infelizmente não foi possível. Recebi relato do evento que me deixou muito impressionado pela grandeza e demonstração de força do Deputado Luiz Sérgio. Entre os presentes no vai-vem da mesa, além do candidato, foi possível identificar Gilberto Palmares (Deputado Estadual), Inês Pandeló (Deputada Estadual), Benedita da Silva (Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio), Arthur Garcia (Prefeito de Santa Maria Madalena), Alberto Cantalice (Pres. do PT-RJ), Darby Igayara (pres. CUT-RJ), Jorge Mario (Prefeito de Teresópolis), Reimont (Vereador da cidade do Rio), Paulo Mustrangi (Prefeito de Petrópolis), Jorge Bittar (Secretário de Habitação da cidade do Rio), José Eduardo Dutra (candidato a Presidente Nacional do PT), Alberes Lima (Presidente do PT da cidade do Rio), Marcelo Zelão (Prefeito de Silva Jardim), Professor Tarcísio (Prefeito de Paracambi), Marilene Ramos (Secretária Estadual de Ambiente), José Mentor (Deputado Federal-SP), João Paulo Cunha (Deputado Federal-SP e ex-Presidente da Câmara dos Deputados), Paulo Rocha (Deputado Federal-PA), Marco Maia (Deputado Federal-RS e Vice-Presidente da Câmara dos Deputados), Marcelo Costa (Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da cidade do Rio), Graça Foster (Diretora de Gás e Energia da Petrobras).