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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A manchete do dia é Global

Engraçadíssima essa manchete na primeira página do Globo de hoje. Definitivamente, graças a suas trapalhadas na economia, os Estados Unidos estão virando piada.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

EUA x Paquistão: nova batalha entre “aliados”


O Paquistão acaba de prender 30 informantes que ajudaram os Estados Unidos a localizar bin Laden (leia reportagem no NYT). Foi apenas mais uma etapa do distanciamento cada vez maior entre Estados Unidos e Paquistão – onde também se envolvem Afeganistão, Índia, China e, last but not least, Irã. Os Estados Unidos precisam do Paquistão para derrotar o Talibã, controlar o Afeganistão e fechar o cerco ao Irã – além de marcar posição mais sólida junto à China. Mas encontram dificuldades que vão desde questões religiosas (talibãs e paquistaneses são predominantemente sunitas) até a forte oposição entre Paquistão e Índia – país que se aproxima dos interesses americanos. A China, evidentemente, procura proteger seus interesses geopolíticos e busca laços ainda mais fortes com o Paquistão. A Índia, de olhos abertos e bombas em punho, busca fortalecer os laços com os Estados Unidos sem acirrar os ânimos regionais. É sob esse céu nada estrelado que correm soltas as batalhas tipicamente “spy versus spy” entre Estados Unidos e Paquistão. Aguardemos a próxima traição.

sábado, 26 de maio de 2007

Relatório do Pentágono sobre a China parece obra de humor

Segundo o jornal O Globo, "o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou ontem um relatório anual em que demonstra estar muito preocupado com o que chama de crescente poderio militar da China. Segundo o documento, entregue ontem ao Congresso e à Casa Branca, Pequim aumentou a quantidade de mísseis balísticos de longo alcance, capazes de atingir qualquer lugar do território americano. (...) A estratégia militar chinesa, segundo o relatório O poderio militar da China, já deixou as tradicionais dimensões terrestre, aérea e marítima e “concentra suas forças em campos de batalha mais modernos, como o ciberespaço”. Até aí, tudo bem. É natural essa preocupação e é mais do que natural que o Pentágono investigue e analise os poderios militares espalhados pelo planeta. Mas o mais interessante foi a acusação que o relatório faz à China de manter uma política de “de falta de transparência sobre suas despesas militares". Vem cá, isso é piada ou é assim mesmo que se faz estratégia militar? O inimigo vem e diz: "Olha, pretendo produzir 30 bombas para atingir a sua Região Norte, daqui a 4 meses - tudo bem?" Aí o outro responde: "Certo, mas quero construir 33 mísseis para atingir a sua Região Sul, ok?" Fala sério! Qual o país que é transparente em seus gastos militares? A Venezuela? O Iraque? Os Estados Unidos? A Rússia? Israel? Talvez só mesmo o Irã...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

A Guerra Fria esquenta outra vez

Mísseis / Google

O Financial Times de ontem publicou reportagem (de Demetri Sevastopulo em Washington, Neil Buckley em Moscou, Daniel Dombey em Londres e Jan Cienski em Varsóvia) sobre a ameaça da Rússia de pular fora do tratado de controle de armas nucleares. É a sua resposta aos planos americanos de instalar uma rede de mísseis defensivos no Leste Europeu. O argumento de Yury Baluyevsky, Chefe do Estado Maior do Exército Russo, é simples: apesar do tratado de 1987, russo-americano, que trata de forças nucleares intermediárias, banir mísseis com alcance de 500 a 5.500 km, há "evidências (...) de que muitos países estão desenvolvendo e aperfeiçoando foguetes de médio alcance". Acontece que os Estados Unidos estão negociando com a Polônia e a República Tcheca a instalação de radares e mísseis interceptadores. É verdade que o primeiro-ministro polonês, Jaroslaw Kaczynski, já declarou que sua participação no sistema depende de certas condições. Mas Vladimir Putin já advertiu que a instação desses mísseis pode levar a nova corrida armamentista, e não aceitou a desculpa americana de que os mísseis são apenas para proteção contra a Coréia do Norte e o Irã. Oficiais da OTAN dizem que os que os russos querem de verdade é participar do sistema de mísseis defensivos. Ou seja: por trás de tudo está uma grande disputa em parte política, em parte por interesses no mercado armamentista (se é que é possivel fazer a separação). A nós, pobres mortais, só resta roer os dentes e torcer para que essa nova "guerra fria" não acabe em "Fogo!".