Mostrando postagens com marcador armas nucleares. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador armas nucleares. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O escudo antimíssil da OTAN é a consolidação da Guerra Morna


A rigor, o novo sistema antimíssil da OTAN já existe há muito tempo. O que foi aprovado agora é a sua expansão: antes, protegia apenas as tropas da OTAN; agora, protegerá também os territórios e os 900 milhões de habitantes dos 28 países-membros. Certamente, a Rússia participará desse escudo. O que altera principalmente são os 270 milhões de dólares que serão lançados na indústria de guerra (a maior parte para alteração do sofware) e o próprio conceito de guerra dessa nova fase do pós-Guerra Fria. Com o fim da bipolaridade, a hegemonia americana ganhou corpo, mas, felizmente, não viramos todos “unipolar”. E o mundo multipolar que começamos a viver não cabe mais na antiga rotulação de que “meu inimigo está do lado de lá, no polo oposto”. Novas tecnologias, novos conhecimentos, nova comunicação, uma relação inteiramente nova entre os países. Ninguém mais tem certeza de onde poderá vir a próxima ameaça, que polo se opõe a qual polo. Vejam esse exemplo da Coreia do Norte. Para espanto do mundo inteiro, acaba de anunciar que possui centrífuga nuclear, ou seja, tem capacidade de enriquecimento de urânio, tornando-se um país mais poderoso e mais independente em tecnologia nuclear. Em que polo se enquadra a Coreia do Norte? Nada muito definido. E o mesmo pode ser dito do Irã. Até Israel teria uma classificação nada tranquila. Os novos adversários não têm origem muito clara. Podem estar em cima, embaixo ou aqui ao lado. Podem ser muçulmanos, judeus, russos, americanos, chineses, curdos ou, quem sabe, até mesmo brasileiros. Essa é a “Guerra Morna” que está em curso. É uma geopolítica nova que ainda precisa ser decifrada. Os Estados Unidos, claro, enfraquecidos nesse admirável mundo novo, tratam de reagrupar seus “amigos” e usam para isso a OTAN sobrevivente e a velha ameaça nuclear. Os diversos polos fora da OTAN não ficarão de braços cruzados. Ficarão um tempo no banho-maria, mas logo logo estarão aquecendo seu escudos.

domingo, 4 de março de 2007

Estudo diz que ataques ao Irã poderão contribuir para mais armas nucleares no mundo

Segundo um relatório da Oxford Research Group, entidade de análises independente, "um ataque militar contra o Irã pode fazer com que o país acelere seu programa de armas nucleares". O relatório aponta, em primeiro lugar, a lentidão do Irã no que poderia ser a montagem de estrutura para produção de armas nucleares. Se é verdade que isso existe, poderá "pelo menos 5 anos", estima Frank Barnaby, cientista nuclear e especialistas em armas, responsável pelo relatório. Mas, em caso de um ataque, o governo iraniano poderia "mudar a natureza de seu programa nuclear e rapidamente fabricar algumas armas", conclui o relatório, que se intitula "Would Air Strikes Work?" ("Ataques aéreos dariam certo?"). Antes de ameaças intempestivas, o governo de Bush deve pensar no que realmente se quer para o mundo. Leia reportagem completa da BBC.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Inteligência americana agora demonstra dúvidas sobre o projeto nuclear norte-coreano

Mais uma vez o serviço de inteligência americano traz uma uma grande dúvida para todos: será que eles são pouco inteligentes ou mal intencionados? Em 2002, o Governo Bush acusou fortemente a Coréia do Norte de estar desenvolvendo armas nucleares a partir do enriquecimento de urânio e plutônio. Os coreanos não negavam o trabalho com plutônio - e acabaram realmente desenvolvendo sua bomba. Mas a inteligência acusava os coreanos de fazerem um trabalho paralelo e secreto com urânio. Foi isso que levou à ruptura entre os dois países. Os americanos cortaram o suprimento de petróleo e os coreanos responderam expulsando os inspetores internacionais e concluindo sua bomba de plutônio. Com a dúvida lançada agora pelos oficiais americanos e com o exemplo das falsas armas biológicas que serviram de pretexto para invadir o Iraque, é o caso de se perguntar se existe alguma verdade nas acusações contra o Irã. O Governo Bush perde completamente a credibilidade. Será que mentir descaradamente é sua grande arma secreta? Leia mais no New York Times.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

A Guerra Fria esquenta outra vez

Mísseis / Google

O Financial Times de ontem publicou reportagem (de Demetri Sevastopulo em Washington, Neil Buckley em Moscou, Daniel Dombey em Londres e Jan Cienski em Varsóvia) sobre a ameaça da Rússia de pular fora do tratado de controle de armas nucleares. É a sua resposta aos planos americanos de instalar uma rede de mísseis defensivos no Leste Europeu. O argumento de Yury Baluyevsky, Chefe do Estado Maior do Exército Russo, é simples: apesar do tratado de 1987, russo-americano, que trata de forças nucleares intermediárias, banir mísseis com alcance de 500 a 5.500 km, há "evidências (...) de que muitos países estão desenvolvendo e aperfeiçoando foguetes de médio alcance". Acontece que os Estados Unidos estão negociando com a Polônia e a República Tcheca a instalação de radares e mísseis interceptadores. É verdade que o primeiro-ministro polonês, Jaroslaw Kaczynski, já declarou que sua participação no sistema depende de certas condições. Mas Vladimir Putin já advertiu que a instação desses mísseis pode levar a nova corrida armamentista, e não aceitou a desculpa americana de que os mísseis são apenas para proteção contra a Coréia do Norte e o Irã. Oficiais da OTAN dizem que os que os russos querem de verdade é participar do sistema de mísseis defensivos. Ou seja: por trás de tudo está uma grande disputa em parte política, em parte por interesses no mercado armamentista (se é que é possivel fazer a separação). A nós, pobres mortais, só resta roer os dentes e torcer para que essa nova "guerra fria" não acabe em "Fogo!".