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domingo, 3 de abril de 2011
O melhor 1º de abril aconteceu no dia 2
No último dia 2 de abril(?), sábado(?), nos ares da Líbia, as forças aéreas comandadas pela OTAN bombardearam o que seriam forças inimigas e mataram civis e/ou forças aliadas (da OTAN). Mataram duas pessoas. Ou seriam 7? Ou seriam 10? Ou seriam 13? Ou seriam 15? Ou seriam 30? Ou seriam mais? Tudo é possível. Para justificar tanta incompetência/arrogância, chegaram a divulgar a maior de todas as mentiras de 1º de abril: “Algumas das forças de Kadafi se infiltraram entre os rebeldes e dispararam suas armas anti-aéreas ao ar. Depois as forças da Otan vieram e os bombardearam", disse o combatente Mustafa Ali Omar, segundo a Reuters. Mais tarde passaram a dizer que o bombardeio foi feito “depois que um rebelde atirou para o alto, em sinal de alegria”. Dá pra acreditar? “Qualquer que seja a mentira verdadeira é uma grande imbecilidade”, declara a jornalista da sala ao lado.
terça-feira, 22 de março de 2011
Vergonha! Soldados americanos exibem como troféus civis que mataram no Afeganistão
A revista alemã Der Spiegel publicou ontem reportagem com fotos como essa: "As imagens são repulsivas. Soldados sórdidos do Exército americano mataram civis inocentes no Afeganistão e posaram ao lado de seus corpos. O exército dos EUA pediu desculpas. Ainda assim, a OTAN teme reações violentas". São os mesmos que querem "salvar" a Líbia?
quinta-feira, 3 de março de 2011
Crise árabe: conflito entre o Departamento de Estado e a Defesa dos Estados Unidos
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, considerou que a história de “zona de exclusão aérea” na Líbia, sugerida pela Secretária de Estado Hillary Clinton, é papo furado. "Vamos falar claro", disse Gates, "uma zona de exclusão aérea começaria com um ataque à Líbia". E ele observou que a ONU não autorizou o uso da força. Essa autorização seria necessária antes que os EUA atacassem, e a Rússia, membro do Conselho de Segurança, já se opôs. Representantes da OTAN também estariam preocupados com o risco, o custo e a eficácia da criação de uma zona de exclusão aérea.
Antes, na terça-feira, em audiência no Senado, o comandante das forças dos EUA no Oriente Médio, almirante James Mattis, declarou: "Minha opinião militar é de que seria um desafio. Teríamos que eliminar a capacidade de defesa aérea a fim de estabelecer a zona de exclusão aérea – e isso, sem ilusões aqui, seria uma operação militar. Não seria simplesmente dizer às pessoas para não utilizar aviões”.
Como podemos perceber, antes de se “desentender” com a Líbia, os Estados Unidos têm que se entender internamente.
Leia a reportagem "U.S. Cools 'Loose Talk' Over No-Fly Zone" do The Wall Street Journal.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010
O escudo antimíssil da OTAN é a consolidação da Guerra Morna
A rigor, o novo sistema antimíssil da OTAN já existe há
muito tempo. O que foi aprovado agora é a sua expansão: antes, protegia apenas
as tropas da OTAN; agora, protegerá também os territórios e os 900 milhões de habitantes
dos 28 países-membros. Certamente, a Rússia participará desse escudo. O que
altera principalmente são os 270 milhões de dólares que serão lançados na
indústria de guerra (a maior parte para alteração do sofware) e o próprio conceito de guerra dessa nova fase do
pós-Guerra Fria. Com o fim da bipolaridade, a hegemonia americana ganhou corpo,
mas, felizmente, não viramos todos “unipolar”. E o mundo multipolar que começamos
a viver não cabe mais na antiga rotulação de que “meu inimigo está do lado de
lá, no polo oposto”. Novas tecnologias, novos conhecimentos, nova comunicação,
uma relação inteiramente nova entre os países. Ninguém mais tem certeza de onde
poderá vir a próxima ameaça, que polo se opõe a qual polo. Vejam esse exemplo
da Coreia do Norte. Para espanto do mundo inteiro, acaba de anunciar que possui
centrífuga nuclear, ou seja, tem capacidade de enriquecimento de urânio,
tornando-se um país mais poderoso e mais independente em tecnologia nuclear. Em
que polo se enquadra a Coreia do Norte? Nada muito definido. E o mesmo pode ser
dito do Irã. Até Israel teria uma classificação nada tranquila. Os novos
adversários não têm origem muito clara. Podem estar em cima, embaixo ou aqui ao
lado. Podem ser muçulmanos, judeus, russos, americanos, chineses, curdos ou,
quem sabe, até mesmo brasileiros. Essa é a “Guerra Morna” que está em curso. É
uma geopolítica nova que ainda precisa ser decifrada. Os Estados Unidos, claro,
enfraquecidos nesse admirável mundo novo, tratam de reagrupar seus “amigos” e
usam para isso a OTAN sobrevivente e a velha ameaça nuclear. Os diversos polos fora
da OTAN não ficarão de braços cruzados. Ficarão um tempo no banho-maria, mas
logo logo estarão aquecendo seu escudos.
sábado, 14 de julho de 2007
Rússia rompe Tratado de Controle de Armas
De nada valeram os salamaleques do início do mês, quando Putin foi passear nas propriedades da família Bush, em Kennebunkport, Maine. Considerando as "extraordinárias circunstâncias (...) que afetam a segurança da Federação Russa e requerem medidas imediatas", Vladimir Putin suspendeu a participação no Tratado de Controle de Armas Convencionais da Europa (assinado em 1990 e que ganhou emenda em 1999). Na prática, como diz o analista Pavel Felgenhauer, significa que daqui pra frente os países da OTAN não poderão mais fazer inspeções no território russo-europeu, como costumavam fazer - o que, para os Estados Unidos, que tem uma extensa rede de espionagem das forças russas, não faz a menor falta. O gesto é simbólico. E demonstra a insatisfação de Putin com o plano americano de instalação de mísseis antibalísticos na Polônia, praticamente no seu quintal. Os russos também estavam descontentes pelo fato de até agora os países da OTAN ainda não terem assinado a emenda de 1999, alegando que antes a Rússia teria que retirar as tropas de Moldova e Georgia. Na verdade, na verdade, isso só serve para azedar as negociações de paz permanente e coloca o comércio das armas em novo patamar. Leia mais no Pravda.
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