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quinta-feira, 12 de julho de 2007
Não existe guerra no Iraque - existe atrocidade
A revista americana The Nation publica uma extensa (11 páginas no site!) reportagem, "The Other War: Iraq Vets Bear Witness", com o testemunho de veteranos americanos da Guerra do Iraque (3.897 soldados aliados mortos, até ontem) que é, no mínimo, estarrecedora. O trabalho jornalístico durou vários meses e confirma tudo o que já se imaginava, mas com os apavorantes detalhes e a veracidade de quem vivenciou tudo aquilo. Você fica com a certeza de que o Governo Bush lidera o terrorismo no mundo.
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A Nação pede sua ajuda
Fui ler hoje a reportagem de que fala o jornal O Globo sobre as atrocidades no Iraque publicadas na excelente revista americana The Nation. Para minha surpresa, o site da revista abre com um pedido de ajuda, que reproduzo na íntegra:Dear Nation reader, Half a million dollars. In postage. In just a few short days, The Nation will pay one of the biggest bills we've ever faced – half a million dollars – because of a postal rate increase scheme designed in part by lobbyists for the TimeWarner media conglomerate. Mailing costs for mega-magazines like TimeWarner's own Time, People and Sports Illustrated will go up much less or in some cases decrease, while smaller publications like The Nation will be hit by an enormous rate increase. We need your contribution during this critical time in order to prevent cutbacks to our investigative reporting, coverage of important issues ignored by the corporate-supported mainstream media, and our student outreach programs. To enable The Nation to continue to be a voice of truth, free speech and democracy, click here. Thank you, Katrina Vanden Heuvel Editor and Publisher, The Nation
terça-feira, 17 de abril de 2007
Violência sem fim
Estava lendo as notícias de hoje sobre a tragédia do Instituto Politécnico da Virgínia, Estados Unidos, onde morreram 32 estudantes vítimas de um alucinado armado, quando recebi um telefonema de uma amiga, desesperada. Estava dentro de um ônibus que passava nas proximidades do Morro da Mineira, Rio de Janeiro, onde ocorria forte tiroteio. No ônibus ao lado, um homem já tinha sido atingido. Poderia dizer, vendo os dois casos, que vivemos a era da violência gratuita, mas não é bem assim. Aliás, de gratuita não tem nada. O site de Michael Moore, autor do documentário-denúncia que tem como ponto de partida a tragédia americana de Columbine, 8 anos atrás, dá destaque para a tragédia de ontem, inclusive reproduzindo um artigo de John Nichols, da The Nation ("A Tragedy... of Monumental Proportions"). John Nichols escreve que todo mundo já deve estar cheio de respostas para a mais nova tragédia, que a NRA (National Rifle Association, ou Associação Nacional do "Tiroteio", em tradução livre...) já deve ter feito seus press releases dizendo que a tragédia não tem nada a ver com armas. Mas, continua ele, ninguém consegue dar a resposta mais simples para o que aconteceu: os Estados Unidos são um país violento. Aqui no Brasil - que não pode ser qualificado da mesma forma - também é necessária a compreensão de que a nossa violência é causada pela combinação de miséria e corrupção. Acabar com a miséria e a corrupção deveria ser a meta de todos nossos governantes, razão de ser de qualquer político. Enquanto não houver essa compreensão, não tem exército que dê jeito.
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