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quarta-feira, 18 de abril de 2007

Para jornal americano, mais armas é a solução

A notícia que mais me chocou sobre o massacre americano foi essa notícia, que li no Globo, reproduzindo a opinião do jornal americano The New York Sun sobre o (des)controle de armas nos Estados Unidos. Fui ler o original e reproduzo aqui trecho do editorial do jornal:

Today, however, the question hanging over this tragedy is whether the legislature acted wisely or whether, in fact, the campus would have been safer had the students and others been permitted to keep and bear arms in the dorms and on the greenswards. It's not a theoretical question. In 2002, according to a report on CNSNews.com, a disgruntled student at the Appalachian Law School, Peter Odighizuwa, allegedly shot and killed the school's dean, a professor, and a student on campus. He was subdued, CNSNews.comreported, only when two students reportedly ran to their cars to fetch their own guns and returned to confront the killer, who surrendered.

(...) But we do believe that Americans have the capacity to reason out their own choices about how to defend themselves. And to reach out in their thoughts and prayers to the families who lost loved ones on the campus of Virginia Tech.

Imagino se essa "pérola" do direitismo americano estivesse em vigor, ontem, nas ruas do Rio de Janeiro, com todo mundo armado em batalha campal no Morro da Mineira. Em vez de 13 mortos, teríamos mais de 130! (sem contar os mortos do Cemitério do Catumbi que serviu de cenário...)

terça-feira, 17 de abril de 2007

Violência sem fim

NYT Estava lendo as notícias de hoje sobre a tragédia do Instituto Politécnico da Virgínia, Estados Unidos, onde morreram 32 estudantes vítimas de um alucinado armado, quando recebi um telefonema de uma amiga, desesperada. Estava dentro de um ônibus que passava nas proximidades do Morro da Mineira, Rio de Janeiro, onde ocorria forte tiroteio. No ônibus ao lado, um homem já tinha sido atingido. Poderia dizer, vendo os dois casos, que vivemos a era da violência gratuita, mas não é bem assim. Aliás, de gratuita não tem nada. O site de Michael Moore, autor do documentário-denúncia que tem como ponto de partida a tragédia americana de Columbine, 8 anos atrás, dá destaque para a tragédia de ontem, inclusive reproduzindo um artigo de John Nichols, da The Nation ("A Tragedy... of Monumental Proportions"). John Nichols escreve que todo mundo já deve estar cheio de respostas para a mais nova tragédia, que a NRA (National Rifle Association, ou Associação Nacional do "Tiroteio", em tradução livre...) já deve ter feito seus press releases dizendo que a tragédia não tem nada a ver com armas. Mas, continua ele, ninguém consegue dar a resposta mais simples para o que aconteceu: os Estados Unidos são um país violento. Aqui no Brasil - que não pode ser qualificado da mesma forma - também é necessária a compreensão de que a nossa violência é causada pela combinação de miséria e corrupção. Acabar com a miséria e a corrupção deveria ser a meta de todos nossos governantes, razão de ser de qualquer político. Enquanto não houver essa compreensão, não tem exército que dê jeito.