Pronto, aconteceu o óbvio. É a classe média consumidora que vai pagar pelo fim da CPMF. As novas medidas compensatórias pelo fim da CPMF caem no colo de quem mais apoiou o bloco da oposição. O consumo fácil vai ficar menos fácil. O cheque especial vai doer mais um pouco. As vendas de imóveis, automóveis e outros objetos de desejo passarão por uma rearrumação. A oposição, com alguma razão, vai tentar pôr a culpa no Governo. Mas ninguém pode dizer que "Santo Antônio me enganou". Todo mundo foi amplamente avisado do que aconteceria. Agora só resta trocar os sonhos. Mas não vale sonhar com a volta da CPMF...
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Saudades da CPMF
Pronto, aconteceu o óbvio. É a classe média consumidora que vai pagar pelo fim da CPMF. As novas medidas compensatórias pelo fim da CPMF caem no colo de quem mais apoiou o bloco da oposição. O consumo fácil vai ficar menos fácil. O cheque especial vai doer mais um pouco. As vendas de imóveis, automóveis e outros objetos de desejo passarão por uma rearrumação. A oposição, com alguma razão, vai tentar pôr a culpa no Governo. Mas ninguém pode dizer que "Santo Antônio me enganou". Todo mundo foi amplamente avisado do que aconteceria. Agora só resta trocar os sonhos. Mas não vale sonhar com a volta da CPMF...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Datafolha: 20 milhões saem da faixa de pobreza
A pesquisa Datafolha publicada hoje pela Folha mostra um fato incontestável: o Governo Lula tem trabalhado eficientemente pela redução da miséria em nosso país. Nesse sentido, não há como não apoiá-lo, independente das preferências partidárias. Claro que há alguns setores que podem se sentir prejudicados, certamente pertencentes às faixas sócio-econômicas privilegiadas. Mas é bom que se saiba que, mais adiante, a redução da pobreza beneficia a todos. Minimiza-se uma das causas apontadas pela violência, por exemplo. O setor produtivo cresce, os salários aumentam, as riquezas se distribuem melhor. Queremos que essa política - com ou sem CPMF - possa se intensificar, porque está na cara que ela está sendo boa para o Brasil. Veja a reportagem de Fernando Canzian:
Crescimento tira milhões das classes D e E. Cerca de 20 milhões entram na classe C em 5 anos, aponta Datafolha; movimento intensifica-se nos últimos 17 meses. Movimento sugere que, num primeiro momento, programas sociais elevavam padrão de vida; hoje, impulso vem da expansão econômica.
Nos últimos cinco anos e com forte aceleração a partir de meados de 2006, cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos migraram para a classe C. Eles vieram, em sua grande maioria, da classe D/E. Nos três primeiros anos e seis meses de governo Lula (janeiro de 2003 a junho de 2006), apenas 6 milhões de pessoas fizeram essa transição. Já nos últimos 17 meses (julho de 2006 a novembro passado), que coincidem com um período de recuperação mais robusta da economia, a travessia da classe D/E para a C envolveu cerca de 14 milhões de brasileiros. Os números são resultado de pesquisas Datafolha realizadas em três momentos: outubro de 2002 (pouco antes da posse de Lula), junho de 2006 e no final de novembro passado. Nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% do total da população para 26%. Já a C cresceu de 32% para 49%, reunindo hoje quase a metade dos eleitores do país -125 milhões de pessoas com mais de 16 anos. A classe A/B manteve-se praticamente estável. Seu tamanho oscilou de 20% para 23% do total da população. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, "o movimento de ascensão da classe D/E deve continuar, muito apoiado na ampliação da oferta de crédito no comércio e no crescimento econômico". A classificação econômica usando as classes A/B, C e D/E é comum no mercado publicitário e entre as empresas. Ela visa segmentar o mercado levando em conta o poder aquisitivo. É obtida a partir da verificação de itens de consumo e seu número no domicílio dos entrevistados. Apura ainda o grau de instrução do chefe de família e se há empregado doméstico na residência. Esse tipo de classificação não reflete, necessariamente, uma melhora estrutural nas condições de vida do entrevistado. A aceleração da transição de membros da classe D/E para a C sugere que, se em um primeiro momento foram os programas sociais e previdenciários os responsáveis pela melhora de vida dos mais pobres, agora é o crescimento econômico que empurra os brasileiros para uma situação mais confortável. O PIB (Produto Interno Bruto) do país poderá crescer acima de 5% em 2007, sustentado por aumentos sucessivos no consumo, na produção, nos investimentos e na renda e com queda no desemprego. O maior número de pessoas que passaram a ter melhora econômica e mais acesso a bens e produtos pertence a famílias com renda de até dois salários mínimos (R$ 760). Nessa faixa de renda, os indicadores que classificam a classe D/E encolheram, nos últimos cinco anos, de 80% do total para 49%. Já a classe C cresceu de 16% para 45%. "Há um novo mercado interno sendo criado pela melhora na situação dos mais pobres. E a desigualdade cai visivelmente com o crescimento mais robusto da economia", afirma o economista Antonio Delfim Netto. Em termos regionais, a passagem da classe D/E para a C foi mais acentuada no interior do que nas regiões metropolitanas e maior no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste. Nessas regiões, os impactos do crescimento tendem a ser mais fortes, dado o número de pobres que concentram. No Sul, onde os programas sociais têm menor penetração, foi pequena a migração das classes D/E para a C nos três anos e seis meses iniciais de governo Lula. Mas, nos 17 meses seguintes, ela veio com força (a classe D/E encolheu de 30% para 18%), coincidindo com a recuperação do predominante setor agrícola na região. Nos Estados mais ricos do Sudeste, o encolhimento da classe D/E foi de 35% para 17%. Hoje, mais da metade (51%) da população da região pertence à classe C. Outros 31% estão na classe A/B.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
CPMF: "Cedo demais para não esquecer"
Todo mundo sempre soube os verdadeiros objetivos da oposição. Mas é sempre bom registrar o que disse o presidente tucano pós-vitória no Senado, segundo Ilmar Franco, hoje, no Globo: "Guerra diz que a oposição atingiu seu objetivo: “desorganizar o governo”. A oposição precisava frear o Programa de Aceleração do Crescimento. Ano que vem tem eleições municipais". É verdade. O encontro está marcado para as próximas eleições municipais. Veremos com quem os votos vão se encontrar...
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Tarde demais para esquecer
CPMF: quanto melhor, pior
A Oposição fez a bobagem que lhe é própria: decidiu atrasar o Brasil com o objetivo único de atrapalhar o Governo Lula. Vejam por exemplo o que escreve o Financial Times de hoje sobre o assunto: "Analysts say fiscal difficulties caused by the loss of the CPMF may delay a long-awaited decision by the main ratings agencies to promote Brazil to investment grade, opening the country’s assets to big institutional investors and, in theory, helping to drive growth by increasing the availability of cheaper credit to finance production". Ou seja: o fim da CPMF vai prejudicar a promoção do Brasil junto às agências de investimentos, retardando fluxos de investimentos que ajudariam nosso crescimento. Para a turma do "quanto pior, melhor", se as coisas vão bem para o povo, isso é ruim para para eles, porque foi obra do Governo Lula. Eles podem, com isso, começar a ter mais problemas de saúde eleitoral e nas próximas eleições serem reduzidos a pó.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
A nova pesquisa CNI-Ibope é mais um alerta aos senadores da oposição
Atenção, Senador, na hora de votar contra a prorrogação da CPMF: você certamente estará contribuindo para aumentar a aprovação do Governo Lula. Confira na nova Pesquisa CNI-Ibope.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Aloizio Mercadante descobriu a pólvora... da oposição
Li hoje no Panorama Político do Globo: "Há um limite de corte do investimento público. Não dá para tirar R$ 40 bi. A não ser que seja quanto pior, melhor” — Aloizio Mercadante, senador (PT-SP)" Faz séculos que escrevo aqui que toda a argumentação do Governo, provando por A + B que sem a CPMF o país vai passar por maus momentos (sem Bolsa Família e outros programas sociais, sem PAC, sem investimento, sem desenvolvimento, sem nada) só serve se una no voto contra. O "quanto pior, melhor" é a cara da oposição.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
CPMF passou, Renan ficou, o mensalão de Minas pipocou, Fernando Henrique escorregou - e à oposição, o que restou?
A aprovação da CPMF, na minha opinião, são favas contadas. Muda um pouco aqui, um pouco ali, mas vai ser aprovada, não importa a cara final. Renan Calheiros vai sobreviver como personagem folclórico. Como bem disse, acho que foi o Noblat, não existe ninguém no Senado preocupado em defenestrá-lo. A história do mensalão deixou de ser uma exclusividade anti-Lula/PT - os tucanos reivindicam a sua fatia na história. O Congresso Tucano reduziu-se a Fernando Henrique escorregando nas palavras - ou seja, não decolou. Certamente o discurso oposicionista ainda vai insistir na CPMF, mas de fato resume-se no momento a duas palavras: Chávez e Morales. Palavras, aliás, que estão ilustradas na primeira página do Globo de hoje, com o título "CONSTITUIÇÃO INCENDEIA BOLÍVIA E VENEZUELA". A Folha também noticia na primeira página - mas o destaque maior é para os incêndios de Paris. O Estadão segue o mesmo caminho. Que mais a oposição pode inventar? Terceiro mandato? TV pública? É, pode ser... mas é muito pouco.
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Todos querem a CPMF
Só quem é contra de verdade a CPMF quem tem que desembolsar. E ninguém venha me dizer que isso corresponde à maioria do povo brasileiro. A maioria real nem sabe do que se trata. Os empresários são contra e têm suas razões; podem ser convencidos do contrário, caso tenham lucro mais adiante. A classe média tende a ser contra, um pouco para proteger o bolso, um pouco para ser contra o Governo Lula. Mas a classe média não é totalmente insensível e bem que pode ser motivada pelos ganhos sociais. Os políticos são a favor, mas querem ser do contra, para ver se ganham algo desse bolo. O DEM (ex-PFL), por exemplo, é “filosoficamente” contra. E está certo, já que pretende posicionar-se como o fiel representante da classe média conservadora moderna (se é que se pode imaginar algo assim...). Mas só é “filosoficamente” contra circunstancialmente. Coloque-o no poder e, logo logo, vai inventar uma CPMF de novo tipo. O PSDB é obviamente a favor, mas tem que ser do contra. Os tucanos precisam se defender dos avanços do DEM (ex-PFL) junto ao eleitorado de classe média, mas não querem perder de vista o eleitorado maior que pode lhe garantir o poder nos estados e, quem sabe, até na Presidência da República. Por isso vivem passando de um lado pro outro do muro. A base aliada parece ser obviamente a favor, mas pode até ser do contra, dependendo do naco que lhe será reservado. A grande verdade nisso tudo é que o CPMF continuará sendo arrecadado – seja lá o nome ou a cara que venha ter.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Governo Lula trabalha contra a CPMF
Primeiro foi o Ministro Guido Mantega declarando que, se a CPMF não for aprovada, o Bolsa-Família será reduzido. Depois o Governo inteiro passou a dizer que, sem a CPMF, os programas sociais do Governo Lula serão prejudicados. E eu pergunto: quem eles querem conquistar? A Oposição, que está louca para acabar de vez com a popularidade de Lula? A mídia, que não vê a hora de colocar o fim de Lula nas manchetes? Ou será a classe média conservadora do Sudeste-Sul Maravilha, que vê nesses programas sociais apenas um populismo oportunista construído com seu rico dinheirinho que escorre pelo imposto? A estratégia está errada. Se quer conquistar um pouco da opinião pública de classe média, o Governo deve apelar para o risco da falta de dinheiro para segurança ou para o risco de aumento de impostos. Se quer conquistar votos no Senado, aí são outros quinhentos.
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quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Renan, PNAD, FGV, CPMF, cenário internacional... isso tudo está deixando a Oposição sem posição
A Oposição parece mais atônita do que na época do segundo turno da eleição passada. Achava que tinha encurralado o Governo Lula com a história mal contada de Renan Calheiros, mas perdeu. E perdeu feio, graças ao envolvimento secreto de vários senadores saídos de suas hostes. Pensou também que herdaria a cobiçada Presidência do Senado, mas Renan decidiu mais uma vez que não ia dar mole. Acreditou (ou fez o populacho de classe média acreditar) que acabaria com o CPMF e já perdeu a primeira batalha na Câmara, com altíssima possibilidade de perder também no Senado. Como se tudo isso não bastasse, vieram as pesquisas e novas confirmações sobre o excelente desempenho da política econômica atual. O país passou ao largo da crise internacional (que, aliás, está terminando, graças à queda dos juros americanos), bateu recordes de redução da pobreza e de diminuição do abismo entre pobres e ricos. Ah, sim, a crise aérea também já aterrissou. O que resta à Oposição é cabalar votos juntos aos setores mais atrasados da clsse média brasileira, contando com apoio integral do seu principal instrumento de agitação e propaganda (agitprop), que é a grande imprensa. Mas até agora isso tem-se mostrado insuficiente na conquista do poder central. O que mais a Oposição vai inventar? Depois de tantas defecções, em que posição vai ficar?
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