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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
The American Way of Censorship
Na ditaduras, a censura é comum, certo? Certo.
Nos Estados Unidos, conhecidos como a maior democracia do mundo, isso não acontece, certo? Errado.
A Guerra do Iraque e a prisão de Guantánamo já comprovaram que o governo americano utiliza-se da tortura quando bem quer. E agora o Caso Wikileaks serve para demonstrar que a censura também faz parte do menu do governo que tão ardentemente critica Cuba, China, Coreia, Venezuela, etc., etc. A ação do governo americano – através principalmente do seu Departamento de Estado – procurou desde o primeiro instante impedir que o Wikileaks divulgasse a arrogância da política externa. Procura, ainda hoje, classifica o líder do Wikileaks, Julian Assange, como espião e faz o que pode para conseguir a sua extradição e prisão – seria em Guantánamo? Fez pressão contra a sua (liberdade de) imprensa e agora chega à censura direta, proibindo que nos computadores de sua Força Aérea haja acesso a sites não apenas de jornais como The Guardian (inglês), Le Monde (francês), Der Spiegel (alemão) ou El País (espanhol) como o próprio The New York Times, que publicou uma nota na sua edição de terça-feira, mas, surpreendentemente, não protestou. Pecado desses jornais (o mesmo da Folha, do Globo e de outros órgãos de comunicação brasileiros)? Divulgar o que o Wikileaks tornou público!
Ninguém tira da minha cabeça que também houve dedo do governo na escolha pela revista Time do criador do Facebook (ao invés de Assange, como era de se supor) como Personalidade do Ano. Yahoo, The New York Times e outros criticaram a decisão da Time. Jacob Weisberg, editor-chefe da Slate, escreveu em seu twitter (@jacobwe) “Gutless of Time not to name Assange” (“não escolher Assange foi covardia da Time”). Acho que foi mais do que isso – foi censura disfarçada. Que podemos esperar do novo “American way of life” – cancelamento das próximas eleições?
Todos nós esperamos que os Estados Unidos continuem como os grandes defensores da democracia – por mais que ela tenha seus defeitos, certo?
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sábado, 26 de dezembro de 2009
O melhor trocadilho do Natal
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Eleições israelenses: as bombas contra palestinos servem de cortina de fumaça para a crise econômica e social em Israel
Nas eleições da próxima terça-feira, dia 10, não importa quem vença, Israel vai obedecer ao comando de “direita, volver!”. Sem ter como viabilizar propostas capazes de solucionar os graves problemas econômicos e sociais que afligem o país, os partidos de esquerda e de centro buscaram um discurso mais próximo da direita, fundamentado na questão da segurança. O bombardeio de Gaza foi conseqüência natural. Conseguiram embaralhar a cabeça do eleitor e passaram a ter chances em uma eleição que já estava praticamente perdida. Enquanto isso, um quarto das famílias vive abaixo da linha de pobreza, 1/3 da população não tem meios para comprar remédio e a metade não dispõe de plano de aposentadoria. Curiosamente, a parcela da população em estado mais crítico é a que apóia os candidatos da direita, com sua proposta neoliberal e de radicalismo antipalestino. Que os deuses de todas as religiões ajudem a região! Leia mais no Le Monde: Législatives en Israël: l'économie une nouvelle fois éclipsée par les questions de sécurité, do correspondente em Israel Benjamin Barthe.
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
O impossível acontece: Banco Central brasileiro vira exemplo para Fed americano
Meninos, eu li. Está lá no site da BBC: "Fed deveria se inspirar no BC do Brasil, diz Le Monde". Trata-se de um artigo publicado nesta terça no jornal francê Le Monde dizendo que o presidente do Fed (Banco Central Americano), Ben Bernanke, deveria inspirar-se na política monetária brasileira. Leiam o resto da notícia:
O jornal destaca o recente aumento da taxa de juros de 11,75% para 12,25% imposto pelo Banco Central brasileiro e opina que a “política de juros altos saneou a economia brasileira”.
“A taxa de poupança no Brasil é o dobro da dos Estados Unidos, o déficit da balança de pagamentos é moderado, os brasileiros consomem menos do que os americanos e economizam mais. A taxa de crescimento do país deverá ultrapassar os 4% este ano.”
“Ben Bernanke, presidente do Fed, deveria se inspirar na política monetária brasileira”, afirma o diário francês.
Remédio brasileiro
Segundo o Le Monde, a alta taxa de juros no Brasil serviu durante muito tempo para bancar investimentos em uma economia de riscos.
“Hoje já não é mais o caso”, diz. “A dívida externa do Brasil é inferior a 50% de seu Produto Interno Bruto, as contas correntes estão perto do equilíbrio e o déficit público é baixo, mesmo que os juros altos aumentem a dívida do governo”.
O jornal diz que o Brasil não está mais na lista dos países de risco desde que a agência de avaliação de risco Standard & Poor’s concedeu o grau de investimento.
“Os Estados Unidos estampam um grande déficit em sua balança de pagamentos e está com a moeda fraca. A taxa de poupança é baixa, às vezes negativa; o governo está mergulhado em déficits mesmo mantendo o crescimento do país”.
“Uma política monetária à brasileira poderia remediar esses problemas”, conclui o Le Monde.
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domingo, 9 de março de 2008
Eleição francesa: direita derrotada
As eleições municipais de hoje na França (1º turno; o 2º turno será no dia 16 de março) significaram uma dura derrota para Sarkozy e toda a direita. Em comparação com 2001, o Partido Socialista (PS) cresceu 3% ( de 44,5% para 47,5%), enquanto a União para um Movimento Popular (UMP) caiu cerca de 7% (de 47% para 40%). Le Monde, em editorial, diz que é uma advertência à direita e ao Presidente da República. Leia mais aqui.
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terça-feira, 19 de junho de 2007
Sarkozy troca o "derrotado" pelo "causador da derrota"
A "longa conversa" que teve com Putin deve ter deixado o presidente francês, Nicolas Sarkozy, tonto até agora. Com a derrota que teve nas últimas eleições parlamentares, Sarkozy (com seu Primeiro-Ministro, François Fillon) teve que alterar a formação do governo, e adivinha o que fez: tirou o seu super-ministro da Ecologia, Alain Juppé, que não conseguiu se eleger deputado, e colocou no lugar o seu ministro de Economia, Finanças e Trabalho, Jean Louis Borloo - exatamente aquele apontado pelo sucesso do Partido Socialista no segundo turno das eleições parlamentares. Borloo é o "pai" do plano de "coesão social", que significaria aumento de impostos e queda em investimentos sociais. Pelo jeito, Sarkozy vai ter que desistir das "longas conversas" com Putin... Leia Le Monde e da correspondente do Globo, Deborah Berlinck.
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