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quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Respeito à dor

Folha Se tem alguém que demonstrou dor (além dos parentes das vítimas, claro) com as tragédias aéreas ocorridas recentemente, foi o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos). Demonstrou competência, coragem e sentimento de dor.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Jobim, defesa da imagem ou do país?

Na sua luta quase ensandecida contra Lula, o Prefeito César Maia, do Rio de Janeiro, escreve hoje no seu Ex-Blog que Nelson Jobim é o "ministro da defesa da imagem do governo". Trocadilho à parte, ele está certo. Em política, a guerra de percepções é travada incessantemente e nós todos somos testemunhas dos ataques violentos que são feitos para destruir a imagem de Lula. Isso acontecia mesmo antes de sua eleição, mas intensificou-se em 2005. Teve o mensalão, que não deu certo. Tivemos vários escândalos, fabricados ou não, que tentou-se atribuir a Lula, mas também não deu certo. Teve a queda do avião da Gol e a crise dos controladores que já estavam quase sendo abandonadas como arma política, trocadas pelo caso Renan. Com o recesso, Renan ganhou sobrevida. Tentou-se a vaia do PAN, logo desmascarada. Mas para a felicidade geral da não-Nação, veio a tragédia da TAM. O primeiro movimento dos abutres de ocasião foi no sentido de culpar a pista do Aeroporto de Congonhas e, por tabela, a Infraero e, por tabela, Lula. Viu-se logo que não era bem assim, mas não importava. O sofrimento das 200 famílias passou a ganhar corpo como culpa de Lula. E o país passou a viver os efeitos dessa batalha. Como qualquer batalha real, digo, dessas que são vistas no Iraque, na Palestina ou no Complexo do Alemão, a batalha das percepções pode ser algo cruel, de baixarias, insensível, completamente desprovida de bom senso. É uma batalha assim que estava (está) em marcha, com vantagem momentânea para os degradadores. Trata-se de uma situação que abala qualquer governo, mas abala principalmente o país. Ao mover as peças em defesa de sua imagem, o Governo Lula também procura defender o país. A retomada do clima de serenidade é fundamental para todos nós. Não queremos dizer que não deva haver o embate político, com batalhas de percepções renhidas. Mas não se pode ficar eternamente na "batalha pela batalha" ou no "quanto pior melhor". Pessoalmente, não tenho nada nem a favor nem contra Nelson Jobim. Apenas penso que ele foi a melhor escolha de Lula em defesa de sua imagem (nisso, César Maia concorda) e também em favor do país (isso os César Maia não querem aceitar).

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Acidente da TaM: mericanos querem transformar a tragédia em outro "Congo"

O correspondente do Globo em Washington, José Meirelles Passos, manda hoje uma reportagem, feita com "especialistas" dos Estados Unidos, que é o primor na demonstração da arrogância de alguns irmãos do Norte. Procuram demonstrar acima de tudo a negligência do Estado (brasileiro, claro) sem saber praticamente nada do que aconteceu. Falam de "uma provável falha ou negligência de controladores de vôo na torre de controle do aeroporto". Falam da " extensão da pista, que não é adequada para operações com grandes jatos, condição agravada pelo fato de ela estar muito próxima de edifícios e vias expressas". Há, ainda, certa preocupação em trazer de volta o acidente da Gol de volta e colocar sua culpa no Governo e nos controladores brasileiros. "Quantas pessoas mais serão mortas antes que o governo brasileiro interrompa as experiências que a FAB (Força Aérea Brasileira) vem fazendo ao vivo com a segurança do público viajante?" — perguntou, irritado, Marc Baumgartner, presidente da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca, na sigla em inglês), sediada em Montreal, no Canadá. Há uma posição mais serena, é verdade, como a de outro especialista do ramo, Todd Curtis, fundador e diretor da AirSafe.com Foundation (ASF), sediada em Seattle, que disse que ninguém deveria se precipitar em apontar uma causa principal, uma vez que “a realidade é que a maioria dos acidentes não tem uma única causa, mas muitas causas diretas e secundárias”. A maioria, no entanto, deve estar pensando que Congonhas é o nome por extenso de Congo...