- A primeira notícia trata exatamente do assunto de hoje, as comemorações da chegada (150 anos) de D. João VI: "(...) a partir das 16h, o grandioso espetáculo retrospectivo do desembarque do Regente e de toda a sua Corte será reconstituído, em todo o seu esplendor. Artistas de rádio, TV, teatro e cinema, corpos de baile de Mercedes Batista e de tradicionais associações portuguesas, da Sinfonia dos Tamancos, contingentes do Exército e da Marinha e elementos do clero formarão um cortejo inédito, grandioso, inolvidável".
- A outra trata de uma situação exatamente oposta à que estamos vivendo em nosso relacionamento com os Estados Unidos: "A AJUDA MILITAR dos EUA ao Brasil será consideravelmente incrementada este ano (...) A ampliação da ajuda americana ao Brasil é conseqüência do acordo de cessão, aos EUA, da base de projéteis teleguiados situada em Fernando de Noronha".
- A terceira trata de uma declarção exatamente igual às que são dadas ainda hoje por nossos políticos: “OS RUMORES SOBRE a minha candidatura à Presidência da República são intrigas da oposição” — declarou o general Teixeira Lott, no Aeroporto de Congonhas, hoje à tarde, momentos antes de retornar ao Rio. E, diante da insistência dos repórteres, reafirmou. “Espero que o futuro prove que esses rumores são, apenas, intrigas”. Como todos sabemos, o futuro provou o contrário...
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sábado, 8 de março de 2008
Viagem no tempo
Motivado pelas comemorações dos 200 anos da chegada de D. João VI ao Brasil, visitei a seção "Há 50 anos" do jornal O Globo, e li notícias interessantes, mostrando que o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua numa boa...
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domingo, 19 de agosto de 2007
Sugestão para enfrentar a crise aérea: vamos trocar Congonhas por Heathrow...
Enquanto nós aqui lutamos para que o Aeroporto de Congonhas tenha as pistas ampliadas e, com isso, possa oferecer mais segurança, na Inglaterra faz uma semana que os ambientalistas fazem protesto contra a ampliação do Aeroporto de Heathrow, o mais movimentado da Europa. Alegam os ambientalistas que o aumento do tráfego aéreo de Heathrow aumentaria também a emissão de CO2 - o que é prejudicial ao planeta. Aliados aos ambientalistas, estavam também os moradores locais, que não querem conviver com o tumulto das obras e do possível aumento do tráfego aéreo ensurdecedor. Minha sugestão é simples. A gente pega o Congonhas, do jeito que está, empacota e despacha para a Inglaterra. Aproveita a viagem de volta para trazer o Heathrow - também do jeito que está, sem precisar aumentar nem mesmo um centímetro. Talvez falte um pouco de espaço aqui em São Paulo. Mas empurrando um pouquinho pra lá, outro pra cá, a gente dá um jeito... Leia mais: The Independent, Financial Times, El País.
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domingo, 5 de agosto de 2007
Menos, Jobim, menos...
Essas poses em uniforme de camuflagem nas selvas foram dose cavalar. No seu galope rumo à candidatura à Presidência da República, Nelson Jobim não mede esforços para conquistar espaço na mídia. Fez uma ponte aérea instantânea da imagem de "Cavaleiro de Congonhas" para a pose de "Jobim das Selvas". Não está muito errado, não. Mas precisa tomar cuidado com exageros. A Classe Média que quer conquistar não perdoa.
Acidente da TAM: obrigado, Tereza Cruvinel, por concordar com o que este Blog diz desde o começo
Desde o começo foi colocado aqui que a oposição e a grande mídia usaram e abusaram da tragédia do Airbus da TAM com o objetivo de atacar o Governo Lula. Os dias foram passando, as investigações avançando, as caixas-pretas clareando as idéias e o óbvio surgindo: o culpado não foi o grooving. Até o Arnaldo Jabor já tinha se segurado para evitar ataques infundados. Só estava faltando um nome de destaque da grande imprensa de certor modo reconhecer o o uso "oportunista" da tragédia. Na sua coluna de hoje, Manutenção, no Globo, Tereza Cruvinel diz coisas interessantes. Trechos:
A evolução das investigações sobre o acidente com o avião da TAM continua recomendando cuidado com as conclusões precipitadas. Por ter embarcado nelas, acreditando estar diante da chance de dar um golpe mortal no governo Lula, a oposição ficou um tanto zonza, a ponto de seus integrantes nas CPIs da Câmara e no Senado trocarem acusações.(...) Houve o momento em que toda a culpa foi posta na liberação da pista de Congonhas sem a execução do grooving, e/ou no fato de o pouso de ter sido autorizado sob chuva, com a pista escorregadia; e/ou ainda na hipótese de aquaplanagem. Depois o foco mudou para o tripé pilotoempresa-fabricante. O reverso com defeito que voava travado e o suposto erro do piloto ao deixar um dos manetes em posição de aceleração. Crucificado o piloto, veio a possibilidade de o erro não ter sido dele, mas do computador de bordo ao interpretar o comando. E a de ser do fabricante a responsabilidade maior, já que outros dois acidentes aconteceram nas mesmas condições. Se pilotos experientes cometem o mesmo erro nas mesmas condições, é bem possível que os comandos do Airbus e a regra operacional deles induzam facilmente ao erro. Mas vale também lembrar que tudo começou foi com a quebra do reverso, com a decisão da empresa de manter o avião voando, mesmo tendo ele apresentado um defeito na turbina. No pouso com reverso travado, o piloto teria se confundido.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Pergunta que não quer calar sobre o acidente do Airbus: as empresas aéreas não temiam a ANAC?
Está nos jornais: O item 5 da instrução da Anac, editada em 31 de janeiro de 2007, determinava que, " em caso de pista molhada, a tripulação deve certificar-se de que o avião esteja com todos os sistemas operando, notadamente o reverso". Mas as empresas (TAM) preferiam a saída alternativa do fabricante do Airbus que concede 10 dias para o conserto do reverso. Ora, se precisa de conserto, a alternativa não é segura. Portanto, a instrução da ANAC deveria ser seguida à risca.
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Crise aérea: as empresas aéreas fazem tudo para promover Nelson Jobim
Parece combinado. Nelson Jobim toma uma medida de bom senso, e logo as empresas aéreas reagem contra a medida, propondo o reverso (com trocadilho...). É mais uma oportunidade para Nelson Jobim voltar a mídia, rearfirmar o que disse e firmar-se ainda mais como sério, decidido, competente. Se ele diz que vai acaba rcom o hub de Congonhas, as empresas aéreas dizem que não têm aviões suficientes. Se ele decide descentralizar o tráfego aéreo, elas dizem que a passagem vai ficar mais cara. Aí Nelson Jobim aparece para dizer que acima de tudo está a segurança, que se houver preço abusivo Governo vai intervir, etc. Elas estão colaborando intensamente pelo marketing pessoal do Ministro. Se continuar assim, nem precisa contratar consultor de marketing eleitoral...
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
Acidente da TAM: fim das dúvidas
Finalmente a mídia chega a uma certeza: ainda é (no mínimo) cedo para se dizer com segurança qual foi a causa principal do acidente com o Airbus da TAM. A mídia ainda vai tentar conviver muito tempo com o tema. Explorando o acidente de forma mórbida e cruel (como fez o Globo de hoje, com a manchete de 1ª página: "Não dá, não dá. Ai, meu Deus"); tentando encontrar um ângulo novo do acidente (como faz a maioria: Folha, "Falha ocorreu 2 segundos antes do pouso"; O Dia, "Airbus da TAM bateu em potência máxima"); voltando-se para a questão política (como faz o Estado de Minas, "CPI confunde mais do que explica o acidente"). A caixa preta não trouxe a resposta que se esperava - trouxe apenas gritos sem sussurros para enriquecerem certo jornalismo marrom. CPI e especialistas ainda povoarão o noticiário por algum tempo. Nelson Jobim encontrará algum meio de ocupar espaço. O caso Renan volta a ganhar corpo. Os ataques a Lula sofrerão um pouco do efeito reverso. Só vai ficar faltando alguém ter a coragem de fazer a principal manchete: "O culpado não foi o grooving".
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Acidente da TAM: César Maia versus José Serra
No seu Ex-Blog de hoje, o Prefeito do Rio, César Maia (DEM, ex-PFL), resolveu levantar a bandeira do "anti-paulicentrismo". Citou Vargas, mencionou JK, Afonso Pena, Prudente de Morais, Campos Sales, Rodrigues Alves, Washington Luís, Julio Prestes e Bernardino Campos, e ainda parafraseou Otto Lara Resende para concluir que "a elite paulista não é solidária nem na tragédia!" Trouxe de volta até a "bucha" (organização de estilo maçônico, - criada no séc 19 - dos alunos da escola de direito do Largo de São Francisco, nos moldes alemães). Tudo para protestar contra a posição do Governador de São Paulo, José Serra (PSDB) na questão aérea. César Maia acusa Serra de estar lutando contra a descentralização das operações aéreas (o centro é São Paulo) e com isso fazer o jogo das empresas aéreas, mais interessadas em economia de escala do que na segurança dos passageiros ("Lixe-se a segurança do vôo e dos passageiros. Lixem-se todos, e que as empresas aéreas se lambuzem com esta economia de escala."). César Maia defende - com propriedade - a descentralização para aeroportos do Rio, Belo Horizonte, Salvador e (se der) Brasília, "antes que a próxima tragédia surja nos jornais e afete a todos - mais próximos ou menos próximos das futuras vitimas". Sua defesa da descentralização faz sentido, é por uma boa causa - a da maior segurança nos vôos. Mas duvido que não haja uma boa dose de política, um plano para os próximos vôos eleitorais.
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Acidente da TAM: cansei, está na hora de jornalismo sério
O noticiário sobre a tragédia do Airbus da TAM até agora foi um verdadeiro descalabro. O caos informativo começou com a certeza de que a causa do acidente teria sido a aquaplanagem na pista de Congonhas que, por sua vez, teria sido liberada irresponsavelmente pelo Governo Lula, causador também de um suposto apagão aéreo. Com o fim da culpa do tal do grooving, seguiu-se uma sucessão de trocas de causas e efeitos insuportáveis e irresponsáveis. A caixa-preta virou uma caixinha de surpresas. Todo mundo tira dela uma informação nova e exclusiva, reveladora da verdadeira causa do acidente. Mas na maioria dos casos o que se tem é uma campanha política que usa a dor das famílias das vítimas como escada para tentar atingir mortalmente o Governo Lula. A investigação jornalística é importantíssima, é da natureza da profissão. Mas ela tem que ser profunda. Ousada, mas bem fundamentada. Caso contrário, trata-se apenas de manipulação jornalística. O momento crítico exige mais seriedade do que nunca. O culpado foi o piloto, foi a pista, foi a TAM, foi a Infraero, foi a Airbus, foi a relação homem-máquina, foi a soma de tudo isso? Daqui a pouco vamos saber com certeza. Duvido que não se chegue a uma resposta precisa, esclarecedora. Queremos saber o certo para que haja uma solução capaz de evitar outras tragédias. Até o Arnaldo Jabor já percebeu que não temos que achar um culpado a qualquer custo. Está na hora de sair das nuvens e pôs os pés no chão. Com toda segurança.
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sexta-feira, 27 de julho de 2007
Nelson Jobim faz plano de vôo para 2010
Quando um político diz "minha mulher não deixa" quer dizer "não penso em outra coisa". E a idéia de candidatura à Presidência da República com certeza já sobrevoa a cabeça de Nelson Jobim há muito tempo. A alta exposição positiva que teve como Presidente do STF dava margem a pensar nessa direção. A tentativa de presidir o PMDB seguia nesse rumo, mas a derrota para Michel Temer mostrou fragilidade política e abortou a decolagem mais ousada. Agora uma nova chance pousou perfeitamente em seu colo. Primeiro, claro, ele terá o que resolver a chamada crise aérea. O que não é difícil. Na guerra das percepções, ele já conseguiu passar muito bem a imagem de "salvador da Pátria". Postura austera, mostrando decisões, comando, disposição para análise e carta branca para mudar o que for preciso. Já conquistou a mídia, está agradando a classe média e até calou a oposição. As condições climáticas estão favoráveis. Mas é claro que ainda existe muita pista pela frente. O mau tempo começará a surgir exatamente entre seus amigos Serra e Fernando Henrique, que verão no seu nome turbulência para os vôos tucanos. Da mesma forma, César Maia e seus "demos" não gostarão de ver seus eleitores conservadores embarcando nessa viagem. O céu nordestino também não será de Brigadeiro. Ciro Gomes vai ligar os sinais de alerta, claro. E o próprio povo nordestino pode se mostrar arredio ao ar imperial de Nelson Jobim que agrada tanto em regiões sulistas. Dois fatores vão contribuir para que Nelson Jobim mantenha as turbinas ligadas: o fato de finalmente o PMDB ter um nome próprio forte para concorrer à Presidência e o seu trânsito fácil no terreno petista, a começar por Lula, Mercadante, Tarso e até, quem sabe, José Dirceu. Mas, como já disse, ainda existe muita pista pela frente e Jobim terá que ter mais combustível para alçar vôo com segurança.
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
Acidente da TAM: afinal, a altura do Hotel do Oscar interfere ou não interfere na extensão da pista de Congonhas?
Todos nós vimos no Fantástico, e até já falei aqui no Blog, que o Oscar's Hotel, que teve sua construção autorizada no ano 2000, contribui para reduzir em 130 metros a extensão da pista do Aeroporto de Congonhas. Agora, acertadamente e espertamente, o Prefeito Kassab decidiu interditar o prédio. O empresário Oscar Marone, claro, está chiando e acusando os governos de incompetência. O Prefeito retruca, diz que o empresário enganou a Aeronáutica, dizendo que ia construir um edifício de escritórios e fez um edifício de flats residenciais. A jornalista da sala ao lado não resiste e solta o berro: E DAÍ??!!! QUE DIFERENÇA FAZ PRA EXTENSÃO DA PISTA???!!! Realmente, não faz sentido. Se é de escritórios ou de flats a altura é a mesma. E a construção deveria ter sido proibida em primeiríssimo lugar pela altura, não por causa do "zoneamento de ruído". Leia a reportagem completa no G1 e aproveite para ver a foto do docinho do empresário.
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Jobim, defesa da imagem ou do país?
Na sua luta quase ensandecida contra Lula, o Prefeito César Maia, do Rio de Janeiro, escreve hoje no seu Ex-Blog que Nelson Jobim é o "ministro da defesa da imagem do governo". Trocadilho à parte, ele está certo. Em política, a guerra de percepções é travada incessantemente e nós todos somos testemunhas dos ataques violentos que são feitos para destruir a imagem de Lula. Isso acontecia mesmo antes de sua eleição, mas intensificou-se em 2005. Teve o mensalão, que não deu certo. Tivemos vários escândalos, fabricados ou não, que tentou-se atribuir a Lula, mas também não deu certo. Teve a queda do avião da Gol e a crise dos controladores que já estavam quase sendo abandonadas como arma política, trocadas pelo caso Renan. Com o recesso, Renan ganhou sobrevida. Tentou-se a vaia do PAN, logo desmascarada. Mas para a felicidade geral da não-Nação, veio a tragédia da TAM. O primeiro movimento dos abutres de ocasião foi no sentido de culpar a pista do Aeroporto de Congonhas e, por tabela, a Infraero e, por tabela, Lula. Viu-se logo que não era bem assim, mas não importava. O sofrimento das 200 famílias passou a ganhar corpo como culpa de Lula. E o país passou a viver os efeitos dessa batalha. Como qualquer batalha real, digo, dessas que são vistas no Iraque, na Palestina ou no Complexo do Alemão, a batalha das percepções pode ser algo cruel, de baixarias, insensível, completamente desprovida de bom senso. É uma batalha assim que estava (está) em marcha, com vantagem momentânea para os degradadores. Trata-se de uma situação que abala qualquer governo, mas abala principalmente o país. Ao mover as peças em defesa de sua imagem, o Governo Lula também procura defender o país. A retomada do clima de serenidade é fundamental para todos nós. Não queremos dizer que não deva haver o embate político, com batalhas de percepções renhidas. Mas não se pode ficar eternamente na "batalha pela batalha" ou no "quanto pior melhor". Pessoalmente, não tenho nada nem a favor nem contra Nelson Jobim. Apenas penso que ele foi a melhor escolha de Lula em defesa de sua imagem (nisso, César Maia concorda) e também em favor do país (isso os César Maia não querem aceitar).
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quarta-feira, 25 de julho de 2007
Acidente da TAM: Arnaldo Jabor contra César Maia
O Arnaldo Jabor, todo mundo conhece, é aquele intelectual polêmico, que gosta principalmente de falar mal de alguém ou de alguma coisa. Pessoalmente, acho muito chato, mas, queira-se ou não, tem um trabalho respeitável no meio intelectual. Seu tucanismo é forte, mas o mais forte nele é ser do contra. Hoje, na CBN, ele tomou uma posição louvável. Disse que é um momento de trégua, em nome do Brasil. Foi motivado, disse ele, se me lembro bem, pelas palavras do Brigadeiro que falou que não há apenas uma causa para o acidente da TAM, mas, sim, que há vários fatores que podem ter contribuído para a tragédia. Não se deve buscar um culpado, mas um conjunto de fatores. Segundo Jabor, não é o caso de se culpar Lula por tudo, nem é o caso de Lula achar que a imprensa está errada em tudo. Perfeito. O país precisa dessa postura. Ao contrário do que pensa César Maia, que não passa um único segundo sem tentar politizar a tragédia. Hoje no seu Ex-Blog ele relembra a crise do mensalão e lamenta mais uma vez que a Oposição, na época, tenha diminuído os ataques e perdido a oportunidade de liquidar Lula. No momento, ele continua loucamente em busca de destruir Lula junto com o Airbus da TAM. Tudo bem que ele é político e, por isso, não consegue fazer outra coisa além de política. Mas isso não dá o direito de brincar com a dor alheia. Essa velha prática do "quanto pior melhor" não faz bem ao país.
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terça-feira, 24 de julho de 2007
Acidente da TAM: chega de politização
A politização da tragégia com o Airbus da TAM chegou a extremos. Não é que eu seja contra as análises politicas dessas situações. Mas não dá para fantasiar, forçar a barra, simular "fatos". Tudo começou pelo desejo de crucificar o Governo Lula, utilizando-se para isso da pista sem grooving. Depois, como viram que essa "causa" não se sustentava, transformaram a justa indignação de Marco Aurélio Garcia em comemoração anti-vítimas. Deputados da CPI, que foram aos Estados Unidos fazer não sei bem o que, deram depoimentos sobre o conteúdo da caixa-preta que nem tinha sido aberta ainda. E agora César Maia, no seu Ex-Blog inventou uma história de que o defeito no reverso é coisa do Governo e que o Marco Aurélio Garcia, na hora do famoso top-top, já sabia disso. Alguém tem que ter mais respeito à dor das famílias das vítimas, à dor de toda a população e a um mínimo de inteligência do ser humano. Parem com essa brincadeira de mau gosto, que parece não ter fim. Na sua coluna Toda a Mídia, na Folha, Nelson de Sá relata algumas dessas maluquices que percorrem a mídia (transcrevo trechos mais abaixo). Também na Folha, há bom senso nas críticas de Adyr da Silva, presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial e do Instituto do Transporte Aéreo do Brasil, chefe permanente do Brasil na Organização da Aviação Civil Internacional e professor da Universidade de Brasília, ex-presidente da Infraero (1995-98), ex-diretor-geral do Centro Tecnológico Aeroespacial (1991-92) e ex-diretor do extinto Departamento de Aviação Civil (1987-91). Trecho de Toda a Mídia:
O blog de Marcelo Coelho na Folha Online avisou, dias antes, contra os esforços seguidos de "capitalizar politicamente a tragédia", apesar das evidências de causas conflitantes e, mais provavelmente, múltiplas. A oposição "usa" uma possibilidade, os governistas "comemoram" outra. Ontem foi a vez de Fernando Rodrigues, diante do vaivém no laudo do IPT, postar no blog do UOL que "a guerra política para faturar com a morte de 200 inocentes não pára nem tem limites". E de Helena Chagas, em seu blog no iG, apontar "politização da caixa-preta" nos vazamentos dos dois deputados que a seguem -um da oposição, contra a pista, e outro da situação, contra o avião.
A PISTA, A PISTA O vazamento do deputado da oposição foi destaque por todo lado, mas a manchete que causou espécie foi a do Globo Online, que assumiu a informação, "Caixa-preta mostra que a pista teria contribuído para acidente". Ou ainda, no texto blogueiro de Ricardo Noblat, "a pista contribuiu de algum modo para ocorrer a tragédia". Duas horas depois e o site mudou o enunciado para "Caixa-preta revela que piloto não tentou arremeter", como nos demais sites e portais, com eco por rádio e TV paga.
O AVIÃO, O AVIÃO O UOL foi o único a dar as duas versões. Primeiro, em uma submanchete, "Piloto não tentou arremeter, diz deputado" -o da oposição. Depois, no lugar da anterior, "Falha no computador do Airbus é hipótese investigada, diz deputado" -o da situação.
"ESPECULAÇÃO" Só no fim da tarde surgiu a manchete "Aeronáutica ataca especulação, nega informação sobre caixa-preta", Folha Online e depois vários outros, inclusive Globo Online, com enunciado um pouco diverso. Segundo um brigadeiro, "no grau em que estão as investigações da caixa-preta, não se pode afirmar nada nem especular sobre dados".
SOBERANOS Depois dos três dias de bate-estaca na mesma Globo com a entrevista dos dois pilotos "autorizada pela TAM" -declarando que o problema é pista, não avião- o "SPTV" noticiou que os "pilotos se recusam a pousar". Daí os vôos cancelados, o saguão lotado, as cenas do dia. De sua parte, segundo a Globo, também ontem sobre os cancelamentos, "a TAM disse apenas que é questão de soberania dos pilotos".
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segunda-feira, 23 de julho de 2007
Acidente da TAM: a culpa vai acabar sendo do Pitta...
Segundo denúncia do Fantástico, a pista do Aeroporto de Congonhas, na prática, tem 1.810 metros, não 1.940. Esses 130 metros a menos seriam resultado de um hotel que está sendo construído próximo, tem 50 metros de altura e está interferindo nas manobras aéreas. A licença para a construção do hotel - aparentemente irregular - teria sido dada no ano 2000, final do Governo Fernando Henrique e adivinha quem era o Prefeito de São Paulo? Ele mesmo, o já famoso Celso Pitta. Na verdade, ele e todos os prefeitos paulistanos que permitiram o estrangulamento de Congonhas têm parcela de culpa pelo caos local. Também têm culpa os departamentos da Aeronáutica que permitiram obras perigosamente altas na região. Sem contar, claro, as empresas aéreas que forçaram a barra para lucrar mais com o Aeroporto de Congonhas. A lista de culpados é extensa e revela um Brasil secularmente sem infraestrutura adequada para crescer - e em certos aspectos até mesmo para sobreviver...
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domingo, 22 de julho de 2007
Acidente da TAM: a mídia refletindo mais
A mídia continua em sua campanha irracional anti-Lula aproveitando-se da desgraça alheia. Mas aqui e ali começam a surgir análises e reportagens menos interesseiras e menos temperamentais. Na postagem abaixo, reproduzi texto de Tereza Cruvinel no Globo de hoje. Também o Globo, em reportagem (Soma de problemas pode explicar tragédia) de Chico Otavio, Soraya Aggege e Lino Rodrigues, começa a dizer que "condições da pista, chuva, falha mecânica, excesso de peso e velocidade do avião são aspectos sob investigação". Ou seja, tiraram um pouco o foco de cima de Lula. Elio Gaspari, na sua coluna de hoje, vê o aspecto ainda pouco analisado, da bagunça que sempre gerou lucro. Reproduzo na íntegra:
O cartel dos aerocratas gerou o caos
O Código de Aeronáutica fixa indenizações irrisórias em moeda que não existe; a Justiça atropelou-o
AS MEDIDAS ANUNCIADAS na sexta-feira por Nosso Guia vieram tarde, mas são um passo para enfrentar o descalabro do aeroporto de Congonhas. Tudo indica que, pela primeira vez, o assunto foi tratado sem a decisiva interferência do cartel de aerocratas da TAM, da Gol, da Infraero e da Anac. Em vez de reclamar, as empresas podem oferecer aos seus passageiros uns 20 pontos de embarque em ônibus para Guarulhos e Viracopos. Neles, poderiam até adiantar o check-in. A aviação comercial brasileira e a administração aeroportuária entraram em colapso porque a bagunça dá lucro. Basta que se reflita sobre um dispositivo do Código Brasileiro de Aeronáutica, de 1986. Ele determina que, em caso de morte de um passageiro, a companhia deve indenizá-lo até um limite de 3.500 Obrigações do Tesouro Nacional, ou OTN. Esse papel não existe mais. É uma peça de arqueologia financeira. Virou BTN e hoje se chama TR. Numa conta, a indenização pode valer R$ 14 mil. Noutra, R$ 125 mil. Trata-se de um dispositivo iníquo e anacrônico que só sobrevive porque tudo o que se refere à aviação comercial passa pela manipulação dos interesses de uma aerocracia privada e pública. Felizmente, os tribunais atropelaram essa maluquice, mas o fato de ela ainda estar por aí mostra como colecionam-se absurdos. A pista de Congonhas é curta, o aeroporto está engarrafado, as empresas submetem os passageiros ao overbooking e nada resta à patuléia senão relaxar e gozar. Os três grandes desastres da TAM e da Gol mataram 445 pessoas. Para conseguir indenizações adequadas, seus familiares tiveram que contratar advogados, ir à Justiça e, em muitos casos, aceitar acordos. As vítimas da TAM que batalharam na Justiça americana conseguiram compensações até três vezes superiores. Em Pindorama, a maior indenização paga pela empresa, por ordem do juiz, foi de R$ 800 mil. Só numa atividade que desrespeita os clientes em benefício da patranha um presidente de empresa pode fazer o que fez o doutor Marco Antonio Bologna, da TAM. Na quarta-feira ele disse que o Airbus estava em "perfeitas condições". Na quinta-feira, confrontado com informações que tinha, mas não revelava, Bologna confirmou que havia um defeito no sistema que ajuda a frear o avião.
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Acidente da TAM: as responsabilidades de cada um
Gostei bastante da análise feita por Tereza Cruvinel no Globo de hoje. Reproduzo na íntegra:
A gula das aéreas e a inépcia estatal
As companhias aéreas vão chiar. Com as medidas baixadas pelo governo na sexta-feira, elas vão ganhar menos dinheiro. Vão gastar mais para redistribuir os vôos que concentraram em Congonhas. TAM e Gol tiveram lucros gordos na crise, enquanto eles minguavam lá fora. Desafogar Congonhas é uma medida corajosa, mas, com esta Anac servil às companhias, será difícil. Mais difícil ainda será enfrentar a resistência da Infraero à abertura de seu capital e à construção do novo aeroporto de São Paulo pelo regime de PPPs. Para especialistas, as medidas são boas, mas têm dois graves defeitos. Um, não terem sido adotadas antes. Para isso, só faltou decisão ao governo. Outro, não terem vindo acompanhadas da unificação da gestão num só comando. Com o remanejamento dos vôos de Congonhas, os primeiros cálculos indicam que a TAM perderá mais de cem conexões e cerca de 200 escalas. A Gol, quase o mesmo número, e a Pantanal, menos de cem. Elas não estão acostumadas a obedecer, e sim a convencer a Anac. Obtiveram o aumento de cerca de 40% dos pousos e decolagens em Congonhas, nos últimos três anos, e a liberação da pista reformada antes das ranhuras prontas. Como irá esta Anac amiga impor mudanças que vão reduzir os ganhos? Pode ser preciso trocar alguns diretores, admite um ministro de Lula. O governo agora excomunga a Anac, mas foi ele mesmo que nomeou seus diretores por critérios políticos. Recentemente, a ministra Dilma brecou, escandalizada, uma proposta de recesso (fora as férias) para servidores da agência, cujo presidente é ligado à ministra. É verdade que, com o fim do monopólio TransbrasilVarig-Vasp, e a entrada da Gol em cena, a competitividade aumentou, os preços baixaram e mais gente passou a voar. As tarifas caíram cerca de 40%, embora o preço do petróleo tenha subido. A demanda aumentou 12% em 2006 e 13% só no primeiro semestre deste ano. Mas as companhias levaram também para o setor uma mentalidade de empresas de transporte coletivo: ônibus cheio, faturamento alto. Se nos últimos cinco anos os passageiros saltaram de 40 milhões para 57 milhões ao ano, a frota nacional encolheu, de 366 para 230 aeronaves. A receita para manter o faturamento nas alturas foi operar em regime de “ônibus cheio”: cerca de 72% de ocupação média dos assentos. Às vezes, como no caso do avião que explodiu em Congonhas, 100% de ocupação. E cortando custos com a centralização das conexões em aeroportos centrais como Congonhas. Estas são críticas às empresas, feitas por uma autoridade do governo que não é da Anac, naturalmente. Agora, vejamos o que diz do governo um alto executivo do setor. Ele supõe que o acidente de São Paulo não teve relação com o apagão, não teria acontecido se o avião com defeito no reverso tivesse ido logo para a oficina. Não foi porque a empresa não podia prescindir da aeronave. Mas apagão mesmo virá, diz ele, se o Estado não for além do já prometido. A Infraero, com a governança atual, leva dez anos para tirar uma decisão do papel e começar uma obra. Este novo aeroporto de São Paulo não sairá nunca. Com a abertura do capital, a gestão da empresa terá que mudar, aposta o governo. Mas é preciso mudar a mentalidade: a Infraero gosta mesmo é de investir em terminais de passageiros. Não gosta de fazer nem reformar pistas, não gosta de obras pequenas, porém necessárias. Talvez porque isso não dê propina, diz o aeroteca. A pista principal de Congonhas pede reforma há cinco anos, mas só saiu na emergência.
Obra cara e sem licitação.
Melhor do que abrir o capital da Infraero, diz ele, será adotar o modelo da Inglaterra, onde todos os aeroportos são privados. Ou o de Nova York, onde um ente público, a Port Authority, concede a exploração do serviço a quem constrói a infra-estrutura. A gestão, ele concorda com o que se discute no governo, terá que ser centralizada e tendo a Anac como cabeça do sistema, mas chefiada por um gestor buscado no mercado de talentos. Pode haver acertos e impropriedades nestas considerações sobre o setor aéreo. Mas, agora, tudo é subsídio. O tema para especialistas entrou na esfera pública.
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sábado, 21 de julho de 2007
Acidente da TAM: aeroportos como Midway, em Chicago, ou Congonhas, em São Paulo, foram feitos para o século passado
Congonhas e Midway, cercados de perigo
Vocês conhecem o filme Metropolis, de Fritz Lang? É lindíssimo, uma ficção realizada no início do século XX (1927, o YouTube tem trechos). Mostra uma cidade do futuro, bem verticalizada, cortada por aviões a todo instante. O curioso é que os aviões que voam pra lá e pra cá, longe de parecerem os aviões de hoje, lembram mais o 14 Bis... Congonhas (1936), Midway (1949) são aeroportos assim, voltados para o passado (como muitos outros, aliás). Os administradores das cidades não pensaram em proteger os aeroportos contra o crescimento metropolitano. Ao contrário, as grandes cidades foram crescendo mais e mais, desordenadamente e inviabilizando o acesso aos terminais aéreos. Leiam essa notícia de Antonio Perez sobre um acidente no Midway, em Chicago, em dezembro de 2005, e me digam se não é parecidíssimo com o da TAM:
Vocês conhecem o filme Metropolis, de Fritz Lang? É lindíssimo, uma ficção realizada no início do século XX (1927, o YouTube tem trechos). Mostra uma cidade do futuro, bem verticalizada, cortada por aviões a todo instante. O curioso é que os aviões que voam pra lá e pra cá, longe de parecerem os aviões de hoje, lembram mais o 14 Bis... Congonhas (1936), Midway (1949) são aeroportos assim, voltados para o passado (como muitos outros, aliás). Os administradores das cidades não pensaram em proteger os aeroportos contra o crescimento metropolitano. Ao contrário, as grandes cidades foram crescendo mais e mais, desordenadamente e inviabilizando o acesso aos terminais aéreos. Leiam essa notícia de Antonio Perez sobre um acidente no Midway, em Chicago, em dezembro de 2005, e me digam se não é parecidíssimo com o da TAM:Na tragédia de quinta à noite, no Aeroporto Midway, um jato da Southwest Airlines deslizou pela pista e foi parar na avenida, matando uma criança de 6 anos que estava em um automóvel. (...) O acidente mortal (...) renovou a necessidade de áreas de escape ou outras medidas de segurança em centenas de aeroportos americanos para dar aos pilotos margem mais ampla de reação aos erros.Uma cidade como São Paulo não merece o tratamento que vem tendo há décadas, por parte dos Governos Federal, Estadual e Municipal e por parte das empresas aéreas, na política de transporte aéreo. O vai-vem dos helicópteros é assustador, pousar-aterrissar em Congosnhas é assustador, o ir e vir para Cumbica ou Viracopos é assustador, circular próximo aos aeroportos é assustador. Mais assustador ainda é nada ter sido feito com planejamento. A mentalidade é do passado, pensando-se no lucro futuro e com um presente trágico. Se continuar como está, teremos que mudar o lema de "São Paulo não pode parar" para "São Paulo não pode voar"...
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sexta-feira, 20 de julho de 2007
Acidente da TAM: a mídia deve desculpas a todo o povo brasileiro
Nos últimos dias, a mídia praticou incessantemente o anti-jornalismo. Usou e abusou do direito de mentir, camuflar, enganar o próximo, usar o sofrimento alheio para fazer campanha política baseada em falsificação de notícias. Ter posição política de oposição ao governo é absolutamente natural - e até desejável para o fortalecimento da democracia. Mas a mentira escancarada passando por cima da dor da população é inadmissível. Os editores deveriam vir a público pedir desculpas pela cobertura nefasta feita sobre a tragédia do Airbus da TAM no Aeroporto de Congonhas.
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quinta-feira, 19 de julho de 2007
Acidente da TaM: mericanos querem transformar a tragédia em outro "Congo"
O correspondente do Globo em Washington, José Meirelles Passos, manda hoje uma reportagem, feita com "especialistas" dos Estados Unidos, que é o primor na demonstração da arrogância de alguns irmãos do Norte. Procuram demonstrar acima de tudo a negligência do Estado (brasileiro, claro) sem saber praticamente nada do que aconteceu. Falam de "uma provável falha ou negligência de controladores de vôo na torre de controle do aeroporto". Falam da " extensão da pista, que não é adequada para operações com grandes jatos, condição agravada pelo fato de ela estar muito próxima de edifícios e vias expressas". Há, ainda, certa preocupação em trazer de volta o acidente da Gol de volta e colocar sua culpa no Governo e nos controladores brasileiros. "Quantas pessoas mais serão mortas antes que o governo brasileiro interrompa as experiências que a FAB (Força Aérea Brasileira) vem fazendo ao vivo com a segurança do público viajante?" — perguntou, irritado, Marc Baumgartner, presidente da Federação Internacional das Associações de Controladores de Tráfego Aéreo (Ifatca, na sigla em inglês), sediada em Montreal, no Canadá. Há uma posição mais serena, é verdade, como a de outro especialista do ramo, Todd Curtis, fundador e diretor da AirSafe.com Foundation (ASF), sediada em Seattle, que disse que ninguém deveria se precipitar em apontar uma causa principal, uma vez que “a realidade é que a maioria dos acidentes não tem uma única causa, mas muitas causas diretas e secundárias”. A maioria, no entanto, deve estar pensando que Congonhas é o nome por extenso de Congo...
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