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terça-feira, 31 de maio de 2011

Um mata, outro desmata



Acho que tem ruralista confundindo "mata", do latim matta,ae (porção de plantas), com "mata", do verbo mattare (golpear, abater). Deve ser por isso que querem matar de vez nossas matas. Já no Pará, onde, como diz José Simão, o "matamento" está cada vez maior, ninguém confunde nada - atiram para derrubar, seja homem, seja árvore. Sei que existem muitas dificuldades políticas dentro do Congresso para combater o "Relatório Aldo Rebelo" (que tem manga no nome, mas prefere mangar do povo), mas o Governo não pode arredar o pé na luta contra o desmatamento. Nem pode dar trégua no combate aos matadores de ambientalistas. Matadores e desmatadores têm o mesmo alvo: acabar com o Brasil.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Cop 15: o dia em que Obama amarelou

A política interna americana conseguiu o que o mundo inteiro esperava que nunca acontecesse: amedrontar Barack Obama. A sua participação no COP 15 foi pífia, sem brilho, típica de quem está de mãos atadas. Ao contrário de Sarkozy e Lula, que se movimentaram com desenvoltura e ousadia. Principalmente Lula, que ganhou respeito até do Sistema Globo. Hoje, para frustração geral do planeta Terra, Obama disse "No, we can't". Lula disse: "Nós temos que poder". Veja trecho do discurso de Lula e debates do canal Globonews.








sábado, 2 de fevereiro de 2008

Alô, Lula, não mexe com a Marina!

Lula, se você quer garantir a simpatia e o voto da minha sogra, não mexa com a Marina da Silva. Ela já avisou: "Se o Lula for contra a Marina, vou soltar os cachorros!" E cachorro de sogra, pode crer, é demolidor... A Ministra do Meio Ambiente virou ícone, está acima do bem e do mal. Aparenta seriedade, sem cair na ecochatice. Merece ser preservada, afirma minha sogra.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

A questão ambiental ajudou Bush a derrotar Al Gore

Google
Na eleições de 2000, Al Gore tinha tudo para ser eleito Presidente dos Estados Unidos com relativa facilidade. Era o Vice-Presidente de um governo bem avaliado, tinha o apoio do Presidente Clinton e mostrava ser melhor preparado do que Bush, o candidato Republicano. (É verdade que Al Gore teve mais votos, mas a fraude e o complexo e ultrapassado sistema de votação americano passaram o bastão para Bush.) Em certa altura da corrida eleitoral, os estrategistas do candidato Rebublicano estavam meio perdidos na conceituação da campanha, já que Bush era inferior em todos os quesitos, menos preparado em tudo. Restou aos estrategistas a diferenciação pelo caráter. Parece estranho para nós, mas eles descobriram na "firmeza do que dizia" o ponto positivo de Bush. Uma das pièces de resistance da campanha republicana foi exatamente em cima da questão do meio ambiente. Al Gore tinha (e tem) uma visão muito mais progressista, realista e simpática sobre a questão, enquanto Bush sempre foi a personificação da destruição do meio ambiente. Mas os estrategistas de Bush fizeram um comercial onde apresentavam as idéias de um e de outro, ao mesmo tempo em que mostravam imagens das fazendas que os dois candidatos tinham. Nas propriedades de Al Gore havia quase 30 atentados ao meio ambiente, nas propriedades de Bush não havia nenhum. Bush demonstrou que tinha "caráter", "falava com seriedade" e venceu. Mas o mundo, como ficou demonstrado, perdeu...