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quarta-feira, 14 de março de 2007

Enquanto Bush namorava em Mérida, o Iraque...

Bush chegou ao fim do seu périplo latino americano, sem ganhar nada e oferecendo muito menos. Sua última parada foi para encontrar o Presidente Calderón, do país vizinho e muy amigo, México, na simpática cidade de Mérida (com uma pracinha com "bancos de namorar"), a menos de 800 km de Havana, Cuba. Enquanto Bush faz absolutamente nada, poderia ler as estatísticas vindas do Iraque. Nesses 5 dias de viagem de Bush, morreram 8 soldados americanos (segundo o Iraq Coalition Casualties) e entre 615 e 644 civis (segundo o Iraq Body Count). Só para concluir, foi Bush quem iniciou esse processo de matança.

sábado, 10 de março de 2007

Bush e os mortos

Mais um dia de viagem de Bush, mais mortes no Iraque. Ontem, foi mais um soldado americano morto (total de 3.190, desde o início da invasão, segundo o Iraq Coalition Casualties). Entre os civis, as mortes de ontem foram entre 208 e 221 (total de 58.476 a 64.273, segundo o Iraq Body Count). Só para continuar lembrando, foi Bush quem iniciou esse processo de matança.

Encontro de Lula e Bush alcançou o "Ponto L"

Bush não esperava muita coisa de sua visita ao Brasil, porque está muito mais fazendo política anti-Chávez e anti-Mercosul. É verdade que a defesa do etanol e das energias alternativas, renováveis, faz bem ao seu marketing político interno, mas tudo ficava por aí mesmo. Quem se saiu bem nessa história foram o Itamaraty e o Presidente Lula. Tomados de surpresa pela decisão do périplo bushiano, conseguiram tranformar um limão azedo em gostoso caldo de cana. Bush foi surpreendido. Primeiro, por ter tido a política de subsídios americana rotulada de "nefasta", pelo próprio Lula. Foi surpreendido também pela tecnologia brasileira com relação ao álcool, que desconhecia, e teve que reconhecer o desconhecimento geral nos Estados Unidos sobre os carros "flex". Foi surpreendido ainda pela desenvoltura de Lula, que cobrou mais decisão no destravamento da "Rodada de Doha" e ainda disse claramente para Bush parar com essa história de "ajuda" e passasse a investir na América Latina. (Afinal, não somos apenas "repúblicas de bananas"; yes, nós temos bananas, canas, marmelos e todas as condições para trabalharmos uma nova matriz energética.) Mas o que o Brasil ganhou de verdade com a passagem maluca de Bush por essas bandas foi o marketing em dimensão internacional do nosso álcool e a projeção que o país conquistou como interlocutor de respeito. É por isso que podemos dizer que, mais do que alcançar o "Ponto G" (que poderia ser de "George"), o encontrou alcançou o "Ponto L", de Lula.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Hi, Bush; adiós, Bush

Bush não quer muita coisa, não. "Etanol, tudo bem, vamos tratar desse assunto". Mas o que Bush quer de verdade é fazer política, interna e internacional. Internamente, ao mesmo tempo em que se afasta no meio de confusões políticas envolvendo o Iraque e desvio de conduta no caso da deduragem da agente da CIA, procura agradar eleitores de origem hispânica. Em termos de política internacional, tenta correr atrás do prejuízo na imagem aqui na América Latina. Em entrevista na CNN em espanhol, Bush disse: "Trago uma mensagem de esperança, uma mensagem de que cuidamos da condição humana". Alguém acredita nisso, diante da negligência que teve com a América Latina e a ferocidade que usa por toda parte? "O sentimento anti-americano nunca esteve tão forte", declarou Julia Sweig, do Conselho de Relações Internacionais. Bush fala em ajuda à América Latina, mas Dan Restrepo, diretor do Projeto Americas do Centro do Progresso Americano, lembra que os Estados Unidos vão gastar mais com o Iraque nos seis dias de sua viagem do que ele propôs investir no hemisfério (Sul) inteiro, no próximo ano fiscal". O que Bush está conseguindo acima de tudo é promover Hugo Chávez. O périplo simultâneo dos dois favorece uma comparação mais direta - e Chávez dispara na frente. Aqui no Brasil, apesar da cordialidade com que está sendo tratado, Lula conseguiu encaixar a palavra "nefasto" no seu discurso de ontem. Talvez tivesse sido melhor para Bush ter ficado erm casa. Leia mais no Washington Post.

Bush no Brasil; no Iraque, morreram 4 soldados americanos e cerca de 250 civis

Ontem, este Blog disse que em 24 horas poderiam morrer entre 2 e 3 soltados americanos no Iraque - morreram 4 (Iraq Coalition Casualties). Ontem, o número total de mortes de civis estava calculado entre 58.022 e 63.800 pessoas - hoje está entre 58.268 e 64.052, indicando que em 24 horas morreram entre 246 e 252 civis (Iraq Body Count). Só para lembrar de novo: foi Bush quem iniciou esse processo de matança.

quinta-feira, 8 de março de 2007

1 dia para a chegada de Bush: até lá, de 2 a 3 soldados americanos poderão morrer no Iraque

A média de soldados americanos mortos este ano está em 2,83 por dia, segundo o Iraq Coalition Casualties. A morte total de civis está entre 58.022 e 63.800 (até ontem, segundo o Iraq Body Count). Só para lembrar: quem iniciou todo esse processo de matança foi Bush.