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sábado, 15 de dezembro de 2012
GLOBO X GLOBO
Alguém precisa ler o Globo em voz alta para quem escreve o Globo. Hoje, na página 2, na sua coluna política mais importante (Panorama Político), o jornal diz que os russos falaram “o que a presidente Dilma queria ouvir” (um investimento de 1 bilhão de dólares na exploração de petróleo no Amazonas). Já na página 45, abrindo a seção de Economia, o mesmo jornal fala de “missão frustrada”, destacando o fato de os russos ainda não terem decidido voltar a importar carne do Brasil. Mas nada disso desvia do principal: Dilma tem 78% de aprovação (recorde), segundo a pesquisa CNI/Ibope que ela ganhou de presente de aniversário...
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Dilma, Ibope e a classe média, segundo Merval
Na sua coluna de hoje no Globo, “Dilma agrega apoios”, Merval Pereira faz uma análise bem correta sobre os resultados da pesquisa CNI/Ibope de ontem, que aponta aprovação de Dilma com 77%, novo recorde. Diz ele que esse Ibope “pode ser explicado por uma conjunção de apoios, pois ela mantém a hegemonia na Região Nordeste (82%) e entre os cidadãos que ganham entre um e dois salários (59%), mas conseguiu ser igualmente bem avaliada entre os eleitores com renda familiar superior a dez salários mínimos (60% de ótimo e bom) e na Região Sudeste (75%)” (grifo nosso). Em seguida conclui: “Isso quer dizer que a maneira de governar de Dilma tem agradado à classe média, sem perder o apoio das classes mais populares”.
Perfeito. O que me espanta é a demora que a mídia mais conservadora, bem representada por Merval, teve para compreender isso tudo. O primeiro grande nome da oposição a perceber o que estava ocorrendo foi Fernando Henrique, demonstrando sua preocupação no artigo “O Papel da Oposição”, pré-divulgado no dia 12 de abril do ano passado. Na época, escrevi aqui no Blog (FHC: finalmente o grão-tucano mostra bom-senso), aplaudindo a sua perspicácia: “Isso significará que Fernando Henrique, além de reconhecer as realizações de Lula, já percebeu o estrago que Dilma está fazendo no seu eleitorado preferencial. A capacidade que ela tem tido de agradar a classe média (e a mídia) mostrou-se complementar ao que Lula fez e está deixando a oposição em polvorosa. Fernando Henrique ainda terá a ‘ousadia’ de sugerir que a oposição deve buscar a classe média ‘em lugares onde os partidos praticamente não existem, como as redes sociais da internet’”. Dois dias depois, quando ele finalmente publicou seu artigo pré-divulgado(!), escrevi (“Povão” ou “Classe Média”: em defesa de Fernando Henrique): “Fora do poder e na entressafra eleitoral, a oposição tucana, de perfil mais elitizado, tem mesmo que tentar se manter forte e unida através do discurso classe média, principalmente diante da 'ameaça Dilma', que conquista brilhantemente largas fatias não só da classe média, como da classe mídia... FHC ainda demonstra mais um momento de lucidez ao aconselhar o partido 'a priorizar as novas classes médias, gente mais jovem e ainda não ligada a partido nenhum e suscetível de ouvir a mensagem da socialdemocracia'”.
No dia 19 de agosto de 2011, escrevi (A herança mal dita de Lula): "Apesar de toda a campanha contra, Lula conseguiu eleger Dilma para sucedê-lo. Inicialmente, ela era tratada como marionete, burocrata, politicamente despreparada para o cargo. Ninguém foi capaz de dar valor a seu trabalho na Casa Civil, e pré-anunciavam uma administração fracassada. Espertamente, Dilma tratou de passar a mão na cabeça da classe média mal amada – e deu certo. Deu certo até demais".
Em outras palavras: esse Ibope da Dilma já estava previsto antes de sua eleição. Só não viu quem não acreditava no que via.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Nova Pesquisa IBOPE: Serra patina, cai... enquanto Dilma dispara na subida
Está explicada a tensão pré-pesquisal da Oposição. A nova pesquisa IBOPE, que foi finalmente divulgada, revela que, de setembro pra cá, o candidato tucano patinou e está em queda. Dilma só faz subir. Ciro cai. E Marina está ali meio parada, tentando entender que bicho é esse. A pesquisa, divulgada pelo Diário do Comércio, foi realizada com 2.002 eleitores em 144 municípios de todo o Brasil, dos dias 6 a 9 de fevereiro, com variação máxima da margem de erro de 2 pontos percentuais. (Clique para ampliar)
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
PSDB: inserções fora de época
As inserções políticas do PSDB no Rádio e na TV não poderiam ter começado (ontem) em em data pior. A essência das inserções é demonstrar que o Governo do PT (esconderam o "Governo de Lula", porque, afinal, não são tão bobos assim...). Mas isso aconteceu exatamente no dia em que saiu mais uma pesquisa (CNI/IBOPE) mostrando o crescimento da aprovação do Governo. Pior: no mesmo dia saiu o PIB do trimestre, mostrando que a queda foi infinitamente inferior ao previsto pelas rapinas de plantão - e mais, dando inteira razão às previsões do Governo. Dessa vez a Oposição perdeu o rumo da Pré-História...
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segunda-feira, 9 de julho de 2007
Cesar Maia joga com Ibope
Cesar Maia vendeu bem a idéia de que entende de pesquisas. E entende, realmente, apesar de cometer alguns erros básicos, como apontamos aqui na última eleição. Dessa vez eu já estava esperando que ele repetiria no Ex-Blog o que a Globo já tinha feito: comparar os números de avaliação do Governo Lula em dezembro de 2006 com os números atuais, com o objetivo óbvio de mostrar queda nos índices favoráveis. Mas é óbvio também que ele sabe que não se pode fazer essa comparação. Os índices de dezembro refletiam os resultados eleitorais vitoriosos, naturalmente altos. Os de agora referem-se ao período inicial do 2º mandato. A comparação não pode ser entre junho de 2007 e dezembro de 2006, como ele fez. O correto é comparar junho de 2007 com abril de 2007, cujos resultados apresentam uma surpreendente estabilidade favorável, como aponta o próprio Ibope. O problema é que a mídia geralmente não entende de pesquisa e acredita na "objetividade" de Cesar Maia. Veja a comparação de Cesar Maia:
IBOPE CONFIRMA A LENTA E PROGRESSIVA METÁSTASE POLÍTICA DO GOVERNO LULA! 1. Expectativa para 2007: Muito boa (dez. 2006: 43%.; jun. 2007: 19%). 3. Ótimo+Bom de Lula: dez. 2006: 57%; jun. 2007: 50%. 4. Desaprovam o governo Lula: dez. 2006: 23%; junho de 2007: 30%. 5. Não confiam em Lula. dez. 2006: 28%; jun 2007: 35%. 6. O segundo mandato de Lula vai ser melhor que o primeiro: dez 2006: 57%; jun 2007: 37%.Agora veja o que escreve o Ibope no seu site:
Avaliação do governo Lula se mantém estável Resultado é apontado pela pesquisa do IBOPE realizada para a Confederação Nacional da Indústria entre junho e julho de 2007 Metade dos brasileiros avaliam como ótimo ou bom o governo do Presidente Lula, enquanto 33% o consideram regular e 16%, ruim ou péssimo. Os números constam na pesquisa CNI/IBOPE divulgada em julho e estão praticamente no mesmo patamar da edição anterior do estudo, realizado em abril de 2007.
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