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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Eleição americana: para onde vão os votos de Edwards?
O pré-candidato Democrata John Edwards fez o que todos já esperavam: desistiu de insistir. A disputa pela candidatura Democrata à Presidência dos Estados Unidos restringe-se agora a Hillary e Obama. A questão agora é: para onde irão os eleitores de Edwards? Aparentemente, o maior beneficiado será Obama. Edwards não pretende, por enquanto, apoiar qualquer um dos dois. Mas, por seu perfil, provavelmente tenderão para o Senador do Illinois. É bom lembrar que Edwards foi parceiro do antigo candidato, John Kerry, que já está apoiando Obama. Mas não se pode esquecer que, no momento, a soma total de delegados (delegados + superdelegados) dos dois (213) é inferior ao total de delegados de Hillary (230). A disputa Democrata está cada vez melhor. Do lado Republicano, parece que também começa a se definir uma polarização entre McCain (que acaba de vencer apertado na Flórida) e Romney. Huckabee ainda ameaça um pouco. E Giuliani é carta fora do baralho.
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sábado, 19 de janeiro de 2008
Eleição americana: Hillary empata com Obama, McCain fica pra trás
Com a importante vitória de Hillary Clinton no caucus de Nevada do Partido Democrata, ela e Barack Obama empataram em 37 delegados, enquanto John Edwards está com 18. Hillary está com a percepção melhor, porque venceu em dois estados, enquanto Obama venceu em um. Isso pode influenciar psicologicamente na primária da Carolina do Sul, no próximo dia 26. Por outro lado, Obama tem a seu favor a possível desistência de John Edwards, que, no momento, divide os votos com ele. Do lado Republicano, a indefinição é maior. O placar, em delegados, sem o resultado da Carolina do Sul (ocorrendo hoje),está assim: Romney 66, Huckabee 21, McCain 19, Fred Thompson 8, Ron Paul 6, Giuliani 1 e Duncan Hunter 1. Podemos dizer que entre os Democratas a parada está entre Hillary e Obama (com vantagem para ela), enquanto entre os Republicanos está dificil apontar vantagem para Romney, Huckabee ou McCain. Para Giuliani, a situação está cada vez mais difícil.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Eleição americana: Huckabee já lidera nacionalmente entre os Republicanos
Coisa de doido. O até a semana passada azarão Mike Huckabee lidera as intenções de votos em âmbito nacional para a indicação do Partido Republicano, segundo o tracking diário Instituto Rasmussen. Está empatado com McCain em 19%. Giuliani vem em seguida, com 15%; Mitt Romney, 15%; Fred Thompson, 13% e na rabeira Ron Paul com 4%. Por aí a gente vê a importância de Iowa como primeiro resultado da corrida. No dia 3 (dia que ele venceu o caucus de Iowa), Huckabee estava em terceiro nacionalmente (embora estivesse liderando pelo empate técnico), e na pesquisa de ontem já passou à frente. A pequena vitória de Iowa (que tem 40 delegados) tem grande valor psicológico, além de representar mídia gratuita para o vencedor. É verdade que dia 5 teve o caucus de Wyoming (14 delegados), mas sem grande repercussão para a vitória de Mitt Romney. Veremos o que acontecerá amanhã em New Hampshire, que tem apenas 12 delegados, mas o apelo de ser a primeira primária (os anteriores eram caucus - ou caucuses, se preferirem).
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domingo, 30 de setembro de 2007
Conservadores americanos ameaçam lançar um terceiro partido
Dificilmente a ameaça se concretizará, mas aumenta o número de cristãos conservadores horrorizados com a possibilidade de Rudy Giuliani ser o indicado do Partido Republicano para disputar as eleições presidenciais de 2008. E a questão principal estaria na sua defesa do aborto. O que é inadmissível para um Republicano. Leia mais no New York Times.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
A gangorra Democrata continua
É o maior sobe e desce que já vi. Agora a Senadora (New York) Hillary Clinton caiu (levemente) para para 35% e o Senador (Illinois) Barack Obama subiu para 33% na disputa pela indicação para ser candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. É o 18º relatório do Rasmussen desde 17 de janeiro e a única certeza que se tem é que ainda não se tem um candidato certo, embora a gangorra tenda a movimentar-se a favor de Hillary Clinton. Acontece que Obama cresce quanto a pesquisa inclui eleitores independentes (permitido em alguns estados), mas a pesquisa é feita unicamente entre eleitores Democratas, Hillary Clinton fica com cerca de 8 pontos de vantagem. No geral, cinco nomes se destacam: três pelos Democratas (Hillary, Obama e Edwards) e dois pelos Republicanos (Giuliani e McCain). Tanto na possível disputa Giuliani x Hillary Clinton quanto na possivel disputa Giuliani x Obama o empate técnico predomina.
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Obama volta a crescer; Edwards surpreende
Depois que anunciou o recorde na arrecadação (1ª fase, de quatro) de recursos para a campanha, o pré-candidato Democrata à eleição presidencial americana, Senador por Illinois Barack Obama, voltou a crescer nas pesquisas (29%), ameaçando novamente a liderança de Hillary Clinton (34%). Mas o mais curioso é que o 3º colocado, distante, Senador pela Carolina do Norte, John Edwards (15%), é o único que vence o candidato Republicano, o ex-Prefeito por Nova York Rudy Giuliani, nas intenções de voto (49% a 43%, enquanto Hillary Clinton e Obama perdem por pouco para Giuliani: 48% a 47% e 44% a 43%, respectivamente). A maior ameaça a Giuliani, no entanto, vem do seu prórpio estado, onde o atual Prefeito de Nova York, Michael "Bolsa-Família" Bloomberg pensa em entrar na corrida presidencial pelo partido Independente. E isso é só o começo... (Dados Instituto Rasmussen)
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quinta-feira, 1 de março de 2007
O Tolerância Zero de Cesar Maia
No seu Ex-Blog de hoje o Prefeito Cesar Maia trata de um assunto em que se tornou teórico respeitável, a segurança. Muito bom o seu pensamento sobre a relação entre violência e percepção de violência, que reproduzo mais abaixo. Eu mesmo, em algumas pesquisas sobre violência, cheguei a conclusões próximas. Tenho dúvidas sobre a eficácia (embora ache que pode dar certo) da proposta final de Cesar Maia inspirada no programa Tolerância Zero que Rudolph Giuliani aplicou com rigor e aparente sucesso em Nova York (o Tolerância Zero, por sua vez, teve inspiração na teoria das "janelas quebradas", de Wilson e Kelling). Devemos considerar que não é tão simples a transposição. Em Nova York foram necessários muitos anos para se obter resultado. Há também acusações de desrespeito aos direitos humanos e de que o Tolerância Zero serviria para acobertar discriminação étnica. Vale a pena esse depoimento que está no site Scielo, sobre Horizontes Antropólogicos: "O dono de um serviço de entrega de maconha a domícilio explicou a reação ao intensificado policiamento da era Giuliani: 'Não estamos contratando pessoas de cor porque, basicamente, se alguém é negro em Nova Iorque, pelo menos uma vez por semana ele será barrado pela polícia. Não gosto do Giuliani, e é uma coisa totalmente diferente ser uma pessoa de cor em Nova Iorque agora; pois sabe-se, com certeza, que vai ter complicação com a polícia, vai ser revistado, e simplesmente é assim que as coisas são. Infelizmente, tenho que tocar meus negócios. Isso significa que tenho que contratar garotos brancos e com a ficha limpa. Quero dizer, gosto de contratar jovens brancos com aparência de estudantes. Sei que é covardia (não contratar pessoas de cor), mas tem-se que ser realista, estamos no negócio para pagar as contas, entende?' Após adotar este critério, seu serviço de entrega a domicílio operou por anos sem sofrer nenhuma prisão". Vamos ao texto de Cesar Maia:
VIOLÊNCIA, PERCEPÇÃO DE VIOLÊNCIA E TAXA DE PÂNICO! 01. Uns meses atrás este ex-blog publicou o resultado de um trabalho realizado pela Fundação Konrad Adenauer na Venezuela, em 1990, que culminava com uma equação onde constava a capacidade da polícia, os valores dos jovens em relação ao delito, o ambiente urbano e a percepção que a população tem da violência que a circunda. Quando esta percepção exacerba, afeta a taxa de pânico, o que torna o quadro geral ainda mais complexo. 02. Sabe-se que há uma relação mais que proporcional entre violência e percepção de violência quando aquela aumenta. Ou seja: a percepção aumenta a taxas maiores que a criminalidade quando esta cresce. 03. Em 2006 fez-se uma ampla pesquisa de vitimização na cidade do Rio de Janeiro, que mostrou que a percepção do carioca sobre os riscos que corre em relação à violência é menor que os das cidades de S. Paulo e Belo Horizonte, testados em pesquisas similares. A pesquisa pela sua amplitude demonstra que não se trata de -"se estar acostumado à violência"- mas de dados objetivos de quantas vezes no último ano, nos últimos dois anos, na vida toda, se teve experiência direta ou próxima de violência. Os números do Rio são suficientemente menores para se garantir que a percepção de violência é menor que em BH e SP, apesar de toda a concentração do noticiário no Rio pela condição de centro audiovisual do Brasil e pelo imaginário externo que só localiza o Rio no Brasil. 04. Anos e anos de pesquisas no Rio-Capital, mostram que a população marca a segurança pública -de longe- como o maior problema da cidade. Mas quando se pergunta qual o maior problema de seu bairro, a segurança passa para segundo. E continua caindo quando se pergunta sobre o maior problema de sua rua e de sua família quando vai para sexto ou sétimo lugar. Claro. Todos os dias se têm notícia de um delito -mais ou menos, grave. Mas isso não ocorreu em seu bairro, rua ou com sua família e amigos, necessariamente. Quando há um fato trágico e o noticiário cobre em forma de campanha, a resposta sobre o maior problema da cidade ganha proporções ainda maiores, mas curiosamente não afeta tanto a rua e a família. 05. Os fatos amplamente divulgados são mortes violentas. Essas têm uma lógica, uma freqüência e uma concentração espacial (proximidade de bocas de fumo), que não são percebidas como risco iminente. Para se entender. Quando você anda na rua, pode andar assustado segurando sua bolsa ou sua carteira ou embrulho ou celular. Você não acha que alguém vai passar com uma pistola e lhe dar um tiro. Essa é a diferença que explica porque fatos de extrema gravidade afetam a percepção sobre a cidade, mas não necessariamente sobre a própria pessoa. 06. Por isso tudo -se há intenção de entender bem a percepção da violência- deve-se sair da estatística de homicídios e ir a de furtos e roubos, acompanhá-la e compará-la. 07. Vejamos os dados oficiais das cidades do Rio e de SP para o quarto e ultimo trimestre de 2006. O Rio teve 20.550 furtos anotados. SP teve 53.296. Rio teve 21.949 roubos e SP 34.277. Se calcularmos por 100 mil habitantes seriam 328 furtos no Rio e 468 em SP. E 350 roubos no Rio e 301 em SP. No Rio a quantidade de furtos se iguala a roubos: em torno de 21 mil naquele trimestre. Em SP supera em muito: 53 mil contra 34 mil. Esses números têm que ser multiplicados por 4 para se projetar para o ano todo. Ou seja, uns 170 mil roubos e furtos no Rio e uns 350 mil em SP. Ou seja, uns 30 por hora (dia de 16 horas), no Rio e 60 em SP. A cada um deles multiplique-se pelas pessoas envolvidas - ida à delegacia, comentário com amigos e parentes...E leve-se em conta que a concentração dos mesmos se dá em áreas onde valha a pena furtar e roubar, o que multiplica o efeito percepção naquelas áreas, e explica as razões de que são os de maior renda que tem percepção maior de violência. 08. Rio teve 655 homicídios no último trimestre de 2006. SP, 466. A diferença é grande: são 10,5 por 100 mil no Rio e 4,1 em SP. Mas o impacto sobre a percepção basicamente se dá via mídia e é amortecido pela experiência. Quando se pergunta porque o Rio continua disparado liderando o turismo interno e externo, etc... a resposta é essa. O conselho que recebem dos amigos é não andar com jóias, não levar muito dinheiro, etc... Não é andar com colete a prova de balas. Carros blindados só na cobertura da sociedade. E nesse sentido a população não distingue de outras grandes cidades. E no caso de SP e BH, até o faz favoravelmente como vimos. 09. Se os governos dedicassem uma atenção maior aos pequenos delitos e a furtos e roubos estariam afetando a percepção da população e com isso ganhando tempo e legitimidade para enfrentar o crime organizado, cuja resposta virá em prazos maiores.
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Os negros americanos estão trocando a branca pelo negro
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