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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Marqueteiro Republicano esbraveja: “perdemos porque os brancos ficaram em casa!”



Os Republicanos estão mais perdidos do que ragabola na zaratumba. Até agora não conseguiram entender a derrota para Obama em uma eleição onde consideravam a vitória como líquida e certa. As justificativas foram várias. Razões econômicas, dizem uns. Foi o voto demográfico, dizem outros. Foi o furacão! Foi traição! Foi a propaganda dos SuperPACs! O marqueteiro Dick Morris, em texto distribuído hoje, foi taxativo: “Os brancos ficaram em casa e reelegeram Obama”. Diz ele: “Não é o fato de que os negros, latinos e mulheres solteiras compareceram em números recordes à votação. A questão é que os brancos não compareceram”. E cita números: enquanto a soma de negros e latinos foi 2 milhões a mais do que em 2008, os brancos foram 7 milhões a menos. Ele lamenta que isso aconteceu principalmente entre os idosos, que tiveram apenas 16% de comparecimento.
Dick Morris também cita o furacão Sandy que, além de tudo, teria impedido a realização de pesquisas confiáveis. Segundo ele, Romney estava liderando antes do Sandy, mas foi surpreendido pela famosa foto do governador Republicano Chris Christie ao lado de Obama. O texto fica mais engraçado quando ele usa isso para explicar porque errou suas previsões de vitória para Romney: “Sabem por que errei? Porque sou um pesquisador, não um meteorologista”. E não para por aí. Explica a ausência dos brancos pela incapacidade da campanha de Romney e seus SuperPACs de responder aos ataques de Obama.  “Os consultores republicanos estavam tão enamorados dos anúncios negativos que não consideraram o impacto da mídia de refutação e sua capacidade de desencadear uma forte reação ao adversário. A sua doutrina de sempre atacar – herança dos generais franceses e britânicos da Primeira Guerra – não permite refutações, apenas novas ações negativas. E nós pagamos o preço”.
Aqui entre nós, eles, que são brancos, que se entendam...

sábado, 17 de novembro de 2012

ROMNEY PISA NA BOLA MAIS UMA VEZ E REPUBLICANOS DIZEM PARA ELE CAIR FORA.


Mitt Romney ganhou fama por seus comentários desastrosos, o mais famoso por ter afirmado que 47% viviam às custas do estado. Ele voltou à carga ao tentar explicar su...
a derrota. Disse que Obama venceu por causa do seu plano de saúde e outros ”presentinhos” que deu para negros, hispânicos e outros grupos de simpatizantes. Os republicanos mais tradicionais e menos conservadores (se é que isso é possível...) reagiram imediatamente: “Romney pode cair fora, que ninguém vai lamentar”, disse Ed Rogers, estrategista Republicano.
É isso aí. Não basta perder feio – é preciso não fazer feio na hora das justificativas. Leia reportagem do Washington Post.

domingo, 11 de novembro de 2012

Afinal, por que Obama venceu?


Dick Morris, amigo e consultor de Bill Clinton, (mas, antes de tudo, um consultor de marketing político/eleitoral Republicano), distribuiu nessa sexta-feira um artigo com o título de “A campanha não fez diferença” (The Campaign Made No Difference), onde afirma que “os meses e meses de campanha, as centenas de milhões de dólares em comerciais de TV, o vaivém dos candidatos e os intensos esforços de ambos os lados na conquista de votos fizeram pouca ou nenhuma diferença nos resultados eleitorais de 2012”(The months and months of campaigning, the hundreds of millions of TV advertising, the incessant travel schedules of the candidates, and the vigorous efforts of both sides to get their vote out made little or no difference in the outcome of the Election of 2012). Para ele – que um dia antes da eleição chegou a prever a vitória de Romney por 325 delegados contra 213 de Obama –, foram os eventos que fizeram a diferença: foram os debates, as convenções, o ataque ao consulado americano em Benghazi, a economia, os dados sobre emprego, etc. que influenciaram a votação em todos os 50 estados. Para ele, nem a mídia paga, nem a campanha in-person nos estados indefinidos, nem o ground game (microtargeting) massivo, contribuíram para nada. Os números não se alteraram por isso, e Dick Morris tira duas conclusões principais:
1 – a TV está perdendo impacto, principalmente na corrida presidencial. Os eleitores não estão vendo TV como antigamente e os que ainda veem passam por cima dos comerciais.
2 – o voto demográfico é a nova regra americana. Você vota baseado em quem você é, não em onde você vive ou em como cada campanha trabalhou cada caso específico. O que importa é que 93% dos negros, 70% dos latinos, 60% dos jovens (menos de 30) e 62% das pessoas solteiras votaram em Obama, enquanto os casais brancos com mais de 30 anos votaram em Romney.
No lado vencedor, há aspectos mais consistentes em consideração. Dave Axelrod (principal estrategista de Obama) declarou que a equipe Obama reinventou a campanha com novas ferramentas e que desde o começo eles tinham um “game plan” que trataram de executar. Segundo ele, a campanha essencialmente construiu a união em torno de Obama desmembrando a América em vários grupos raciais e de gênero e pondo questões que os convenceram a ir às urnas.
David Plouffe, um dos consultores seniors da campanha de Obama, disse nessa quinta-feira que o microtargeting não poderia ser copiado automaticamente para outro candidato Democrata, porque ele foi feito principalmente pelo apelo particular que Obama exerce sobre os eleitores progressistas.
Há verdade em tudo isso. O fato é que o marketing eleitoral adquiriu novas ferramentas e sofisticação que dão mais valor e mais precisão ao seu desempenho. O voto demográfico – que sempre existiu – ganhou contorno e apelos mais definidos. O microtargeting – que na verdade está nas origens das campanhas eleitorais – pode agora equiparar-se ou mesmo superar a grande mídia. Mas nada disso pode ser tratado mecanicamente ou sectariamente. Não se pode dizer, por exemplo, que agora a economia não tem mais importância, o que importa é o voto demográfico. Esses novos conceitos e essas novas ferramentas chegaram para somar, não para excluir. Sua importância está em aumentar a precisão do marketing. Obama venceu porque sua equipe percebeu isso bem melhor.

quinta-feira, 15 de março de 2012

... E o vento levou os Republicanos



Teve uma época em que os Republicanos tinham esperanças em derrotar Barack Obama nas eleições de novembro. Mas isso faz tanto tempo... é uma coisa tão antiga... Naqueles tempos, eles acreditavam que o governo Democrata afundaria junto com a herança maldita deixada por Bush, uma economia em crise, governo desacreditado, a produção solapada, o desemprego em alta constante. Obama soube reagir com tranquilidade, com precisão e com um timing perfeito. Apostou no investimento no mercado interno e na recuperação do setor produtivo e soube jogar de volta a responsabilidade pelas dificuldades econômicas no colo dos Republicanos – graças à incompetência de seus congressistas que, ávidos em atrapalhar o desempenho do governo, radicalizaram na politização das soluções econômicas e impuseram medidas antipopulares.
Começaram as prévias e o discurso oposicionista mostrou-se cada vez mais vazio. O principal candidato, Mitt Romney, avançou, mas não convenceu. Sua visão da economia foi um fiasco. Fracassou até mesmo na sua terra, Detroit, onde as montadoras voltaram a crescer e os empregos voltaram a surgir – contra todas as suas previsões e propostas. Foi aí que o Sul Republicano se rebelou, iniciou uma espécie de Segunda Guerra da Secessão. Os “Novos Confederados” lançaram-se à luta com uma agenda ultraconservadora, priorizando questões como o aborto, homossexualismo, imigração, sempre com um discurso sectário. Ao contrário da Guerra da Secessão do século XIX, quando o Sul defendia a escravidão dos negros, esses “Novos Confederados” querem também escravizar mulheres, homossexuais e imigrantes. E empunhando essa bandeira partiram para batalhas sangrentas, ferindo de morte a candidatura Republicana. Bem que o Rhett (Mitt Romney) Butler revivido tenta conquistar o coração de Scarlett (Sul) O’Hara. Nas até agora não teve o mínimo sucesso. Pode ser que – como no melodrama imortalizado por Clark Gable e Vivien Leigh – nossa Scarlett O´Hara descubra que ama Rhett Butler. Mas, assim como na ficção, será tarde demais.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Republicanos: prévias imprevisíveis


Os Republicanos estão mais perdidos do que mórmon monogâmico. Pensavam que o seu pré-candidato à presidência em 2012, Mitt Romney, ia dar um passeio na primária (caucus) de Iowa – mas foi Rick Santorum, correndo por fora, em uma campanha baseada no tostão contra o milhão, quem venceu. E ainda foi pior: durante dias, Romney teve que conviver com a humilhação de ter vencido por apenas 8 votos, mas, com a recontagem, a humilhação foi maior – ele perdeu por 34 (ou algo assim). Vieram as primárias de New Hampshire, terreno de Mitt Romney, e ele fez o feijão com arroz, vencendo dentro do esperado. No terceiro estado, South Carolina, tudo levava a crer que, apesar de pesquisas inconclusivas apontando vitória de Gingrich, Romney faria barba, cabelo e bigode, e sairia consagrado como candidato oficial do Partido Republicano. Venceu Gingrich. Agora começam as primárias da Flórida, com muito mais eleitores, e mais uma vez Romney aparece como provável vitorioso. Será? Qual dos três chegará à segunda vitória: o conservador católico (Santorum), o conservador protestante (Gingrich) ou o liberal (!) mórmon (Romney)? Talvez não tenha a menor importância. Seja quem for o vitorioso, ele já começa derrotado. O imbróglio Republicano é tão grande que dificilmente terá capacidade de motivar o seu eleitorado. Enquanto isso, Obama posa de Mickey, canta soul, ameaça os aiatolás e reduz o desemprego. Não dá pra saber que vencerá as prévias Republicanas, mas o resultado final, em novembro, está cada vez mais previsível.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Romney perdeu feio em Iowa


Mitt, o mórmon pré-candidato do Partido Republicano, precisava vencer muito bem na primária de Iowa, ontem, porque sairia praticamente indicado depois da vitória que promete ser retumbante na próxima terça, em New Hampshire. Ganhou apenas por 8 votos (99,5% da apuração) do segundo colocado, Rick Santorum, que disparou na reta final. Resultado dos três primeiros: Romney 30.015, Santorum 30.007 e Paul 26.219. Romney venceu em apenas 16 dos 99 municípios, contra 65 de Santorum, 16 de Paul e 2 de Perry (Santorum e Ron empataram em primeiro em um deles). Santorum, que venceu na capital, gastou apenas 3% do total gasto em TV, enquanto Romney gastou 28%, Paul 16% e Perry 47%! Dificilmente Romney conservará os delegados que ganhou ontem (são 28 no total, e nenhum é obrigado a seguir a orientação das urnas) na convenção estadual de 10 de março. Rick Santorum é o Republicano do momento.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Iowa: Republicanos à beira de um ataque de nervos

(clique para ampliar quadro de pesquisas do Real Clear Politics)

Hoje os Republicanos fazem sua primeira eleição primária para saber quem vai ser derrotado por Obama em novembro. As pesquisas mostram um empate técnico entre Mitt Romney, o ex-governador de Massachussets que é mórmon, e Ron Paul, o coroa (76 anos) que é representante do Texas no Congresso. Correndo por fora vem Rick Santorum, o ex-senador pela Filadélfia (derrotado na última eleição) que virou comentarista da Fox News. Mitt Romney parece ter leve vantagem entre os eleitores Republicanos de Iowa, mas o sistema de dois turnos dos caucuses e a grande vantagem que ele tem na primária de New Hampshire, na próxima terça, pode prejudicá-lo (mesmo considerando que no momento é ele que teria mais chances de derrotar Obama). Se Mitt Romney vencer as duas seguidas pode se tornar imbatível. Por isso, os eleitores dos candidatos que ficarem fora do segundo turno podem investir em Ron Paul. Isso é só o começo do calvário dos Republicanos.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Eleição americana: 0 x 0

Está sendo um fim de semana de horror para os até agora líderes nas disputas pela indicação para a eleição presidencial americana deste ano. No lado Republicano, McCain, com indicação praticamente assegurada (já tem 60% dos delegados necessários para a indicação), tem que continuar medindo forças com Huckabee - que todos achavam completamente fora do páreo. Acontece que Huckabee resolveu demonstrar que ele, sim - e não Romney -, é o verdadeiro nome conservador. Mais que isso, acaba de vencer o líder McCain na Louisiana e Kansas e perdeu por pouco em Washington. Isso significa muito mais trabalho e negociação para McCain. No lado Democrata, as coisas ficaram bem complicadas para Hillary. Ela acaba de perder em três estados e nas Ilhas Virgens e já está bem atrás de Obama no número de delegados eleitos (ela tem cerca de 30 delegados a menos). É verdade que ela compensa com os superdelegados, o que lhe dá a dianteira de 1.100 a 1.039 no total de delegados. Isso pode levar a uma situação problemática na convenção do Partido Democrata: o "ronco da rua" (expressão de Elio Gaspari na sua coluna de hoje) indicando um nome e a máquina partidária querendo outro. Nesse caso, qualquer que fosse a decisão final seria arriscada. Mas, com certeza, nadar contra a maré será pior. Nota: boa a matéria de Marilia Martins para o Globo de hoje sobre o papel da imprensa na cobertura das prévias ("Benevolente com Obama, crítica com Hillary"). Ela fala de "uma diferença fundamental entre a opinião oficial dos órgãos de comunicação e o trabalho de seus repórteres". Ela não fala, mas é bem provável que os repórteres tenham sido contaminados pelo fervor das ruas. Veja parte da matéria:
Benevolente com Obama, crítica com Hillary Imprensa dos EUA parece ter preferências na disputa democrata, mas até repórteres divergem de editores.
Para quem torce a mídia? Barack Obama tem uma resposta: “Hillary Clinton, a candidata preferida do establishment.” É verdade que nas coberturas de Fox News e CNN, o noticiário costumava se referir a Obama como “o desafiante”. Foi assim também que ele apareceu na capa da “Time”. Mas, para estudiosos que observam e estudam órgãos de comunicação nos EUA, a resposta não é tão simples assim. É o que pensa Mark Miller, professor do Departamento de Comunicações da New York University, e autor do livro “Fooled Again: The Real Case for Electoral Reform”.
— A situação é complicada.
Por um lado, a mídia entronizou Barack Obama, tratando-o sempre como um Deus, raramente apontando suas fraquezas, suas evasivas ou mesmo minimizando suas ambíguas conexões.
Tem havido uma forte tendência a destacar o poderoso efeito emocional que Obama exerce sobre seus eleitores e simpatizantes enquanto que o tratamento dado a Hillary é bem mais duro, às vezes até cínico, como quando ela chorou emocionada com a pergunta de uma eleitora em New Hampshire e muitos tentaram mostrar que usava as próprias lágrimas como estratégia — diz Miller.
Ele aponta, porém, uma diferença fundamental entre a opinião oficial dos órgãos de comunicação e o trabalho de seus repórteres. O “New York Times”, por exemplo, manifestou apoio a Hillary em editorial enquanto um de seus concorrentes, “The New York Sun”, preferiu Obama, assim como o “Chicago Tribune”. E, mesmo apoiando Obama, o “Chicago Tribune” vem publicando matérias investigativas sobre as relações do candidato com um dos doadores de sua campanha, o empresário Tony Rezko, que responde na Justiça a acusações de fraude e de lavagem de dinheiro. Segundo Miller, para os acionistas das grandes corporações de mídia não há grande diferença entre Obama e Hillary no que se refere à plataforma. Mas há sim maior simpatia por Obama, sobretudo na grande imprensa, e isto se deve a outra razão: — Repórteres e produtores de TV têm muito medo de parecerem racistas — diz. A maior simpatia por Obama, no entanto, não pode ser por demais explícita e, por isto, Miller acha que Hillary também teve alguns dos episódios negativos de sua campanha minimizados pela mídia, o que rendeu dividendos eleitorais a seu favor.
— Hillary teve alguns escândalos abafados. O casal Clinton apoiou e incentivou uma série de artimanhas, algumas judiciais, para reduzir o comparecimento dos eleitores ao caucus em Nevada. As artimanhas foram tão evidentes que Obama chegou a denunciá-las. Mas, outra vez, a mídia logo abafou o caso, depois da vitória de Hillary no estado. Isto mostra que, para a direção editorial dos órgãos de mídia, é indiferente que Obama ou Hillary sejam indicados pelo Partido Democrata. A maioria, aliás, define esta competição como “eletrizante” e já transformou as prévias num espetáculo nacional — avalia Miller.
Outro especialista em estudos de mídia da New York University, Charlton McIlwain, concorda que a mídia vem tentando equilibrar as atenções entre os democratas, especialmente quando tematiza a disputa entre “gênero e raça”. McIlwain, que é negro, acredita, porém, que Obama tem recebido mais atenção pelo fato de ser o primeiro negro a ter chances reais de ganhar a indicação do partido: — Não há preferência explícita por um candidato. As pautas têm, inclusive, explorado muito bem esta disputa entre “a primeira mulher presidente” e “o primeiro negro presidente”.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Eleição americana: Obama está no páreo e ainda pode ganhar

A Superterça acabou não surpreendendo tanto. Exceto talvez pelas pesquisas que deram vitória de Barack Obama na Califórnia (onde ele ficou com pouco mais da metade do que teve Hillary). Apesar da vitória de Hillary nos maiores colégios eleitorais, ela só está à frente de Obama por causa dos delegados não comprometidos com os resultados eleitorais. Ou seja: ainda vai ter muita disputa entre eles. Alguns analistas acreditam que a disputa prolongada favorece Obama. Pode ser. Mas acho que, principalmente, é ruim para os Democratas, que tiram forças um do outro. Entre os Republicanos, está praticamente confirmado o nome de McCain, que já conta com mais da metade dos delegados necessários. É um resultado muito ruim para os Democratas, porque reduz os atritos entre os Republicanos e porque o escolhido é mais liberal do que conservador, dificultando a batalha final.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Eleição americana: para onde vão os votos de Edwards?

O pré-candidato Democrata John Edwards fez o que todos já esperavam: desistiu de insistir. A disputa pela candidatura Democrata à Presidência dos Estados Unidos restringe-se agora a Hillary e Obama. A questão agora é: para onde irão os eleitores de Edwards? Aparentemente, o maior beneficiado será Obama. Edwards não pretende, por enquanto, apoiar qualquer um dos dois. Mas, por seu perfil, provavelmente tenderão para o Senador do Illinois. É bom lembrar que Edwards foi parceiro do antigo candidato, John Kerry, que já está apoiando Obama. Mas não se pode esquecer que, no momento, a soma total de delegados (delegados + superdelegados) dos dois (213) é inferior ao total de delegados de Hillary (230). A disputa Democrata está cada vez melhor. Do lado Republicano, parece que também começa a se definir uma polarização entre McCain (que acaba de vencer apertado na Flórida) e Romney. Huckabee ainda ameaça um pouco. E Giuliani é carta fora do baralho.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Eleição americana: Hillary empata com Obama, McCain fica pra trás

Com a importante vitória de Hillary Clinton no caucus de Nevada do Partido Democrata, ela e Barack Obama empataram em 37 delegados, enquanto John Edwards está com 18. Hillary está com a percepção melhor, porque venceu em dois estados, enquanto Obama venceu em um. Isso pode influenciar psicologicamente na primária da Carolina do Sul, no próximo dia 26. Por outro lado, Obama tem a seu favor a possível desistência de John Edwards, que, no momento, divide os votos com ele. Do lado Republicano, a indefinição é maior. O placar, em delegados, sem o resultado da Carolina do Sul (ocorrendo hoje),está assim: Romney 66, Huckabee 21, McCain 19, Fred Thompson 8, Ron Paul 6, Giuliani 1 e Duncan Hunter 1. Podemos dizer que entre os Democratas a parada está entre Hillary e Obama (com vantagem para ela), enquanto entre os Republicanos está dificil apontar vantagem para Romney, Huckabee ou McCain. Para Giuliani, a situação está cada vez mais difícil.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Eleição americana: Huckabee já lidera nacionalmente entre os Republicanos

Coisa de doido. O até a semana passada azarão Mike Huckabee lidera as intenções de votos em âmbito nacional para a indicação do Partido Republicano, segundo o tracking diário Instituto Rasmussen. Está empatado com McCain em 19%. Giuliani vem em seguida, com 15%; Mitt Romney, 15%; Fred Thompson, 13% e na rabeira Ron Paul com 4%. Por aí a gente vê a importância de Iowa como primeiro resultado da corrida. No dia 3 (dia que ele venceu o caucus de Iowa), Huckabee estava em terceiro nacionalmente (embora estivesse liderando pelo empate técnico), e na pesquisa de ontem já passou à frente. A pequena vitória de Iowa (que tem 40 delegados) tem grande valor psicológico, além de representar mídia gratuita para o vencedor. É verdade que dia 5 teve o caucus de Wyoming (14 delegados), mas sem grande repercussão para a vitória de Mitt Romney. Veremos o que acontecerá amanhã em New Hampshire, que tem apenas 12 delegados, mas o apelo de ser a primeira primária (os anteriores eram caucus - ou caucuses, se preferirem).