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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Eleição americana: para onde vão os votos de Edwards?
O pré-candidato Democrata John Edwards fez o que todos já esperavam: desistiu de insistir. A disputa pela candidatura Democrata à Presidência dos Estados Unidos restringe-se agora a Hillary e Obama. A questão agora é: para onde irão os eleitores de Edwards? Aparentemente, o maior beneficiado será Obama. Edwards não pretende, por enquanto, apoiar qualquer um dos dois. Mas, por seu perfil, provavelmente tenderão para o Senador do Illinois. É bom lembrar que Edwards foi parceiro do antigo candidato, John Kerry, que já está apoiando Obama. Mas não se pode esquecer que, no momento, a soma total de delegados (delegados + superdelegados) dos dois (213) é inferior ao total de delegados de Hillary (230). A disputa Democrata está cada vez melhor. Do lado Republicano, parece que também começa a se definir uma polarização entre McCain (que acaba de vencer apertado na Flórida) e Romney. Huckabee ainda ameaça um pouco. E Giuliani é carta fora do baralho.
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domingo, 27 de janeiro de 2008
Eleição americana: retorno histórico
Boa a coluna de Mauro Santayana hoje, no Jornal do Brasil, sobre as eleições americanas. Reproduzo na íntegra:
ELEIÇÕES HISTÓRICAS. Repetindo hábito antigo, o New York Times declarou apoio à indicação da senadora Hillary Clinton, candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, e à do republicano John McCain, seu provável adversário no pleito de novembro. A simpatia maior é para com a senhora Clinton, por sua postura ideológica, bem mais nítida do que a do senador pelo Arizona - mesmo porque o jornal sempre optou pelos democratas no poder. Todas as eleições, em qualquer país, acarretam riscos. O povo vota corretamente, de acordo com as informações recebidas e o discurso do candidato. Vitorioso, o candidato desaparece, para dar lugar ao poderoso. Nós, brasileiros, temos boa experiência disso. Raramente (Juscelino foi um caso positivo) o presidente cumpre a plataforma eleitoral. Em nossa memória recente há certo caçador de marajás. A experiência nacional dos Estados Unidos é caso único na História. As circunstâncias prepararam as 13 colônias da Nova Inglaterra para que alguns homens prudentes fundassem a mais democrática e a mais poderosa república dos tempos modernos. O que os distinguiu foi o conhecimento do pensamento antigo e da História Política, e a capacidade de pactuar-se em nome de sua comunidade. As doutrinas britânicas, deles mais próximas, os levaram de Locke e Hobbes aos romanos e gregos, passando pelos escolásticos e pelo inigualável renascentista Maquiavel, mas não os distanciaram dos iluministas franceses e alemães. Sua inquietação autonomista foi contemporânea ao processo revolucionário francês. Com Lafayette e seu corpo expedicionário que lutou contra os ingleses na América, Luís XVI ajudara a independência dos Estados Unidos, mas não se tratava de apoio do monarca à futura república e, sim, de manobra lateral contra os britânicos, seus adversários históricos na Europa. Como a virtude não caminha sem a companhia do vício - conforme a afirmação paradoxal de Chesterton - o que era sonho da construção de uma sociedade solidária e feliz se viu comprometido, desde o início, pela arrogante presunção de domínio. Entre os dois sentimentos antagônicos, os Estados Unidos têm percorrido os últimos 232 anos. Os fundadores da República se preocuparam em construir sistema constitucional que pudesse servir à alternância de homens e idéias no poder, mas preservasse a unidade nacional. Graças a essa precaução inteligente, o sistema funcionou bem durante dois séculos. As garantias constitucionais não foram violadas, embora sofressem restrições durante a Guerra da Secessão, quando os Estados do Sul quiseram manter a liberdade de escravizar. Mas, nos últimos decênios, sobretudo a partir da eleição de Nixon, os princípios dos pais fundadores passaram a ser esquecidos. Os homens de negócios e as figuras populares substituíram os políticos de formação humanística (advogados em sua maioria), no governo da União. Podemos dizer que, com a eleição de Nixon, o sistema começou a perder estrada, e, a partir de Reagan, perdeu sua orientação cardeal. Com todos os problemas pessoais, Bill Clinton foi o que mais se aproximou da linha anterior, ao realizar um governo mais próximo do povo, o que agora credencia sua mulher à disputa. No pronunciamento editorial, o New York Times não teme ficar contra o senador Barack Obama: para o jornal, a senhora Clinton é intelectualmente superior a seu oponente. Não porque ele seja mestiço, mas, simplesmente, porque parece menos capacitado para ocupar o cargo. O jornal ainda comenta o fato de que é a primeira vez que um "afro-americano" e uma senhora disputam o mais alto cargo público nos Estados Unidos. Mas adverte que a firstness não é, em si mesma, razão para a escolha. Os Estados Unidos se encontram no pior momento de sua História, desde a Guerra Civil de 1860 a 1865. Acossada economicamente pela China e outros países emergentes, a grande nação dispõe de potencialidade para recuperar-se de seus desacertos internacionais, e restaurar a confiança daqueles que a admiravam. Para isso, sem embargo, o governo terá que abandonar a aliança republicana com os empreiteiros do mercado da guerra, e buscar, sob os democratas, a antiga integração política com o povo. Para os americanos - e para todos - seria bom que eles voltassem às velhas virtudes e abandonassem a arrogância, exacerbada pela presença de certos homens de negócios na direção do Estado, e o afastamento dos intelectuais humanistas. Uma coisa era a presença de Chester Bowles ao lado de Roosevelt e Truman, outra a de Karl Rove junto a Bush. É difícil retornar na História, mas talvez fosse possível aos norte-americanos reinventar a democracia de massas do tempo de Andrew Jackson - o grande presidente que enfrentou os banqueiros e os venceu.
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Eleição americana: como ficou o placar, depois da Carolina do Sul
Na primária de ontem na Carolina do Sul, Barack Obama teve 55% dos votos (25 delegados), contra 27% (12 delegados) de Hillary Clinton e 18% (8 delegados) de John Edwards. Considerando somente os delegados conquistados pelo voto, o placar até agora mostra Obama na frente, com 63, seguido de Hillary com 48 e Edwards com 26. Considerando também os delegados extras (ou superdelegados) que são indicados sem compromisso com o resultado eleitoral, Hillary lidera com 230 delegados, Obama tem 152 e Edwards 61.
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sábado, 26 de janeiro de 2008
Eleição americana: Obama arrasa na Carolina do Sul
As projeções publicadas agora há pouco pelo Washington Post mostram grande vitória de Barack Obama na corrida pela indicação do Partido Democrata na eleição presidencial deste ano. A vitória deve-se à grande participação do eleitorado negro (mais de 50%), onde Obama venceu na base de 4 para 1. Entre os brancos, Obama, Hillary e John Edwars estão mais ou menos empatados. A expectativa com relação à super terça-feira do dia 5 de fevereiro ficou maior.
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Eleição americana: delegados eleitos e não eleitos
Nas confusas eleições americanas, existem, durantes as primárias e caucuses, as figuras do “delegado eleito” e do “delegado indicado” (não comprometido com o resultado das urnas). Os Democratas, por exemplo, têm,no total, 3.253 “delegados eleitos” e 796 “delegados indicados”, formando um total de 4.049 delegados. Já os Republicanos, têm 1.917 “delegados eleitos” e 463 “delegados indicados”, formando um total de 2.380 delegados. Assim, o resultado até agora entre os Democratas é: Obama, 38 “delegados eleitos”, 6 “delegados indicados”, com um total de 44 delegados; Hillary, 36 “delegados eleitos”, 7 “delegados indicados” com um total de 43 delegados; e John Edwards, 18 “delegados eleitos”, 36 “delegados indicados”, com um total de 21 delegados. Previsões da CNN mostram que Hillary contará com pelo menos 174 “delegados indicados” até o final, enquanto Obama contará com pelo menos 88 e Edwards com pelo menos 34. Somando aos “delegados eleitos” já conquistados, pode-se dizer que Hillary já poderia contar, hoje, com 210 delegados, Obama com 123 e Edwards com 52. Há outras projeções. De qualquer maneira, é tudo muito flutuante (O Globo de hoje, por exemplo, publica uma projeção diferente - talvez da AP) e prefiro seguir a tabela dos estritamente eleitos.
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sábado, 19 de janeiro de 2008
Eleição americana: Hillary empata com Obama, McCain fica pra trás
Com a importante vitória de Hillary Clinton no caucus de Nevada do Partido Democrata, ela e Barack Obama empataram em 37 delegados, enquanto John Edwards está com 18. Hillary está com a percepção melhor, porque venceu em dois estados, enquanto Obama venceu em um. Isso pode influenciar psicologicamente na primária da Carolina do Sul, no próximo dia 26. Por outro lado, Obama tem a seu favor a possível desistência de John Edwards, que, no momento, divide os votos com ele. Do lado Republicano, a indefinição é maior. O placar, em delegados, sem o resultado da Carolina do Sul (ocorrendo hoje),está assim: Romney 66, Huckabee 21, McCain 19, Fred Thompson 8, Ron Paul 6, Giuliani 1 e Duncan Hunter 1. Podemos dizer que entre os Democratas a parada está entre Hillary e Obama (com vantagem para ela), enquanto entre os Republicanos está dificil apontar vantagem para Romney, Huckabee ou McCain. Para Giuliani, a situação está cada vez mais difícil.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Hillary desmente pesquisas e vence em New Hampshire; Obama lidera em delegados
"Aqui em New Hampshire, eu reencontrei minha voz", mais ou menos disse Hillary Clinton em seu discurso de vitória. Teve 39% dos votos contra 37% de Barack Obama e 17% de John Edwards. Em delegados, Hillary e Obama empataram em 9 e Edwards ganhou 4. O total agora é: Obama 25; Hillary 24; e Edwards 18.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Eleição americana: o que (e quem) significa mudança?
Barack Obama incorporou como nenhum outro o sentimento de mudança entre os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Mas John Edwards também fez o discurso da mudança. E até Hillary Clinton, em seu discurso de derrota em Iowa, apontou que aquele caucus significava um alerta do povo americano contra o governo Republicano, um apelo pela mudança. Podemos dizer que até mesmo pelo lado Republicano há apelos pela mudança, através do atual líder Mike Huckabee. O apelo está dando certo, mas, afinal, o que significa mudança no atual processo eleitoral americano? Significa não a Bush e sua política militarista e suas incertezas na economia. O grito da maioria americana por mudança não vai além disso, mas aquele candidato que conseguir vencer e levar isso adiante estará fazendo uma grande reviravolta (positiva) no mundo inteiro. Por enquanto, Barack Obama é quem melhor incorpora o sentimento de mudança. Mas Hillary Clinton também pode representar isso.
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domingo, 6 de janeiro de 2008
Primárias de New Hampshire: Hillary pega pesado
Hillary Clinton, a grande derrotada do caucus de Iowa pela indicação do candidato Democrata à Presidência da República, resolveu bater forte em Barack Obama, o grande vitorioso. Bateu na tecla de que ele não tem experiência e que mudança não se faz apenas com palavras. Mas principalmente Hillary Clinton acusou Obama de não cumprir suas promessas de campanha, como teria acontecido depois de eleito Senador pelo Illinois. Segundo ela, "Obama havia prometido aos seus eleitores votar contra o Patriot Act quando elegeu-se senador e na primeira oportunidade votou a favor na lei proposta por Bush que suspendeu parte das garantias individuais dos cidadãos americanos, permitiu o grampo secreto de telefones e emails, além de criar um sistema paralelo militar de investigação, prisão e julgamento de suspeitos de terrorismo que tem em Guantânamo seu maior símbolo" - é o que conta Marília Martins, em seu Diário de Nova York, para O Globo. John Edwards (que corre em terceiro, mas com chances reais, pelo menos de ser Vice) sabiamente colocou-se ao lado de Obama, em defesa de mudança (Hillary Clinton, portanto, não significaria mudança substancial). A verdade é que os Clinton vão ter que suar. As pesquisas sobre as primárias em New Hampshire, dia 8, são favoráveis a Barack Obama (ver tabela de três institutos).
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Caucus de Iowa: a sabedoria Clinton
Mesmo sendo a grande derrotada, a terceira colocada Hillary Clinton (com as maiores chances, ainda, de ser a indicada do Partido Democrata) está fazendo um discurso bem inteligente (acompanhada do marido Bill Clinton), parabenizando tanto Obama quanto Edwards (pode escolher um dos dois para Vice) e dizendo que foi uma grande vitória Democrata, porque o eleitor está apoiando a mensagem de mudança (Seu tema é "Ready for change. Ready to lead.").
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Caucus de Iowa: primeiras análises
O Republicano Dwight Eisenhower, eleito presidente americano em 1952, está presente na campanha deste ano: o famoso tema de sua campanha ("I like Ike") está sendo copiado pelo também Republicano Mike Huckabee ("I Like Mike"). O Democrata John Edwards, que ficou em segundo, fez discurso de vitorioso. Com apelo bem "classe média" (equivale mais ou menos ao nosso "povão"), faz o apelo do "tostão contra o milhão".
Caucus de Iowa: Obama vence a primeira
Segundo projeção da CNN, Barack Obama venceu o caucus de Iowa, com 37%, contra 30% para Hillary Clinton e 30% para John Edwards. Vitória apertada, mas importantíssima para a estratégia de Obama, que buscou o apoio jovem e o apelo da mudança ("Change. We can believe in", mesmo apelo da primeira campanha de Bill Clinton), apesar dos eleitores não serem tão jovens assim. Mesmo considerando a pequena diferença, Hillary Clinton (até agora considerada poule de 10) é a maior derrotada. Nota: à 1:00h, confirmada a vitória de Obama.
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
A gangorra Democrata continua
É o maior sobe e desce que já vi. Agora a Senadora (New York) Hillary Clinton caiu (levemente) para para 35% e o Senador (Illinois) Barack Obama subiu para 33% na disputa pela indicação para ser candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. É o 18º relatório do Rasmussen desde 17 de janeiro e a única certeza que se tem é que ainda não se tem um candidato certo, embora a gangorra tenda a movimentar-se a favor de Hillary Clinton. Acontece que Obama cresce quanto a pesquisa inclui eleitores independentes (permitido em alguns estados), mas a pesquisa é feita unicamente entre eleitores Democratas, Hillary Clinton fica com cerca de 8 pontos de vantagem. No geral, cinco nomes se destacam: três pelos Democratas (Hillary, Obama e Edwards) e dois pelos Republicanos (Giuliani e McCain). Tanto na possível disputa Giuliani x Hillary Clinton quanto na possivel disputa Giuliani x Obama o empate técnico predomina.
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terça-feira, 1 de maio de 2007
Barack Obama lidera corrida Democrata
Mostrando um desempenho surpreendente, o pré-candidato presidencial na eleição americana, Senador (Illinois) Barack Obama, passou a liderar a disputa pela indicação do partido Democrata. Agora tem 32% das intenções, contra 30% da Senadora (New York) Hillary Clinton e 17% do ex-Senador (Carolina do Norte) John Edwards. (Pesquisa feita do dia 23 ao dia 26 de abril - Rasmussen)
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terça-feira, 10 de abril de 2007
Obama volta a crescer; Edwards surpreende
Depois que anunciou o recorde na arrecadação (1ª fase, de quatro) de recursos para a campanha, o pré-candidato Democrata à eleição presidencial americana, Senador por Illinois Barack Obama, voltou a crescer nas pesquisas (29%), ameaçando novamente a liderança de Hillary Clinton (34%). Mas o mais curioso é que o 3º colocado, distante, Senador pela Carolina do Norte, John Edwards (15%), é o único que vence o candidato Republicano, o ex-Prefeito por Nova York Rudy Giuliani, nas intenções de voto (49% a 43%, enquanto Hillary Clinton e Obama perdem por pouco para Giuliani: 48% a 47% e 44% a 43%, respectivamente). A maior ameaça a Giuliani, no entanto, vem do seu prórpio estado, onde o atual Prefeito de Nova York, Michael "Bolsa-Família" Bloomberg pensa em entrar na corrida presidencial pelo partido Independente. E isso é só o começo... (Dados Instituto Rasmussen)
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