sexta-feira, 6 de abril de 2007
O Globo finalmente descobriu o Bolsa Família em Nova York
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Controladores de vôo: o recuo que deu certo
Ahmadinejad X Blair: a humilhação atingiu seu ponto máximo.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Cesar Maia defende nossa Previdência
PREVIDÊNCIA SOCIAL! Os técnicos do IPEA -Marcelo Ab-Ramia e Rogério Boueri escreveram no Boletim de Desenvolvimento Fiscal -IPEA- de dezembro de 2006 o artigo Comparativo Internacional para Previdência Social. Este Ex-Blog selecionou alguns números comparados apresentados que ajudam muito a entender os problemas e contradições da previdência social brasileira. A leitura destes números é suficiente para se entender a cama de gato da situação brasileira. 01. Gastos com previdência como percentual do PIB. A Itália se destaca com pouco menos que 18% do PIB. O Brasil vem neste bloco com quase 12% do PIB. Reino Unido tem menos que 10%, Dinamarca pouco mais que 8% e Estados Unidos menos que 8%. 02. Razão de Dependência Demográfica é a relação entre a população com mais de 65 anos e aquela com menos de 65 anos. O Brasil aparece com 9% entre os países mais jovens. No outro extremo está o Japão com 29%. Uma relação baixa como a do Brasil não justificaria altos gastos previdenciários como no item 1. 03. O terceiro quadro é a aposentadoria como porcentagem da renda per cápita. O Brasil está entre os mais altos com 59,4%. A Suécia tem 70% e no outro extremo Georgia (ex-URSS) com 11%, Cazaquistão com 22% e Japão com 35%. 04. Contribuintes da Previdência como percentual da Força de Trabalho. No Brasil são 56%. No extremo oposto Noruega, Holanda e Irlanda com quase 100%, o que mostra uma base baixa de contribuição no Brasil pela economia informal, taxa de exclusão... 05. Alíquota da contribuição total, empregado e empregador. O Brasil está entre os mais altos com 31%, no bloco da Georgia e Ucrânia com 35%. Do outro lado, Irlanda tem 12% e Suécia quase 20%.
Cesar Maia bate em Serra: qual o motivo?
segunda-feira, 2 de abril de 2007
Qual o momento exato em que houve quebra do comando militar?
domingo, 1 de abril de 2007
A imprensa e o golpe de 64
A Imprensa
A imprensa colaborou com o golpe embora após o fim do regime militar tenha clamado para si os méritos de defensora da democracia. Antes da ditadura jornais como O Globo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã e Diário de Notícias pregaram abertamente a deposição do presidente. Somente o jornal Última Hora se opôs ao golpe.
Segundo o jornalista Fernando Molica: (sic) "...a grande maioria dos jornais era favorável à derrubada do governo João Goulart e festejou o golpe...".
Segundo Mino Carta, (sic) "...a Folha de São Paulo não só nunca foi censurada, como emprestava a sua C-14, carro tipo perua veraneio, usado para transportar o jornal, para recolher torturados ou pessoas que iriam ser torturadas na Oban, Operação Bandeirante."
Celular abre novas portas
O New York Times de hoje traz uma reportagem interessante, "New Bar Codes Can Talk With Your Cellphone" ("Novos códigos de barra podem falar com o seu celular"), que poderia parecer 1º de abril, se não fosse informação sobre o avanço do mundo digital. Aliás, não é também uma grande novidade, porque já está em largo uso no Oriente, notadamente no Japão. Mas sem dúvida apresenta uma dessas maravilhas dos novos tempos. O fato é que o celular está se transformando em "seu mundo de bolso". Através da leitura de código de barra, você compra o seu ticket de embarque aéreo, lê na embalagem do Big Mac se ele tem valor nutritivo, comprova a autenticidade da carteira de motorista, e faz milhões de outras coisinhas que antes eram inimagináveis. O celular transformou-se em uma espécie de "controle remoto digital", dizem uns. Ou na "ferramenta natural que combina o mundo físico com o mundo digital", como disse Cyriac Roeding, executivo da CBS. Ou, ainda, "o hyperlink físico", como diz Tim Kindberg, pesquisador senior da Hewlett-Packard, na Inglaterra. Senti que meu pobre Moto Q, com acesso a e-mails e à web, já está muito ultrapassado...Para saber se seu o celular tem condições de ler código de barras, acesse, através dele mesmo, o site http://get.qode.com.Instale o programa de leitura e fotografe o código do NYT acima, que transmitirá uma resposta para a tela do seu celular.
(Posso adiantar que você vai receber parabéns por ter dado o salto do papel para a Internet. E vai saber quais são as notícias de hoje...)
Todo político é fiel
sábado, 31 de março de 2007
Americanos trocam soja e algodão por milho
Fim de greve também na França
Obama faz Bill Clinton entrar na campanha
Parece que Tarso Genro andou lendo este Blog...
Bom senso põe fim ao descontrole aéreo
quinta-feira, 29 de março de 2007
Vem aí a nova BBC - "Brazilian" Broadcasting Corporation
Arábia Saudita levanta a voz
quarta-feira, 28 de março de 2007
Big Sister ajudou Hillary Clinton
O vídeo-baixaria associando Hillary Clinton ao Big Brother de 1984 pode ter ajudado sua campanha pela indicação do Partido democrata a candidata presidencial em 2008. Segundo a pesquisa do Rasmussen do dia 26 de março, ela passou de 35% para 37%, enquanto seu adversário mais próximo, Barack Obama, caiu de 30% para 25%
Quem diria, a Arena quer virar Democratas
Era uma vez um partido chamado Arena (Aliança Renovadora Nacional), criado em 1966 (4 de abril, quase dia 1º...) para servir de braço político da ditadura militar que estava instalada no Brasil desde 1º de abril de 1964. Na época eram só dois partidos, a Arena da ditadura e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) da oposição. Em 1980, voltou o pluripartidarismo que tinha sido extinto em 1965. Aí a Arena foi rebatizada de Partido Democrático Social, PDS (que depois virou Partido Progressista Renovador - PPR -, depois Partido Progressista Brasileiro - PPB, depois Partido Progressista – PP). Em 1985, um pedaço da Arena (que já tinha virado PDS) resolveu apoiar a candidatura oposicionista de Tancredo Neves para Presidente do Brasil e, por isso, criou o PFL - Partido da Frente Liberal. O PFL separou-se da antiga Arena, mas não de seus antigos ideais (menos ainda dos ideais da origem mais remota, a velha UDN - União Democrática Nacional). É sem dúvida o grande partido da direita política brasileira, apesar de pretender, recentemente, tenta se vender como sendo de centro. Na verdade, o partido tem procurado se afastar da direita por questão de sobrevivência. Enquanto pôde se aninhar nas estruturas do Governo Federal e representar as oligarquias nordestinas, não se mexeu. Com a subida de Lula ao poder, o PFL viu minguarem suas forças (em 1998 elegeu 105 deputados, hoje só tem 58) e agora joga tudo em uma renovação que parece muito mais jogada de marketing (por mais que Cesar Maia apresente a justificativa da busca do centro como alternativa moderna à polarização esquerda-direita). Ao mudar o nome para Democratas e eleger Rodrigo Maia seu presidente, a velha Arena quer enganar quem, cara-pálida?
Elio Gaspari: viva Sousa Mendes
DEPOIS DO ESPANTO causado pela entrega do título de "Grande Português" à memória do ditador Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970), vem estupefação: o segundo colocado foi o stalinista Álvaro Cunhal, que dirigiu o Partido Comunista de 1961 a 1992. No mês dos 33 anos do renascimento da democracia no além-mar, 60% do eleitorado que participou da competição telefônica de uma emissora de televisão dividiu-se entre o que Portugal infelizmente foi e aquilo que felizmente não quis ser. Mesmo assim, as coisas boas também acontecem e Aristides Sousa Mendes foi o terceiro colocado, com 13% das preferências, contra 19% dadas a Cunhal. A amostra foi pequena e viciada. Num país de 10 milhões de habitantes, os telefonemas válidos foram 160 mil. Nada a ver com os 55 milhões de chamadas do "Big Brother" brasileiro. De qualquer maneira, quando Luís de Camões fica em quinto lugar, com 4% dos votos, as coisas não vão bem. Contudo, é o poeta quem ensina: "Quem há que por fama não conhece As obras portuguesas singulares?" Aristides Sousa Mendes e sua posição no certame são uma obra portuguesa singular. Conhecê-lo é uma dádiva. Ele nasceu em 1885, numa família católica da aristocracia. Passou pela Universidade de Coimbra e caiu na carreira diplomática. Rodou por Guiana, Zanzibar, Porto Alegre, São Luís e Curitiba. Estava no consulado do porto francês de Bordeaux quando estourou a Segunda Guerra e chegou-lhe uma circular determinando que não se concedessem vistos a judeus. A cidade transformou-se em corredor de saída para dezenas de milhares de refugiados impotentes e Sousa Mendes distribuiu resmas de vistos em branco, assinados e carimbados. Calcula-se que tenham sido 30 mil em poucos dias. Foi a maior operação de resgate conduzida por uma pessoa durante o Holocausto. Ele recordaria: "Quantos suicídios e outros atos de desespero se produziram, quantos atos de loucura de que eu próprio fui testemunha?" Salazar mandou dois funcionários para trazê-lo de volta a Lisboa. Sousa Mendes foi para Bayonne e emitiu mais vistos. Quando a polícia da fronteira com a Espanha foi avisada para não honrar sua assinatura, escoltou judeus abrindo caminho com seu carro oficial. Chegou a empurrar portões. Levado a Lisboa, foi expulso do serviço público. Perseguido pelo ditador, Sousa Mendes perdeu o patrimônio da família (a pecúnia, bem entendido porque, em 1944, dois dos seus 14 filhos saltaram sobre a Normandia com as tropas aliadas). Nada permitia supor que aquele aristocrata monarquista e cinqüentão agisse daquela forma. No seu encontro com a história, realizou a obra portuguesa singular. Sousa Mendes morreu em 1954, doente e miserável. Alimentava-se em centros de caridade da colônia judaica. Seus bens foram leiloados e sua casa senhorial virou galinheiro. Nada se escreveu sobre ele, além do que se gravou na lápide: "Quem salva uma vida salva o mundo". Hoje ele é uma glória de Portugal e nome de praça em São Paulo. Tem busto em Bordeaux e parque em Montreal. Vinte árvores foram plantadas em sua memória na Floresta dos Mártires, em Jerusalém.
terça-feira, 27 de março de 2007
O PFL pretende agora ser "democrata", mas defende a ditadura salazarista com unhas e dentes
Enquanto isso, nada muda para Lula...
A pesquisa Datafolha realizada com 5.700 brasileiros nos dias 19 e 20 de março e divulgada ontem mostra que no fundamental a avaliação do Governo Lula continua a mesma. Comparada com pesquisa realizada em 23 e 24 de outubro do ano passado (pouco antes do 2º turno das eleições, portanto), apresenta resultado interessante: O "ótimo/bom" caiu de 53% para 48%, mas a soma de "ótimo/bom" com "regular" subiu ligeiramente de 84% para 85%. O "ruim péssimo" caiu, também ligeiramente, de 15% para 14%. A oposição deve estar arrancando os poucos cabelos que tem...
França: aumentam as chances de 2º turno entre Sarkozy e Ségolène
Faltando apenas 26 dias para a eleição presidencial francesa (1º turno no dia 22 de abril), as pesquisas apontam a consolidação de Sarkozy (conservador) e Ségolène (socialista) na liderança das intenções de votos, mantendo o centrista Bayrou mais distante. Em pesquisa por telefone com 1247 eleitores, feita nos dias 24, 25 e 26 de março, o Instituto Ipsos mostra Sarkozy com 31% (+ 1%), Ségolène com 25,5% (estável) e Bayrou com 18,5% (-0,5%). Ainda assim, o resultado final não está completamente definido.
Romário revela o segredo de 94
segunda-feira, 26 de março de 2007
Governadores continuam em lua de mel com a população
A pesquisa Datafolha divulgada hoje pela Folha de São Paulo (assinantes) é bastante favorável aos governadores dos 3 maiores estados do Sudeste (SP, MG e RJ). A pesquisa busca a avaliação que a população faz desses primeiros meses de mandato e traz resultados superiores aos de outros mandatos. Aécio Neves (PSDB), de Minas, é o que menos surpreende. Ele já está no segundo mandato e sua aprovação, 71%, está compatível com os índices do período eleitoral. Ele tem apenas que fazer manutenção para se cacifar a postulante do cargo presidencial. Sérgio Cabral (PMDB) superou os índices de Rosinha (PMDB, 22%) e Marcello Alencar (PSDB, 26%) nas pesquisas feitas nos períodos equivalentes (Garotinho - PDT, PSB e depois PMDB - não tinha sido avaliado). Ele está muito bem, certamente, pelos contrastes com os antecessores. Trouxe idéias novas, disposição para administrar, está bem na mídia. Isso apesar do Rio ter sido com certeza o estado que mais ganhou manchetes sobre violência neste ano. José Serra (PSDB) tem-se mostrado inteligente. Conseguiu desvincular seu nome da tragédia do Metrô e, mal ou bem, do fracasso da educação em São Paulo. Superou os índices dos tucanos que o antecederam (Mário Covas 31% e Alckmin 34%). Mas mostrou que não está tão bem na Capital, 31%, onde teremos eleição importante no ano que vem. O seu candidato, o atual prefeito Gilberto Kassab (PFL), tem apenas 15% de aprovação e 42% de rejeição. Há ainda um fato positivo a considerar nos bons índices desses governadores: o bom relacionamento (principalmente de Sérgio Cabral) com Lula. Isso faz bem ao povo, que deseja que esse amor seja eterno enquanto dure - o que vai ser duro, se nos próximos meses pelo menos parte das expectativas não se confirmarem.
sexta-feira, 23 de março de 2007
Mas era só o que faltava: Cora Rónai chama 90 reais de esmola!
Os efeitos "positivos" da campanha negativa
Mal fiz a postagem sobre o vídeo baixaria contra Hillary Clinton, recebi comentário de Dallas, no Texas, mostrando o endereço de um site oferecendo "Democra-tees" ("Camisetas Democratas"), com a logo de Obama inspirada na maçã da Apple. Obviamente , já tem gente faturando alto com tudo isso. Em tempo: o vídeo da "Big Sister" lidera a lista de vídeos virais. (Confira no Viral Video Chart)
quinta-feira, 22 de março de 2007
França: 2º turno com Sarkozy e Ségolène
A última pesquisa Ipsos (21 de março, 1009 entrevistas por telefone) mostra o fortalecimento das candidaturas de Sarkozy (praticamente garantido) e Ségolène rumo ao 2º turno. Bayrou tem caído. Mas na simulação de 2º, Bayrou ganharia dos outros dois.
A quem interessa o Big Sister?
Cerca de 2.000.000 já viram no YouTube esse vídeo igualando a pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, ao demoníaco personagem "Big Brother", do livro futuro-negrista "1984", de George Orwell. O vídeo na verdade é uma "montagem" sobre um comercial famoso da Apple. A questão é: a quem interessa isso? O autor (que se chamaria Philip de Vellis) já teria confessado que trabalhou para uma firma prestadora de serviços na área digital (Blue State Digital) da campanha do adversário Democrata Barack Obama, mas não trabalha mais e na campanha de Obama todos declaram que não tinham conhecimento do assunto. Pode ser que Hillary Clinton seja a mais prejudicada, pode ser que Obama seja o mais prejudicado. Pode ser que os candidatos democratas, como um todo, sejam os mais prejudicados. Com certeza a maior prejudicada, nesses tempos de YouTube, é a mídia tradicional. Philip de Vellis estará a serviço de quem? (Veja o comercial original da Apple)
Orkut faz bem a jovem
terça-feira, 20 de março de 2007
Rasmussen Report: Hillary cai, Obama sobe
Na pesquisa do Rasmussen divulgada ontem, feita entre eleitores do Partido Democrata americano, o pré-candidato a Presidente Barack Obama alcançou seu índice mais alto, 30%, e a diferença para Hillary Clinton caiu de 12% para 5%.