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quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Marina Silva saiu mesmo?
Não queria tratar desse assunto, que já considero superado. Mas tenho ainda duas questões a tratar no desligamento de Marina Silva do PT. A primeira considera o perfil da Senadora e a sua longa trajetória de lutas antes e depois de filiar-se ao PT. De lá para cá, Marina com certeza não mudou de ideais. Seu pensamento aprimorou-se, aprofundou-se, ganhou dimensões globais, mas os ideais permanecem iguais. Essa Marina não se desligou do seu PT ideal – desligou-se do PT real, um partido, apesar de tudo, mais chegado a ela do que os partidos da Oposição. Não é à toa que Ricardo Berzoini, Presidente Nacional do PT, fez questão de declarar que o partido não pretende cobrar a vaga de Senadora. Além de não ter conflitos de fundo com Marina, o PT vê na provável candidata à Presidência uma aliada de peso. Ele talvez tenha concluído que a entrada em cena de sua candidatura talvez possa prejudicar bem mais a Oposição. A outra questão trata da compreensão do pragmatismo, que é intrínseca à própria questão da política. É com pragmatismo que a política pode garantir ação contra o imobilismo dogmático (recusa absoluta ao pragmatismo) ou oportunista (pragmatismo extremado). Garantir a dose certa (se é que existe) de pragmatismo é fazer a boa política. Marina saiu do PT porque não aceitou o que seria excesso de pragmatismo do PT. Mas, com algo de contraditório, está exigindo, antes de se filiar, um certo pragmatismo do PV. Pelo menos é o que podemos concluir com as declarações do Vice-Presidente da Executiva Nacional do PV, Alfredo Sirkis, sobre a inclusão nos estatutos do partido de uma "cláusula de consciência", que permitirá aos filiados se absterem em relação a posições do partido que possam contrariar convicções religiosas. Terá sido uma decisão tomada unicamente em função de Marina Silva, que é evangélica. Mas nenhum partido, por princípio, pode ter cláusulas que individualizem as decisões partidárias. É um pragmatismo que leva à própria negação do conceito de partido. Por tudo isso pergunto - afinal, para onde saiu Marina Silva?
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quarta-feira, 7 de março de 2007
Marta deve aceitar o Turismo?
Em política não existe "fazer beicinho" ou "trocar de mal". Ou você fica feliz ou fica indignado. A graduação infinita de sentimentos pessoais que vai de um pólo ao outro não deve transparecer na política. (Isso não pode ser confundido com o xiitismo, que vive em um mundo preto e branco, em oposição ao mundo coloridíssimo do oportunismo, onde tudo é possível.) Marta e o PT paulista devem estar indignados com Lula. Mas ele conduziram as coisas para chegar a esse ponto. Agora só restam duas opções: ou rompem com o Governo (pouco provável), ou dão a volta por cima, transformando um turismo tipo "bye bye, Brazil" em cruzeiro de alto luxo. Há ainda a opção de Marta ir para um lado e o PT paulista para outro, o que não deixa de ser um complicador para o futuro. Está na hora da própria Marta demonstrar sabedoria política.
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