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domingo, 6 de junho de 2010

Lembrete de Elio Gaspari sobre o bloqueio israelense

Da coluna de Elio Gaspari, hoje na Folha e no Globo:
EREMILDO, O IDIOTA
Eremildo é um idiota e jura que já viu o filme de um navio tentando chegar a Israel. Em 1947 a organização Aliya Belt, apoiada por combatentes da Haganah, embarcou no porto de Marselha 4.500 judeus que pretendiam entrar ilegalmente na Palestina. O barco chamou-se Exodus.
A Marinha inglesa interceptou o navio, matou três e feriu trinta imigrantes. A viagem terminou no porto de Hamburgo, de onde os judeus foram levados para dois campos de refugiados. Mais tarde, quase todos chegaram a Israel.
A comovente história do Exodus virou romance e, no cinema, Paul Newman viveu o papel de Yossi Harel, o comandante do barco. Ele morreu em 2008, em Jerusalém.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Rachel Corrie resiste


Anos atrás, Rachel Corrie, jovem pacifista americana, decidiu viajar para Israel e juntar-se ao grupo palestino Movimento Internacional da Solidariedade. Começou a participar, com essa associação, de ações para bloquear as escavadoras israelenses que tentavam derrubar as casas de "kamikazes" e de seus familiares, nos territórios palestinos.


No dia 15 de março de 2003, em uma ação em Rafah, na fronteira de Gaza, Rachel sentou-se no caminho de um desses tratores.



O tratorista viu que ela estava ali, mas não interrompeu sua marcha e passou por cima de Rachel.



Os companheiros tentaram parar a escavadora, mas nada mais pôde ser feito.
(informações do Dia de Fúria - Afamaran)


O barco Rachel Corrie, de bandeira irlandesa, continua a luta. Nesse momento dirige-se para Gaza, tentando romper o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária aos palestinos.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O principal alvo do ataque israelense foram os Estados Unidos


Vamos deixar claro uma coisa: os dirigentes israelenses são truculentos, mas não são burros. Eles estavam carecas de saber que o mundo inteiro condenaria a matança que fizeram na Flotilha da Liberdade, e não se preocuparam com isso. A grande preocupação israelense é com a posição americana que, ultimamente, tem desagradado a seus interesses.
A Estratégia de Segurança da Era Obama não está afinada com Israel. Os Estados Unidos procuram acabar com os conflitos no Oriente Médio e empurrá-los para o Extremo, mais para perto da China. Cedo ou tarde, os Estados Unidos forçarão a criação do Estado Palestino e até mesmo chegarão a um acordo com o Irã. Para manter o poder em mundo de perfil mais multipolar, Obama sabe que é melhor perder alguns anéis (mesmo sendo valiosos) a perder as garras. Esse novo quadro causa preocupação a Israel, cercado de árabes, turcos e iranianos por todos os lados. Teme perder terreno e água (o Rio Jordão, em território Palestino), teme pela sobrevivência. Mas Israel conta com um grande aliado: o eleitorado americano.
Dia 2 de novembro é dia da Declaração de Balfour, feita pelos ingleses, em 1917, sob inspiração sionista, determinando a criação de um “lar” para o povo judeu, em pleno território palestino. Também no próximo 2 de novembro ocorrerá mais uma dramática eleição americana, renovando toda a Casa dos Deputados e um terço do Senado. Obama, evidentemente, aposta tudo em uma vitória dos Democratas. Mas sabe que isso significa ter que agradar a poderosa AIPAC (American Israel Public Affairs Committee), ou seja o lobby israelense nos Estados Unidos.
Israel está chantageando Obama. Procura frear seus movimentos rumo a um mundo menos favorável aos interesses israelenses. Usando como refém o eleitorado americano, Israel tensiona, encosta Obama contra a parede e trata de garantir seu espaço – mesmo que seja matando meio mundo.
Leia também o artigo do escritor israelense Uri Avnery, no CounterPunch.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Brasil protesta contra ação israelense; brasileira em um dos barcos de ajuda humanitária

Nota do Itamataty (com grifos nosso):
Ataque israelense à "Flotilha da Liberdade"
Com choque e consternação, o Governo brasileiro recebeu a notícia do ataque israelense a um dos barcos da flotilha que levava ajuda humanitária internacional à Faixa de Gaza, do qual resultou a morte de mais de uma dezena de pessoas, além de ferimentos em outros integrantes.
O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo.
Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vistas a garantir a liberdade de locomoção de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região.
Preocupa especialmente ao Governo brasileiro a notícia de que uma brasileira, Iara Lee, estava numa das embarcações que compunha a flotilha humanitária. O Ministro Celso Amorim, ao solidarizar-se com os familiares das vítimas do ataque, determinou que fossem tomadas providências imediatas para a localização da cidadã brasileira.
A Representante do Brasil junto à ONU foi instruída a apoiar a convocação de reunião extraordinária do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir a operação militar israelense.
O Embaixador de Israel no Brasil está sendo chamado ao Itamaraty para que seja manifestada a indignação do Governo Brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira.