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terça-feira, 22 de maio de 2007

Governo britânico planeja ampliar assustadoramente rede de informantes da polícia

Google O governo britânico estaria planejando transformar médicos e assistentes sociais em informantes, segundo documentos do Home Office (algo como um Ministério do Interior/Justiça) que vazaram e que estão levantando muitas críticas (The Christian Science Monitor). O pior é que o plano vai além de uma gigantesca rede de dedos-duros. A idéia do governo é transformar a ficção do filme Minority Report (lembram, aquele com o Tom Cruise?) em realidade. Esses informantes estariam a serviço de unidades do "pré-crime", orientando a polícia em mínimos detalhes que pudessem evitar que pessoas "predispostas" a cometer atos de violência pudessem concretizar seus desejos. Os sinais que "identificariam" essas pessoas poderiam ser um histórico familiar violento, alcoolismo ou problemas mentais. A unidade pré-crime então entraria em ação para tratamento do indivíduo. Obviamente os grupos de direitos humanos já demonstram preocupação com o que seria mais passo rumo à orwellização da sociedade inglesa. O clima de Big Brother com câmeras de circuito fechado de TV espalhadas por toda parte já assustam: são cerca de 4,2 milhões de câmeras, significando 1 para cada 14 britânicos. Deve-se dizer que também há muita gente a favor dessas ações, buscando maior segurança.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Big Sister ajudou Hillary Clinton

O vídeo-baixaria associando Hillary Clinton ao Big Brother de 1984 pode ter ajudado sua campanha pela indicação do Partido democrata a candidata presidencial em 2008. Segundo a pesquisa do Rasmussen do dia 26 de março, ela passou de 35% para 37%, enquanto seu adversário mais próximo, Barack Obama, caiu de 30% para 25%

Elio Gaspari: viva Sousa Mendes

Ontem falei aqui da lástima da admiração de Cesar Maia pelo ditador português Salazar, expressada em seu Ex-Blog. Hoje, a propósito da mesma enquete da TV portuguesa sobre "o maior português de todos os tempos", a coluna de Elio Gaspari produz excelente texto, "Nem Salazar nem Cunhal; viva Sousa Mendes", que reproduzo:
DEPOIS DO ESPANTO causado pela entrega do título de "Grande Português" à memória do ditador Antônio de Oliveira Salazar (1889-1970), vem estupefação: o segundo colocado foi o stalinista Álvaro Cunhal, que dirigiu o Partido Comunista de 1961 a 1992. No mês dos 33 anos do renascimento da democracia no além-mar, 60% do eleitorado que participou da competição telefônica de uma emissora de televisão dividiu-se entre o que Portugal infelizmente foi e aquilo que felizmente não quis ser. Mesmo assim, as coisas boas também acontecem e Aristides Sousa Mendes foi o terceiro colocado, com 13% das preferências, contra 19% dadas a Cunhal. A amostra foi pequena e viciada. Num país de 10 milhões de habitantes, os telefonemas válidos foram 160 mil. Nada a ver com os 55 milhões de chamadas do "Big Brother" brasileiro. De qualquer maneira, quando Luís de Camões fica em quinto lugar, com 4% dos votos, as coisas não vão bem. Contudo, é o poeta quem ensina: "Quem há que por fama não conhece As obras portuguesas singulares?" Aristides Sousa Mendes e sua posição no certame são uma obra portuguesa singular. Conhecê-lo é uma dádiva. Ele nasceu em 1885, numa família católica da aristocracia. Passou pela Universidade de Coimbra e caiu na carreira diplomática. Rodou por Guiana, Zanzibar, Porto Alegre, São Luís e Curitiba. Estava no consulado do porto francês de Bordeaux quando estourou a Segunda Guerra e chegou-lhe uma circular determinando que não se concedessem vistos a judeus. A cidade transformou-se em corredor de saída para dezenas de milhares de refugiados impotentes e Sousa Mendes distribuiu resmas de vistos em branco, assinados e carimbados. Calcula-se que tenham sido 30 mil em poucos dias. Foi a maior operação de resgate conduzida por uma pessoa durante o Holocausto. Ele recordaria: "Quantos suicídios e outros atos de desespero se produziram, quantos atos de loucura de que eu próprio fui testemunha?" Salazar mandou dois funcionários para trazê-lo de volta a Lisboa. Sousa Mendes foi para Bayonne e emitiu mais vistos. Quando a polícia da fronteira com a Espanha foi avisada para não honrar sua assinatura, escoltou judeus abrindo caminho com seu carro oficial. Chegou a empurrar portões. Levado a Lisboa, foi expulso do serviço público. Perseguido pelo ditador, Sousa Mendes perdeu o patrimônio da família (a pecúnia, bem entendido porque, em 1944, dois dos seus 14 filhos saltaram sobre a Normandia com as tropas aliadas). Nada permitia supor que aquele aristocrata monarquista e cinqüentão agisse daquela forma. No seu encontro com a história, realizou a obra portuguesa singular. Sousa Mendes morreu em 1954, doente e miserável. Alimentava-se em centros de caridade da colônia judaica. Seus bens foram leiloados e sua casa senhorial virou galinheiro. Nada se escreveu sobre ele, além do que se gravou na lápide: "Quem salva uma vida salva o mundo". Hoje ele é uma glória de Portugal e nome de praça em São Paulo. Tem busto em Bordeaux e parque em Montreal. Vinte árvores foram plantadas em sua memória na Floresta dos Mártires, em Jerusalém.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Os efeitos "positivos" da campanha negativa

Mal fiz a postagem sobre o vídeo baixaria contra Hillary Clinton, recebi comentário de Dallas, no Texas, mostrando o endereço de um site oferecendo "Democra-tees" ("Camisetas Democratas"), com a logo de Obama inspirada na maçã da Apple. Obviamente , já tem gente faturando alto com tudo isso. Em tempo: o vídeo da "Big Sister" lidera a lista de vídeos virais. (Confira no Viral Video Chart)

quinta-feira, 22 de março de 2007

A quem interessa o Big Sister?

Cerca de 2.000.000 já viram no YouTube esse vídeo igualando a pré-candidata à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, ao demoníaco personagem "Big Brother", do livro futuro-negrista "1984", de George Orwell. O vídeo na verdade é uma "montagem" sobre um comercial famoso da Apple. A questão é: a quem interessa isso? O autor (que se chamaria Philip de Vellis) já teria confessado que trabalhou para uma firma prestadora de serviços na área digital (Blue State Digital) da campanha do adversário Democrata Barack Obama, mas não trabalha mais e na campanha de Obama todos declaram que não tinham conhecimento do assunto. Pode ser que Hillary Clinton seja a mais prejudicada, pode ser que Obama seja o mais prejudicado. Pode ser que os candidatos democratas, como um todo, sejam os mais prejudicados. Com certeza a maior prejudicada, nesses tempos de YouTube, é a mídia tradicional. Philip de Vellis estará a serviço de quem? (Veja o comercial original da Apple)