Sampa urgente! Relaxa e boia!
José Simão
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
Feriadão da Afundação de São Paulo! AQUASSAB URGENTE! São Paulo foi fundada há 457 anos. E afundada na enchente de cinco minutos atrás! Afundação de Sampa!
E o Kassab já lançou uma montadora especial pra cidade: a HYNUNDAI! E programa de paulista é convidar os amigos pra ver a chuva: "Ah, vem ver a chuva aqui em casa que a gente chama uma pizza".
E quem vai entregar a pizza? O comandante Hamilton do Datena? Rarará! E São Paulo é a capital da gastronomia: todo mundo come todo mundo. E São Paulo tem tanto gay que devia se chamar SÃO PAULA!
E São Paulo é tão "workaholic" que tem carteiro na segunda-feira de Carnaval. É verdade. Uma vez eu passei o Carnaval em São Paulo na segunda-feira cedo e ouvi um grito: "Caaaarteiro!". E aí apareceu um outro e ligou a britadeira.
E eu sempre digo que paulista é o único povo que leva macarrão a sério. Eu sempre repito isso porque macarrão em São Paulo tem nome, sobrenome e recheio: torteli angolini al mascaporne com recheio de shiitake e shimeji!
Em São Paulo tem japonesa loira e bunduda! E outra instituição tipicamente paulista: a padoca! Padaria! Padoca e desmanche. Nunca vi cidade pra ter tanto desmanche. Toda rua em São Paulo é assim: uma padoca, um desmanche e uma agência do Bradesco!
São Paulo tem tanto buraco que você não consegue nem tomar uma Coca-Cola dentro do carro. Quando a lata tá chegando na boca, catapumba, engasga! Já tem buraco com carro dentro.
E já tem uma versão de "Sampa", do Caetano: "Alguma coisa acontece no meu piscinão/ que só quando eu fico ilhado na avenida São João/ É que quando eu cheguei por aqui/ comprei logo um jet ski". É o SAMPISCINÃO! E o Kassab disse que as obras antienchente estão surtindo efeito. Efeito Cascata. Rarará!
E desde menino que escuto esse slogan: "São Paulo não pode parar". São Paulo não pode parar porque não tem estacionamento. Carro em São Paulo tem que pagar IPTU. Bem imóvel.
São Paulo tem Capão Redondo, sendo que eu não sei o que é capão e muito menos por que é redondo. Em São Paulo ainda se come esfiha com Fanta! São Paulo tem tanto dinheiro que você só é rico na cidade dos outros. Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza! Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
No aniversário de São Paulo, José Simão lança o Hynundai
É triste, mas é engraçado. Nos 457 anos de São Paulo, a coluna de José Simão na Folha transborda inspiração.
sábado, 12 de maio de 2007
Habemus Papo IV: São Paulo é sinônimo de marketing religioso
Tudo nessa viagem do Papa é obviamente planejado, tudo é pensado com o objetivo de retomada do crescimento da Igreja Católica no Brasil. Se bobear, até a escolha da cidade de São Paulo é uma alusão a São Paulo, o apóstolo, ou, como diria Nietzsche, "o primeiro cristão, o inventor do cristianismo". Para Nietzsche, até então "havia apenas alguns sectários judeus." Bento XVI parece mesmo repetir Paulo que, como afirma o teólogo Fernando Altemeyer Júnior, "além de fazer uma peregrinação missionária original, criando vínculos em cidades importantes, soube escolher pessoas para multiplicar seu trabalho". Novamente, vou reproduzir trechos de uma monografia (não sei quem é o autor) bem interessante com o tema "Igreja como empresa", que pode ser obtida na íntegra no site Marketing e Fé Católica. Apenas farei alguns destaques:
As pesquisas das últimas décadas mostram como a pequena seita judaica criada por Jesus conseguiu sobreviver de maneira surpreendente à guerra de 66-70 d.C., em que os romanos praticamente massacraram os judeus. Isso ocorreu por obra de um homem que havia sido um implacável perseguidor desse povo convertido: o apóstolo Paulo, nascido em uma família israelita de Tarso, na atual Turquia, com o nome de Saulo.
No ano 48 d.C., realiza-se o Concílio de Jerusalém. Nessa reunião, Paulo conseguiu convencer Tiago, irmão de Jesus e líder da seita que continuou na Palestina após a crucificação, a permitir que pagãos convertidos fossem dispensados de seguir a Lei judaica, que estabelecia, entre outras obrigações, a circuncisão e os princípios de seleção e preparação de alimentos. Paulo prossegue com sua missão, mas a doutrina pregada por ele já não era a mesma da Igreja de Jerusalém.
Para Tiago e seus seguidores, Jesus era o Messias, que teria vindo ao mundo para livrar o povo judeu da opressão. Era o escolhido para implantar o Reino de Deus, isto é, governar Israel conforme a Lei. Paulo, porém, apresentava Jesus sob o nome grego Cristo, cujo significado era o mesmo de Messias em hebraico: "Ungido". O Cristo anunciado por ele era o Filho de Deus.
Tiago é morto por apedrejamento quatro anos depois. Paulo é decapitado em Roma depois por ordem de Nero. Mas o mundo conhecerá somente o Cristo de Paulo.
O Cristo celestial de Paulo obscurece o Jesus histórico, cresce com o Império Romano e se expande para o mundo.
Segundo o que se conhece sobre aqueles tempos turbulentos, a Igreja cristã de Jerusalém praticamente morreu com o massacre comandado por Tito no ano 70. Tiago e seus seguidores teriam sido judeus de origem humilde, talvez com modesta formação intelectual, afirma Robert Eisenman, diretor do Instituto de Estudos das Origens Judaico-Cristãs, da Universidade do Sul da Califórnia, em Long Beach, nos EUA. O sofisticado Paulo, ao contrário, tivera sólida formação na cultura greco-romana e preparou o caminho para que a expansão cristã pudesse prosseguir após sua morte.
Paulo permaneceu 18 meses em Corinto, na Grécia, pregando aos trabalhadores do porto e marinheiros, que passaram a difundir sua mensagem. "Paulo enxergava a direção que tomava o mundo e agiu para fazer o cristianismo crescer no futuro", diz o teólogo Hermínio Andrés Torices.
A intuição do apóstolo faz com que ele apresente a fé cristã com uma dramatização comovente e arrebatadora para os homens de um mundo sob domínio político opressivo.
Paulo, que conhecera os filósofos estóicos, como o romano Sêneca (4 a.C.- 65 d.C.), cria uma doutrina semelhante em alguns aspectos ao pensamento deles. O estoicismo, que esvaziava da filosofia o conteúdo político em favor da moral e da realização subjetiva, surgira a partir da perda da liberdade política das cidades-estado gregas para os conquistadores macedônios no século 4 a.C. A liberdade do cristão, diz Paulo, é a salvação obtida somente por meio da fé e do amor em Cristo.
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Viagem do Papa ao Brasil
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