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sábado, 29 de janeiro de 2011

Protestos no Egito: o Facebook pode substituir o Partido?



É interessante ver toda essa agitação das massas egípcias, arregimentadas pela internet, aparentemente sem grande organização por trás. Como veriam tudo isso os velhos compêndios leninistas? Com certeza veriam a confirmação dos seus ensinamentos, quando dizem que a Revolução exige a combinação de condições objetivas com as condições subjetivas (o Partido revolucionário forte, com uma direção centralizada, revolucionária). As condições econômicas egípcias parecem fortalecer a ideia de grande transformação, mas o movimento parece bem voluntarista (para usar a terminologia leninista). Apesar de muitos falarem em revolução (como o músico de 41 anos, Sabri Amin, que declarou ao jornal israelense Haaretz: “isto não é uma demonstração, é uma revolução”), é difícil imaginar uma organização determinada e capaz disso. O momento egípcio, ao contrário, pode facilitar um golpe militar. A grande capacidade da web de interligar e mobilizar as pessoas é algo excelente e indispensável, mas ainda não substitui o tal do partido revolucionário...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cesar Maia dá lição de marketing ao marqueteiro tucano

No seu Ex-Blog de hoje, Cesar Maia pega um trecho da entrevista de Luiz González para mostrar que ele está desatualizado em marketing eleitoral. Detém-se particularmente na questão da internet e seu alto poder de "comunicação virótica" (fluxos tardeanos). Aqui o trecho do Ex-Blog:
3. Na polêmica entrevista de González, marqueteiro do PSDB-SP, a resposta final sobre o uso de internet em campanha mostra que ele ainda não entendeu que não se trata de uma televisão pequenina. Ele compara a eficácia da TV com a da Internet pelo alcance de cada uma, medindo em milhões de TVs e de PCs disponíveis.
4. De uma forma simplificada: a TV é um processo vertical, como a chuva, que cai sobre as pessoas desabrigadas, e pode ter diversas intensidades e tempos. Nos últimos anos, aqui e no EUA, sua intensidade e impacto sobre as emoções se tornou decrescente. A Internet é um processo virótico que se multiplica, ou não, na base e horizontalmente. Vírus que pode ser de baixíssima contaminação e pouco permanecer no próprio contaminador. Ou multiplicar-se como a gripe suína, com um enorme acelerador de partida e de impacto.
5. Ambas, pelo efeito multiplicador, podem ir além de suas audiências, mas quando isso ocorre na Internet o multiplicador é ativo e na TV é passivo. A Internet não é Imprensa, pois seus emissores são ilimitados e sua diversidade e participação no "jogo" independem da audiência.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Gabeira imita Mercadante

Mais um político se atrapalha com a internet. Dessa vez foi o "antenado" Deputado Federal Fernando Gabeira. O Uol Notícias, em reportagem de Piero Locatelli ("Gabeira pede desobediência à lei que ele próprio endossou na Câmara"), divulgou ontem (atualizado às 18,23h): "O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) estava presente na reunião em que foram votadas as restrições para a internet na campanha eleitoral. Na sessão, o deputado não se opôs ao projeto. Agora, o deputado conclama o povo a desobedecer as regras com as quais ele foi condescendente na Câmara dos Deputados". O site da Uol continua: "Apesar de chamar as pessoas para a "briga feia", Gabeira não se opôs formalmente ao projeto na sessão extraordinária realizada às 13h30 do dia 8 de julho de 2009 no plenário da Câmara dos Deputados. Lá, as restrições à internet foram referendadas sem objeções pelos congressistas. O UOL Notícias não encontrou registros de emendas ou discursos de Gabeira para evitar as novas regras. O deputado também não pediu o registro nominal dos votos, para que fossem contabilizados aqueles que não concordavam com a proposta. Gabeira disse ao UOL Notícias que só se lembra de ter falado da restrição de outdoores na sessão". Gabeira teria se justificado dizendo que "era contra [as restrições na internet], mas não havia correlações de forças para isso. Eu nunca me preocupei porque essa lei não vai pegar". Mais ou menos às 18 horas, Gabeira voltou ao Twitter: "UOL conta a história pela metade. Comuniquei aos líderes que era pela liberdade na internet." Uol respondeu com a declaração do Senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), co-relator do projeto de reforma eleitoral no Congresso, que criticou Gabeira: "Eu respeito o Gabeira, mas lamento o posicionamento oportunista dele. O texto que ele está criticando foi votado por ele, ele deveria prestar mais atenção no que faz". Pelo jeito, Mercadante fez escola na arte de dizer uma coisa na internet e se desdizer na vida real (a bem da verdade, Mercadante é totalmente coerente na defesa da liberação radical do uso da rede na eleição).

domingo, 11 de março de 2007

Web Bin Laden

A Al Qaeda parece que ficou mais inteligente do que Bush. Em vez de ficar ceifando vidas por aí, eles pretendiam tirar a Grã-Bretanha da... internet! É isso que nos diz o Plantão Globo: "A rede terrorista Al Qaeda pretendia tirar do ar a rede de internet da Grã-Bretanha e provocar um caos na comunicação das empresas presentes no país e na Bolsa de Valores de Londres, afirmou o tablóide dominical The Sunday Times". Ufa! Ainda bem que a Scotland Yard agiu mais rápido. Já pensou ficar sem as fofocas da realeza on-line?