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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Polícia Federal: afinal, por que "satiagraha"?

Sempre achei muito engraçados os nomes dessas operações policiais, porque eles várias vezes dão alguma pista do que vão operar. Como “Operação Trânsito Livre”, contra o crime organizado em Foz do Iguaçu, onde pessoas conhecidas como batedores "levavam dinheiro dos ônibus, carregados de contrabando, para policiais rodoviários". Às vezes até reforçam as pistas, como “Operação Nicotina II”, de repressão ao contrabando de cigarros. Se uma operação é secreta, por que a pista no próprio nome? Onde descobri isso? No site da Política Federal, de resumo das operações, onde podemos até mesmo ler justificativa dos nomes, como a operação em Manaus, contra auditores fiscaisdo trabalho, a “Operação Zaqueu”, que teve esse nome escolhido “em referência a um fiscal corrupto, citado na Bíblia” (o ex-Chefe de Polícia do Rio, Zaqueu Teixeira, tem o nome associado exatamente ao oposto...). A minha opinião é de que a Polícia deve esconder qualquer dica de suas operações, como eles aparentemente fizeram nessa fantástica Operação Satiagraha. Mas fiquei intrigado pelo nome. O que terá motivado? Fui pesquisar e descobri no site Oragoo que Satiagraha (Satyagraha) "é um termo cunhado pelo pacifista indiano Mahatma Gandhi em sua campanha pela independência da Índia. Em sânscrito, Satya significa verdade. Já agraha quer dizer firmeza. Desta forma, Satyagraha é a firmeza na verdade, ou firmeza da verdade. Não entendi nada, mas gostei. Não diz nada de nada. Ainda assim, queria saber o motivo da escolha.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Eleição no Rio de Janeiro: Picciani e Zaqueu farão o duelo do ano

No rompimento da aliança do PMDB com o PT pela candidatura a Prefeito do Rio anunciado ontem, pelo menos um efeito colateral parece ter sido mais forte do que o efeito principal. Tudo porque o poderoso dirigente peemedebista fluminense, Deputado Jorge Picciani, declarou que não aceitava o fato de Zaqueu Teixeira, do PT de Queimados, não desistir da candidatura contra o candidato peemedebista Max, seu pupilo. Queimados é uma cidade da Região Metropolitana fluminense, com 88 mil eleitores e PIB per capita de 6.840 reais (58º lugar, dos 92 municípios do estado, segundo o IBGE 2005). Pequena, portanto, mas com poder de fogo suficiente para destruir a aliança da Capital. Graças a isso, Zaqueu Teixeira voltou a ganhar as páginas dos jornais, com direito a foto na página 3 do Globo, lado a lado com o poderoso Picciani. Antes, Zaqueu ganhava destaque por seus feitos policiais como Chefe de Polícia nos 9 meses do Governo Benedita. Ele começou o mandato comprando briga com Garotinho, as denunciar erros nas estatísticas policiais do Governo Rosinha. Depois ganhou mais destaque ainda ao prender, sem precisar dar um único tiro, o traficante Elias Maluco que tinha torturado e matado o jornalista Tim Lopes. Zaqueu dizia então que a inteligência é mais forte do que a violência - e saiu com essa idéia na cabeça para se tornar político. Foi derrotado nas duas tentativas eleitorais, a primeira para Prefeito, em 2004, e a segunda em 2006, para Deputado Federal. Mas agora parece que se apresenta com mais consistência eleitoral - tanto que sua desistência virou questão de honra para Picciani. Zaqueu - que na semana passada saiu do Ministério da Justiça para se candidatar - me procurou hoje e declarou: "Quiseram me transformar em bode expiatório do imbroglio carioca, mas só conseguiram garantir a minha vitória em Queimados". Pareceu bem feliz e cheio de gás para a disputa.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Eleição no Rio: Queimados, Resende e Cabo Frio versus Rio de Janeiro

Encontrado um culpado para o fracasso da aliança do PMDB com o PT na cidade do Rio de Janeiro. Um culpado, não - três. Segundo consta, das contrapartidas colocadas pelo PMDB, três eram inegociáveis: as candidaturas para Prefeito de Queimados, Resende e Cabo Frio, das quais o PT deveria desistir e passar a apoiar os candidatos do PMDB (que aparentemente lideram nas pesquisas de intenção de voto). Das três cidades, apenas em Queimados o PT tem um candidato (Zaqueu Teixeira, ex-Chefe de Polícia Civil do Governo Benedita) que parece que está bem nas pesquisas. De qualquer maneira, o PT teria tido dificuldades em ceder, o que teria enfurecido o Deputado Jorge Picciani. Diante da situação, ele teria preferido apoiar seu quase desafeto Eduardo Paes a candidatar-se a Prefeito pelo PMDB a manter a aliança em torno de Molon no Rio de Janeiro. A perplexidade é geral, mas reafirmo que, se a candidatura Molon tivesse deslanchado, nem mesmo Picciani teria coragem de romper a aliança. Agora só resta ao Governador Sérgio Cabral tentar não falar grego no seu telefonema para Lula...

segunda-feira, 19 de março de 2007

PróVida, o ProUni da segurança e da ação social

Hoje recebi telefonema feliz de Zaqueu Teixeira, ex-Chefe de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, no governo petista de Benedita da Silva. Ele ficou famoso por ter prendido Elias Maluco, o assassino de Tim Lopes, sem dar um tiro. E é aí que está a marca da sua atuação policial, a inteligência contra a violência. Zaqueu está embarcando para Brasília nesta quarta-feira, onde será assessor especial do Ministro Tarso Genro. Sua responsabilidade será o projeto PróVida, nome provisório para uma série de ações preventivas junto aos jovens em "situação de risco". O projeto envolverá vários ministérios e atuará sócio-educativamente, seria como um "ProUni", como Zaqueu explica. Zaqueu Teixeira é um bom exemplo e uma boa escolha de Tarso Genro.