quinta-feira, 3 de março de 2011
Crise árabe: conflito entre o Departamento de Estado e a Defesa dos Estados Unidos
O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, considerou que a história de “zona de exclusão aérea” na Líbia, sugerida pela Secretária de Estado Hillary Clinton, é papo furado. "Vamos falar claro", disse Gates, "uma zona de exclusão aérea começaria com um ataque à Líbia". E ele observou que a ONU não autorizou o uso da força. Essa autorização seria necessária antes que os EUA atacassem, e a Rússia, membro do Conselho de Segurança, já se opôs. Representantes da OTAN também estariam preocupados com o risco, o custo e a eficácia da criação de uma zona de exclusão aérea.
Antes, na terça-feira, em audiência no Senado, o comandante das forças dos EUA no Oriente Médio, almirante James Mattis, declarou: "Minha opinião militar é de que seria um desafio. Teríamos que eliminar a capacidade de defesa aérea a fim de estabelecer a zona de exclusão aérea – e isso, sem ilusões aqui, seria uma operação militar. Não seria simplesmente dizer às pessoas para não utilizar aviões”.
Como podemos perceber, antes de se “desentender” com a Líbia, os Estados Unidos têm que se entender internamente.
Leia a reportagem "U.S. Cools 'Loose Talk' Over No-Fly Zone" do The Wall Street Journal.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Iraque: um dos maiores problemas militares para Bush é civil
Um grupo de oficiais superiores dos Estados Unidos declarou a Bush e a seu Secretário de Defesa, Robert Gates, que a nova estratégia para o Iraque pode falhar, se as forças de ocupação não puderem contar, com urgência, de mais civis para levar avante os planos de reconstrução e desenvolvimento político. Os militares acham que o Congresso e outros ministérios civis do governo devem se comprometer com mais dinheiro e mais gente para se juntar aos militares nos esforços de recuperação da economia, indústria, agricultura, justiça, etc. Enfim, eles precisam de civis para consertar o que estão destruindo. No momento, existem cerca de 6.000 civis, o que é pouco, comparado com os 132.000 (brevemente podendo chegar a 153.000) militares que estão lá. O problema é que é difícil seduzir as pessoas para empregos no Iraque. Os militares são treinados para fazer o que fazem e ir para onde mandarem. Mas com os civis é diferente. Precisam de treinamento e de muita $edução.