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domingo, 16 de março de 2008
Eleições municipais francesas: confirmada a derrota de Sarkozy e também de Bayrou
O Partido Socialista vingou-se da derrota que sua líder, Ségolène Royal, sofreu para Sarkozy com uma vitória esmagadora no segundo turno das eleições municipais francesa deste domingo. O PS conservou cidades importantes que governava (como Paris) e tomou várias que a direita dominava, como Strasbourg, Toulouse, Reims, Caen e Périgueux. Quase consegue também conquistar Marseille (a segunda mais importante). A direita ainda conseguiu tomar Calais do controle comunista, mas não fez muito mais. Até o centrista François Bayrou (fenômeno eleitoral da última disputa presidencial) saiu derrotado. O PS já amplia seus planos para conquistar a Presidência em 2012. Leia mais no Le Monde e em El País.
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domingo, 9 de março de 2008
Eleição francesa: direita derrotada
As eleições municipais de hoje na França (1º turno; o 2º turno será no dia 16 de março) significaram uma dura derrota para Sarkozy e toda a direita. Em comparação com 2001, o Partido Socialista (PS) cresceu 3% ( de 44,5% para 47,5%), enquanto a União para um Movimento Popular (UMP) caiu cerca de 7% (de 47% para 40%). Le Monde, em editorial, diz que é uma advertência à direita e ao Presidente da República. Leia mais aqui.
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domingo, 17 de junho de 2007
Sarkozy ganha, mas perde...
Deu chabu no segundo turno da eleição parlamentar francesa realizada neste domingo. A expectativa era de que o partido do conservador Sarkozy (UMP) teria entre 380 e 470 cadeiras, do total de 577. Mas as projeções de hoje à noite apontam que os socialistas terão entre 206 e 212 enquanto o UMP deverá conquistar entre 314 e 328 cadeiras. Acontece que, no momento, o UMP conta com 359 cadeiras e os socialistas com 149. O que parecia ser uma vitória estrondosa da direita acabou se transformando em avanço surpreendente dos socialistas. O que terá acontecido em uma semana para acabar com o sucesso de Sarkozy? Terá sido o sucesso de seu vídeo na reunião do G-8, aquele que foi vetado nas emissoras de TV porque o Presidente aparece cambaleante e com língua enrolada vindo de uma longa reunião com Putin? Pode ser. Mas a causa mais provável de sua derrota pode-se relacionar com as pedidas (anti)sociais antipáticas que Sarkozy já começou a fazer, como a redução da taxa do seguro social. O resultado mais significativo desta eleição parlamentar foi a tendência ao bipartidarismo, já que a Assembléia Nacional praticamente se resumiu à divisão entre UMP e PS. Leia mais no New York Times e no Le Monde.
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segunda-feira, 11 de junho de 2007
Esquerda perde feio na França
A direita impôs, neste fim de semana, uma derrota acachapante à esquerda francesa, no primeiro turno das eleições legislativas. Segundo as projeções, Sarkozy e seus aliados terão entre 380 e 470 deputados, de um total de 577. Alguns estão chamando o acontecimento de "vingança da direita", comparando a resultado semelhante (mas inverso), em 1981, na vitória do socialista François Miterrand. O segundo turno será no próximo domingo e deverá confirmar os resultados do primeiro.
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segunda-feira, 7 de maio de 2007
Paris, day after
De um lado, Sarkozystas, com a promessa de uma Nova França, de orgulho recuperado; de outro lado, as cenas que se tornaram comuns na França de hoje: conflitos envolvendo jovens, desempregados, imigrantes. Essa França dividida com certeza permanecerá por muito tempo. O resultado final é difícil prever.
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domingo, 6 de maio de 2007
França: aconteceu o que já se esperava
Segundo a estimativa média das pesquisas dos principais institutos franceses (Ifop, CSA, Ipsos, TNS-Sofres), o direitista Nicolas Sarkozy venceu a socialista Ségolène Royal por 53,1% a 46,9% na eleição presidencial francesa de hoje. O resultado final deverá ter variação pequena, comprovando o que já se previa há quase uma semana. O supreendente foi a alta taxa de participação do eleitorado, entre 84% e 86% - muito maior do que costuma ocorrer nos Estados Unidos, onde o voto também não é obrigatório. A campanha de Ségolène Royal foi estimulante para as esquerdas. Mas o que fica daqui pra frente é a preocupação com a dimensão da guinada para a direita que a França pode dar, com o pretexto de "modernização da economia" ou de "sintonização com o mundo globalizado. Leia mais no Le Monde.
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Eleição francesa, Cesar Maia e marketing eleitoral
Já falei aqui e vou repetir: por mais que não concorde politicamente com Cesar Maia, reconheço nele seu afinco em questões importantes, como o marketing eleitoral. Também discordo de algumas análises que ele faz nesse campo, mas concordo em muita outras. Hoje, no seu Ex-Blog, ele traz duas boas discussões, a reprodução de trechos do artigo de Felipe González El País, sobre a eleição francesa e a reprodução de trechos da entrevista que o diretor de campanha de Tony Blair, Alastair Campbell, deu ao Le Monde, antes do debate do dia 2, sobre a campanha eleitoral francesa. Copiei do Ex-Blog essa entrevista logo abaixo. Antes, até para confirmar algumas idéias, reproduzo trechos do que escrevi aqui no Blog sobre o mesmo assunto.
No dia 30/4: "Segundo pesquisa CSA feita dia 25, com 1005 eleitores, pelo telefone, a principal qualidade do candidato direitista na eleição presidencial francesa Nicolas Sarkozy é a solidez. A principal qualidade da candidata socialista Ségolène Royal é a simpatia. Nos demais itens as diferenças não são tão significativas. Como os dois estão tecnicamente empatados para o 2º turno no próximo dia 6, parece que a decisão vai ser no photochart, a favor de quem melhor souber aproveitar seus pontos fortes." (Eleição francesa: entre a "solidez" e a "simpatia") No dia 3/5: "Desde a roupa (escura-masculina, ao contrário da sua roupa tradicional branca-feminina) até a contundência, Ségolène Royal procurou demonstrar que pode disputar de igual para igual com qualquer candidato. É possível que suas pesquisas tenham indicado esse caminho como o melhor para conquistar o eleitor indeciso, até agora ainda não convencido de que basta a simpatia para resolver os problemas franceses. Veremos as novas pesquisas. Creio que ela ganhou a batalha, embora ainda falte alguma coisa para vencer a guerra do próximo dia 6." (França: esquerda e direita em debate) No mesmo dia 3/5, mais tarde, depois da primeira pesquisa sobre o debate: "É curiosa também a percepção que se passou a ter de cada um após o debate. Ségolène cresceu em competência, coragem e dinamismo e caiu em simpatia. Ao contrário, Sarkozy cresceu em simpatia, caiu em tranqüilidade e um pouquinho em coragem. Os estrategistas de Ségolène podem ter errado na dosagem de "mais competência, menos simpatia". Afinal, como já tínhamos visto aqui no Blog, simpatia era o ponto forte de Ségolène a ser explorado. Daqui de longe, achei que ela tinha se saído melhor. Mas não sou eleitor francês." (França: após debate)Mostro esses trechos para procurar demonstrar que em marketing - eleitoral ou qualquer outro - não há muito o que inventar. É importante não ter medo de fazer o óbvio. No entrevista de Alastair Campbell (conheça o seu blog), analisando a campanha francesa, podemos ver que ele fala coisas muito próximas.
Le Monde - Antes do debate televisivo entre Nicolas Sarkozy e Ségolène Royal, quais conselhos o senhor daria aos dois candidatos? Campbell - Eles devem utilizar o debate para consolidar os seus pontos fortes e sublinhar as fraquezas do seu adversário, mas também para corrigir as fraquezas que lhes são atribuídas por outros. Não se trata para eles de reconhecer abertamente as suas supostas fraquezas, e sim de mantê-las em mente, e de se lembrar de que é por causa delas que uma parte dos eleitores não votou neles no primeiro turno. Simultaneamente, eles devem presumir que uma minoria substancial do seu público está disposta a conceder-lhes o benefício da dúvida. Le Monde - Será que eles precisam se limitar às mesmas mensagens políticas que eles apresentaram antes do primeiro turno? Campbell - Sim. Se eles mudassem fundamentalmente as suas mensagens, isso tornaria os eleitores desconfiados. Eles devem prosseguir a sua estratégia de campanha, tentando explicar por quais razões ela é perfeitamente compatível com o fato de uma parte do eleitorado não tê-los escolhido no primeiro turno. Le Monde - O senhor acredita na importância das "pequenas frases" num debate deste tipo? Campbell - Sim, sem dúvida. Mas elas precisam significar algo para aqueles que se pretende convencer, corresponder àquilo que os eleitores pensam estar no cerne da sua escolha, a um dos temas dominantes da campanha. Le Monde - Será que Nicolas Sarkozy ainda pode "suavizar" a sua imagem? Campbell - A essa altura da campanha, é perigoso deixar o público e a mídia pensarem que você quer mudar a qualquer custo. É por isso que os dois candidatos obterão melhores resultados, se eles tentarem reforçar, e, por assim dizer, destilar as duas ou três coisas essenciais nas quais eles acreditam. Le Monde - Será a imagem dos candidatos tão importante quanto o seu programa para convencer os indecisos? Campbell - O público de um debate televisivo baseia o seu julgamento na maneira com que se expressam os candidatos, na sua desenvoltura, mas também no domínio dos dossiês difíceis que eles mostram ter. As pessoas percebem se um debatedor compreende verdadeiramente aquilo de que está falando, se ele conhece a questão nos seus menores detalhes. Le Monde - Tony Blair inaugurou um estilo de comunicação muito direto com o público, que ainda não tem verdadeiramente um equivalente na França. Campbell - Nós estamos numa época em que o público sempre espera dos governantes que eles se expliquem. A qualidade da sua liderança depende em parte da sua capacidade de se explicar. Uma das grandes forças de Tony Blair não é apenas a sua força de convicção, como também o fato de ele acreditar na eficácia desta capacidade de persuasão. Isto foi a sua sorte e o seu azar: ter sido a personalidade política dominante no exato momento em que o universo da mídia estava impondo a sua onipresença. Uma sorte porque ele é um comunicador fantástico. Um azar porque ele teve diante dele meios de comunicação que não raro se mostraram venenosos.
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quinta-feira, 3 de maio de 2007
França: após debate
A mídia começa a divulgar que o direitista Nicolas Sarkozy venceu o debate contra a socialista Ségolène Royal na corrida para o 2º turno presidencial. Pode ser. A pesquisa Opinionway aponta nesse sentido. Mas aponta mais. Além dos 53% para Sarkozy e 31% para Ségolène como "mais convincente", mostra que 15% não acharam nenhum dos dois convincente. 1% não respondeu. A pesquisa, feita com 978 eleitores selecionados entre 1.415 destacados para assistir o debate, mostra ainda em que tema cada um foi melhor. Ségolène foi melhor na questão ambiental, na defesa das escolas deficientes, na redução das desigualdades sociais e na educação. Sarkozy foi melhor na questão da imigração, na defesa do aumento da jornada de trabalho, na habitação, na luta contra a insegurança, na reforma fiscal e no item funcionalismo. É curiosa também a percepção que se passou a ter de cada um após o debate. Ségolène cresceu em competência, coragem e dinamismo e caiu em simpatia. Ao contrário, Sarkozy cresceu em simpatia, caiu em tranqüilidade e um pouquinho em coragem. Os estrategistas de Ségolène podem ter errado na dosagem de "mais competência, menos simpatia". Afinal, como já tínhamos visto aqui no Blog, simpatia era o ponto forte de Ségolène a ser explorado. Daqui de longe, achei que ela tinha se saído melhor. Mas não sou eleitor francês...
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França: esquerda e direita em debate
Todo mundo faz questão de afirmar que acabou a polarização "esquerda-direita", que isso é coisa ultrapassada, que a realidade vai além ("la realité est très complexe", diria Goddard em Alphaville), que as questões e as soluções muitas vezes são comuns às duas visões. Mas ontem, na França, no debate entre os candidatos do 2º turno para a presidência, até o sorteio das cadeiras parecia querer reafirmar o velho conceito de esquerda-direita: a socialista Ségolène Royal sentou à esquerda e o direitista Nicolas Sarkozy sentou à direita. E suas propostas para a França deixaram ainda mais evidente essa dicotomia fundamental: trabalho x capital, intervenção do Estado x laissez faire, base da pirâmide social x topo da pirâmide social. Além dessa reafirmação da esquerda-direita, o debate apresentou (segundo a imprensa local) muitos erros (ambos erraram muito, por exemplo, nos percentuais de energia nuclear utilizada atualmente na França, mas Sarkozy errou mais e de forma imperdoável) e também uma surpresa: a firmeza de Ségolène Royal. A expectativa era de que ela seria destroçada pelo experiente Sarkozy, mas o que se viu foi o contrário: ela esteve permanentemente na ofensiva, sendo irônica e chegando mesmo a se tornar indignada (na questão da educação de deficientes). Desde a roupa (escura-masculina, ao contrário da sua roupa tradicional branca-feminina) até a contundência, Ségolène Royal procurou demonstrar que pode disputar de igual para igual com qualquer candidato. É possível que suas pesquisas tenham indicado esse caminho como o melhor para conquistar o eleitor indeciso, até agora ainda não convencido de que basta a simpatia para resolver os problemas franceses. Veremos as novas pesquisas. Creio que ela ganhou a batalha, embora ainda falte alguma coisa para vencer a guerra do próximo dia 6.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
França: em debate
O debate Sarkozy-Ségolène, candidatos à presidência da França, foi muito interessante e mobilizou o povo francês. Quem viu percebeu a estratégia de cada um. Sarkozy procurou o tempo todo desqualificar sua adversária, seja pelo modo de questioná-la, fazendo questão de demonstrar que estaria fazendo uma pergunta sobre tema que ela não dominaria (e ele, em tese, sim, por estar no governo), seja procurando tratar tudo que ela falava como bobagem. Ela, por sua vez, procurou passar segurança, seriedade, responsabilidade, sem perder perder a emoção e a simpatia de ser mulher. No bloco da educação, chegou a demonstrar indignação - o que Sarkozy procurou marcar como "nervosismo". Ele desde o começo tinha mais a perder do que ela - e, na minha opinião, perdeu. A batalha da percepção pendeu a favor de Ségolène, que se mostrou disposta a ser presidente, com firmeza, mas com simpatia. De passagem por Paris, o blogueiro Roberto Moraes mandou a foto acima e o bilhete:"Olá, Gadelha. Aí vai o registro da repercussão do último debate entre Sarkozy e Ségolène Royal. Paris praticamente parou para ver o debate que se encerrou há poucos minutos aqui em Paris. Na região do Quartier Latin, nas proximidades do Boulevard ST Germain com Boulevard Saint Michel, os bares e restaurantes estavam cheios de pessoas que assitiam interessadas ao debate. Pessoas paravam na porta destes restaurantes e também acompanhavam com interesse. Quanto às outras informações, você certamente está mais por dentro que eu, que cheguei por volta das 19 horas de Londres. Abs, Roberto Moraes Pessanha"
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França: o debate ao vivo
Bem interessante o debate entre os candidatos à presidência da França, a socialista Ségolène Royal (à esquerda) e o direitista Nicolas Sarkozy (à direita). Ele, obviamente, procurando mostrar competência e tentando desqualificar a adversária. Ela, um pouco mais séria do que esperaria, mas principalmente não se deixando intimidar. O debate entre os dois corre livremente, com um e outro interferindo na fala do outro. Tudo muito muito civilizado e racional - mas, mesmo assim, emocionante. (Assista ao vivo agora, 17:14h)
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Ex-Blog de Cesar Maia divulga pesquisa incompleta
No seu Ex-Blog de hoje, Cesar Maia escreve: "FRANÇA! LE NOUVEL OBSERVATEUR! HOJE QUARTA-FEIRA! Ipsos/Dell : SARKOZY 53,5%. SEGOLENE ROYAL 46,5%" Eele esqueceu de completar a pesquisa (que foi feita por telefone, no dia 30 de abril, entre 808 eleitores): os que vão votar e não quiseram declarar voto são 15%. Isso mostra total indefinição, porque os números finais são: Sarkozy 45,48%, Ségolène 39,52%, Indefinidos 15%. No instituto BVA, em pesquisa feita no mesmo dia, os resultados são: Sarkozy 46,28%, Ségolène 42,72%, Indefinidos 11%. É compreensível uma ou outra falha dessa. Tenho certeza que Cesar Maia corrigirá nas próximas postagens.
Atenção: na postagem anterior, onde apresento resultados do LH2, fui levado a engano por causa do Le Monde (que, hoje, não reapresenta a pesquisa). Segundo o site Challenges, a data de realização da pesquisa é 27-28 de abril, com 1002 eleitores. Como foi dito, 14% disseram que vão votar, mas não quiseram declarar voto. Mas o instituto vai além e diz que 20% dos que foram entrevistados declararam que estão indecisos. Isso significaria Sarkozy 41,6% e Ségolène 38,4% - e joga mais dúvidas sobre o resultado final.
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terça-feira, 1 de maio de 2007
França: pesquisa LH2 pós-debate mostra crescimento de Ségolène Royal
A nova pesquisa LH2 feita no dia 30 de abril para verificar intenção de voto no 2º turno da eleição presidencial francesa mostra que, em uma semana, diminuiu de 8 pontos para para 4 pontos (sem contar os indecisos) a diferença do direitista Nicolas Sarkozy para a socialista Ségolène Royal. Considerando-se os votos dos 14% de indecisos (o que é correto), a diferença é de apenas 3,4%, configurando empate técnico e colocando a eleição em completa indefinição. E o mais curioso é que o ultra-direitista Jean-Marie Le Pen está conclamando os seus eleitores (ele teve 10,44% dos votos no 1º turno) a não votarem no direitista Sarkozy. Leia mais no Le Monde.
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segunda-feira, 30 de abril de 2007
Eleição francesa: entre a "solidez" e a "simpatia"
Segundo pesquisa CSA feita dia 25, com 1005 eleitores, pelo telefone, a principal qualidade do candidato direitista na eleição presidencial francesa Nicolas Sarkozy é a solidez. A principal qualidade da candidata socialista Ségolène Royal é a simpatia. Nos demais itens as diferenças não são tão significativas. Como os dois estão tecnicamente empatados para o 2º no turno no próximo dia 6, parece que a decisão vei ser no photochart, a favor de quem melhor souber aproveitar seus pontos fortes.
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domingo, 29 de abril de 2007
Eleição francesa: indefinição continua
A pesquisa Ipsos realizada por telefone nos dias 26, 27 e 28 com 1.367 eleitores mostra indefinição total com relação ao 2º turno da eleição presidencial francesa. Considerando todos os eleitores que garantiram que vão votar, o direitista Sarkozy lidera com 4,34 à frente da socialista Ségolène Royal. Mas o total de indecisos (15%) é mais de 3 vezes superior a essa diferença. A pesquisa, evidentemente, não mediu os efeitos do debate entre Ségolène Royal e o centrista François Bayrou, evento que tomou conta da vida pública francesa e foi realizada ontem pela manhã.
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sábado, 28 de abril de 2007
Debate Ségolène - Bayrou: veja o vídeo
Os socialistas estão eufóricos. O debate entre a socialista Ségolène Royal (que disputa com o direitista Nicolas Sarkozy o 2º turno das eleições presidenciais francesas) e o centrista François Bayrou (que ficou em terceiro lugar e está fora da disputa no 2º turno) foi considerado um sucesso absoluto. Não apenas pelo desempenho de Ségolène Royal como pelo fato de ter deixado Sarkozy à margem dos principais acontecimentos e, com isso, tê-lo deixado irritadíssimo. Através do debate e de outras ações, a esquerda está conseguindo colar em Sarkozy o rótulo de extremista, aliado do ultra-direitista Jean-Marie Le Pen. Faz parte da estratégia de distanciá-lo do voto centrista, decisivo para a vitória do 2º turno. Leia mais e veja o vídeo com trechos do debate, clicando na tela acima ou indo direto ao Le Monde. Pode ver também no site da BFMtv, que produziu o evento.
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sexta-feira, 27 de abril de 2007
Ségolène Royal e François conseguem marcar o debate
É algo absolutamente inédito. Neste 2º turno da eleição presidencial francesa, o que mais está chamando a atenção é o debate entre a socialista Ségolène Royal - que ficou em segundo lugar no 1º turno - e o centrista François Bayrou - que ficou em terceiro lugar e não vai disputar o 2º turno. O debate ganhou importância tão grande que o direitista Sarkozy, vencedor do 1º turno, segundo foi divulgado, teria feito grande pressão contra sua realização. E quase deu certo, já que ele foi cancelado duas vezes pelos veículos de comunicação que seriam responsáveis por sua produção. Primeiro, foi o Syndicat de la Presse Quotidienne Régionale que saiu fora. Depois foi anunciado que o debate seria realizado no Canal+, i-Télé e seria retransmitido pela France Inter. Mas o canal acabou saindo fora também, alegando a questão da igualdade dos tempos dos candidatos de acordo com o Conselho Superior de Audiovisual (CSA), que no final fez um comunicado sublinhando que "a responsabilidade de um debate dessa relevância deve considerar o princípio da igualdade dos tempos de fala". Em conseqüência, propôs que "o tempo de fala de Ségolène Royal seja calculado e compensado em favor de Nicolas Sarkozy". Com isso foi possível marcar o debate para amanhã, sábado, entre 7 horas e 8:30 h (hora de Brasília) na Radio RMC em cadeia com a BFM TV, diretamente do Hotel Westin, no 1er arrondissement. Era tudo o que Sarkozy não queria que acontecesse. Ele agora está torcendo para que isso acabe logo e seja logo esquecido. Leia mais no Le Monde.
França: pressão da Web contra Sarkozy
Nicolas Sarkozy, o candidato direitista à presidência da França que venceu o 1º turno e disputa com a socialista Ségolène Royal o 2º turno, vive seu inferno astral. Primeiro porque o candidato centrista François Bayrou que ficou em terceiro lugar está visivelmente apoiando a sua adversária. Segundo porque a Internet e os e-mails fervilham contra ele. Leia reportagem "La mobilisation anti-Sarkozy continue sur la Toile", do Le Monde.
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quinta-feira, 26 de abril de 2007
França: Bayrou apóia Ségolène
O centrista François Bayrou prova que seu sucesso eleitoral no 1º turno das eleições presidenciais francesas é resultado de sabedoria política. Com os seus 18,55% e o terceiro lugar, ele passou a ser visto como a chave para a vitória de um dos dois que vão para o 2º turno, o direitista Nicolas Sarkozy ou a socialista Ségolène Royal. Bayrou tem planos ambiciosos e não poderia correr o risco de um papel secundário daqui pra frente. Em primeiro lugar, tratou de não dar apoio explícito. Preferiu dizer quem não apoiaria - Sarkozy. E isso faz sentido, por várias razões: 1) as pesquisas apontam que os eleitores de Bayrou, na sua grande maioria (46% a 25%), preferem Ségolène a Sarkozy; 2) dos três primeiros colocados, Sarkozy foi quem mais procurou um discurso extremista, para conquistar os votos da extrema-direita de Jean-Marie Le Pen; 3) o eleitor francês, como um todo, demonstrou que caminha para um discurso centrista;4) Bayrou precisa continuar forte para as próximas eleições parlamentares em junho, por isso não pode entregar seus eleitores de bandeja aos adversários; 5) com os socialistas no poder, ele poderá mais facilmente marcar a diferença com Sarkozy na oposição; 6) se ele apoiasse Ségolène (ou Sarkozy) imediatamente, perderia importância na mídia - e quer se manter em destaque até as eleições. Ségolène, por sua vez, aproveitou esse apoio indireto para tirar Sarkozy de cena: propôs um debate (que foi aceito) com Bayrou (Sarkozy recusou debater com Bayrou), que, caso aconteça, amanhã, certamente será o assunto dos próximos 4 dias. Mas Bayrou vai além. Ele quer também criar um novo partido, o Partido Democrata (alô, Cesar Maia, alô PFL - cobrem direitos autorais!). O atual partido (UDF - União para a Democracia Francesa) tem sido tradicional aliado do partido de Sarkozy (UMP - União para um Movimento Popular) e Bayrou quer se apresentar daqui pra frente como uma força nova, totalmente independente. O que ele precisa agora é dar a sua direção aos seus eleitores indecisos (29% de 18,55%=5,38%). Essa poderá ser a grande diferença a favor de Ségolène Royal - e é por isso que Sarkozy faz grande pressão para que não aconteça o debate (encontro...) entre os dois.. Leia também Le Monde, Libération e Le Figaro.
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quarta-feira, 25 de abril de 2007
Centro francês desloca-se para Ségolène
A Folha de hoje traz resultado da última pesquisa de intenção de voto para o 2º turno da eleição presidencial francesa do instituto TNS-Sofres com empate técnico entre o direitista Sarkozy (51%) e a socialista Ségolène Royal (49%). "O resultado reflete claramente uma maior inclinação do eleitorado centrista para a candidatura socialista: 46% dizem que votarão por Royal contra apenas 25% para Sarkozy, com 29% que ainda estão indecisos ou não querem votar em nenhum dos dois", diz o jornal. O que confirma o que foi disto neste Blog: Sarkozy afastou-se demais do dircurso centrista, em busca do voto da extrema-direita. Perdeu votos preciosos em áreas tradicionais da direita, o "Grande Oeste", onde Chirac foi forte em 2002. E cresceu nas áreas típicas da extrema-direita, como Alsácia, litoral do Mediterrâneo e no cinturão em torno de Paris. Bayrou conquistou a direita "não-gaulista" com seu discurso de "extremo-centro". Ségolène, ao mesmo tempo que consolidou o voto esquerdista (conquistando inclusive o voto comunista), fez um discurso não-extremista, que está agradando o eleitor centrista. Claro que ainda é pouco para pensar na sua vitória, mas pode ser um sinal. Leia também Le Figaro.
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