quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Os liberais de César Maia: o passado condena
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Agripino Maia está pra lá de Marraquech
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Todos querem a CPMF
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
O fato novo nas eleições 2008 do Rio: Garotinho tenta mover o Bispo Crivella para a casa do PMDB
segunda-feira, 16 de julho de 2007
O Pan-Demônio do Senado recomeça
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Redução da maioridade penal: vitória do PFL no Senado
domingo, 1 de abril de 2007
Todo político é fiel
quarta-feira, 28 de março de 2007
Quem diria, a Arena quer virar Democratas
Era uma vez um partido chamado Arena (Aliança Renovadora Nacional), criado em 1966 (4 de abril, quase dia 1º...) para servir de braço político da ditadura militar que estava instalada no Brasil desde 1º de abril de 1964. Na época eram só dois partidos, a Arena da ditadura e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) da oposição. Em 1980, voltou o pluripartidarismo que tinha sido extinto em 1965. Aí a Arena foi rebatizada de Partido Democrático Social, PDS (que depois virou Partido Progressista Renovador - PPR -, depois Partido Progressista Brasileiro - PPB, depois Partido Progressista – PP). Em 1985, um pedaço da Arena (que já tinha virado PDS) resolveu apoiar a candidatura oposicionista de Tancredo Neves para Presidente do Brasil e, por isso, criou o PFL - Partido da Frente Liberal. O PFL separou-se da antiga Arena, mas não de seus antigos ideais (menos ainda dos ideais da origem mais remota, a velha UDN - União Democrática Nacional). É sem dúvida o grande partido da direita política brasileira, apesar de pretender, recentemente, tenta se vender como sendo de centro. Na verdade, o partido tem procurado se afastar da direita por questão de sobrevivência. Enquanto pôde se aninhar nas estruturas do Governo Federal e representar as oligarquias nordestinas, não se mexeu. Com a subida de Lula ao poder, o PFL viu minguarem suas forças (em 1998 elegeu 105 deputados, hoje só tem 58) e agora joga tudo em uma renovação que parece muito mais jogada de marketing (por mais que Cesar Maia apresente a justificativa da busca do centro como alternativa moderna à polarização esquerda-direita). Ao mudar o nome para Democratas e eleger Rodrigo Maia seu presidente, a velha Arena quer enganar quem, cara-pálida?
terça-feira, 27 de março de 2007
O PFL pretende agora ser "democrata", mas defende a ditadura salazarista com unhas e dentes
domingo, 11 de março de 2007
Discurso de Garotinho na Convenção do PMDB é igual o sertão virar mar e o mar virar sertão
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Eleição na Câmara: deu a lógica
Arlindo Chinaglia acaba de se tornar Presidente da Câmara com 261 votos. Tanto quanto a vitória de Renam para Presidente do Senado, foi um resultado esperado. Este Blog de certa forma já anunciava que o resultado seria esse. Hoje pela manhã, conversando com amigos, previ vitória de Chinaglia no primeiro turno com 265 votos. Errei por muito pouco. Claro que ter dois turnos foi muito mais lógico e eu pensava assim. Vitoriosos: o Governo, o PT, José Dirceu, o PMDB (principalmente o de Michel Temer), José Serra e, de certo modo, até Aécio Neves. Derrotados: o PFL, o PSDB lacerdista, Fernando Henrique, Alckmin, Tasso (e Ciro) e, principalmente, a grande imprensa.
Tereza Cruvinel fica indignada com Gabeira
A cronista do jornal O Globo, Tereza Cruvinel, estava de férias e voltou hoje com a corda toda. Sua análise sobre as eleições no Congresso estão bem feitas (coisa cada vez mais rara na grande imprensa) e mostram que ela estava de férias, mas estava conectada. Fala uma coisa que eu só tinha visto escrito neste Blog: o Governo Lula ganha tanto com a vitória de Aldo quanto com a vitória de Chinaglia. Ela tende a acreditar que o PSDB votará com a chapa liderada pelo PT e lembra um dado importante:a vitória no primeiro turno da Câmra não se dará necessariamente por 257 votos (maioria simples dos 513 deputados). Para ganhar, "basta a metade mais um dos votantes, desde que a maioria vote. Uma forte abstinência dos novos, por exemplo, pode influir muito no resultado". Mas Tereza Cruvinel mostrou que estava realmente conectada ao comentar uma declaração do Deputado Federal Fernando Gabeira (PV-RJ), nome que ganhou luzes recentemente por ter enfrentado Severino Cavalcanti (que ele tinha ajudado a eleger) e por ter assumido o que seria uma postura "ética". Gabeira, que no passado destacou-se por posições, digamos, mais libertárias, declarou que "a noite de Brasília é infestada por deputados, lobistas e prostitutas". Tereza Cruvinel, com a nota "Fala fácil", chamou a atenção do Deputado "ético-libertário". Disse ela: "Vinda de quem vem, a frase choca por sua carga de preconceito e generalização, que ofende todos os que freqüentam a noite na capital. Em relação às prostitutas, soa estranhíssimo porque Gabeira é também autor do polêmico projeto que regulamenta essa antiga e deprimente atividade, o que para muitos pode servir de estímulo à sua expansão. Para quem acaba de submeter-se a uma nova eleição, colhendo grande êxito, é também estranha a estigmatização da figura do deputado, como se a função tornasse desprezíveis todos os que a exercem. Já os lobistas, existem em Brasília e em qualquer outra arena de poder. Estamos mesmo no tempo do sucesso pela palavra fácil".